quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pesquisa e inovação: tratada como revolução tecnológica, nanociência ainda necessita de regulamentação

Apontada como solução para muitos dos problemas da humanidade, a nanotecnologia ou nanociência enfrenta ainda dilemas como a regulação da área e o escasso conhecimento a respeito dos efeitos colaterais de novos materiais produzidos.

O diretor do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Fernando Rizzo, aponta que elementos em nanoescala se comportam de maneira diferente do que fariam em sua forma principal. “Há uma preocupação que algumas dessas nanopartículas possam ser tóxicas”, alerta o diretor.

O tamanho nanométrico das partículas também causa temor em médicos. As nanopartículas podem atravessar a membrana que protege o cérebro de componentes nocivos lançados na corrente sanguínea.

“Uma questão básica da regulamentação é saber quais são os efeitos de nanopartículas em seres humanos. Para isso, tem que fazer pesquisa e saber como elas funcionam”, diz o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz.

A regulação da área está entre as prioridades das discussões do Conselho Interministerial de Nanotecnologia, composto por nove ministérios além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O MCTI financia seis redes de pesquisa em nanotoxicologia para estudar e orientar a legislação sobre o tema.

“A regulação é a segurança que um produto que envolve nanotecnologia vai ser seguro para o uso como qualquer outro produto. Depois, tem os aspectos de dar segurança jurídica, para que empresas desenvolvam produtos em nanotecnologia e saibam o que precisam ter para estar no mercado”, disse Plentz.

A falta de regulação da nanotecnologia é um problema comercial e em escala mundial. Muitos países não têm regras para produtos desenvolvidos pela área. “O mundo inteiro tem esse problema de regulação. Uma questão importante em nanotoxicologia é que não existe sequer os protocolos mais adequados para testar as nanopartículas, como pesquisar estruturas, que tipo de técnica ou instrumento se usa para medir as propriedades”, destaca o professor de física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Peter Schulz.

O acadêmico cita como exemplo o uso de nanopartículas de prata que atuavam como germicidas em aparelhos como ar-condicionado, geladeiras e máquinas de lavar roupas.

“Embora as nanopartículas de prata tivessem uma ação higienizadora fantástica, elas também eram eliminadas pelo esgoto e matavam micro-organismos, no meio ambiente, benéficos para o ciclo da vida. Houve uma reação da sociedade civil contra isso e levantou o debate sobre a regulamentação”, explica Peter Schulz.

Ele é autor do livro A Encruzilhada da Nanotecnologia, que chama a atenção para os aspectos revolucionários da área e também às preocupações referentes aos impactos dessas inovações. Além das questões de saúde, tecnologias avançadas podem criar armas mais poderosas, tanto as letais quanto as que não causam morte.


“Quando a tecnologia é inserida em um contexto social também pode trazer preocupações, que não devem impedir a pesquisa, as tentativas de inovações. Mas, de fato, exigem um diálogo melhor e mais intenso com a sociedade”, conclui o professor.

Fonte Agência Brasil


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Frase de Hoje

"Respeito é o ato de não fazer aos outros o que jamais
gostaríamos que fizessem com a gente.

É dar espaço para que os outros expressem suas opiniões,
sem discriminações ou punições...

É não maltratar, humilhar ou espezinhar as pessoas,
simplesmente porque nos consideramos certos ou melhores...

Respeito, ninguém te tira ou te impõe...

Está na formação do seu caráter..."

Stiglitz: É hora de questionar as patentes

Por Joseph Stiglitz | Tradução: Cristiana Martin

No cartaz: “Pessoas antes das patentes. Projeta o acesso aos medicamentos acessíveis”

Em meio à guerra contra a desigualdade, nos acostumamos tanto com más notícias que quase entramos em choque quando surge algo positivo. E depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que gente rica e grandes corporações têm o direito constitucional de comprar as eleições, quem esperaria que este tribunal produzisse alguma notícia boa? Mas uma decisão, ao fim do primeiro semestre, resultou em algo mais precioso que somente dinheiro: o direito de viver.

À primeira vista, a ação da Association for Molecular Pathology (Associação para Patologias Moleculares) contra a corporação Myriad Genetics parece um mistério científico. A corte decidiu, sem unanimidade, que os genes humanos não podem ser patenteados – embora o DNA sintético, criado em laboratório, possa.

Mas o buraco é muito mais embaixo: as bases e os problemas desta questão são muito mais profundos do que é comumente entendido. Foi uma batalha entre aqueles que privatizariam a boa saúde, tornando-a um privilégio a ser desfrutado na proporção da riqueza, contra os que veem a saúde como um direito de todos – e um componente central de uma sociedade justa e de uma economia que funciona direito. De uma maneira ainda mais ampla, tem a ver com a maneira pela qual a desigualdade está definindo a política, as instituições legais e a saúde da população.

Diferentemente das batalhas amargas entre Samsung e Apple, nas quais os juízes, enquanto mostram-se pretensamente equilibrados parecem na verdade sempre estar a favor do time da casa, este caso foi maior que apenas uma grande batalha entre gigantes corporativos. É uma lente de aumento, por meio da qual podemos enxergar os efeitos perniciosos e de longo alcance da desigualdade; qual o sentido de uma vitória sobre o comportamento normal das corporações; e – não menos importante – o quanto ainda ariscamos perder nestas batalhas.

É evidente que a corte e os partidos não enxergam os problemas desta maneira em seus argumentos e decisões. A Myriad Genetics, uma empresa originária de Utah, tinha isolado dois genes humanos – BRCA1 e BRCA2. Eles são importantes porque podem conter mutações capazes de significar uma pré-disposição ao câncer de mama. Conhecer sua presença é crucial para diagnósticos em fase inicial, e também para prevenção. A Myriad Genetics já tinha obtido as patentes para esses genes. O fato de “possuir” os genes deu a ela o direito de privar outras companhias de testá-los. A grande questão desta disputa era aparentemente técnica: quando isolados, genes que podem surgir naturalmente são algo que possa ser patenteado?

Mas as patentes têm implicações devastadoras também no mundo real, uma vez que elas mantém o preço dos diagnósticos extremamente alto. Testes genéticos podem ser realizados a custo baixo. Uma pessoa pode ter todos os seus 20 mil genes sequenciados por aproximadamente 1.000 dólares – para não falar de testes muito mais baratos, para patologias específicas. A Myriad, no entanto, cobrava cerca de US$ 4.000 pelo teste de apenas dois genes. Cientistas argumentaram que não havia nada inerentemente especial ou superior nos métodos da Myriad – eles simplesmente examinavam os genes que a companhia alegava possuir, e o fazia apoiada nos dados que não estavam disponíveis às outras, por conta de suas patentes.

Horas após a Suprema Corte ter decidido em favor dos queixosos – um grupo de universidades, pesquisadores e advogados de pacientes, representados pela União das Liberdades Civis Americanas (American Civil Liberties Union) e pela Fundação da Patente Pública (Public Patent Foundation) –, outros laboratórios rapidamente anunciaram que também começariam a oferecer os exames para os genes do câncer de mama. Isso deixou claro que a “inovação” da Myriad era identificar genes existentes e não desenvolver um exame para eles (a Myriad não cessou de lutar neste caso e ainda moveu duas novas ações judiciais neste mês que visam impedir as companhias Ambry Genetics e Gene by Gene de realizar seus próprios exames de BRCA, sob o argumento de que violam outras patentes que supostamente detém).

Não deveria ser muito surpreendente o fato de a Myriad fazer todo o possível para evitar que a receita proveniente desses exames sofresse concorrência. Depois de se recuperarem parcialmente de uma queda de aproximadamente 30%, logo após a decisão da corte, as ações da companhia ainda continua cerca de 20% abaixo do que eram. A empresa possuía os genes e não queriam ninguém invadindo sua propriedade.

Ao obter a patente, a Myriad, como a maioria das corporações, parecia mais motivada pela maximização dos lucros do que por salvar vidas. Se realmente estivessem preocupadas com este segundo aspecto, ela poderia e oferecer exames menos caros, além de encorajar outras companhias a desenvolver exames melhores, mais precisos e mais baratos. Sem surpresa, a companhia alegou que suas patentes, que permitiram preços monopolísticos e práticas excludentes, eram essenciais para incentivar futuras pesquisas. Mas quando os efeitos devastadores destas patentes ficaram claros e ela permaneceu inflexível no exercício dos direitos de seu monopólio, as pretensões de que agia em favor do bem comum não foram mais capazes de convencer.

A indústria farmacêutica, como sempre, alegou que sem a proteção de patentes não haveria incentivos para pesquisas – portanto, todos perderiam. Procurei a argumentação de um expert (pro bono) junto à corte. Ele explica por que os argumentos da indústria estão errados e por que estas patentes, e outras similares, na verdade impediram a inovação, ao invés de fomentá-la. Outros grupos que apresentaram argumentos a favor dos pleiteantes, como a Associação Norte Americana de Aposentados (AARP), apontaram que as patentes da Myriad impediam os pacientes de obter uma revisão de seus exames ou mesmo uma confirmação de diagnóstico. Recentemente, a Myriad comprometeu-se a não impedir estes exames – um compromisso revertido ao mover ações judiciais contra a Ambry Genetics e a Gene by Gene.

A Myriad negou o exame a duas mulheres, ao rejeitar o seguro de saúde delas – segundo os pleiteantes, pelo fato de o valor do reembolso ser muito baixo. Outra mulher, após uma rodada de exames da Myriad, foi obrigada a tomar decisões agonizantes sobre fazer uma única ou dupla mastectomia ou ter seus ovários removidos, com completa falta de informação. O custo de um exame adicional de mutação de BRCA era inacessível (a Myriad cobra US$ 700 a mais por informações que as orientações nacionais dizem que devem ser fornecidas aos pacientes). E a revisão dos exames era impossível devido às patentes da Myriad.

A boa notícia que vem da Suprema Corte é que, nos Estados Unidos, os genes não poderiam ser patenteados. De certa maneira, a corte devolveu às mulheres algo que elas pensavam que já tinham. Isto teve duas grandes implicações práticas: uma é que agora pode haver competição para o desenvolvimento de exames mais precisos e menos caros para o gene. Poderemos novamente ter um mercado competitivo movendo a inovação. A outra é que mulheres pobres terão chances mais igualitárias de vida – neste caso, de diagnosticar o câncer de mama.

Mesmo sendo extremamente importante, esta vitória é apenas um fragmento do cenário de propriedade intelectual que é pesadamente definido pelos interesses corporativos – frequentemente norte-americanos. Os Estados Unidos tentaram aplicar seu regime de propriedade intelectual a outros países, através da Organização Mundial do Comércio (OMC) e de outros acordos bilaterais e multilaterais de comércio.

Atualmente, o mesmo objetivo é perseguido por meio do chamado Acordo Estratégico Trans-Pacífico de Associação Econômica (“Trans-Pacific Partnership”). Acordos de comércio são, teoricamente, um importante instrumento de diplomacia: a integração no comércio promove outros acordos, em outras dimensões. Mas as tentativas do escritório de representação do comércio dos Estados Unidos de convencer os outros estão voltadas para os que consideram os lucros corporativos mais importantes do que a vida humana. Isto assinala o posicionamento internacional estadunidense: o estereótipo do norte-americano estúpido.

O poder econômico normalmente fala mais alto do que valores morais. Em muitas instâncias nas quais os interesses corporativos americanos prevalecem, em relação à propriedade intelectual, nossas políticas ajudam a aumentar a desigualdade no exterior. Na maioria dos países é muito parecido com os Estados Unidos: as vidas da população mais pobre são sacrificadas no altar dos lucros corporativos. Mas mesmo naqueles onde, digamos, o governo proveria um exame como o da Myriad com preços acessíveis para todos, há um custo: quando um governo paga preços de monopólio por exames médicos, ele gasta dinheiro que poderia ser gasto para pagar o salvamento de outras vidas.

O caso da Myriad representou a materialização de três mensagens-chave de meu livro O Preço da Desigualdade. Primeiro, argumento que a desigualdade social foi um resultado não somente das leis econômicas, mas também de como formatamos nossa economia – por meio da política, incluindo quase todos os aspectos no nosso sistema legal. Aqui, é nosso regime de propriedade intelectual que contribui desnecessariamente à forma mais grave de desigualdade. O direito à vida não deveria estar subordinado à possibilidade de pagar por ele.

O segundo é que alguns dos aspectos mais perversos de criação de desigualdade em nosso sistema econômico são um resultado de rent-seeking [busca de renda]. São lucros e desigualdade gerados pela manipulação social, ou das condições políticas, para obter um pedaço maior da fatia de bolo da economia – ao invés de fazer o bolo crescer. E a parte mais injusta desta apropriação de riqueza ocorre quando os lucros de quem está no topo são gerados às custas de quem está na base. Os esforços da Myriad satisfaziam ambas condições: os lucros que a companhia auferia pela cobrança dos exames não adicionavam nada ao crescimento e ao dinamismo da economia e, simultaneamente, diminuíam a riqueza dos que não podiam pagar por eles.

Enquanto todos os segurados contribuíam para os lucros da Myriad – os “premiums” tinham que subir de categoria e milhões de norte-americanos de média renda e sem seguro tinham que pagar os preços monopolísticos da Myriad – os dessegurados na base da pirâmide eram os que tinham que pagar os preços mais altos. Com o preço inacessível do exame, foram eles que enfrentaram maior risco de morte precoce.

Os defensores dos direitos de propriedade intelectual dizem que este é simplesmente o preço que temos que pagar para produzir inovação que a longo prazo salvarão vidas. Seria uma troca: a vida de mulheres relativamente pobres hoje versus a vida de muitas outras mulheres, em algum momento do futuro. Mas esta alegação está errada em vários aspectos. Neste caso em particular, é especialmente errado pelo fato de que havia grandes chances de estes dois genes serem isolados (“descobertos”, na terminologia da Myriad) sem muita demora, como parte do projeto global “Projeto Genoma Humano”.

Mas é errado em outros aspectos também. Pesquisadores genéticos argumentaram que esta patente impedia o desenvolvimento de melhores exames e também interferia no avanço da ciência. Todo o conhecimento é baseado em conhecimentos anteriores. Se eles tornam-se menos acessíveis, a inovação fica comprometida. A própria descoberta da Myriad – como qualquer outra ciência – usou tecnologias e ideias que também foram desenvolvidas por outras companhias. Se estes conhecimentos prévios não estivessem disponíveis publicamente, a Myriad não poderia ter feito o que fez

E este é o terceiro grande tema. Chamei meu livro de O preço da desigualdade para enfatizar que ela não é apenas moralmente repugnante mas também tem custos materiais. Quando o regime legal que governa os direitos de propriedade intelectual é precário, ele facilita o rent-seeking – e o nosso regime é precário, embora esta e outras decisões recentes da Suprema Corte conduziram a um regime que já é melhor do que poderia ser. E o resultado é que existe, na verdade, menos inovação e mais desigualdade.

Na verdade, um importante insight de Robert W. Fogel, historiador econômico e ganhador de um prêmio Nobel que morreu no mês passado, foi que a sinergia entre melhoras na saúde e a tecnologia são responsáveis por uma grande parte da explosão do crescimento econômico desde o século XIX. É por isso que os regimes de propriedade intelectual que criam rendas monopolistas e bloqueia o acesso à saúde provocam desigualdades e dificultam o crescimento de forma generalizada.

Existem alternativas. Advogados de direitos da propriedade intelectual têm superestimado seu papel de promotora da inovação. A maioria das inovações-chave – das ideias básicas que levaram aos computadores aos transistores, lasers ou a descoberta do DNA – não foram motivadas por lucros financeiros. Foram provocadas pela busca do conhecimento. É evidente: recursos precisam estar disponíveis.

Mas o sistema de patentes é apenas uma maneira, e frequentemente não é a melhor, de prover esses recursos. As pesquisas financiadas pelos governos, fundações e o sistema de premiações (que oferece um prêmio a quem faz a descoberta e depois a torna amplamente acessível usando o poder dos mercados para benefícios reais) são alternativas, com maiores vantagens e sem as desvantagens do aumento de desigualdades do atual sistema de direitos de propriedade intelectual.

O esforço da Myriad para patentear o DNA humano foi uma das piores manifestações das desigualdades no acesso à saúde e das sociais nos Estados Unidos. O fato de a decisão da Suprema Corte ter mantido direitos e valores preciosos é motivo para um breve alívio. Mas é apenas uma vitória na grande luta por uma sociedade e economia mais igualitárias.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Da Carta na Escola*: um Pronatec a curto prazo

Foco excessivo em cursos de rápida duração não ajuda a elevar a escolaridade do trabalhador

Desde outubro de 2011, estima-se que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tenha criado cerca de 2,5 milhões de vagas. Num momento em que as matrículas no Ensino Médio estão estagnadas, a procura por formação técnica e profissionalizante cresceu 74,9%, desde 2002, de acordo com o Censo Escolar de 2010.

Uma boa situação para uma política pública como o Pronatec (foto), avalia Gabriel Grabowski, especialista em ensino técnico, professor e pesquisador da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que, todavia, tem restrições quanto ao foco excessivo dado à parceria com o Sistema S – formado por 11 organizações criadas pelos setores produtivos, como indústria, comércio, agricultura, transportes e cooperativas, entre elas, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

“A preocupação não é pelo que o Sistema S executa, mas por estar extremamente centrado nos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), que é algo que ele faz há 70 anos e não resolveu a questão da mão de obra no País como um todo”, avalia. Os cursos, hoje, correspondem a 70% das matrículas do Programa (tabela da pág. 14).

“O Sistema S é importante, mas não tem a função de fazer formação básica estratégica. Sua natureza é muito centrada na qualificação emergencial, algo que estamos fazendo há muitos anos e não resolvemos o problema ainda”, afirma o professor a Carta na Escola. “São mais certos os efeitos duradouros dos cursos de qualificação se eles tiverem uma base sólida, daí que seria melhor investir parte desses recursos na elevação da escolaridade.”

*Clique aqui para ler, na íntegra a entrevista publicada na Carta na Escola





segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pesquisa e inovação: governo analisa novos investimentos em nanociência, no segundo semestre

O governo federal vai reformular o Programa Nacional de Nanotecnologia, criado para incentivar atividades de pesquisa, desenvolvimento de novos produtos e a transferência de tecnologia entre as instituições de pesquisa e empresas.

Foto Divulgação/MCTI
Previsto para ser lançado na segunda quinzena de agosto, o novo programa priorizará a pesquisa em nanociência para sensores, dispositivos e materiais e compósitos, que são produtos nos quais dois ou mais elementos são combinados em uma estrutura para obter vantagens e melhorias que nenhum deles poderia fornecer isoladamente. Isso será feito a partir dos 26 laboratórios que compõe o Sistema Nacional de Laboratório em Nanotecnologia (SisNano).

O dinheiro que será aplicado no programa ainda está em análise pelo governo. Em 2013, já estão sendo investidos R$ 38,9 milhões diretamente nos laboratórios, além do aporte de R$ 9 milhões para que esses grupos de pesquisa incorporem a rede Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Para 2014, estão previstos R$ 20 milhões para o setor.

Em inovação, área que engloba a nanotecnologia, as cifras alcançam valores muito maiores. De janeiro a maio, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu R$ 1,5 bilhão, por meio do Programa de Sustentação do Investimento.

Segundo o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz, os laboratórios que fazem parte do SisNano receberão recursos para operar de maneira “aberta ao uso”, tanto por pesquisadores ou grupo de pesquisas quanto por empresas.

“Vai modificar muito o ambiente da nanotecnologia no Brasil. Porque, agora, eles [os laboratórios] vão estar à disposição para desenvolvimento e vão ter o compromisso de ser laboratórios abertos onde as pessoas poderão entrar, contratar desenvolvimento ou colocar as suas equipes ou os seus pesquisadores lá dentro fazendo o desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Flávio Plentz destacou que o foco no desenvolvimento dos laboratórios é, atualmente, a etapa mais importante na área de nanotecnologia para que o país possa ter estrutura de competir internacionalmente na pesquisa científica.

“O que a gente vai fazer com esse programa é elevar para outro degrau de investimento, para fazer o que é objetivo agora: pegar todo esse conhecimento em nanotecnologia e essas tecnologias que já estão desenvolvidas e levar para a indústria, para o mercado”, explicou Plentz. Ele acrescentou que “essa etapa de pegar o conhecimento da tecnologia e transformar em produto e negócio não é trivial, é complicada no Brasil e no mundo inteiro”.

A nanociência é capaz de manipular, sintetizar ou modificar a matéria em uma escala de tamanho de nanômetro, que é 1 bilionésimo do metro. Tudo que se faz em termos de modificação, manipulação ou síntese de materiais nessa escala é considerado nanotecnologia.

“Qualquer produto eletrônico está cheio de nanotecnologia. A tela touch screen, o processador do celular e dos computadores são hoje todos frutos de nanotecnologia. O tamanho e os transistores [dos computadores] também. Basicamente todos esses produtos que chamamos de alta tecnologia têm nanotecnologias incorporadas neles”, disse Plentz.


Fonte Agência Brasil


Ideia que funciona: coleta de embalagens de agrotóxico economiza energia e o consumo de água

Em dez anos, o recolhimento e a destinação ambientalmente correta de embalagens de agrotóxicos utilizados nas áreas rurais do país geraram uma economia de energia suficiente para abastecer 1,4 milhão de casas no período.

Foto Divulgação
A iniciativa também evitou o consumo de água equivalente ao volume de 36 milhões de caixas d’água, entre 2002 e 2012, segundo números divulgados pela Fundação Espaço ECO, que reúne especialistas responsáveis pela análise da eficiência de ações sustentáveis implementadas por algumas empresas.

“Para fazer a gestão das embalagens nós também emitimos dióxido de carbono ao usar caminhões para o recolhimento, utilizamos água no processo de reciclagem dessas embalagens. Precisávamos saber se essa solução que encontramos é eficiente”, explicou João Cesar Rando, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), formado pelos fabricantes do produto.

O levantamento foi feito a partir da mesma ferramenta que comparou a produção do polietileno feita a partir da resina virgem – extraída de processamentos do petróleo – com a produção do polietileno a partir da cana-de-açúcar, mostrando que o produto feito a partir da cana gerava menos impactos sobre a natureza.

A medida sobre a ecoeficiência do sistema não é uma exigência legal. Rando explicou que Política Nacional de Resíduos Sólidos, que instituiu a logística reversa de embalagens de agrotóxicos como obrigação há mais de dez anos, não exige o balanço. “Mas é forma de medir se solução que estamos implementando é eficiente. Nem sempre a solução que você implementa é, do ponto de vista social e ambiental, positivo”, explicou.

Os dados sobre os reflexos no consumo de água e energia comparam a situação da gestão ambiental de embalagens com o cenário anterior, quando esses produtos ficavam estocados nos imóveis rurais e, muitas vezes, eram queimados pelos produtores.

De acordo com Rando, o levantamento contratado mostrou que para cada embalagem de 20 litros produzida a partir do processo de reciclagem, o sistema evita a emissão de 1 quilograma (kg) de dióxido de carbono.

“Quando reciclamos, produzimos uma nova embalagem [com o material reciclado] que é usada para o próprio defensivo. Quando o sistema recicla deixa de usar uma resina virgem que vem de todo um ciclo de processamento do petróleo. Você evita esse ciclo todo, então você usa menos energia, emite menos gases”, explicou João Cesar Rando.

Segundo ele, o sistema também refletiu positivamente no aspecto social. Pelos dados do InpEV foram criados oito vezes mais empregos nas regiões onde a logística foi implementada. “Hoje temos mais de 400 unidades de recebimento, onde foram gerados 1,5 mil empregos diretos formalizados. Além disso, foram criadas unidades recicladoras a partir desse sistema que geram outras ocupações”, completou Rando.

Nos seis primeiros meses desse ano, o sistema de logística reversa de embalagens de agrotóxicos, que envolve agricultores, comerciantes e fabricantes, totalizou o recolhimento de mais de 21,3 mil toneladas de embalagens vazias. O volume representa um crescimento de 9% em relação ao volume recolhido no mesmo período de 2012 (mais de 19,5 mil toneladas).

Fonte Agência Brasil



Inovação: indústrias terão mais de R$ 30 milhões e suporte tecnológico para novos projetos

Indústrias que pretendem desenvolver produtos, processos ou serviços e precisam de incentivos tecnológicos e financeiros poderão obter aporte do Sesi ou do Senai. 

Somados, os recursos para o desenvolvimento de projetos inovadores chegam a R$ 30,5 milhões. Do total, R$ 20 milhões são para iniciativas que terão a parceria do Senai; R$ 7,5 milhões para projetos com o apoio do Sesi; e R$ 3 milhões em bolsas de pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As inscrições para o mais novo edital lançado nesta segunda (22/7/2013) vão até 30 de setembro, via site do programa

O Edital incentiva a inovação tecnológica e a nas áreas de saúde, segurança, qualidade de vida, Educação e cultura. A iniciativa dá suporte ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços em indústrias de qualquer porte, em parceria com o Senai e o Sesi ou com o CNPq.

Serão avaliados o potencial inovador, o plano de negócio e a viabilidade econômica dos projetos inscritos. Os vencedores serão conhecidos em 13 de dezembro.

O primeiro Edital de Inovação foi lançado pelo Senai em 2004, para promover o desenvolvimento tecnológico da indústria. Naquele ano, os sete projetos receberam, juntos, R$ 375 mil. Em 2008, o edital ganhou a parceria do CNPq, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. No ano seguinte, teve o reforço do Sesi.

Desde a primeira edição até 2012, a proposta recebeu 1.588 projetos das áreas de alimentos e bebidas, automotiva, biocombustível, biotecnologia cerâmica, construção civil, couro e calçados, eletroeletrônica, gás natural, hidráulica e pneumática, metalmecânica, óptica, polímeros, software, têxtil, vestuário, entre outras. Desses, 412 projetos foram aprovados, absorvendo mais de R$ 91,4 milhões.

Fonte Portal Indústria



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ciência sem Fronteiras: programa aprova exame de inglês em nível intermediário de universidade inglesa

O programa Ciência sem Fronteiras (CsF) passa a aceitar o exame de proficiência First Certificate in English (FCE, Primeiro Certificado em Inglês), da Cambridge English, departamento da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O FCE é um exame de nível intermediário superior. Antes, o Ciência sem Fronteiras aceitava apenas o Certificate in Advanced English (CAE) – Certificado em Ingês Avançado – um nível acima do FCE.

A mudança, explica o gerente de desenvolvimento da Cambridge Language Assessment, Rone Costa, foi feita para atrair mais estudantes para o programa. “A redução foi feita porque os países que estão recebendo os alunos perceberam que o nível que estava sendo exigido era muito alto. Com o FCE, o estudante já consegue acompanhar as aulas, desenvolver atividades acadêmicas e inclusive trabalhar [nos estágios oferecidos pelo CsF]”.

Ainda segundo o departamento, o índice de aprovação no FCE é maior que no CAE. No ano passado, 68,4% dos que prestaram o exame para nível avançado foram aprovados, enquanto 76,9% dos que o fizeram para nível intermediário receberam o certificado. “Um aluno com FCE domina as quatro habilidades do idioma: ler, escrever, falar e ouvir. Comunica-se com facilidade. A diferença para um aluno com CAE é um maior conhecimento linguístico, mas nada que atrapalhe no desenvolvimento das atividades do CsF”, ressalta Costa.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) diz que o nível de inglês é exigência de cada universidade. São elas que definem o que será exigido no edital. O FCE já é aceito em edital para a Irlanda.

Segundo a Cambridge English, que trabalha junto com as universidades pela adequação da exigência, a intenção é que todos os editais que aceitam o exame de Cambridge passem a aceitar o FCE, e não mais o CAE. Costa adianta que, para os estudantes que comprovarem que querem a certificação para o CsF, haverá um desconto no valor do exame, que deve ficar entre 30% e 40%, valor ainda em negociação. O valor cobrado é, em média, R$ 400, variando de acordo com a escola. Serão aceitos os exames feito depois de agosto de 2010.

Esta não é a primeira flexibilização do nível de inglês. No começo do ano, um edital para a Inglaterra permitia de estudantes com pontuações inferiores às exigidas anteriormente se inscrevessem no programa. Eles deveriam fazer um curso de seis meses no exterior para depois prestar novamente o exame de proficiência.

O aprendizado da língua inglesa tem tido destaque no governo federal. Este ano, o governo lançou o Programa Inglês sem Fronteiras para auxiliar os candidatos do Programa Ciência sem Fronteiras a garantir bolsas em universidades no exterior.

O objetivo do CsF é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores e incentivar a visita de jovens pesquisadores qualificados e professores experientes ao Brasil. As áreas prioritárias são: ciências exatas (matemática e química), engenharias, tecnologias e ciências da saúde. O Ciência sem Fronteiras mantém parcerias em 35 países. Até o mês de junho, o programa implementou 29.192 bolsas em todas as modalidades de graduação, doutorado e pós-doutorado.

O Ciência sem Fronteiras prevê a distribuição de até 101 mil bolsas, ao longo de quatro anos, para que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior. O objetivo é promover a interação dos estudantes brasileiros com sistemas educacionais competitivos em relação a tecnologia e inovação.

O programa também visa a atrair pesquisadores do exterior que pretendam se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa.


Fonte Agência Brasil

Produção de embutidos: consultoria orienta casas de carnes sobre qualidade e higiene

Trinta casas de carne de Dourados, Mato Grosso do Sul, serão orientadas por consultoria do Senai-MS sobre processos e boas práticas para a produção de embutidos com qualidade e higiene. O trabalho será aplicado pelo CetecSenai, dentro do Projeto de Desenvolvimento do Setor de Alimentos, desenvolvido pela prefeitura.

Pelo acordo, o Senai vai elaborar manuais de boas práticas de fabricação e do Programa Alimento Seguro (PAS) e fazer mensalmente análises microbiológicas e físico-químicas dos embutidos produzidos pelos açougues locais, entre outras atividades.

Segundo a supervisora técnica da área de alimentos e bebidas do Cetec de Dourados, Stella Fernanda de Aquino Oliveira, o trabalho possibilitará que as empresas consigam o registro no Serviço de Inspeção Municipal. "O trabalho do Senai dos técnicos estará concluído em todos os estabelecimentos até o final do ano”.

O diretor de agronegócios da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Dourados, Vamilton Júnior, explica que "a proposta é ajudar os empresários a serem mais competitivos, aumentando o número de empresas que vendem produtos inspecionados. A nossa meta é formalizar 50% dos estabelecimentos que atuam nessa área hoje na cidade", informou.


Para Patrícia Dias, gerente de uma das casas de carnes beneficiadas, a consultoria prestada pelo Senai vai contribuir para a melhoria da qualidade da linguiça produzida no estabelecimento. "A nossa produção de linguiça é bem pequena, mas, após recebermos o selo de inspeção da prefeitura, pretendemos aumentar a quantidade". O proprietário de outra casa de carnes incluída no projeto, Marcos Roberto Rufino, contou que ainda não produz embutidos por conta da falta do registro. "Atualmente nós encaminhamos os materiais para outra empresa, que produz a linguiça e nos devolve para que possamos comercializar. Com o trabalho do Senai, poderemos fazer tudo aqui mesmo", ressaltou.

Fonte Sistema Fiems


Cursos gratuitos: Senai Rio prorroga inscrições para 3.330 vagas em programas a distância

Quem quer se preparar para o mercado de trabalho pode se inscrever no processo seletivo para as turmas de Assistente de Logística, Auxiliar de Eletricista Predial, Auxiliar de Pré-impressão, Auxiliar de Pós-Impressão, Auxiliar de Impressão Offset, Instalador de Rede Local e sem Fio e Operador de Suporte Técnico em TI (Help Desk).

A seleção terá prova online de português, matemática e raciocínio lógico. Podem participar pessoas com idade mínima de 17 anos, que estejam cursando ou tenham concluído o 2º ano do ensino médio. As inscrições podem ser feitas através do site www.firjan.org.br/educamais, no qual também será divulgado o resultado do processo, no dia 24 de julho.

Para a matrícula no Senai, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de escolaridade, duas fotos 3x4 e autodeclaração de baixa renda.

Os cursos estão previstos para iniciar no dia 17 de agosto. Os alunos terão acompanhamento por meio de tutoria em ambiente virtual de aprendizagem, conteúdo em flipbook (disponível em DVD) e aulas presenciais no SENAI em que foi feita a matrícula.

Os encontros presenciais poderão ser feitos nas unidades de Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Campos, Cinelândia, CTS (Centro de Tecnologia SENAI) Solda, Honório Gurgel, Itaperuna, Jacarepaguá, Laranjeiras, Macaé, Maracanã (Unidade Artes Gráficas), Mendes, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Pádua, Resende, São Gonçalo, Teresópolis, Tijuca, Vassouras, Vicente de Carvalho e Volta Redonda.

Mais informações: 0800-0231231 ou www.firjan.org.br/educamais


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Do O Globo: ‘Brasil forma muito mal seus professores’, diz pesquisadora

Em comparação com países que obtêm bons resultados na Educação, o Brasil comete um grave erro ao ser pouco claro na definição do currículo da Educação básica. Este equívoco é agravado pelo fato de que, por aqui, orientações pouco claras sobre o que e como ensinar acabam caindo nas mãos de professores muitas vezes mal formados, mas com autonomia total para escolher como trabalhar conteúdos em sala de aula.

Este é o diagnóstico de Paula Louzano [foto], professora da USP e doutora em Educação pela Universidade de Harvard, que apresentou há dez dias, no Conselho Nacional de Educação, um estudo comparativo sobre a organização do currículo brasileiro e a de outros oito países: Austrália, Cuba, Chile, Estados Unidos, Finlândia, Portugal, México e Nova Zelândia.

Clique aqui para ler a reportagem com Paula Louzano na íntegra.


Negócios inovadores: empresas brasileiras vão participar do Global Access Program, promovido pela UCLA

Oito empresas brasileiras, 25% delas paranaenses, estão selecionadas para participar do Global Access Program (GAP), programa que conecta alunos de MBA da UCLA Anderson School of Management, da Califórnia, nos Estados Unidos, a empresários do mundo todo. O evento, que ocorrerá na próxima semana (25 a 27/7/2013), é um dos maiores da área, reunindo cerca de 500 pessoas de mais de 20 países, entre estudantes de MBA, empresários e parceiros. O Brasil é o terceiro colocado em número de empresas participantes, ficando atrás apenas da Finlândia e da Itália.

No Brasil, as empresas são selecionadas em parceria com o Núcleo de Capital Inovador do Senai Centro Internacional de Inovação, que as acompanha durante o período de seis meses, tempo que dura a elaboração do plano de internacionalização, feito pelos alunos de MBA da UCLA. O Senai no Paraná é o segundo maior parceiro da UCLA em número de empresas captadas, uma vez que em outros países a Universidade conta com mais de um parceiro.

A prospecção de empresas para o GAP deste ano teve início em novembro de 2012 e culminou na visita do professor Bob Foster, coordenador geral do programa, que veio ao Brasil entrevistar as candidatas e selecionar as oito aprovadas. Foster esteve em Curitiba, Florianópolis e São Paulo ministrando palestras sobre o GAP. Ao todo, foram contatadas mais de 300 empresas que demonstraram interesse de participar do programa.

As empresas selecionadas são conectadas com cinco alunos do programa de MBA part-time da UCLA. Esses estudantes são profissionais de empresas em tempo integral com, pelo menos, nove anos de experiência em diversas especialidades como marketing, finanças e operações. Através do programa, a equipe fornece mais de 2 mil horas de consultoria para a empresa, a partir da elaboração de um plano de negócios.

O plano contempla o lançamento de um produto, novo ou já existente, para um mercado diferenciado, além de recomendações estratégicas, financeiras, operacionais e mercadológicas. Também fornece uma análise comparativa da proposta de valor da empresa em comparação com sua concorrência. O projeto final será apresentado pelos estudantes e empresários no dia 07 de dezembro deste ano.

Parceria
A parceria entre o Senai e a UCLA existe desde 2010, quando as três primeiras empresas brasileiras, todas paranaenses, participaram do programa. Em 2012, uma das empresas participantes foi a Quanta Diagnostico & Terapia. Para o empresário João Vitola, trabalhar com o grupo de pesquisadores da UCLA durante vários meses foi uma ótima experiência. “Construímos juntos um plano de negócios bem estruturado, elaborado para a expansão dos nossos negócios, com a criação do departamento científico de pesquisas clínicas. As recomendações tiveram um grande valor e papel nesse processo, e hoje estamos esperando os resultados financeiros positivos, que devem ser sentidos no ano fiscal de 2014”, relata Vitola.

Rodrigo Cerci, diretor do departamento de pesquisa da Quanta, conta que a principal contribuição do trabalho realizado em parceria com a UCLA foi a identificação de empresas regulatórias (CROs). “São essas empresas que direcionam o mercado e sobre as quais tínhamos informações limitadas. Estamos desenvolvendo estratégias para apresentar nosso departamento científico a estas empresas, ao invés de fazermos apenas contatos diretos com os patrocinadores e investidores, que era a abordagem habitual do departamento”, explica Cerci. “A criação de um website específico deste departamento (www.quantacr.com) é um exemplo desta mudança estratégica. Esperamos nos estabelecer definitivamente no mercado e obter resultados no médio prazo”, finaliza.

A Biodinâmica, empresa de Londrina que fabrica produtos odontológicos, é uma das participantes do GAP deste ano. Para Eduardo Scarchett, gerente de negociações internacionais da empresa, participar do programa será uma grande oportunidade, uma vez que o mercado odontológico norte-americano é um dos melhores e maiores do mundo e faz parte do planejamento estratégico da empresa começar a comercializar seus produtos nos Estados Unidos a partir de 2014.

“A marca Biodinâmica e os produtos que fabricamos estão se consolidando cada vez mais no mercado odontológico mundial, devido à qualidade e inovação que apresentam. Atualmente nossos produtos chegam a mais de 50 países e a milhões de consumidores”, conta Scarchett. “Com a nossa participação no GAP esperamos preparar um valioso plano de negócios, com uma análise detalhada e independente, que nos ajudará nas escolhas, tomadas de decisão e preparação de estratégias visando a introdução de nossos produtos no mercado norte americano”, finaliza o gerente.

As empresas que desejem participar do GAP podem entrar em contato com a área de Capital Inovador do Senai Centro Internacional de Inovação:
Ricardo Fortunato Barcelos, 41 3271-7458 ou ricardo.barcelos@fiepr.org.br

Fonte Agência Fiep