quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dica de livro: relendo Pedagogia da Autonomia

Por Julio Sosa

Em Pedagogia da Autonomia (1996), Paulo Freire dá uma aula de como ser simples, singelo, direto e perfeitamente elucidativo. Aborda de seu jeito todo especial a prática educativa. Temos uma visão clara, mas nem sempre lembrada pelos docentes, da necessidade de respeitarmos os saberes que o aluno traz para a escola. Tarefa árdua que exige do professor e da professora a obrigação de abandonar o papel daquele e daquele que são os donos do conhecimento e repartir com o aluno e aluna a obrigação de ser sujeito do ensino-aprendizagem.

Um dos saberes indispensáveis à prática educativa segundo Freire (p.24) é necessidade de o professor saber que “ensinar não é transferir” conhecimento, mas criar um ambiente para que ele possa sim ser produzido ou construído, na partilha entre educando e educador. “Quem forma se forma e re-forma ao formar, e quem é formado forma-se e forma ao ser formado” (p.25). 

Portanto, repito, ensinar passa longe de simplesmente transferir conhecimento, como ocorre, necessariamente, na Educação Bancária. Quando Paulo Freire a afirma e reafirma que não há docência sem discência, que lembrar aos professores e professoras, que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. (p.25)

Clique aqui para continuar lento o texto do professor Sosa.

Cursos gratuitos: são mais de 3.700 vagas na Bahia


O Senai da Bahia vai abrir na próxima segunda (29/4/2013) seu processo seletivo para preenchimento de 3.790 vagas nos cursos de aprendizagem industrial de nível básico. Os interessados terão até o próximo 15 de maio para se inscreverem, exclusivamente pela internet, respeitando o limite máximo de dez inscrições por vaga.

Todos os cursos são gratuitos e não há taxa de inscrição para o processo seletivo. As provas serão realizadas em 26 de maio de 2013.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Qualificação profissional: jovens de oito municípios paulista ganham mais de 60 cursos


Município localizado a 370 quilômetros de São Paulo, capital, Ourinhos acaba de ganhar um novo centro de treinamento do Senai-SP. Com 2.500 metros quadrados, a unidade de ensino profissionalizante e tecnológico é composta por oficinas e laboratórios, nos quais serão ministrados mais de 60 cursos. As áreas são: automação, eletroeletrônica, vestuário, segurança no trabalho, tecnologia de informação e outras. 

O centro de Ourinhos também vai beneficiar indústrias e comunidades de oito municípios da região: Canitar, Chavantes, Salto Grande, Ribeirão do Sul, Pirajú, Ibirarema, Campos Novos Paulistas e Palmital (Foto Everton Amaro/Sistema Fiesp)

De acordo com a Associação das Indústrias de Ourinho e Região (Aior), se sobressaem economicamente os setores de açúcar e álcool, óleo de soja, ovos, leite, destilado de cana e café. Dois distritos industriais abrigam empresas já consolidadas e em fase de implantação. Para a associação, a localização estratégica e a malha rodoferroviária são favoráveis tanto para quem produz como para quem distribui riquezas. “Essa logística faz de Ourinhos o autêntico Portal do Mercosul, oferecendo vantagens naturais aos potenciais investidores”, destaca a Aior.

O Senai de Ourinhos está preparado para recebe cerca de 1.350 alunos e, segundo estimativa da organização, aproximadamente 85% dos alunos egressos estão empregados. Números comemorados pela prefeita da cidade, Belkis Fernandes, que destacou a importância dos investimentos realizados na área da Educação pelo Sesi-SP e pelo Senai-SP para o desenvolvimento social e econômico das cidades do interior. Skaf destacou ainda que “milhares de alunos passam por estas escolas e têm mais oportunidade na vida, conseguem melhores empregos, melhores salários, têm mais autoestima”.

Como a aluna do curso de eletromecânica, Nathália Ramos Marques. Atenta ao mercado de trabalho, Nathália aposta que o curso do Senai-SP será um diferencial no seu currículo na hora de buscar o seu primeiro emprego: “Aqui eu aprendi coisas que nunca imaginei. Essa área vai me abrir vários parâmetros para escolher o que eu vou fazer do meu futuro.”

Para Ingrid Fernanda de Souza Bezerra, colega de curso de Nathália, a principal lição que levará do Senai para a sua vida é a importância do companheirismo e do trabalho em equipe: “A gente aprende aqui que você depende muito do seu parceiro para concluir o trabalho, não é uma coisa individual. Quando você aprende a trabalhar em equipe e ser companheira, você cresce muito mais”.

Fonte Sistema Fiesp


Dia da Educação: faça a sua parte!




segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mercado de trabalho: Petrobras e Senai fecham convênio para ampliar capacitação profissional


A Petrobras e o Senai do Rio de Janeiro assinaram no início deste mês de abril de 2013 convênio para o desenvolvimento de 14 simuladores de operações e ambientes virtuais. De acordo com a Petrobras, os novos simuladores serão utilizados para capacitação de profissionais da indústria de óleo e gás nos próximos cinco anos. Serão investidos R$ 83,6 milhões, proveniente da aplicação de recursos associados aos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em treinamento em um montante de 1% do faturamento dos campos que pagam participação especial.

O núcleo já conta com três simuladores, pelos quais já passaram mais de 4 mil empregados da Petrobras, desde 2006: Simulador de Lastro, Planta de Processamento Primário e Centro de Treinamento em Instalações Elétricas (Foto Agência Petrobras)
Este investimento viabilizará a qualificação de profissionais do setor, focado tanto no aumento da eficiência quanto na segurança operacional. Os simuladores ficarão instalados no Núcleo de Treinamento Offshore Nelson Stavale Malheiro, no Centro de Tecnologia do Senai de Benfica, capital fluminense. No mesmo ambiente estão instalados outros três simuladores, pelos quais já passaram mais de 4 mil empregados da Petrobras, desde 2006: o Simulador de Lastro, o de Planta de Processamento Primário e o Centro de Treinamento em Instalações Elétricas.

Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, "é importante termos mão de obra qualificada para conseguir tripular nossas sondas, plataformas, embarcações e outras, sejam elas próprias ou afretadas”, destacando que “os simuladores são importantes nos quesitos de segurança e confiabilidade das operações.”

Para o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, “a parceria com a Petrobras ganha um novo patamar com esses 14 novos simuladores para situações reais de trabalho".

De acordo com informações da Petrobras, os novos simuladores buscam acelerar a curva de aprendizado das equipes de operação, de modo a atender à demanda de capacitação decorrente das novas unidades da Petrobras que entrarão em operação até 2020 – conforme anunciado no Plano de Gestão 2013-2017.

Os simuladores são capazes de capacitar operadores, técnicos e engenheiros em técnicas de operação offshore e de emergências por meio de ações que ocorrências do dia a dia. Também reduz os custos de treinamento, já que as empresas do setor não precisarão encaminhar os profissionais para o exterior.


Plano de Negócios e Gestão 2013-2017
Em recente encontro na sede do Sistema Firjan, a presidenta Graças Foster anunciou que a Petrobras irá investir US$ 236,7 bilhões no período de 2013-2017. Dando continuidade ao Plano de Negócios anterior, o atual prevê a manutenção das metas de produção de óleo e gás natural; a não inclusão de novos projetos, exceto para exploração e produção de óleo e gás natural no Brasil; a incorporação dos resultados dos programas estruturantes Procop, Proef, PRCPoço e Infralog; e a ampliação do escopo do Programa de Desinvestimentos (Prodesin).

“A filosofia do nosso plano é exatamente a mesma do ano passado, com as mesmas prioridades. A prioridade absoluta é a área de Exploração e Produção”, disse Maria das Graças, ressaltando que 62,3% (US$ 147,5bi) do total do investimento é em Exploração e Produção.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dica de livro: Bolsa-Escola – História, Teoria e Utopia

Desde que se tornou um programa importante no Brasil e no Mundo, a Bolsa-Escola, denominada depois de Bolsa-Família, passou a ter diversas histórias diferentes.

Neste pequeno livro, Cristovam Buarque põe os pontos nos iii e descreve a verdadeira história da Bolsa-Escola.

Mais que isso, ele mostra que desde seu início, a Bolsa-Escola tinha uma Teoria por trás e uma Utopia adiante.

Onde encontrar o livro, por R$ 4,99:

www.thesaurus.com.br/livro/3065/bolsa-escola-historia-teoria-e-utopia  

http://busca.gatosabido.com.br/web/Resultado.aspx?q=bolsa-escola

www.ebookcult.com.br/produto/Bolsa-Escola-historia-teoria-e-utopia-159968



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Royalties do petróleo: relator diz que vai incluir recursos dos contratos vigentes para Educação


O relator da Medida Provisória (MP) dos Royalties (MP 592/12), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), adiantou nesta quinta (11/4/2013) que vai incluir no relatório da medida a destinação das receitas com os royalties do petróleo dos contratos vigentes à Educação. O parecer do relator será apresentado na próxima terça (16/4/2013).

O atual texto da MP vincula à Educação as receitas dos novos contratos da área de concessão dos royalties do petróleo, firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida. Além disso, destina ao setor 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal.

"A MP, da forma como está, faz com que apenas os contratos futuros sejam destinados à Educação. Isso vai demorar um certo tempo, cerca de seis ou sete anos. Calculamos que com os contratos vigentes teremos um acréscimo ao setor de R$ 32 bilhões. Até 2020, chegaremos a R$ 62 bilhões", diz Zarattini.

A MP deve ajudar o cumprimento da meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Atualmente o governo investe 5,7% do PIB. "O setor precisará de muito dinheiro. A MP não complementa o total necessário, mas ajuda", argumenta o deputado.  

Zarattini também afirmou que o parecer vai manter a divisão, entre todos os estados, dos recursos arrecadados nos contratos atuais. A intenção é respeitar a decisão que o Congresso tomou ao derrubar os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12), ainda que ela tenha sido suspensa pela Justiça e seja contrária ao texto da MP inicial.

A MP dos Royalties foi editada no final do ano passado, junto com os vetos feitos pela presidente à Lei dos Royalties. A lei aprovada pelo Congresso dividia entre todos os Estados e municípios os recursos arrecadados com a exploração de petróleo. Os dispositivos foram vetados pela presidente.

Posteriormente, os vetos presidenciais foram derrubados pelo Congresso que, com isso, restabeleceu a lei que divide toda arrecadação, inclusive a dos contratos atuais. A norma, no entanto, teve a aplicação suspensa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) até que sejam decididas as ações diretas de inconstitucionalidade dos governos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo - estados em que há exploração de petróleo e que perderiam recursos com a partilha da arrecadação dos contratos atuais.



Mercado de trabalho: Comissão aprova regulamentação da profissão de designer

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço público aprovou no final de março proposta que regulamenta a profissão de designer (PL 1391/11). De acordo com o projeto, do deputado Penna (PV- SP), o exercício da profissão ficará reservado aos graduados em design ou em áreas afins, como comunicação visual, desenho industrial, programação visual, projeto de produto, design gráfico, design industrial, design de moda e design de produto.

Ilustração wallpoper.com

Segundo a proposta aprovada, também poderão ser registrados profissionais com pelo menos três anos de experiência até a data da publicação da nova lei. O projeto original permitia o registro somente daqueles que provassem o exercício da profissão durante cinco anos ou mais antes da publicação da lei.

O relator da proposta, deputado Efraim Filho (DEM-PB), lembrou que, desde 1980, cinco projetos sobre o mesmo tema já foram apresentados no Congresso e arquivados por motivos diversos. “É chegado o momento de retribuir o esforço dessa sacrificada profissão, outorgando-lhes um instrumento fundamental para o reconhecimento da classe e para a continuidade do desenvolvimento de atividade tão importante para a continuidade do desenvolvimento do mercado nacional de produtos e mensagens”, disse.

A proposta atribui ao Ministério do Trabalho a competência para registro dos designers. O texto original previa a criação de conselhos federal e regionais para registro, controle e fiscalização da categoria. De acordo com Efraim Filho, contudo, a criação do conselho de classe é atribuição exclusiva do Poder Executivo, que poderá fazê-lo ou não após a publicação da lei.

Atividades
O texto reconhece as seguintes atividades do designer:
  • planejamento e projeto de sistemas, produtos ou mensagens visuais ligados aos respectivos processos de produção industrial objetivando assegurar sua funcionalidade ergonômica, sua correta utilização, qualidade técnica e estética, e racionalização estrutural em relação ao processo produtivo;
  • projetos, aperfeiçoamento, formulação, reformulação e elaboração de desenhos industriais ou sistemas visuais sob a forma de desenhos, diagramas, memoriais, maquetes, artes finais digitais, protótipos e outras formas de representação bi e tridimensionais;
  • estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação de caráter técnico-científico ou cultural no âmbito de sua formação profissional;
  • pesquisas e ensaios, experimentações em seu campo de atividade e em campos correlatos, quando atuar em equipes multidisciplinares;
  • desempenho de cargos e funções em entidades públicas e privadas cujas atividades envolvam desenvolvimento e/ou gestão na área de design;
  • coordenação, direção, fiscalização, orientação, consultoria, assessoria e execução de serviços ou assuntos de seu campo de atividade;
  • exercício do magistério em disciplinas em que o profissional esteja adequadamente habilitado;
  • desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e de economia privada.

Tramitação
A proposta, que tramita de forma conclusiva, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-1391/2011



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Curta Paulo Freire: acervo digital do educador está disponível na rede

Vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que Paulo Freire deu em vida estão disponíveis no Centro de Referência do educador. O site é dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado de Freira também oferece artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.

Clique aqui para ter acesso ao acervo de Paulo Freire


Jogos e aprendizagem: portal gratuito traz tabuleiro virtual para todos os níveis de estudantes

Ensinar aos jovens os benefícios de uma alimentação saudável, alertar sobre os perigos da dengue, e incentivar o cuidado com o meio ambiente. Nem sempre são tarefas fáceis para educadores e pais, em um mundo cheio de estímulos que soam mais atraentes aos jovens.

Identificando a carência de boas soluções nesse campo, uma equipe formada por alunos e professores de grandes universidades paulistas: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e Instituto Federal de São Paulo (IFSP), fundou o portal Ludo Educa Jogos – www.ludoeducajogos.com.br –, que reúne jogos que pretendem educar enquanto divertem.

Portal contabiliza mais de 3 milhões de acessos (Foto Marcos Santos/USP Imagens)

O site surgiu em 2010, por iniciativa do professor Elson Longo, da Unesp, e conta com o apoio do Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), centro de pesquisa científica e tecnológica financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O professor acredita que o portal cumpre o papel de toda iniciativa parceira da Fapesp, que inclui difundir conhecimento para toda a sociedade, além da Universidade.

Vestibular
Segundo Longo, o objetivo inicial do projeto era auxiliar os jovens que estavam prestando vestibular. Surgiu, então, o primeiro jogo do portal, o LudoEducativo. Como em um jogo de tabuleiro, o participante ia respondendo as perguntas e avançando na brincadeira. As perguntas, porém, reuniam conteúdo do terceiro ano do ensino médio, divididas por matérias. Atualmente, o portal conta com opções para estudantes das demais séries do ensino médio e também para alunos do ensino fundamental. Antes da ampliação, o portal já contava com 800 mil acessos.

O portal também é uma ferramenta para os professores. O histórico de questões respondidas pelo jogador é salvo no sistema e, assim, os professores cadastrados podem ver o desempenho de seus alunos. Pelo desempenho ele pode acompanhar como foi o aprendizado e identificar alguma falha no processo. Atualmente, há pelo menos um professor de cada estado do Brasil cadastrado, cerca de 150 professores no total.

Mas o Ludo Educa Jogos não está voltado apenas para o conteúdo escolar. O site reúne jogos sobre os seguintes temas: Meio Ambiente e Sustentabilidade, Educação Alimentar, Raciocínio e Matemática e Combate à Dengue.

Segundo Alexandre Rosenfeld, estudante de Engenharia da Computação, curso interunidades oferecido na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP, em São Carlos, o interesse em desenvolver outros tipos de games que abordam diversas temáticas em alta no momento surgiu com a repercussão que os primeiros games educativos tiveram.

O professor Longo complementa: “Se andarmos pelas ruas, é possível perceber que a alimentação da população não anda bem. Os nossos jogos sobre alimentação saudável pretendem ensinar às crianças que comer doces e gorduras não faz bem, além de estimulá-las a se alimentar melhor, consumir frutas e verduras, e se sentir bem por isso”.

Pelo número de acessos, mais de 3 milhões até hoje, pode-se considerar o portal um sucesso. E esse resultado se deve à iniciativa de aliar aprendizagem e interatividade. Os jogos são uma boa alternativa ao modelo de ensino tradicional, com alunos ouvindo seus professores e tomando nota.

Quando jogam, os alunos não sentem que estão estudando, mas, mesmo assim, estão aprendendo. “Já fizemos algumas experiências em escolas públicas de São Carlos com algumas turmas de alunos e a receptividade por parte foi muito positiva. De uma forma geral, foi constatado que estavam se divertindo e, enquanto se divertiam, estavam assimilando aquele conteúdo”, finaliza Rosenfeld.

Fonte USP online


Cursos técnicos: CSN vai incentivar formação profissional entre jovens das escolas públicas mineiras


Com investimentos de cerca de R$ 36 bilhões no setor mineral e metalúrgico – com base nos
(Foto Divulgação)
principais protocolos firmados pelo governo de Minas Gerais e anunciados pela iniciativa privada para os próximos cinco anos –, a demanda por técnicos no estado vai aumentar no Estado.

Preparando-se para esta nova realidade, o Consórcio Mínero-Metalúrgico, junto com o Sesi e o Senai de Minas Gerais, vai percorrer as escolas públicas do estado para incentivar os jovens a ingressarem na carreira técnica. “O Brasil precisa de técnicos para sustentar seu crescimento”, enfatiza a gerente de Recursos Humanos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e coordenadora do Consórcio, Alba Valéria Santos.

O profissional de nível técnico é mais valorizado nos setores industriais em função das capacidades desenvolvidas nos dois âmbitos: o teórico e o prático. Como referência, as empresas do consórcio devem necessitar de 2.890 profissionais de nível superior, 5.582 de nível técnico e 10.382 de nível básico. A remuneração também é atrativa: estima-se que um técnico sem experiência pode ter salário de R$ 1.650 e os com mais de 10 anos de experiência, cerca de R$ 5 mil. Alba Valéria também lembrou que nos processos seletivos das empresas, os engenheiros que também têm o curso técnico têm vagas garantidas. “É preciso vencer o preconceito, especialmente entre a classe média, que costuma incentivar o ingresso no curso superior”, afirma. 

Segundo o gerente do Centro de Tecnologia (Cetef) de Itaúna, Pedro Paulo Drumond, o projeto será apresentado por meio de palestras e material de divulgação. “Os jovens vão poder conhecer os cursos disponíveis e as possibilidades de ascensão profissional”. Profissionais que optaram em iniciar sua carreira profissional pelo nível técnico vão dar depoimentos e trocar experiências com os alunos. “Vamos fomentar o ingresso dos jovens nos cursos de formação técnica, que comprovadamente depois de formados, são rapidamente absorvidos pelo mercado”, explica o analista de projetos educacionais do Senai Wellington Martins. As palestras serão direcionadas principalmente para as turmas do nono ano e do ensino médio, matriculados preferencialmente na rede pública de Educação.

Segundo Alba Valéria, cerca de 70% das vagas das grandes empresas de siderurgia e mineração são direcionadas para os técnicos. “Nosso foco é investir em formação. É uma ação inteligente para transformação do contexto atual, gerando profissionais qualificados para atender a demanda por pessoas devidamente capacitadas para as empresas”.

O Projeto de Incentivo aos Cursos Técnicos teve início em Itaúna, mas deve alcançar as regiões de Conceição do Mato Dentro, Quadrilátero Ferrífero, Vale do Aço e Norte de Minas Gerais, regiões onde há grande demanda de profissionais.

Em Itaúna, o Senai oferece os cursos técnicos de Administração, Mecânica, Eletroeletrônica, Metalurgia, Mineração e Fundição. Os cursos são concluídos em três semestres, com exceção de Administração, que é concluído em dois semestres. Para ingressar nos cursos técnicos é necessário estar cursando ou concluído o ensino médio. Os interessados podem participar do Processo Seletivo Unificado (PSU) do Senai ou de algum dos programas governamentais como o PEP ou o Pronatec.

Segundo Pedro Paulo Drumond, a unidade de Itaúna deverá ampliar o número de vagas no segundo semestre deste ano. “Cerca de 140 novas vagas deverão ser abertas, formando quatro novas turmas, para atender à demanda da indústria”. Hoje o Centro Tecnológico de Fundição de Itaúna tem 17 turmas de cursos técnicos em andamento.

O Consórcio Mínero-metalúrgico é fruto da parceria entre companhias do setor mineral e metalúrgico de Minas Gerais, Senai-MG e Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), para garantir a inserção de novos trabalhadores e suprir a carência de profissionais qualificados no setor.

Fazem parte do consórcio: Sindiextra, Sistema Fiemg (Senai, Ciemg, Sesi e IEL) e as empresas Companhia Siderúrgica Nacional, Mineração Usiminas, Ferrous Resources do Brasil, Gerdau, Anglo American, Anglogold Ashanti, Namisa Nacional Minérios, Samarco Mineração, Usiminas, Vale, AcelorMittal, MRS Logística, MMX, Kinross e MSOL Jaguar Mining.



sexta-feira, 5 de abril de 2013

Inovação em energia: governo vai investir R$ 3 bilhões no financiamento de pesquisas

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, assinou na segunda (1/4/2013) o termo de cooperação do Plano Inova Energia, que vai investir R$ 3 bilhões no desenvolvimento da área energética no país. 

Para o projeto, o BNDES dispõe de orçamento de R$ 1,2 bilhão, que formará o fundo de financiamento com mais R$ 1,2 bilhão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 600 milhões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com esse orçamento, empresas sediadas no Brasil poderão receber créditos com taxas reduzidas, subvenções e dinheiro não reembolsável para o desenvolvimento de pesquisas.

Segundo Coutinho, o foco do plano é a empresa privada. “Esses recursos estão sendo oferecidos para que o setor privado assuma a liderança. No Brasil, em geral, o gasto em ciência, tecnologia e inovação está muito concentrado nas universidades, no setor público. Ele precisa, agora, da liderança das empresas”, declarou.

O plano abrange quatro linhas de inovação: redes inteligentes, que distribuem a energia de maneira mais eficiente; melhoria na transmissão de longa distância em alta tensão; energias alternativas, como a solar e termossolar; e desenvolvimento de dispositivos eficientes para veículos elétricos, que possam contribuir para a redução na emissão de poluentes nas cidades.

O lançamento do plano ocorreu durante fórum promovido pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, disse que o plano de energia é parte do programa Inova Empresa, cujo investimento de R$ 32,5 bilhões é focado em campos estratégicos. “O governo conduz esse programa com mais 11 ministérios. São recursos substanciais que estão sendo disponibilizados”, disse.

O presidente do BNDES espera que, em um prazo de dois anos, os investimentos do Plano Inova Energia comecem a dar resultados. Segundo ele, em 2013, haverá crescimento do investimento em projetos semelhantes. “No ano passado, foram gastos R$ 2,6 bilhões em projetos de inovação. Este ano, esperamos chegar a pelo menos R$ 3,5 bilhões em várias áreas”, estimou.

Coutinho disse ainda que estão previstos outros planos que estimulam inovação nas áreas da saúde, como de vacinas e fármacos; aeroespacial e defesa; tecnologia da informação e comunicações; e agronegócio.



Plano Inova Empresa: meta do governo é investir R$ 32,9 bilhões em pesquisa nas áreas industrial, agrícola e serviços


Lançado em meados de março de 2013, o Plano Inova Empresa evidencia a necessidade de criação de parques tecnológicos no país, diz o diretor executivo do Parque Tecnológico do Rio/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maurício Guedes. O plano prevê investimentos de R$ 32,9 bilhões nos próximos dois anos para incentivar o desenvolvimento de pesquisas nos setores industrial, agrícola e de serviços.

Ao estruturar um programa para aumentar a capacidade de inovação da economia brasileira, o governo propiciará, indiretamente, a expansão do Parque Tecnológico do Rio, que poderá chegar a atrair investimentos adicionais de R$ 2 a R$ 3 bilhões nos próximos cinco anos, diz Guedes à Agência Brasil. Segundo ele, o tema "parques tecnológicos" está entrando com força total na agenda nacional.

"É importante que o país tenha um programa estruturado para aumentar a capacidade de inovação de sua economia, e o aumento da capacidade de inovação se dá com investimentos, integração com as universidades e formação de mestres e doutores. E o Brasil vem tendo uma evolução importante nestes últimos anos”, destaca.

Para este ano, lembra Guedes, o investimento federal em inovação está em torno de R$ 100 milhões em parques tecnológicos. Para ele, ainda é pouco, até porque existem hoje no Brasil propostas para criação de mais de 100 parques tecnológicos em todo o país, embora seja um avanço. A UFRJ faz sua parte, procurando expandir as áreas de atividade. “Estamos caminhando para a expansão de nossas fronteiras, negociando a entrada de novas empresas, agregando novas áreas territoriais para esse crescimento.”

De acordo com Guedes, o governo do estado está adquirindo uma área de propriedade do Exército, com 240 mil metros quadrados de extensão, na Ilha do Fundão, para atrair novas empresas para o Parque do Rio. Já existem empresas instalando-se na área e construindo centros globais de pesquisa, como a General Eletric (GE).

A empresa, que tem pesquisas em indústrias de petróleo, construção de turbinas de aviões, na área médica e em biotecnologia, está aplicando R$ 500 milhões nas obras do centro construção do centro, a ser inaugurado em março do próximo ano. Considerada uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, a L’Oréal também vai se instalar no polo, informa Guedes. "Chegaremos facilmente aos R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões em investimento nos próximos quatro a cinco anos. Praticamente, dobraremos, triplicaremos os investimentos que foram feitos de 2003 até hoje”, destaca Guedes.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Tecnologia na Educação: Moocs mudam o ensino dentro e fora da universidade


O Brasil recebe nesta quarta (4/4/2013), pela primeira vez, Anant Agarwal, presidente do edX e palestrante principal do Transformar, evento que o Porvir, o Inspirare e a Fundação Lemann realizam em São Paulo. Agarwal é indiano, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação no MIT e, não por acaso, a pessoa que está à frente dos Moocs (cursos on-line, grátis e de nível superior dados a grandes públicos) criados por Harvard e MIT e que hoje contam com o sistema de universidade do Texas, Berkeley, GeorgeTown, Universidade Nacional da Austrália, entre outras.

Veja aqui, ao vivo, a palestra de Agarwal a partir das 17h.




Em um ano de existência, as aulas dessas universidades chegaram a 800 mil pessoas, de 192 países do mundo. Apenas no primeiro curso on-line da plataforma, ministrado pelo próprio Agarwal, 155 mil alunos se inscreveram e 7.200 foram aprovados. Achou que poucos terminaram? O MIT levaria 35 anos para formar esse contingente nesta disciplina. E não se iluda quanto ao público principal que frequentou esses e os outros cursos do edX. Ao contrário da expectativa inicial, que era atender majoritariamente estudantes, metade das pessoas que fazem os Moocs está acima dos 25 anos, pessoas em busca de um complemento à formação inicial. Dado esse perfil de usuários, não é de se estranhar que as horas em que mais alunos estão on-line não sejam de manhã ou à tarde. Os picos de acesso estão entre meia noite e 2h da manhã.

O que isso impacta no ensino superior? Não só traz o acesso em massa a uma educação de qualidade oferecida por instituições extremamente seletivas e cobiçadas, mas também altera completamente a forma como se ensina nas universidades. A possibilidade que os Moocs está trazendo é transformadora, acredita o professor, mas a experiência presencial tem um valor importante que precisará ser repensado – o que já está acontecendo.

Com os cursos on-line, as universidades passam a usar o ensino híbrido (ou blended learning) e a serem mais cobradas por seus próprios alunos, que já chegam com mais conhecimento na sala de aula. Elas também precisam rever a forma como creditam alguns cursos. E não é só. Agarwal chega a dizer que cursos universitários blocados nos tradicionais 4 e 5 anos podem deixar de fazer sentido, assim como os diplomas fechados.

Segundo ele, o ensino on-line quase tudo será possível. Seja a tão discutida avaliação de cursos das áreas de humanas, que o edX já começa a praticar, até modalidades mais inusitadas de testes, como sensores de movimento para dar e avaliar aulas de tênis. Por que não?

Clique aqui para conferir entrevista exclusiva com o professor

Tecnologia na sala de aula: ‘Games devem ser aceitos dentro da escola’


Fazer um game não parece ser uma tarefa muito fácil para ninguém. Inserir dados educativos que, de fato, consigam ensinar os jogadores parece ser ainda mais complexo. Durante o SXSWedu, três especialistas deram algumas dicas que mostram que, apesar de difícil, desenvolver um jogo para ser usado na sala de aula não é impossível. Para tanto, é preciso ter em mente que, apesar de o jogo reunir diversos conteúdos, o professor precisará complementar aquela experiência do aluno com algumas informações. Mas a ferramenta não pode ser um trabalho a mais para o educador, mas uma ajuda para sua aula. Acima de tudo, os games precisam ser divertidos.

Confira abaixo esses e outros conselhos de Katherine McMillan Culp, cientista de pesquisa sênior do Center for Children; Greg Chung, diretor adjunto de pesquisa e inovação do National Center for Research on Evaluation, Standards, and Student Testing (Cresst); Scot Osterweil, diretor de pesquisa de mídia comparativa no MIT.

1. Divertido, acima de tudo
“Se você não achar que aprender é divertido, você vai falhar. Esse é o desafio atual. Jogar é o principal meio pelo qual nós aprendemos, eu sempre começo um projeto pensando onde uma pessoa pode se divertir e jogar com esse conteúdo.” Scot Osterweil

2. O conteúdo não se esgota
“Fizemos um game sobre um robô que precisa de luz solar e água para quebrar moléculas e gerar energia. Não é preciso dizer o que é fotossíntese e que a molécula é glicose no game, esse será o papel do professor. O game não precisa entregar todo o conteúdo. Os alunos jogam e o professor que vai explicar o que é glicose, a molécula etc. O game constrói a lógica e faz tudo isso fazer mais sentido.” Katherine McMillan Culp

3. Uma ajuda na vida do professor
“Quando desenho um game, penso que o professor já se preocupa com várias coisas e que o game tem que ser facilitador, tem que ajudar e que ele não precise ser comprometido com aquilo. Uma inversão interessante é chamar os alunos para aprender a jogar e desafiar eles a ensinarem os professores a jogar. Os professores não precisam saber jogar, eles podem aprender.” Scot Osterweil

4. A motivação de fora da escola dentro dela
“Estamos vivendo em um tempo em que os jovens estão jogando muito. Não quer dizer que eles estejam aprendendo muito, mas também não devemos pensar que todo esse tempo é desperdiçado. Eles levam para o game algumas das habilidade do século 21, como a resolução de problemas, trabalho em equipe, e nós gostaríamos que eles tivessem esse mesmo pensamento na sala de aula. Eles deixam isso lá fora, acham que a escola não tem nada a ver com essas questões. Temos que trazer isso para dentro das escolas.” Scot Osterweil

5. A importância do erro
“Um bom game dá oportunidades de falhas sem transformar o aluno em um perdedor. Quando ele para num ponto que não consegue avançar, ele vira para o amigo e pergunta: ‘Como eu passo dessa fase?’ Os professores devem aproveitar esse momento para ensinar algo de matemática que eles precisam saber para passar de nível. A oportunidade de errar é importante porque eles vão aprendendo com as dificuldades.” Greg Chung

6. A capacidade de adaptação
“Depois de 20 anos desenhado games, acho que gastamos muito tempo na frente da tela. O desafio das escolas também é pensar qual o formato terão acesso, se é uma tela digital, tablet, computador. Podemos usar uma pequena tela para grupos isso também pode ser bem interessante. Times competindo com outros times, por exemplo. Escolas com pouca tecnologia precisam pensar em outros formatos e o game precisa acompanhar essas adaptações.” Scot Osterweil

Fonte Porvir