sexta-feira, 5 de abril de 2013

Plano Inova Empresa: meta do governo é investir R$ 32,9 bilhões em pesquisa nas áreas industrial, agrícola e serviços


Lançado em meados de março de 2013, o Plano Inova Empresa evidencia a necessidade de criação de parques tecnológicos no país, diz o diretor executivo do Parque Tecnológico do Rio/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maurício Guedes. O plano prevê investimentos de R$ 32,9 bilhões nos próximos dois anos para incentivar o desenvolvimento de pesquisas nos setores industrial, agrícola e de serviços.

Ao estruturar um programa para aumentar a capacidade de inovação da economia brasileira, o governo propiciará, indiretamente, a expansão do Parque Tecnológico do Rio, que poderá chegar a atrair investimentos adicionais de R$ 2 a R$ 3 bilhões nos próximos cinco anos, diz Guedes à Agência Brasil. Segundo ele, o tema "parques tecnológicos" está entrando com força total na agenda nacional.

"É importante que o país tenha um programa estruturado para aumentar a capacidade de inovação de sua economia, e o aumento da capacidade de inovação se dá com investimentos, integração com as universidades e formação de mestres e doutores. E o Brasil vem tendo uma evolução importante nestes últimos anos”, destaca.

Para este ano, lembra Guedes, o investimento federal em inovação está em torno de R$ 100 milhões em parques tecnológicos. Para ele, ainda é pouco, até porque existem hoje no Brasil propostas para criação de mais de 100 parques tecnológicos em todo o país, embora seja um avanço. A UFRJ faz sua parte, procurando expandir as áreas de atividade. “Estamos caminhando para a expansão de nossas fronteiras, negociando a entrada de novas empresas, agregando novas áreas territoriais para esse crescimento.”

De acordo com Guedes, o governo do estado está adquirindo uma área de propriedade do Exército, com 240 mil metros quadrados de extensão, na Ilha do Fundão, para atrair novas empresas para o Parque do Rio. Já existem empresas instalando-se na área e construindo centros globais de pesquisa, como a General Eletric (GE).

A empresa, que tem pesquisas em indústrias de petróleo, construção de turbinas de aviões, na área médica e em biotecnologia, está aplicando R$ 500 milhões nas obras do centro construção do centro, a ser inaugurado em março do próximo ano. Considerada uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, a L’Oréal também vai se instalar no polo, informa Guedes. "Chegaremos facilmente aos R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões em investimento nos próximos quatro a cinco anos. Praticamente, dobraremos, triplicaremos os investimentos que foram feitos de 2003 até hoje”, destaca Guedes.



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