quarta-feira, 27 de março de 2013

Emprego e salário: curso técnico aumenta em 24% renda do profissional


Estudo realizado com técnicos formados no Senai mostra que, um ano depois de obterem o diploma, esses profissionais conseguem aumentar sua renda em 24%. O levantamento – feito pela organização entre 2010 e 2012 – acompanhou metade das quase 40 mil pessoas que terminaram os cursos em 2010 buscando analisar os impactos da Educação profissional na empregabilidade. Com base nessas informações, é possível adequar os programas educacionais às expectativas profissionais dos estudantes e às exigências do mercado de trabalho.

(Foto Sistema Fieb)
A pesquisa aponta ainda que 72% dos ex-alunos dos cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano depois da formatura e têm renda média de 2,6 salários mínimos, o que, na época do estudo equivalia a R$ 1,6 mil. Além disso, 73% estão ocupados em atividades relacionadas à área de formação. A renda média desses profissionais é 19% maior do que a os ocupados em outras áreas. Já na Bahia, o resultado ainda é maior, pois mais de 77% dos egressos do Senai-BA estão no mercado de trabalho, e deste número, mais 75% atuam na área de formação e 52% estão no setor industrial.

Os cursos técnicos são destinados a estudantes da segunda ou terceira séries do ensino médio ou a quem já tem esse nível de escolaridade completo. Com duração de até dois anos, a formação do Senai oferece conhecimentos teóricos e práticos em diversos setores da indústria e prepara para a entrada no mercado de trabalho.

“Os resultados reforçam a ideia de que o ensino técnico pode sim ser uma escolha para os jovens brasileiros”, afirma o diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi. Ele destaca que hoje apenas 17,6% dos jovens de 18 a 24 anos seguem para a universidade. Um contingente de 5,3 milhões não trabalha e nem estuda – e formam o que demógrafos chamam de “geração nem nem”. “Para esses jovens, especialmente, a Educação técnica é uma chance de entrar no mercado de trabalho de forma qualificada, em uma carreira promissora e estável, sem que isso signifique um caminho que exclui a universidade”, diz Lucchesi, referindo-se ao fato de que 42% das pessoas estavam estudando no ano seguinte à conclusão do curso técnico.

A pesquisa também consultou as empresas nas quais os ex-alunos do Senai estão empregados. Quarenta e dois por cento dos supervisores entrevistados consideram esses trabalhadores superiores aos demais empregados. Além disso, 94% das empresas contatadas preferem contratar profissionais formados na instituição.

A cada ano, o Senai abre cerca de 150 mil vagas em cursos técnicos. Neste ano, a organização deve abrir mais 83 mil vagas gratuitas somente dentro do Pronatec. Neste caso, todo o curso é custeado pelo governo federal, assim como transporte, alimentação, material didático, uniformes dos estudantes. Os interessados devem estudar em escolas públicas ou em particulares com bolsa integral ou ter concluído o ensino médio em escola pública. É necessário entrar em contato com a Secretaria de Educação do Estado, que fica responsável por encaminhar os estudantes ao Senai, ou pelo site do Pronatec.

Na Bahia
No próximo semestre, o Senai-BA está abrir 1.030 vagas nos cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio. As inscrições podem ser realizadas até 30 de abril, a taxa de inscrição para o Processo Seletivo é R$ 15 e a prova será realizada em 19 de maio.

Já em Salvador, os beneficiários do Bolsa Família ainda podem realizar a inscrição nos cursos de qualificação gratuitos oferecidos pela prefeitura da capital baiana por meio do Pronatec. No Senai-BA, são 400 vagas para diversos cursos. As matrículas devem ser realizadas na unidade Mouraria, onde os cursos serão ministrados, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os candidatos devem ter entre 16 e 59 anos de idade, ensino fundamental incompleto e Número de Inscrição Social (NIS).

Cursos oferecidos: Auxiliar de transporte, movimentação e distribuição de cargas; Operador de Edit. Eletrônica; Estofador de móveis; Desenhista de móveis; Modelista; Montador de móveis; Operador de Equip. de guindar; Aplicador de Revest. cerâmico; Confeiteiro; Encanador instalador predial; Confeccionador de Lingerie e moda praia; Açougueiro; Prod. de Frutas e Hort. Proc. pelo uso de calor; Ajustador mecânico; Operador de computador; Eletricista de automóveis; Montador e reparador de computadores; Agente de inspeção de Qualidade; Bombeiro Civil; Caldeireiro; Mecânico de transmissão manual automotiva; Assist. de Planej. e controle de produção; Instalador e reparador de redes de computadores; Operador de tele atendimento; Almoxarife; Mecânico de Máquinas Industriais; Mecânico de Sist. de freios, susp. e dir. de veículos leves; Eletricista de automóveis; Mecânico de automóveis leves; Agente de observação de segurança; Eletricista Inst. predial de baixa tensão; Operador de Petróleo e Gás; Instalador de refrigeração/climatização doméstica; Auxiliar de fiscalização ambiental.

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