quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Educação que funciona: projeto lança livro com 13 iniciativas inovadoras de ensino

“Inspirar pessoas em busca de novos modelos de Educação, a partir de uma jornada de conhecimento por iniciativas transformadoras no mundo.” Este é o propósito do projeto Coletivo Educ-Ação, que acaba de lançar o livro Volta ao mundo em 13 escolas.
 
Segundo o site do projeto, “Foi com um olhar não acadêmico em busca de inspiração que encontramos escolas, espaços de aprendizado, cursos formais e não formais que estão propondo novos formatos. Foi assim que chegamos a diversos modelos mundo afora: na Índia, na Suécia, na Indonésia, na Espanha, na Inglaterra, nos Estados Unidos… e no Brasil.”




Tecnologia: ‘A escola precisa preparar os alunos para programar’, diz especialista em TI

Por Tatiana Klix

O pesquisador e engenheiro de software Silvio Meira é um dos principais pensadores brasileiros sobre a tecnologia da informação e seu impacto na sociedade. Ele escreve artigos científicos e para a imprensa, dá consultorias e profere palestras concorridíssimas em universidades e fora delas.

Paraibano de 58 anos, ele também nunca saiu da escola – Silvio é formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, tem mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco, doutorado em Computação pela University of Kent at Canterbury, da Inglaterra, e é professor titular de Engenharia de Software da UFPE.

Mas tem convicção de que a tecnologia da informação está questionando a utilidade do sistema escolar clássico.

“O que a gente vê claramente acontecendo hoje é um processo em que nós entendemos – talvez de uma vez por todas – que se aprende por toda vida, não só na escola”, diz Silvio.

Aprende-se durante uma discussão na mesa de bar que suscita uma dúvida solucionada pelo Google, aprende-se russo pelo Google Translate durante uma viagem, aprende-se assistindo a vídeos pelo Youtube, exemplifica o pesquisador. “A tecnologia existe fora da escola, em larga escala, profundamente na sociedade”, disse em entrevista ao Porvir. “O mundo não está esperando pela escola, quem está atrasada é a escola”, acrescentou.

Durante a conversa de quase uma hora, que evoluiu sobre questões relacionadas a processos de aprendizagem, problemas do ensino público brasileiro, ferramentas como Youtube e Bing, inovações na área educacional como o EdX (plataforma de cursos online de Harvard e MIT), games, robôs e programação, Silvio foi categórico em afirmar que  o “sistema educacional está falido de maneira catastrófica”.


Mas o engenheiro, que ainda é cientista chefe do centro privado de inovação C.E.S.A.R, acredita que mais difícil do que atualizar os professores ou as próprias instituições tecnologicamente é fazer com que a escola seja um ambiente de aprendizado de processos de percepção, interação, compreensão e de intervenção no mundo.

E já está preocupado com uma demanda futura, a necessidade de disseminar a cultura da programação. Para Sílvio, numa prazo de 30 a 40 anos será necessário, para exercer qualquer profissão, ter criatividade e capacidade de socialização com softwares de robôs. E é papel da escola preparar os alunos para essa realidade.

“O desafio de usar ou tecnologia da informação não existe mais. As pessoas já usam. Elas precisarão programar também”, prevê. Silvio é autor do livro Novos
negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil, no qual trata do tema explicando porque o empreendedorismo virou moda no país.

Clique aqui para ler, na íntegra, a entrevista publicada no portal Porvir.


Tecnologia na Educação: na sala de aula, não!

Por Rogério Tuma

Para o aprendizado, computadores, tablets e celulares atrapalham mais do que ajudam.

Estudo aponta que o uso de aparelhos digitais em sala de aula quase nunca objetiva o aprendizado

O professor associado da Universidade de Nebraska em Lincoln Bernard McCoy entrevistou 777 alunos de seis universidades em cinco estados americanos durante o outono de 2012 e descobriu que o uso de aparelhos digitais, como celulares, computadores e tablets durante a aula é muito mais frequente do que se imagina. Seu uso quase nunca objetiva o aprendizado.

Mais de 80% dos alunos admitem utilizar as engenhocas durante as aulas, o que interfere negativamente no seu aprendizado a ponto de piorar as suas notas, relata o estudo, publicado na edição digital do Journal of Media Education. Pelos questionários respondidos pelos alunos ficou confirmado: apenas 8% deles não usavam os aparelhos durante as aulas, 35% utilizavam de uma a três vezes ao dia, 27% utilizavam de quatro a dez vezes, 16% utilizavam de 11 a 30 vezes e 15% utilizavam os aparelhos durante as aulas do dia mais de 30 vezes.

Em relação ao objetivo do uso, 86% disseram que conversavam por texto durante as aulas, 68% checavam e-mails, 66% visitavam as redes sociais enquanto o professor tentava ensiná-los, 38% simplesmente navegavam na internet e 8% (os mais caras de pau) jogavam algum tipo de game durante as aulas. Um dado para os fabricantes de relógio: entre os alunos, o objeto virou passado. Apenas 67% deles utilizavam o aparelho para checar as horas.

Os alunos acham vantajoso utilizar os equipamentos digitais durante as aulas, pois 70% queriam permanecer conectados, 55% combatiam a monotonia com os tablets, e 49% diziam fazer algo ligado à aula. A maior desvantagem citada por 90% dos alunos é não prestar atenção na aula: 80% perdiam instruções importantes dadas pelo mestre e 32% eram advertidos pelo professor pelo mau comportamento e mais de 50% disseram que foram distraídos pelo uso das engenhocas por algum colega na sala.

Clique aqui para ler, na íntegra, a reportagem publicada pela revista Carta Capital


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Educação: Sistema Indústria lança projeto para melhorar qualificação profissional


O  calendário de 2014 será marcado por intensa mobilização do Sistema Indústria e de parceiros, como organizações governamentais e não governamentais, além da comunidade escolar, na implementação de ações que consigam melhorar de forma mais rápida a formação dos brasileiros para o trabalho.

Tudo graças ao projeto Educação para o Mundo do Trabalho, lançado nesta quarta (30/10/2013), na sede do Sistema Indústria, em Brasília. A proposta é elevar a escolaridade e a qualificação dos jovens que cursam o ensino médio e dos que não estudam e não trabalham, além de industriários.

Clique aqui para saber tudo sobre  
 
De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia do Sistema Indústria, Rafael Lucchesi, o momento é de se colocar a Educação como ponto central do desenvolvimento do Brasil. “A CNI se propõe a liderar o diálogo entre setores público e privado para avançar na qualidade do que é oferecido aos jovens. Já temos resultados bons como o Pronatec e podemos aprofundar isso na Educação básica”, diz.

Para Lucchesi, o Brasil precisa construir uma escola que dialogue melhor com os anseios dos jovens. “O estudante brasileiro precisa desenvolver maiores habilidades de raciocínio lógico e os trabalhadores devem ser preparados para aprender a aprender. Isso será fundamental para incluí-los num desenvolvimento econômico que seja sustentável. Superar esse desafio não é tarefa apenas do governo, mas das empresas, das famílias e de toda a sociedade”.

A agenda nacional tem dez pontos principais que funcionarão como diretrizes às federações das indústrias e parceiros para desenvolvimento de ações mais adequadas à realidade de cada estado. Para incentivar a adesão de outras instituições à iniciativa, o Sistema Indústria vai lançar um prêmio para destacar as melhores ações desenvolvidas ao longo de 2014.

Fonte Sistema Indústria


Inovação: para inovar é necessário aprender com o erro, diz economista chinesa

"Aceitar o fracasso é um dos primeiros passos para quem deseja ter sucesso na hora de inovar. A diferença entre o vencedor e o perdedor é que o vencedor não desistiu".

Esta foi uma das mensagens deixadas pela economista chinesa Ann Lee em sua participação no recente 1º Fórum de Inovação do Sistema Fiergs, em Novo Hamburgo.


Ann Lee é autora do livro O que os Estados Unidos têm a aprender com a China (Foto Sistema Fiergs)

Ela citou o exemplo de alguns bancos que têm como um dos pré-requisitos para a concessão de empréstimos a empreendedores é que eles já tenham falhado. "Faz parte desse processo", afirmou.

Para a economista, a riqueza de uma nação não pode ser medida apenas pelo PIB, pois esse valor não leva em consideração questões como lucro, distribuição de renda, níveis de felicidade e de Educação. Ressaltou que inovar é uma questão de sobrevivência no mercado atual e lembrou que a América Latina, especialmente o Brasil, tem alto potencial para inovar, com sua população numerosa e elevado índice de biodiversidade.

Ann informou ainda que a China está abrindo as portas para que pessoas de outros países se instalem em seu território, com o objetivo de estimular a troca de conhecimentos e ideias diferentes. Em 2012, pela primeira vez, o país asiático ultrapassou os Estados Unidos em número de imigrantes.

"A China está recrutando ativamente estrangeiros para seus centros de inovação e universidades. Professores qualificados são estimulados a trabalhar por lá, com salários elevados, por exemplo, algo que não acontece na América Latina", lamentou.

A burocracia foi apontada por ela como um dos grandes vilões contra a inovação. "A maioria das normas limitam a concorrência e bloqueiam o processo criativo", avaliou Ann, ao citar o caso do início da internet nos Estados Unidos, que gerou uma onda gigante de inovação e crescimento, entre outros fatores, por conta da falta de leis que a regulamentassem.

O presidente do Sistema Fiergs, Heitor José Müller, destacou no Fórum que as empresas precisam se preparar diante desse novo mundo. "Não buscamos mão de obra, mas sim cérebros criativos e construtivos". Segundo o industrial, o processo de globalização, acelerado pela tecnologia da informação, foi tão significativo que hoje o Sistema Fiergs já trabalha com o conceito de "economia planetária".

"Nesse contexto, tal como a órbita dos planetas, as nações têm laços tão fortes que se tornam dependentes entre si. Por isto, o tema deste Fórum é Inovação e a Interdependência na Economia. E o equilíbrio entre os países passa a ser a palavra de ordem mundial. A inovação está em todos os lugares, sem limites físicos ou de territórios, pois as fronteiras são digitais", salientou Müller, destacando que o desafio agora é saber como inovar nesse ambiente coletivo, respeitando e entendendo as assimetrias, a diversidade cultural, e ao mesmo tempo promovendo a integração econômica entre os países e os blocos regionais.

Os artistas e a inovação
Na palestra Conexões Improváveis gerando Inovação, o espanhol Roberto Gomes de La Iglesia defendeu a participação de artistas nas empresas como forma de gerar inovação. "Os artistas são criativos e catalisadores de criatividade entre os colegas".

Iglesias explicou que o contexto atual ainda é confuso e ninguém sabe para onde vai e que o momento é de mudanças. "Primeiro era preciso independência, competitividade e competência para inovar", destacou. Conforme ele, este cenário mudou com a cooperação e mais ainda com a multidisciplinariedade. "Temos que ser competentes competidores e cooperativos, sem barreiras entre setores como economia e arte", assegurou. "Aí estão grandes oportunidades de inovação".

Fonte Sistema Fiergs


Cursos superiores de tecnologia: Senai-SP aceita inscrições em 16 faculdades com modelo inédito de financiamento

Vai até 25 de novembro o período das inscrições para 14 cursos superiores de tecnologia do Senai de São Paulo. Os candidatos aprovados podem se beneficiar de um modelo inédito de financiamento estudantil, aberto a alunos com renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Para usufruir do benefício, os estudantes apenas se comprometem, sem a assinatura de nenhum instrumento jurídico, a pagar, após seis meses de formados, o equivalente à mensalidade em vigor.

Os estudantes também poderão solicitar bolsas de estudo por índice econômico familiar, monitoria ou iniciação científica. A partir deste processo seletivo, a organização também estendeu os benefícios para trabalhadores de empresas contribuintes. As bolsas são acumulativas e permitem descontos de até 48%.

Clique aqui para sabe mais sobre os cursos e as faculdades e fazer sua inscrição



Educação: Impa abre inscrição para aperfeiçoamento gratuito de professores de matemática do ensino médio


Até 30 de novembro, estão abertas as inscrições para o Programa de Aperfeiçoamento para Professores de Matemática do Ensino Médio (Papmem), do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). O objetivo do curso é aprimorar o ensino de matemática nas escolas.

O treinamento é semestral e ocorre sempre nas férias escolares, com aulas presenciais no Rio de Janeiro e via internet em todos os estados. Segundo a coordenadora administrativa do programa, Maria Celano Maia, os cursos – que começaram a ser ministrados em 1990 – vão oferecer 5 mil vagas para o próximo módulo.

Maria diz que a deficiência no ensino de matemática é tão grave no país que afeta os cursos universitários, já que, segundo ela, a maioria dos professores que participam do curso no Impa não sabe a matéria que vai ensinar. “O que esse curso faz é rever os conteúdos do ensino médio. A gente propõe problemas para os professores reverem e treinarem esses assuntos. A gente vê que eles têm bastante deficiência nesses assuntos”.

De acordo com ela, a procura pelo curso vem mais de professores do interior dos estados. O curso é gratuito e o Impa oferece ajuda de custo para transporte e alimentação, além do material didático. As aulas também podem ser acompanhadas pela internet e os cursos anteriores estão disponíveis na página de downloads do instituto. Podem participar professores de matemática do ensino médio e formandos do curso de licenciatura em matemática.

De acordo com a publicação Anuário Brasileiro da Educação Básica 2013, do movimento Todos pela Educação, a principal deficiência no ensino brasileiro é justamente a matemática no ensino médio.

Segundo os dados da Prova ABC de 2011, último disponível, que avalia os conhecimentos das crianças de 8 anos, 42,8% dos estudantes atingiram o conhecimento esperado em matemática, variando de 28,3% na Região Norte a 55,7% na Região Sul. Na comparação entre as redes de ensino, 32,6% dos estudantes de escolas públicas demostraram o conhecimento esperado, enquanto entre os de escolas particulares a proporção ficou em 74,3%.

Na Prova Brasil, avaliação aplicada pelo Ministério da Educação, 14,4% dos alunos tinham o conhecimento esperado para o 5º ano do ensino fundamental em 1999, número que passou para 36,3% em 2011, superando a meta de 35,4%. No 9º ano do ensino fundamental, o índice passou de 13,2% para 16,9%, além da meta de 25,4%. No 3º ano do ensino médio, no entanto, o percentual de estudantes com a aprendizagem esperada em matemática caiu de 11,9% em 1999 para 10,3% em 2011, abaixo da meta de 19,6%.

Maria destaca que muitos conteúdos ensinados estão distantes da realidade dos estudantes. “Seria bom se mudasse mesmo. A gente também procura ressaltar esse aspecto da praticidade, do uso da matemática nas coisas cotidianas. Hoje em dia, o ensino médio está voltado, praticamente, apenas para o Enem e para o vestibular, não é?”.

O curso do Impa será ministrado entre os dias 13 e 17 de janeiro. Foram oferecidas 150 vagas para professores no estado do Rio de Janeiro e entre 40 e 100 vagas para os centros multiplicadores nas universidades de todos os estados, que transmitem as aulas ao vivo, via internet. 

Clique aqui para fazer sua inscrição.

Fonte Agência Brasil