domingo, 28 de dezembro de 2014

Dica de livro: o céu e o inferno da Educação

Crítico dos testes, o chinês Yong Zhao explica por que o gigante asiático tem o melhor e o pior sistema do mundo

Por Tory Oliveira, para a Carta na Escola

Chineses se debruçam para serem aprovados no Ensino Superior
(foto Ma Jian/Chinafotopress/Getty Images)
Inédito no Brasil, o livro Who’s Afraid of the Big Bad Dragon (Quem Tem Medo do Grande e Malvado Dragão) tem um subtítulo intrigante: “Por que a China tem o melhor e o pior sistema educacional do mundo”. Ao longo de 272 páginas, o autor Yong Zhao dedica-se a explicar esse paradoxo e a desconstruir a ideia de que o modelo chinês de Educação – centralizador, baseado na ênfase em testes padronizados, altamente competitivo e sempre no topo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) – é um exemplo a ser seguido pelos demais países. 

“Os piores aspectos (do modelo chinês) estão na ênfase exagerada em avaliação, que torna todas as demais atividades de estudantes, professores, pais e escolas em uma preparação para os testes. Consequentemente, a experiência educacional dos alunos, dentro e fora da escola, está focada em poucos assuntos. O bem-estar social, emocional e físico fica em segundo plano”, critica Zhao, que conheceu o sistema educacional chinês como aluno e professor.
 
Nascido na província de Sichuan, Yong Zhao estudou em uma pequena escola rural durante a Revolução Cultural (1966-1976), quando o exame de admissão do Ensino Superior (Gaokao) foi abolido. O mesmo não aconteceu no curso equivalente ao nosso Ensino Médio, período em que sentiu na pele a enorme pressão para atingir uma boa nota e passar no exame, restaurado em 1977.

Após se formar em Língua Inglesa e lecionar por seis anos na China, Zhao aceitou uma oferta para trabalhar como professor-visitante no Linfield College e se mudou para os Estados Unidos, em 1992. Atualmente, o autor ocupa o cargo de professor na Universidade do Oregon e é presidente do Institute for Global and Online Education, na mesma instituição.

Por e-mail, Zhao conversou com Carta na Escola sobre o sistema educacional chinês, os perigos de uma Educação baseada em testes e a admiração nutrida por muitos países ocidentais pela educação tradicional chinesa.

Carta na Escola: Por que a China tem, ao mesmo tempo, o melhor e o pior sistema educacional do mundo? Como isso é possível?
Yong Zhao: Porque existem diferentes definições e objetivos na Educação. Se você acredita que Educação significa ter todos os seus estudantes dominando o mesmo conteúdo prescrito e demonstrando esse domínio por meio de testes focalizados, a China já demonstrou ser a melhor, ao menos de acordo com o Pisa. Mas, se você pensa que Educação significa ajudar a melhorar e desenvolver habilidades individuais, produzir a diversidade, cultivar a criatividade e prover uma experiência balanceada para o desenvolvimento da criança como um todo, talvez a China seja a pior. Aliás, não se trata do único país a ter um sistema educacional com essas características. Na verdade, todo sistema educacional que coloca muita ênfase em testes e que impõe aos seus estudantes um conjunto limitado de habilidades e conhecimentos pode ter essas consequências.

CE: Quais são os piores aspectos da educação chinesa, em sua opinião?
YZ: Na prática, os piores aspectos estão na ênfase exagerada nos testes, que torna todas as demais atividades de estudantes, professores, pais e escolas em uma preparação para os testes. Consequentemente, a experiência educacional dos alunos, dentro e fora da escola, está focada em poucos assuntos. O bem-estar social, emocional e físico ficam em segundo plano. Mas a ênfase exagerada nos testes é resultado das chamadas high-stake tests, nas quais o sucesso na vida de uma pessoa (e tem sido assim há muito tempo) é definido pela sua capacidade de chegar ao Ensino Superior, única forma de conseguir os melhores empregos. 

CE: No último Pisa, Xangai (e a China) ocupou o primeiro lugar do ranking. No entanto, o senhor aponta o fato de que, desde 1949, o país não ganhou nenhum Prêmio Nobel. Esse modelo de Educação está prejudicando a criatividade e outras capacidades dos estudantes?
YZ: Ao menos em parte, sim. Há muitos fatores envolvidos, é claro, mas um sistema educacional que premia os estudantes pelo bom desempenho em testes padronizados certamente prejudica aspectos presentes em indivíduos mais criativos.

CE: Um dos aspectos mais conhecidos da população chinesa no Ocidente é a valorização da Educação como chave para o sucesso. O senhor afirma, porém, que essa valorização é uma “estratégia de sobrevivência”. Poderia explicar melhor?
YZ: A Educação, ou melhor, passar em testes, tem sido o único caminho para a mobilidade social na China – e os testes são controlados pelas autoridades. As pessoas precisam valorizar essa “Educação”. Como eu explico no livro, as pessoas não valorizam necessariamente a Educação, mas sim a preparação necessária para passar nos exames. Assim, o que observamos é a valorização da Educação essencialmente como uma estratégia de sobrevivência para lidar com um sistema feito para selecionar com base em resultados de testes. 



sábado, 13 de dezembro de 2014

Educação, jornalismo, publicidade: não se fracassa sozinho

Por *Cristiano de Sales no Observatório da Imprensa

Poderíamos chamar de infeliz o anúncio publicitário que ocupou a página 5 do jornal O Globo de domingo (7/12/2014), que procurava promover políticas educacionais da prefeitura do Rio de Janeiro. Mas não, infelizes somos nós que já passamos, há tempos, da categoria de leitores para a de consumidores e agora para a categoria de mercadorias, conforme ensinou Carlos Castilho, neste mesmo Observatório, quando escreveu sobre a publicidade nativa (ver Publicidade que parece notícia).

Além de já termos sido coisificados (e olha que nem sou marxista; aliás, precisa ser um para perceber isso?), agora testemunhamos de maneira explícita a concepção que administrações públicas como a do Rio de Janeiro têm sobre o que é educar um povo. Produção em série de pessoas supostamente habilitadas a desenvolver determinadas (e muito bem determinadas!) tarefas. 

Homogeneização das habilidades; nem sei se podemos falar neste caso em homogeneização do pensamento, pois não dá para confiar que um órgão que promova sua contribuição à Educação com anúncios como o acima destacado esteja estimulando algum pensamento em seus produtos, digo, crianças.

O espantoso desse anúncio não é a revelação do óbvio, pois sabemos que temos alguma herança da ditadura militar (e até de antes) no nosso processo educacional, o que justifica a não prioridade ao estímulo do senso crítico e das heterogeneidades. O que de fato chama a atenção é a maneira explícita e sem pudor com que administração pública e jornalismo/publicidade expõem essas concepções estanques de Educação sem levar em conta que o leitor possa se incomodar em ser tratado e ver seus filhos tratados como mercadorias. E se o fazem dessa maneira é porque estão certos de que não haverá reação. E se não há reação, provavelmente isso se deve ao fato desse projeto homogeneizador do pensamento já ter dado certo.

Na última década e meia, vimos no Brasil um aumento significativo de escolas de formação técnica e isso é de extrema importância num país que se estrutura especializando sua mão de obra e que tenta suprir demandas de empregos. A ampliação de aberturas de escolas técnicas não está em questionamento; aliás, deve continuar. Mas o que merece ser posto em questão é que o sistema educacional atende diferentes demandas e dá origem a algo muito maior do que especializar mão de obra. Um dado setor da Educação ser destinado a essa especialização é primordial. Porém, fazer da especialização a tônica da Educação em geral só depõe contra um país que tenta se fortalecer como nação.

Perfis cada vez mais empreendedores
Trocando em miúdos: escola técnica é uma coisa, ensino fundamental e médio é outra e ensino superior é uma terceira coisa. O ensino técnico se prestar a especializar mão de obra e gerar emprego. Está ok, e deve ser aplaudido. Porém, os ensinos fundamental e médio precisariam formar, antes de qualquer coisa, pessoas; e pessoas são diferentes, não podem ser coisificadas nem no pensamento nem no comportamento. A intolerância às diferenças que temos testemunhado nos últimos meses é fruto, entre outras coisas, dessa ideia equivocada de que as pessoas são iguais; e se não são, precisam se tornar.

Por seu turno, o ensino superior, para além da formação em alguma área específica, precisa estimular senso crítico, capacidade de escolhas em momentos imprevistos, desconstrução de preconceitos, habilidade em criação e transformação de coisas e situações (e isso também já estaria entre as funções do ensino fundamental e médio). Entretanto, que fique claro, estabelecer essas diferentes diretrizes não significa, em hipótese alguma, sugerir que no ensino técnico tudo isso também não esteja implicado. Não, essas coisas não são acionadas por botões. Mas o que se deve registrar é que cada campo de ação educacional se caracteriza por predominâncias de objetivos.

Num país que sofreu até ontem com o fantasma do desemprego (não se pode negar que os índices hoje são menos assustadores), fica fácil introjetar na mente da população que o que importa é especializar. Por isso, talvez o anúncio da prefeitura do Rio, que faz lembrar o clipe do Pink Floyd ou o filme do Charles Chaplin, não gere incômodo. Mas, se queremos efetivamente elaborar saídas pelo viés da Educação, temos que resistir a essas concepções que invadem todos os campos de ação da Educação.

As próprias diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação para alguns cursos de graduação, por exemplo, já são sintomas dessa invasão da mão de obra especializada em setores onde o senso crítico deveria estar sendo estimulado; vejam-se as diretrizes às quais o próprio curso de Jornalismo está sendo submetido, segundo última portaria do MEC. As ciências humanas perdem cada vez mais força dentro de cursos que formam jornalistas, publicitários e demais áreas, que ganham cada vez mais perfis empreendedores. Ou seja, a equação se fecha. Por isso, cada vez menos nos incomodaremos com anúncios que esfregam em nossas caras o projeto ao qual não reagimos.


*Cristiano de Sales é professor de Comunicação Social

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pronatec: três cursos a distância estão com matrículas abertas no Rio Grande do Sul

Ministrados pelo Senai-RS os três cursos de qualificação profissional são Eletricista de Automóveis, Desenhista de Produtos Gráficos WEB e Instalador Reparador de Redes de TV a Cabo.

Estão abertas 320 vagas distribuídas entre Porto Alegre, Caxias do Sul e Santana do Livramento. Os pré-requisitos para a inscrição, feita pelo www.senairs.org.br/programas/pronatec: ter 15 anos completos, 6º ano do ensino fundamental concluído, acesso à internet e disponibilidade para assistir a 20% das aulas presencialmente.

Gratuitos, os cursos têm até 220 horas de duração.

Fonte Sistema Fiergs


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Segurança e saúde no trabalho: Stanford University é parceira na instalação de instituto de inovação em Santa Catarina

Um grupo de especialistas do Sesi de Santa Catarina e de empresários inicia nesta segunda (6/10/2014), missão a Stanford University, em Palo Alto, na Califórnia, nos Estados Unidos, para definir o modelo de negócio do instituto de inovação que será instalado no estado.

Focado em tecnologias para segurança e saúde no trabalho, o Instituto Sesi de Inovação desenvolverá pesquisas e tecnologias para a promoção de comportamentos seguros e saudáveis, redução de acidentes e adoecimentos para elevar a produtividade da indústria brasileira.

A parceria com a Stanford University, firmada em julho, já deu início ao processo de planejamento e definição do instituto, além de dar suporte ao atendimento ao mercado e transferir conhecimentos para as pesquisas e soluções que serão desenvolvidas em âmbito estadual e nacional.

Ao longo da missão, serão realizados debates sobre o impacto das tecnologias em saúde e segurança no resultado das organizações, além de workshops, visitas a laboratórios e experimentação de criação de um instituto de pesquisa.

Institutos
O Sesi Nacional implantará sete institutos de inovação na área de qualidade de vida. Eles serão orientados para atender demandas industriais, focadas na redução do absenteísmo (falta ao trabalho) e dos acidentes dentro das indústrias brasileiras. Por isso, tratarão de questões relativas ao envelhecimento saudável, fatores psicossociais, promoção da saúde, ergonomia, redução e prevenção de acidentes, gestão do absenteísmo e desenvolvimento de tecnologias para o aumento da segurança e saúde do trabalhador.


Fonte Fiescnet


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dilma: Olimpíada do Conhecimento constrói alicerce para o futuro

Fonte Agência Brasil, com informações do Portal da Indústria

Em visita à 8ª Olimpíada do Conhecimento nesta quarta (3/9/2014), em Belo Horizonte, a presidente da República, Dilma Rousseff, destacou a importância da Educação e da inovação para o desenvolvimento do país. “A Olimpíada do Conhecimento é como se a gente abrisse uma cortina e mostrasse o caminho do futuro. Construímos aqui um alicerce para o futuro”, disse a presidente em discurso ao visitar a competição. A presidente disse, no entanto, que o país precisa aumentar investimentos em Educação e inovação.

Presidente Dilma na Olimpíada: visita começa pela competição de robótica (foto divulgação)

O presidente do Sistema Indústria, Robson Braga de Andrade, afirmou que o aumento do número de ocupações profissionais que participam da competição – passou de 26, em 2001, para 58 neste ano – demonstra que os jovens brasileiros estão se interessando mais pelo ensino técnico e tecnológico e se preparando para participar do desenvolvimento do país. “Os jovens estão cada vez mais comprometidos com o crescimento da indústria e do país”.

“Fico extremamente realizada que 82% dos participantes sejam do Pronatec”, disse a presidente Dilma. “Tivemos uma parceria com o Sistema S muito bem sucedida, que consiste na junção das estruturas do governo federal, com os institutos federais de educação e ensino tecnológico, e as escolas do Sistema S”, completou a presidente.

A oitava edição da Olimpíada do Conhecimento reúne pela primeira vez grande número de beneficiários do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico em Emprego (Pronatec). Eles representam 82% dos competidores, segundo a organização do evento. O programa é um dos carros-chefe do atual governo e a competição é uma forma de validar a qualidade do ensino.

Durante quatro dias de provas, que terminam no sábado (6/9/2014), os competidores fazem tarefas semelhantes às que enfrentariam em situações reais do dia a dia de trabalho. Seu desempenho estabelece o padrão de excelência das práticas de 58 ocupações técnicas, sendo 48 da indústria, sete do setor de serviços e três da agropecuária. Maior competição das Américas de Educação profissional e tecnológica, a competição é organizada e promovida pelo Senai, nos anos pares.

Os estudantes que passam à etapa nacional são os que se destacaram durante as aulas. Eles fizeram treinamento específico para a competição. Depois, participaram dos torneios estaduais e foram considerados os melhores de cada estado. Há estudantes do Pronatec na competição representando as delegações dos 26 estados e do Distrito Federal.

Dos 726 participantes, 597 passaram por cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) ou técnicos de nível médio nas unidades do Senai, Senac e nos institutos federais de Tecnologia.

Os melhores estudantes entre os vencedores da Olimpíada representam o Brasil no WorldSkills Competition, competição mundial que avalia a competência profissional de mais de 50 países.

Em 2015, a 43ª edição será realizada pela primeira vez na América Latina, desembarcando na cidade de São Paulo. Serão mais de 1 mil jovens das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul, que demonstrarão habilidades técnicas individuais e coletivas para executar tarefas específicas de cada uma das ocupações profissionais.

De acordo com o diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi, os estudantes beneficiários do Pronatec têm desempenho semelhante ao dos demais estudantes. A taxa de evasão, apesar de ter passado de 5% para 8%, ainda é baixa. "Houve pequeno aumento na taxa, mas também um grande aumento no número de alunos. O Pronatec é uma importante agenda de construção de cidadania no país", diz.

"A olimpíada é fundamental para a aprendizagem dos alunos e para as empresas, mas o objetivo principal é mostrar a Educação profissional como um caminho de escolha, com uma boa remuneração. O estudante poderá ingressar no mercado de trabalho e poderá também continuar a estudar se desejar", acrescenta Lucchesi.

Segundo ele, a formação técnica chega a 7% da população de 15 a 19 anos, índice considerado baixo quando comparado à média de cerca de 50% dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.

Festival de Robótica
A presidente Dilma chegou por volta das 10 horas ao Expominas. A visita começou pela área de competições do Festival Internacional de Robótica FLL, na qual 210 crianças e adolescentes realizam missões utilizando robôs construídos na plataforma Lego MINDSTORMS. Igor Verri, 14 anos, (foto acima) ficou responsável por explicar para a presidente como são as provas. “A gente tem dois minutos e meio para cumprir 20 missões, que incluem solucionar problemas de desastres como furacão, tornado e tsunami”, disse, logo depois da apresentação.

Depois disso, ela visitou a exposição Inova Senai, que reúne 50 inventos desenvolvidos por estudantes e professores da instituição. No caminho, parou para conhecer um dispositivo que aumenta a mobilidade dos cadeirantes. “O sistema é acoplado a uma cadeira de rodas manual e permite que ela transponha obstáculos de até 30 centímetros”, explicou o professor Eliseu de Sousa, do Senai do Paraná e o coordenador do projeto.

Na exposição Indústria do Futuro, Dilma Rousseff conheceu exemplos de tecnologias educacionais que podem ser utilizadas na formação dos alunos na educação profissional. Depois disso, ela passou por pela área reservada à inovação de produtos desenvolvidos pela indústria brasileira. "Temos que apostar na melhoria da produtividade no Brasil e para isso estamos numa área fundamental, que é a inovação na indústria, pois se liga aos demais setores, como agricultura e serviços".



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Logística: pesquisa aplicada é destaque na expertise de instituto de inovação na Bahia

Recém-inaugurado, o Instituto Senai de Inovação (ISI) em Logística, na Bahia, foi destaque no recente Fórum Nordeste Logística, promoção da ADVB-BA.
Instalado no Senai Cimatec, em Piatã, o ISI tem capacidade para atender à indústria com serviços, capacitação de pessoal e pesquisa aplicada, serviços apresentados na última quinta (21/8), pelo consultor do Núcleo Estratégico do Senai-BA, Leonardo Sanches.

Cimatec também sedia os ISIs de Automação e Conformação Mecânica e o de União de Materiais
(foto Divulgação)

Com área de aproximadamente 2 mil metros quadrados, o novo ISI atende prioritariamente os segmentos estratégicos de óleo & gás, mobilidade, energia, eletroeletrônicos, mineração, metalmecânico, alimentos e comunicações, com competências em áreas como cadeia de suprimentos; planejamento de redes; modelagem e simulação de sistemas produtivos e logísticos complexos; lean manufacturin; logística verde; sistemas integrados de gestão; estudo de gargalos produtivos; e simulação de equipamentos móveis industriais.

De acordo com Sanches, o núcleo tecnológico está desenvolvendo quatro projetos no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), um deles visa automatizar todas as operações de um porto. “Como trabalhamos com todos os softwares de simulação computacional e uma equipe especializada, podemos oferecer diversos tipos de soluções em logística”, disse.

O consultor do NES do Senai-BA também falou sobre a estreita relação entre logística e mobilidade urbana, mais uma vez destacando a importância de estudos e simulações computacionais como ferramentas fundamentais de planejamento. “Com os problemas de trânsito que as grandes cidades enfrentam hoje, não se pode mais trabalhar com tentativa e erro”.

Com 12 anos de funcionamento, a Área Tecnológica de Gestão & Logística do Senai-BA ainda oferece três cursos de graduação tecnológica: Logística, Gestão da Produção Industrial e Processos Gerenciais, além do MBA Executivo em Logística e Gestão da Produção.



domingo, 24 de agosto de 2014

Dica de livro: Senai-SP Editora lança publicação sobre nanociência e nanotecnologia

No primeiro dia da Bienal do Livro de São Paulo (22 a 31 de agosto de 2014, no Anhembi), a Senai-SP Editora lançou a obra Introdução a Nanociência e a Nanotecnologia.

Elaborada por profissionais do Sesi-SP e do Senai-SP, a publicação reúne textos teóricos, exercícios e experiências práticas nas áreas da física, química e biologia.

A obra está sendo vendida com 50% de desconto na Bienal (Foto Tâmna Waqued/Fiesp)

O livro foi feito para apoiar as atividades dos alunos do ensino médio do Sesi-SP e dos técnicos em formação pelo Senai-SP, que têm acesso ao Programa Sesi Senai de Educação em Nanociência e Nanotecnologia, mas pode interessar a qualquer pessoa.

“Estamos democratizando os conhecimentos dessa área com alunos de outras escolas e com toda a sociedade. E a proposta é essa: motivar e incentivar as pessoas a descobrir mais sobre a nanotecnologia”, afirma o gerente de inovação e tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia.

De acordo com Maia, que participou da produção de conteúdo do livro, a nanotecnologia é uma ciência transversal, que já tem aplicação práticas em várias áreas da nossa vida e aumenta seu alcance a cada dia.

“O primeiro enfoque do programa do Sesi-SP e do Senai-SP é fazer uma imersão e alfabetização dos alunos no tema. Mas há também o objetivo de preparar técnicos para o mercado mundial de nanotecnologia, que é crescente. Áreas como cosméticos, farmácia e alimentação já têm influência da nanotecnologia.”

Durante toda a Bienal do Livro, que vai até o dia 31 de agosto, o livro “Introdução a Nanociência e a Nanotecnologia” é uma das publicações da Senai-SP Editora que estará sendo vendido com 50% de desconto.

Unidade móvel

Além do estande das editoras, o Sesi-SP e o Senai-SP também levaram ao Anhembi uma unidade móvel de Nanociência e Nanotecnologia. Em uma visita ao espaço, pode-se saber mais sobre as aplicações práticas dessas ciências, com a ajuda de monitores.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Frase de Hoje: Ariano Suassuna


"O problema fundamental, antes da Educação, é a fome"


Em entrevista concedida em 2007 à Carta na Escola, Suassuna fala de livros lidos e escritos, de professores marcantes e dos conflitos entre o Brasil real e o oficial. Clique aqui para ler a entrevista


terça-feira, 15 de julho de 2014

Ensino e futebol: derrota brasileira na Copa do Mundo pode ser usada para trabalhar habilidades não cognitivas com os alunos

Por Fernanda Kalena, para o Porvir


Fim de Copa do Mundo, Alemanha campeã, e o Brasil fora da grande festa da final após ser eliminado por um placar embaraçoso de 7×1. Na escola, tanto essa quanto qualquer outra derrota pode ser usada como gancho para trabalhar nas aulas de educação física habilidades socioemocionais que moldam o caráter e preparam os alunos para a vida, como aprender a lidar com perdas, trabalhar em equipe e aceitar e obedecer regras.

Para Fernando Lobo, gestor pedagógico da Rede de Ensino Desportivo (Rede),  instituição de ensino voltada para a capacitação de profissionais ligados a esportes, os grandes eventos esportivos são um bom pretexto para colocar em prática atividades que envolvem o desenvolvimento de questões não cognitivas. “Nos esportes em geral, sempre vai ter um perdedor e um vencedor. Nas aulas de educação física, algumas modalidades esportivas como o futebol podem ser usadas como ferramentas de desenvolvimento não só motor, mas também socioafetivo”.

(Foto Kungverylucky/Fotolia.com)

Segundo ele, preparar os alunos para lidar com vitórias e derrotas é papel do educador físico, que deve propor atividades com esse fim. “É importante deixar claro que perder é natural e que em um próximo jogo quem perdeu pode ganhar. Em uma atividade de jogo, o professor pode mesclar os alunos de forma que um time fique mais forte que o outro para que todos passem pela experiência de ganhar e perder”, explica Lobo, que ainda acrescenta  que cabe ao professor manipular e induzir situações para que todos os alunos vivenciem os dois lados da moeda.

“Crianças, em geral, mas principalmente as na primeira infância, têm dificuldade em perder, muitas vezes chegam a burlar regras para poderem vencer, e isso deve ser trabalhado”, explica o gestor. Ele também ressalta que outra questão importante a ser trabalhada é o seguimento de regras. “Regras são extremamente importantes como limitadores de atitudes”, completa.

O coordenador do curso de educação física do Colégio Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo, Ronê Paiano, acrescenta que as regras devem ser trabalhadas em uma perspectiva reflexiva, que esclareça por que elas existem e abrindo espaço para que os alunos as questionem. “As regras do esporte podem ser transferidas para a vida em geral. Não existe convívio social sem regras”, afirma. “É interessante questionar os alunos se é possível jogar sem regras, pode até coloca-los para jogar alguma coisa sem regras, para faze-los entender a necessidade delas”, completa o coordenador, que ressalta que atividades regradas desenvolvem atitudes honestas e o falar a verdade.

Outro habilidade de grande importância que os esportes coletivos dão abertura para ser trabalhada é a colaboração, a importância do trabalho em equipe.

“Nos esportes coletivos, além da competição com o adversário, é necessário se relacionar com os colegas de time. Para que o grupo tenha sucesso, é fundamental aprender a trabalhar em conjunto e para isso é preciso respeitar as escolhas e as atitudes dos outros como, por exemplo, reconhecer quando é melhor passar a bola para um colega melhor posicionado ou mesmo compreender se alguém errar uma jogada”, explica Paiano.

Segundo ele, o professor pode instigar os alunos a perceberem que atitudes individualistas não são benéficas em atividades coletivas permitindo que a turma debata jogadas e estratégias em conjunto. “Os alunos têm que ser levados a essa reflexão, o professor pode incitar a conversa, mas entre adolescentes, por exemplo, é mais proveitoso o debate entre pares”, argumenta.

Os valores trabalhados e desenvolvidos através do esporte nas aulas de educação física, como colaboração e lealdade, são aprendizados que serão levados por toda a vida, segundo Lobo. “Todo mundo convive com vitórias e derrotas, no esporte e na vida. Trabalhar em equipe e colaborar com o outro, também. As crianças têm que interiorizar essas sensações, pois sempre estarão presentes em suas vidas”, conclui.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dois economistas divergem sobre o futuro da inovação e do crescimento

Robert Gordon (dir.) e Joel Mokyr: briga entre um pessimista e um otimista
(Foto Rob Hart/The Wall Street Journal)

Robert Gordon, um economista de 73 anos, acredita que os bons tempos já passaram. Depois de um século de inovações revolucionárias que geraram crescimento, o progresso humano está ficando cada vez mais lento, diz.

Já o também economista Joel Mokyr, que tem 67 anos, imagina o surgimento de uma nova era de invenções, inclusive terapias genéticas para prolongar a vida e sementes milagrosas que podem alimentar o mundo sem a necessidade de fertilizantes.


Clique aqui para ler na íntegra a reportagem de Timothy Aeppel para o The Wall Street Journal


Educação: novo PNE está à altura dos desafios educacionais, diz Dilma

Fonte Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse que o novo Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado nesta quarta-feira (25/6/2014), vai ampliar as oportunidades proporcionadas pela Educação, ajudar a valorização dos professores e o aumento dos investimentos no setor. Segundo ela, “o Brasil tem hoje um PNE à altura dos desafios educacionais do país”.



O PNE estabelece, para um período de dez anos, metas que vão desde a Educação infantil até o ensino superior, passando pela gestão e financiamento e pela formação dos profissionais. Por meio de sua conta no Twitter, a presidenta disse que a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do pré-sal à Educação vai fazer com que as metas se tornem realidade.

No início da tarde, o ministro da Educação, Henrique Paim, disse que está contando com o dinheiro para cumprir as metas estabelecidas, mas reconheceu que o governo terá que fazer um grande esforço.

“Sancionei, sem vetos, o novo Plano Nacional de Educação [...]. Ao longo dos últimos 11 anos, criamos um caminho de oportunidades por meio da Educação. O PNE permite ampliar as oportunidades, partindo da Educação infantil, passando pela Educação em tempo integral, o crescimento das matrículas da Educação profissional e tecnológica, a ampliação do acesso à Educação superior. Para isso serão muito importantes a valorização dos professores e o aumento dos investimentos em educação”, escreveu Dilma na rede social.

A presidenta sancionou o plano no limite do prazo que tinha, após o Senado aprovar o texto definitivo no último dia 3 de junho. A sanção do PNE, no entanto, foi feita a portas fechadas, decisão criticada por entidades ligadas ao setor educacional. Nesta quarta-feira, Dilma participou de dois eventos no Palácio do Planalto e em nenhum deles falou sobre o plano, ainda que tenha sido perguntada por jornalistas. A secretaria-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli, disse que a entidade "está indignada".

Pelo Facebook, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que articula mais de 200 entidades, disse que "após tanto trabalho, é decepcionante o cancelamento da cerimônia de sanção do PNE. Especialmente, pela importância da Lei!”.

As entidades também pediam o veto de dois trechos do plano. Para garantir o cumprimento, os estados e municípios terão o prazo de um ano para elaborar os próprios planos, com base no PNE.


Segundo o portal De Olho nos Planos, organizado por entidades que atuam na Educação, 34% dos municípios ainda não têm planos e muitos dos que têm, não o utilizam para planejar suas políticas, mantendo-os desconhecidos da população. O Distrito Federal e 16 estados também não elaboraram os seus planos decenais de Educação.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Olimpíada do Conhecimento: participe do concurso para escolher mascote da OC 2014 e concorra a um Volkswagen Up 1.0 e a outros prêmios

Fonte Portal Indústria

Se você é criativo e gosta de desenhar, participe do concurso que vai escolher o mascote da Olimpíada do Conhecimento 2014, maior torneio de Educação profissional e tecnologia das Américas.

As inscrições podem ser feitas até 15 de julho. Clique aqui para saber tudo sobre

O desenho deverá ser inédito e não pode ter sido premiado em nenhum outro concurso ou promoção regional, nacional ou internacional. Além disso, deve ser de autoria do próprio participante.

Os interessados não poderão, em seus desenhos, explorar imagens de símbolos olímpicos, logos, marcas e patentes, a fim de evitar eventuais confusões ou falsa associação.

O julgamento dos materiais inscritos será realizado por uma comissão julgadora formada por profissionais do Senai e convidados. A decisão levará em conta a criatividade, originalidade e pertinência ao tema proposto.

Os cinco trabalhos mais bem avaliados pela comissão vão disputar o voto popular realizado pela internet. O participante com o desenho mais votado ganhará um automóvel Volkswagen Up 1.0, além de ter sua criação selecionada para ser o mascote oficial da Olimpíada do Conhecimento, que acontece em setembro, em Belo Horizonte.

O autor do segundo desenho mais bem votado será premiado com um ultrabook Sony Vaio de 13 polegadas e, o terceiro lugar, com um tablet Samsung Galaxy Note 2014 com caneta S Pen.

Os cinco finalistas serão conhecidos em 17 de julho. O voto popular, por sua vez, será realizado de 17 a 23 de julho. Os vencedores serão conhecidos em 24 de julho.

Competição terá mais de 800 jovens disputando em 58 ocupações

Mais de 800 jovens de todo o Brasil participam, de 3 a 6 de setembro, em Belo Horizonte, da Olimpíada do Conhecimento 2014. Nesta oitava edição do mais importante torneio de Educação profissional e tecnológica das Américas estarão em disputa os melhores jovens profissionais de 58 ocupações ligadas à indústria, ao setor de serviços e à agropecuária.

Fazem parte da equipe de mais de 800 participantes, de até 21 anos de idade, alunos de cursos do Senai, do Senac e dos Institutos Federais de Tecnologia – estes pela primeira vez na competição. Destaque para 45 jovens com deficiência que competirão entre si em quatro modalidades.

Durante quatro dias, os competidores realizarão tarefas semelhantes às que enfrentariam em situações reais do mercado de trabalho. Seu desempenho estabelece o padrão de excelência e serve para avaliar a formação oferecida pelas organizações de Educação.

Realizada a cada dois anos nos anos pares, a competição ocupará 105 mil metros quadrados do Expo Minas, em Belo Horizonte. Além das 6 mil pessoas envolvidas no evento, entre competidores, técnicos, avaliadores e organização, são esperados 300 mil visitantes no período.

A Olimpíada do Conhecimento começa nas escolas das organizações participantes, quando instrutores identificam alunos de destaque e os convidam para treinar para os torneios locais. A etapa estadual é a fase classificatória para a nacional. Nesse processo todo, os competidores chegam a se dedicar oito horas durante meses para alcançarem os melhores resultados. Os dois mais bem colocados na fase nacional podem concorrer a uma vaga para a competição mundial, a WorldSkills Competition, que, em 2015, ocorrerá em São Paulo.

A cada ano, aumenta a participação na etapa nacional. Os pouco mais de 800 inscritos neste ano representam quase sete vezes mais que a primeira edição da Olimpíada, realizada em 2001, em Brasília, quando participaram 111 estudantes. O número de ocupações profissionais do torneio também aumentou: passou de 26, em 2001, para 58 em 2014.

O desempenho dos alunos na competição forma um conjunto de indicadores que ajuda às organizações participantes avaliar a qualidade da Educação profissional. Esses indicadores, que apontam tendências tecnológicas e mudanças nos perfis profissionais, também orientam a atualização dos currículos nas escolas. “O diferencial do ensino oferecido pelo Senai é cobrar do jovem em iguais proporções o conhecimento técnico, a habilidade prática e a capacidade de resolver problemas rapidamente. Na Olimpíada, testamos essas três vertentes no seu mais alto nível”, explica Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai Nacional.

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