sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mercado de trabalho: acordo reforça apoio do Sine no Nordeste a beneficiários do Brasil Sem Miséria

Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Trabalho e Emprego (MTE) fecharam acordo visando priorizar os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, especialmente os beneficiários do Bolsa Família, nas vagas de emprego oferecidas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine) na Região Nordeste. A inclusão dos beneficiários do programa no mercado de trabalho é um dos eixos do Plano Brasil Sem Miséria.

Por meio do Pronatec, o governo federal, os estados e municípios articulam a oferta de cursos de qualificação profissional, a demanda de vagas de emprego no mercado e o encaminhamento do público do Brasil Sem Miséria aos empregos disponíveis.

“O Nordeste tem, proporcionalmente, o maior número de pobres e quantidade de carteiras assinadas. Quando fechamos o acordo com o MTE, possibilitamos que os beneficiários atendidos pela assistência social sejam encaminhados ao mercado de trabalho por meio do Sine”, diz o diretor de Inclusão Produtiva Urbana do MDS, Luiz Müller.

Clique aqui para saber mais sobre o Pronatec Brasil sem Miséria

A articulação com o Sine nos estados do Nordeste está ocorrendo durante reuniões de pactuação de vagas do Pronatec Brasil Sem Miséria. Na semana passada, o MDS participou de reunião em Fortaleza para definir o número de vagas que serão oferecidas no Ceará. Dos 150 municípios cearenses que aderiram ao programa, 115 já fecharam mais de 49 mil de vagas nos cursos de qualificação profissional para este ano.

As reuniões envolvem as secretarias de Trabalho e as de Assistência Social do estado e dos municípios, além dos ofertantes dos cursos, como as entidades do Sistema S (Senai, Senac, Senar, Senat) e Institutos Federais de Educação. Os cursos são gratuitos, e os alunos recebem alimentação, transporte e material escolar.

De acordo com Müller, essas reuniões e articulações permitem que a população extremamente pobre seja atendida pelo programa de transferência de renda e depois inserida no mercado de trabalho. “Isso possibilita ao cidadão ser encaminhado a todos os direitos constitucionais, incluindo o direito ao trabalho.”

Já foram feitas reuniões de articulação na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Em junho ocorrerão nos demais estados do Nordeste.


Fonte Portal Brasil sem Miséria


Cursos técnicos: Senai-DF está com inscrições abertas em diversas áreas de trabalho

O Senai do Distrito Federal vai selecionar interessados para 155 vagas abertas em seus cursos técnicos. Eles serão ministrados no segundo semestre nos centros de formação profissional do Gama e de Taguatinga.

As áreas privilegiadas são as de eletrotécnica e eletromecânica, no Gama; e edificações, segurança no trabalho, eletrotécnica e mecânica automotiva, em Taguatinga. Os cursos técnicos do Senai são elaborados dentro das exigências do mercado de trabalho, com as participações das classes empresárias, dos trabalhadores e de acordo com as orientações dos órgãos de Educação.

Podem participar dos programas jovens com idade mínima de 16 anos e que estejam cursando a segunda série do ensino médio, ou matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). As inscrições podem ser feitas até 14 de junho, e custam 20 reais.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nova engenharia: Sistema Fiemg lança programa que alia competências técnicas e o dia a dia na indústria

O Sistema Fiemg apresentou ontem (28/5/2013) o Programa Futuros Engenheiros, para 35 empresas de diversos setores da economia, como construção civil, mineração e siderurgia. O programa tem as parcerias do IEL, Senai e Sesi, organizações que compõem o Sistema junto com a Fiemg. A intenção é oferecer a estudantes de engenharia a oportunidade de desenvolvimento de competências técnicas e habilidades comportamentais para atuar na indústria.

A ideia, segundo o superintendente do IEL-MG, Maurício Tibúrcio, é aliar conhecimento teórico e prático com uma vivência de mercado. “O programa também vai ajudar a indústria a reter os novos profissionais de engenharia, além de diminuir a evasão nos cursos”.

O programa beneficiará estudantes mineiros das áreas elétrica, mecânica, civil e afins, que estejam cursando a partir do sétimo período. Segundo Tibúrcio, a iniciativa abrange a preparação universitária, aliando principalmente a prática à vivência industrial. “A parceria com as universidades vai resultar em profissionais mais completos, que passarão a fazer parte do quadro das empresas já com uma base sólida e uma percepção do dia a dia da indústria”.

Inicialmente, o programa vai abrir 200 vagas: “este é um piloto do projeto, mas a intenção é estender o programa para cidades polo no interior do estado”, diz o analista de projetos educacionais do Senai-MG, Welington Martins. 

As inscrições estão abertas até 9 de junho, para estudantes, e até 21 de junho, para empresas que queiram receber os universitários. As aulas teóricas serão ministradas em unidades do Senai-MG e as práticas nas indústrias. A previsão de início dos cursos é 5 de agosto.

Mais informações: 31 3213-1231/1278.


Design e vestuário: um olhar feminino sobre a África

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Barco-escola na Amazônia: continuação de parceria com Petrobras garante novos cursos a populações ribeirinhas da região

Pela décima vez consecutiva, a Unidade de Operação de Exploração da Amazônia (UO-AM) da Petrobras reafirma sua parceira com o Senai do Amazonas para viabilizar as ações do barco-escola Samaúma. Em 34 anos de atuação, a unidade já certificou mais de 46 mil novos profissionais em 57 municípios banhados por rios da Amazônia.

“O Samaúma não é apenas um barco-escola do Senai-AM é patrimônio do Norte que leva o ensino profissionalizante para a Amazônia, pois atendeu em mais de três décadas municípios de nosso estado e também do Pará, Acre e Rondônia”, ressalta o diretor regional da organização, Aldemurpe Barros.

Municípios que ainda receberão cursos até dezembro: Guajará, Eirunepé, Maraã e Japurá (Foto Evelyn Lima)

Neste ano, o aporte financeiro evoluiu de R$ 230 mil para R$ 450 mil, valor que auxiliará nas despesas de combustível e manutenção da unidade fluvial, que tem um custo anual superior a R$ 2 milhões.

“É um privilégio participar da décima assinatura do convênio, no qual a Petrobras usa sua energia para levar a conhecimento profissional, gerando energia de mão de obra qualificada nas comunidades ribeirinhas do Estado e de estados de nossa Região”, destaca o gerente geral da UO-AM, Gilberto Hosokawa.

Natural do interior do Pará, Hosokawa revela que conhece as dificuldades dos municípios distantes da capital. Para ele, a parceria Petrobras e Senai é uma iniciativa de grande importância na mudança de perspectiva de emprego e renda para a população que depende de programas assistencialistas do governo.

Em sua primeira viagem deste ano, o Samaúma certificou 530 alunos, em Carauari, município a 700 quilômetros da capital amazonense. Aldemurpe Barros explica que o sucesso do barco-escola pioneiro e único da Rede Senai está prestes a ganhar reforço com a inauguração do barco verde da organização, o Samaúma II, previsto para entrar em pleno funcionamento no segundo semestre.



sábado, 25 de maio de 2013

Dica de cinema: Fale com elas

por Matheus Pichonelli

Crianças subestimadas e professores treinados para colorir a realidade: o assustador universo escolar retratado em O Que Traz Boas Novas

A curta sinopse no site do cinema me preparou para encarar um drama ao estilo esfola-alma: um professor da Argélia cai de paraquedas em uma turma do (equivalente ao) ensino fundamental em Montreal, no Canadá, para substituir uma professora que, dias antes, morrera de forma trágica. À primeira vista, O Que Traz Boas Novas, filme de Philippe Falardeau em cartaz em São Paulo, parecia mais uma história sobre superação de primeiras impressões, preconceitos, unificação de valores e conquistas que só a escola consegue desencadear.

Era também, mas não só.



A sala de aula, como se sabe, é um laboratório de conflitos humanos que, cedo ou tarde, desembocam no que equivocadamente costumamos chamar de vida real. Em 2008, Laurent Cantet conseguiu fazer de Entre os Muros da Escola uma radiografia social a partir dos desafios de um professor diante de uma geração assentada em uma nova dinâmica de interlocução, tecnologias e valores. Surpreendentemente, O Que Traz Boas Novas fez jus à tradição sem se apresentar apenas como um drama sobre alunos e professores – nem apenas sobre um suposto choque cultural entre Ocidente e Oriente no ambiente escolar.

O filme é, a bem dizer, um grande grito contra uma forma sistemática, invisível e não-assumida de encarceramento adulto e juvenil. Explico. Logo nas primeiras cenas, sabemos que a professora das crianças, por motivos misteriosos, se enforcou durante o intervalo na sala de aula. A sequência é um exercício desesperado dos adultos responsáveis pelas crianças – direção, corpo docente, pais e funcionários – de descaracterização da cena. Na impossibilidade de se trocar de sala, o local do crime recebe novas tintas, nova posição de cadeiras e um novo professor, Bachir Lazhar (Mohamed Fellag). A ele é dada a missão de evitar com que as crianças toquem no assunto. A única profissional autorizada a lidar com elas é uma psicóloga de métodos duvidosos que promete apagar as feridas do episódio. Aos demais, cabe agir mais ou menos como os pintores que mudaram as cores das paredes da sala: dourar a pílula e tentar seguir adiante.

Mas como, se naquela sala de aula alguém, aparentemente querida pelos alunos, acabava de cometer um ato de violência extrema?

Ao longo do filme, o novo professor terá como desafio driblar o luto da escola e firmar uma autoridade mambembe, frequentemente contestada pelo fato de não ser daquele país. Não demoramos para perceber que, como aqueles estudantes, ele também guarda traumas mal assimilados de seu passado na Argélia. E que mal consegue manifestar com palavras, gestos e expressões o que o levou a fugir do seu local de origem. É como se o silêncio, o rodeio, o disfarce e o autoengano fossem capazes de superar a tragédia humana. Não são, e quem dá o primeiro sinal de que é possível (e necessário) entrar no assunto com a seriedade que a realidade pede são as próprias crianças.

Ao longo das aulas, o episódio do suicídio começa a aparecer nas falas, redações e até nas brincadeiras infantis. É quando Bachir percebe que elas querem – e precisam – se comunicar de alguma forma. E que se comunicar sobre a violência vivenciada não era uma mera reprodução de uma realidade violenta. Para garantir que isso aconteça sem que ninguém exploda, é preciso ter uma habilidade cirúrgica. Não porque as crianças sejam incapazes de entender o que aconteceu, mas porque a realidade exige, e exigirá sempre, e em qualquer idade, a maestria de uma precisão cirúrgica: tudo é frágil, tudo é explosivo, tudo põe a qualquer momento tudo a perder. Ao mesmo tempo, nada tem resposta clara e única como em um teste de múltipla escolha.

Saber disso não é excitar a crueldade, mas agir com uma honestidade mínima, parece dizer o diretor. A redoma envolta das crianças que o professor Bachir tentará a todo custo destampar tem uma base anterior à tragédia. Por exemplo: a certa altura, o professor é repreendido pelos pares por apresentar textos de Honoré de Balzac em sala de aula. Parece um detalhe, mas não é: a todo instante há alguma autoridade sentada sobre o manual de conduta a dizer o que pode e o que não pode ser absorvido pelas crianças.

O fosso artificial cavado entre elas e o suposto mundo real é uma construção social, cuidadosa e fadada ao fracasso. E tem entre suas normas, no caso do filme, uma regra draconiana: nenhum professor ou funcionário da escola tem autorização para tocar no estudante. A regra que vale para um tapa como vale para um abraço – e a certa altura um professor de educação física, proibido de passar protetor solar em um aluno com queimadura de segundo grau, confessa ter a impressão de lidar com elementos radioativos, e não com estudantes.

Na sala de Bachir, onde a professora anterior se matou e todos tentam fingir que nada aconteceu, um estudante passa boa parte das aulas estirado na carteira porque tem enxaqueca e sangramentos. O professor em nada pode ajudar porque, em tese, deve evitar um vínculo de proximidade acima do aceitável. (Qualquer semelhança não é mera coincidência: aqui em São Paulo, policiais são proibidos de prestar socorro a vítimas da violência urbana em nome da qualidade da investigação; o ato de jogar a água suja com o bebê dentro, como se vê, é uma praga universal).

Essa impessoalidade forçada é consequência, não causa, de uma incompetência mal disfarçada. Quando, no ambiente escolar, criam-se regras inexistentes fora de seus domínios, a escola passa a ser uma mera réplica artificial (portanto, descolada) da realidade, e não parte englobada por uma realidade de bordas indefinidas. Tão indefinidas que, entre quatro paredes, consegue agregar o drama de dois estágios civilizatórios: entre a guerra fratricida na Argélia e o vazio em meio à (aparente) plenitude material do Canadá, a banalização da vida opera em uma estrutura elementar.

Tanto na História como nos pequenos relatos de tragédias diárias, há duas formas de enfrentamento: o silêncio ou a compreensão. O problema é que essas duas palavras não se combinam. Cabe à escola, e muitas vezes a um único professor, a decisão de optar por um ou por outro (nesse sentido, o professor Bachir faz do filme uma versão ao avesso de A Vida é Bela, de Roberto Benigni).

Não é preciso ir longe, para compreender o silêncio (na imprensa, nas escolas, nas grandes discussões) sobre o drama do suicídio retratado pelo filme. Oficialmente, o medo é que uma simples notícia funcione como um incentivo a novas decisões. Como no filme, o ato é relatado com rodeios, um assunto-tabu sobre o qual ninguém ousa tocar, como se fosse possível ignorar que toda semana há uma multidão de gente tomando suas últimas decisões à beira de uma janela, sem que tenhamos coragem suficiente para identificar uma suposta anomalia social desencadeada em um período de paz aparente.


É parte da cultura do verniz, das soluções para baixo do tapete, que o filme busca suscitar: ao esconder a realidade, legamos ao mundo uma covardia institucionalizada, como se as crianças – de 5, 10, 40 ou 80 anos – fossem eternamente incapazes de digerir uma realidade não combinada nos contos de fada.



Redes de inteligência: diretor do Media Lab do MIT defende inovação de baixo custo

As empresas brasileiras devem incentivar seus engenheiros, projetistas e designers a buscar inovações livremente, sem ter de passar por comitês de gestão burocráticos, sem precisar de aprovação de diversos níveis de gerência, sem nem mesmo ter orçamento para os projetos. Desse modo, a inovação pode florescer no Brasil. 

A opinião é do diretor do Media Lab do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), Joichi Ito (foto), que participou do recente Challenge of Innovation 2013, conferência promovida, neste mês de maio de 2013, pela Fundação Certi e o Senai.

Os processos de inovação, destaca Ito, são muito baratos hoje em dia, uma vez que são fortemente baseados em redes de inteligência, ligados pela internet, usando softwares livres, de base colaborativa, assim como hardwares também livres. “O modelo de uma grande empresa contratada por um governo para procurar soluções caras a partir de pesquisas com parâmetros restritos quase não existe mais”, explica o diretor do MIT, assegurando que “o que vale hoje são as redes, com conteúdo e softwares abertos, que vão sendo escritos à medida que a necessidade assim determina”. Essa rede computacional leva a inovação de baixo custo.

Ito lembra que até há bem pouco tempo era preciso que homens de negócios, diplomados, com MBAs, estruturassem um plano de negócios, aprovassem com a diretoria das empresas para investir milhões e milhões de dólares, ou outra moeda qualquer, para que surgissem as inovações. “Agora um engenheiro, um designer ou projetista tem uma ideia, desenvolve um produto, vai atrás do financiamento e só aí, na terceira fase, é que começa a ser estruturado um plano de negócios”. A lógica, complementa, foi invertida pelo mercado.

Com essa profunda mudança de padrão, os riscos de inovar diminuíram drasticamente. “O gestor de uma empresa passa grande parte do tempo gerindo riscos. As grandes empresas passam a maior parte do tempo evitando os possíveis danos e perdas de processos de inovação e pouco tempo buscando os possíveis ganhos. Quando um venture capitalist (investidor de risco) investe numa startup, os investimentos são geralmente tão baixos que não há gestão de risco. Só se procuram os ganhos que aquela pesquisa pode gerar”, assegura Ito.

Ele lembrou que quando os processos inovativos são caros, quem tem o poder de decisão é o dono do dinheiro. “Mas quando a inovação se torna barata, o poder está todo nas mãos de quem tem as ideias. Então, a pesquisa é mais livre e mais bem direcionada”.

O pesquisador também recomenda que as empresas permitam que seus engenheiros e projetistas busquem as inovações dentro das fábricas, não de escritórios nas sedes longe dos operários e das máquinas. “Lá dentro, vendo como as coisas funcionam e perto da produção, os protótipos podem ser executados, testados e modificados em muito menos tempo. O processo todo fica mais ágil”.




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ciência e inovação: produção científica brasileira é a que mais cresce no mundo, diz presidente do CNPq

“Na década de 1950, tínhamos pouquíssimos cientistas e pesquisadores no Brasil. Em 2010, formamos 40 mil mestres e 12 mil doutores – 2,7% da produção científica do mundo nascem no Brasil. É a que mais cresce no mundo”. As informações são do presidente do CNPq, Glaucius Oliva, prestadas durante recente reunião (17/5/2013) do Conselho Superior de Inovação e Competitividade do Sistema Fiesp. Oliva falou no encontro sobre inovação, conhecimento e o programa Ciência Sem Fronteiras.

Professor – titular do Instituto de Física de São Carlos e com doutorado pela Universidade de Londres –, Oliva abordou ainda os desafios e oportunidades para a inovação no país e a atual situação da produção científica nacional. Segundo ele, o país conta com recursos humanos qualificados em todas as áreas de conhecimento e em todas as regiões brasileiras. O docente também apontou a inovação como principal caminho para o Brasil ser um país cada vez menos pobre.

“Nós já temos no Brasil os exemplos de sucesso de como transformar inovação e conhecimento em riqueza”, disse Oliva, lembrando a Petrobras, líder mundial em prospecção de óleo e gás em águas profundas, e a Embraer, que, segundo destacou, “desde que investiu em inovação, tornou-se uma das maiores fabricantes de aeronaves”.

Para o presidente do CNPq, ciência, tecnologia e inovação são os eixos estruturantes do desenvolvimento nacional. “Desde que a Embrapa criou parcerias com grandes escolas de agronomia, o Brasil é líder mundial em pesquisa e desenvolvimento em agropecuária tropical.”

O executivo também abordou os principais desafios da área: “avançar em direção à economia do conhecimento e também transitar para a economia de baixo carbono e sustentável são os atuais obstáculos que enfrentamos”.

Durante sua apresentação no Conselho, Oliva destacou ainda o Ciência Sem Fronteiras, que deverá oferecer 100 mil bolsas para estudantes brasileiros no exterior. “Com o programa queremos aumentar a presença de estudantes e pesquisadores brasileiros em instituições de excelência no exterior e fortalecer a internacionalização das nossas universidades”. Como referência, citou “empresas como a Petrobras e a Vale, que já estão aderindo ao programa, o que mostra sua importância”.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Design de superfície: Senai-PR ministra oficina no Museu Oscar Niemeyer

Durante três dias (11 a 13/6/2013), das 18h às 21h, o Senai do Paraná ministra a oficina Design de Superfície, que consiste na criação de imagens ou desenhos aplicados de maneira contínua sobre diferentes tipos de superfície. Dentre elas papel e tecido, que serão exploradas nesse workshop, no Museu Oscar Niemeyer, em intervenções teóricas e práticas.

O público-alvo é formado por empresários e funcionários de empresas de confecção de vestuário; estudantes de cursos na área de moda; autônomos da área de confecção de vestuário e interessados a ingressar neste setor.                                                                                          



Design de moda: grandes marcas alavancam o Paraná Business Collection Summer 2013/14

Renomadas marcas da indústria da confecção brasileira estão com suas presenças confirmadas no Salão de Negócios do 8º Paraná Business Collection, que ocorrerá de 4 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Sistema Fiep, em Curitiba. Rogério Lima, Apartamento 03, Lafort, Cyntia Fontanella, Dark Dragon, D&J, All Purpose, Camaleoa, Última Hora, Ligia Nogueira, Docthos, Engenharia da Roupa, Korpus Nu e Bijoux Heliana Lages são algumas das marcas que já deram o seu ok.


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“Os lojistas devem participar deste 8º Paraná Business Collection. Trata-se de uma excelente oportunidade para conferir o que há de melhor na moda do Brasil e antecipar as compras da próxima coleção”, destaca Marcelo Surek, coordenador do Conselho Setorial da Indústria do Vestuário, um dos realizadores do evento.

Segundo Surek, as mudanças implementadas a partir desta edição, com a abertura para a participação de marcas nacionais no Salão de Negócios, busca ampliar a visibilidade ao evento, oferecer mais opções para o lojista e inserir o evento no calendário nacional da moda. “Estamos trabalhando para transformar o Paraná Business Collection no terceiro maior evento do setor no Brasil”.

A área de negócios está a cargo da EBE Eventos, empresa com vasta experiência no setor de business. Ao mesmo tempo em que está trazendo grandes marcas para expor suas coleções no salão, a EBE está atraindo lojistas para efetivarem negócios. Além de 160 compradores selecionados e confirmados, de vários pontos do país, um grande número de compradores espontâneos é esperado.

Quem está à frente da direção criativa dos desfiles é Carlos Pazetto. Ele atua há mais de 17 anos no mercado de moda e luxo, tendo em seu portfolio clientes como Cartier, Marc Jacobs, Chanel, Louis Vuitton, além de eventos como Minas Trend, Claro Rio Summer, cenografia do Amni Hot Spot e outros.

Mercado promissor
A indústria da moda no Paraná é representada por 6,5 mil empresas dos setores têxtil, couro e vestuário. Emprega perto de 100 mil trabalhadores, e é o segundo setor industrial em geração de emprego, ficando atrás apenas da indústria de alimentos.

“O Paraná Business Collection é um evento para o empresário do setor mostrar a qualidade do seu trabalho, mostrar que mais que roupa,  produz moda e investe a cada ano em inovação e qualidade”, destaca o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, também empresário do setor.


Inovação e competitividade: produtos de indústrias são atração em feira catarinense

Motor elétrico para automóveis (foto), modelo do avião monomotor Wega 180 e lancha do estaleiro Schaefer Yachts são alguns dos produtos catarinenses que estão expostos nesta semana, na Feira da Indústria, em Florianópolis.

 (Foto Marcus Quint)

O evento vai até sexta (24/5/2013), na sede do Sistema Fiec, em Florianópolis, durante a Jornada Inovação e Competitividade, na qual serão discutidos temas vitais à indústria. Ainda em exposição um veículo da BMW, que instalará uma unidade fabril em Santa Catarina nos próximos anos.

A Feira da Indústria, que é aberta ao público, reúne produtos dos setores de alimentos, têxtil e metalmecânico, além de serviços das áreas portuária, de energia e financeira. Entre os atrativos estão o avião monomotor desenvolvido pela Wega Aircraft, de Palhoça, destaque na feira especializada Sun'n Fun, em Lakeland, nos Estados Unidos. O sistema de motorização veicular desenvolvido em parceria entre o Senai e a Weg, em Jaraguá do Sul, também está em exposição. A Schaefer Yachts, que possui unidades em Biguaçu e Palhoça, e a BMW, que se instalará em Araquari, também apresentam sua linha de produtos.

A segunda edição da jornada conta promove debates sobre qualidade de vida, Educação, inovação, tecnologia e ambiente para negócios.

Tecnologia e inovação serão temas abordados nesta quarta (22/5/2013), com cases indústria local. As palestras serão apresentadas pelo empresário Marcio Schaefer, da Schaefer Yachts; Marcos Marques, sobre incentivos fiscais à inovação; Sérgio Roberto Arruda, sobre institutos de inovação e o Senai; e Marco Aurélio Lobo, da Apex Brasil, sobre a promoção internacional da criatividade brasileira.

Interessados em participar podem se inscrever no www.fiescnet.com.br/jornada. A TV Indústria SC está com cobertura diária do evento, via http://www.tvindustriasc.com.br. A rodada de palestras não tem custo e pode ser feita separadamente para cada dia, de acordo com o interesse de cada participante. Mais informações: 0800 48 1212.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pesquisa e inovação: parte dos recursos em tecnologia ainda vai para difusão e não para inovação, diz diretor do BNDES


O diretor das Áreas Industrial e de Mercado de Capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo, disse nesta terça (14/5/2012) que 49,2% dos recursos aplicados em tecnologia no país vão para difusão e não para a inovação tecnológica, como arma de competição, liderança e diferenciação.

“Normalmente, a gente está falando de incorporação de base técnica e tecnológica por meio de máquinas e equipamentos”, disse o diretor, ao participar do 25º Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do banco.

Em relação aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte das empresas privadas, dados da Pesquisa de Inovação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008, apontam nível de 0,53% no Brasil, contra 1,08% na China e 0,76%, em Portugal, por exemplo. “O Brasil está no escanteio do seu campo de defesa”, comparou Ramundo.

Recentemente, o governo federal lançou o Programa Inova Empresa, que tem por meta induzir o investimento empresarial em inovação tecnológica. A ideia é contribuir para aumentar da produtividade e da competitividade da economia. O Inova Empresa vai priorizar projetos com maior risco tecnológico e buscar uma coordenação entre todos os agentes de financiamento e os instrumentos de apoio. O BNDES integra a iniciativa.

”Investir em pesquisa e desenvolvimento e em inovação é o desafio das empresas brasileiras no momento”, disse o diretor.

De acordo com Ramundo, os financiamentos concedidos pelo BNDES para projetos de inovação passaram de R$ 33 milhões, em 2003, para cerca de R$ 2,23 bilhões, no ano passado. Um levantamento do banco mostra que para cada R$ 1 do banco, outros R$ 4 são aplicados por coinvestidores. 

Desde 2007, a instituição ampliou a participação nos projetos inovadores de empresas nacionais por meio da criação de fundos de capital de risco. “Hoje, o BNDES tem participação indireta em cerca de 204 empresas, sendo que a maioria inova em seu modelo de negócio. São empresas inovadoras”. Em 2007, eram 70 empresas.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Educação que funciona: escola pública do interior da Paraíba se destaca na Olimpíada Brasileira de Matemática

Ensinar matemática com atividades do cotidiano, como fazer compras na feira e medir ingredientes para uma receita, é a chave do sucesso da professora de matemática Jonilda Alves Ferreira para despertar o interesse dos alunos pela disciplina. Com esse método, a professora tornou a Escola Municipal Cândido de Assis Queiroga, da cidade de Paulista, na Paraíba, com cerca de 12 mil habitantes, um destaque nas últimas edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

Na edição de 2012, a escola teve cinco medalhas de ouro, duas de prata, três de bronze e 12 menções honrosas. “Coloco os alunos para vivenciar a matemática”, resume Jonilda. A professora contou que sofria quando chegava à sala de aula e via os estudantes repudiando a disciplina. Foi quando decidiu que era preciso mostrar aos alunos que aprender a matemática pode ser prazeroso. “Fazer com que os alunos gostassem da disciplina era o meu maior desafio”, revelou.

Jonilda resolveu que iniciaria os conteúdos de matemática pela parte prática. Assim, quando chegasse à teoria, já teria despertado o interesse dos alunos. A feira, a pizzaria e a cozinha foram locais escolhidos pela professora da Paraíba para ensinar.

Na cozinha da escola, os alunos medem ingredientes para preparar receitas e aprendem conceitos de proporção. Na ida à pizzaria, recebem a lição sobre fração ao dividir os pedaços da pizza que depois vão comer. Uma feira livre também é cenário das aulas. A professora conta que chegou a levar 35 alunos à feira para fazer compras com um valor em dinheiro pré-determinado. Na aula de geometria, os estudantes tiram medidas da escola para calcular área e perímetro.

A olimpíada foi mais um estímulo para despertar o interesse pela disciplina. Desde a primeira edição, em 2005, a escola de Paulista se inscreve, mas a primeira medalha só veio em 2009, de bronze. Foi ai que estudantes e professores viram que seria possível conquistar mais e chegar ao ouro. O primeiro ouro veio em 2010.

O filho da professora, Wanderson Ferreira, que hoje tem 12 anos, já tem duas medalhas de ouro. Ele ganhou uma bolsa para estudos, mas quer conquistar mais uma medalha antes de aceitar o incentivo. Já inscrito na edição de 2013, o estudante pretende estudar em média seis horas diárias.

“O que vale mais é o aprendizado. Quero fazer arquitetura e engenharia, e saber matemática vai me ajudar muito”. O fato de ter uma mãe professora que incentiva tantos alunos a aprender matemática é fundamental, segundo ele. “É muito bom não ter a escola só de manhã, ter a escola durante o dia inteiro”, diz.

Uma das medalhistas de ouro de 2012, Daniele Mendes da Silva, de 13 anos, conta que o estudo é intensificado com a proximidade da olimpíada, quando a professora dá aulas também na própria casa. “Tínhamos aula normal de manhã na escola, à tarde estudávamos entre amigas e à noite tínhamos aulão com a professora Jonilda na escola. Tivemos outras preparações na casa da professora também. Com esse método dela, fica tudo mais interessante”, diz, ao relatar a preparação para a edição de 2012.

Para a estudante do 8° ano do ensino fundamental, o aprendizado irá fazer diferença no futuro. “Além de adquirir conhecimento para a vida, isso influencia muito para adquirir emprego e para toda a carreira profissional da gente”, diz Daniele.

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas busca estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área. Em 2012, cerca de 19 milhões de alunos se inscreveram e 99,4% dos municípios brasileiros estiveram representados. Além das medalhas de ouro, prata e bronze, também há distribuição de bolsas de iniciação científica para os alunos.

Este ano, as provas da primeira fase da competição serão aplicadas no dia 4 de junho, em horário a ser definido pela própria escola. Os alunos com melhor desempenho serão classificados para a segunda etapa, que ocorrerá no dia 14 de setembro. A divulgação dos vencedores da olimpíada será feita no dia 29 de novembro. A expectativa é que 20 milhões alunos participem da competição este ano.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Professor e o mercado de trabalho: pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério


Pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura
nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de Educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina.

Foto Divulgação
A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme, selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de matemática, física e química seja de cerca de 170 mil.

A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matemática e da física e a concorrência com profissões como as do mercado financeiro também afastam das salas de aula quem se forma nessas áreas.

“Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matemática e física. Mas gostar é uma coisa, outra é o ensino dessas matérias que engloba habilidade como o pensar a matemática, as ciências, e saber ensinar a matemática e verificar como o aluno está aprendendo”, destacou. “Outro fator é o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, pós-graduação, no mercado financeiro. A profissão de docente acaba concorrendo com outras opções”, disse Luciana. A questão de gênero também é apontada pela pesquisadora. “Física e matemática tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.”

Na avaliação da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magistério requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. “É importante uma articulação de vários fatores, igualar os salários com os de profissionais com a mesma formação, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profissão ao longo da vida estudantil”, disse.

A carência de professores nas áreas de exatas como matemática, física, química e biologia é uma preocupação do MEC que elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes a seguirem o magistério nessas áreas. O programa terá oferta de bolsas de auxílio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, em abril.





segunda-feira, 6 de maio de 2013

Educação integral: Projeto do Sesi-SP inaugura 9ª escola somente neste ano


Ensino fundamental em tempo integral, com os alunos permanecendo na escola nos períodos da manhã e tarde participando de vivências complementares de esporte, arte, cultura e tecnologia, além das refeições diárias compostas de café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Em síntese, esta é a metodologia do sistema Sesi de São Paulo de ensino, aplicada em todas as
escolas da organização. Tudo engloba processos de ensino, aprendizagem e pesquisa, na concepção educacional pela qual toda criança ou adolescente é capaz de aprender se lhe forem oferecidas boas situações de aprendizagem. Outro diferencial é o material didático desenvolvido exclusivamente pelo Sesi-SP.

Este projeto acaba de chegar ao município de Pirassununga, a 200 quilômetros da capital paulista. A nova unidade educacional do Sesi de São Paulo – a nona inaugura somente no ano de 2013 – vai beneficiar 1.094 crianças e jovens. São 463 vagas no ensino fundamental em tempo integral e 192 no ensino médio articulado coma Educação profissionalizante, a cargo do Senai-SP.

A escola ainda conta com áreas de convivência,
biblioteca, laboratórios, ambientes multidisciplinares
e quadra poliesportiva coberta (Foto Everton Amaro-Fiesp)

Para o presidente do Sistema Fiesp, Paulo Skaf, a Educação de qualidade se faz com professores capacitados e satisfeitos. “Dedicar-se inteiramente a projetos educacionais é de uma satisfação incomensurável”, afirmou Skaf, destacando que “Brasil sustentável só é possível com ensino de qualidade”.

A escola do Sesi Pirassununga conta com 16 salas de aula, duas áreas de convivência, biblioteca escolar com acervo atualizado, laboratórios de informática educacional, de ciência e tecnologia, de química e biologia e de física. Há ainda salas multidisciplinares, de artes cênicas, de atendimento aos pais, cozinha e refeitório e quadra poliesportiva coberta.

No ensino fundamental em tempo integral, os alunos permanecem o dia todo na escola realizando vivências complementares de esporte, arte, cultura e tecnologia, além das refeições diárias compostas de café da manhã, almoço e lanche da tarde.

Somente este ano já foram inauguradas oito unidades do Sesi nos municípios de Presidente Epitácio, Mococa, Tambaú, Guararapes, Votuporanga, Vinhedo, Americana e Bragança Paulista e uma do Senai, em Ourinhos.