quarta-feira, 27 de março de 2013

Pronatec na Copa do Mundo: programa de qualificação profissional será ampliado além das cidades-sede

O Ministério do Turismo vai levar o Pronatec Copa Turismo para 120 municípios. O objetivo é expandir o programa de qualificação profissional para além das cidades-sede da Copa do Mundo Fifa 2014 e atender a outras áreas de serviços essenciais para o setor, com a oferta de 75 cursos.

O anúncio foi feito nesta terça (26/3/2013), pelo secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fabio Mota, em debate no Congresso Nacional de Hotéis (Conotel), em São Paulo. “Vamos firmar convênios com os municípios que estão fora do calendário dos grandes eventos para alcançar 100% dos serviços relacionados ao turismo”, disse o secretário.

Mota citou como exemplos áreas como a de segurança pública, do transporte urbano (especificamente táxi) e do comércio, entre as contempladas; e detalhou as três vertentes do programa Pronatec: Copa, na empresa e social. Este último voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade. “Precisamos do apoio das entidades da hotelaria para o levantamento de demanda e treinamento nestas áreas. A participação do empresariado é fundamental para o sucesso do programa”, destacou.

Em resposta, o presidente da Associação Brasileira de Hotéis (Abih), Henrico Fermi, se colocou como interlocutor do MTur no esforço de mobilizar a rede hotelaria. “A Abih será proativa, convocando seus filiados a colaborarem com o ministério nesse amplo processo de qualificação”, disse.

O objetivo do Ponatec é treinar 240 mil profissionais até 2014. São cursos ofertados para profissionais do setor (Empresa); para pessoas que buscam oportunidades no mercado de trabalho do turismo (Copa); e para pessoas em situação de vulnerabilidade (Social).


Emprego e salário: curso técnico aumenta em 24% renda do profissional


Estudo realizado com técnicos formados no Senai mostra que, um ano depois de obterem o diploma, esses profissionais conseguem aumentar sua renda em 24%. O levantamento – feito pela organização entre 2010 e 2012 – acompanhou metade das quase 40 mil pessoas que terminaram os cursos em 2010 buscando analisar os impactos da Educação profissional na empregabilidade. Com base nessas informações, é possível adequar os programas educacionais às expectativas profissionais dos estudantes e às exigências do mercado de trabalho.

(Foto Sistema Fieb)
A pesquisa aponta ainda que 72% dos ex-alunos dos cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano depois da formatura e têm renda média de 2,6 salários mínimos, o que, na época do estudo equivalia a R$ 1,6 mil. Além disso, 73% estão ocupados em atividades relacionadas à área de formação. A renda média desses profissionais é 19% maior do que a os ocupados em outras áreas. Já na Bahia, o resultado ainda é maior, pois mais de 77% dos egressos do Senai-BA estão no mercado de trabalho, e deste número, mais 75% atuam na área de formação e 52% estão no setor industrial.

Os cursos técnicos são destinados a estudantes da segunda ou terceira séries do ensino médio ou a quem já tem esse nível de escolaridade completo. Com duração de até dois anos, a formação do Senai oferece conhecimentos teóricos e práticos em diversos setores da indústria e prepara para a entrada no mercado de trabalho.

“Os resultados reforçam a ideia de que o ensino técnico pode sim ser uma escolha para os jovens brasileiros”, afirma o diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi. Ele destaca que hoje apenas 17,6% dos jovens de 18 a 24 anos seguem para a universidade. Um contingente de 5,3 milhões não trabalha e nem estuda – e formam o que demógrafos chamam de “geração nem nem”. “Para esses jovens, especialmente, a Educação técnica é uma chance de entrar no mercado de trabalho de forma qualificada, em uma carreira promissora e estável, sem que isso signifique um caminho que exclui a universidade”, diz Lucchesi, referindo-se ao fato de que 42% das pessoas estavam estudando no ano seguinte à conclusão do curso técnico.

A pesquisa também consultou as empresas nas quais os ex-alunos do Senai estão empregados. Quarenta e dois por cento dos supervisores entrevistados consideram esses trabalhadores superiores aos demais empregados. Além disso, 94% das empresas contatadas preferem contratar profissionais formados na instituição.

A cada ano, o Senai abre cerca de 150 mil vagas em cursos técnicos. Neste ano, a organização deve abrir mais 83 mil vagas gratuitas somente dentro do Pronatec. Neste caso, todo o curso é custeado pelo governo federal, assim como transporte, alimentação, material didático, uniformes dos estudantes. Os interessados devem estudar em escolas públicas ou em particulares com bolsa integral ou ter concluído o ensino médio em escola pública. É necessário entrar em contato com a Secretaria de Educação do Estado, que fica responsável por encaminhar os estudantes ao Senai, ou pelo site do Pronatec.

Na Bahia
No próximo semestre, o Senai-BA está abrir 1.030 vagas nos cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio. As inscrições podem ser realizadas até 30 de abril, a taxa de inscrição para o Processo Seletivo é R$ 15 e a prova será realizada em 19 de maio.

Já em Salvador, os beneficiários do Bolsa Família ainda podem realizar a inscrição nos cursos de qualificação gratuitos oferecidos pela prefeitura da capital baiana por meio do Pronatec. No Senai-BA, são 400 vagas para diversos cursos. As matrículas devem ser realizadas na unidade Mouraria, onde os cursos serão ministrados, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Os candidatos devem ter entre 16 e 59 anos de idade, ensino fundamental incompleto e Número de Inscrição Social (NIS).

Cursos oferecidos: Auxiliar de transporte, movimentação e distribuição de cargas; Operador de Edit. Eletrônica; Estofador de móveis; Desenhista de móveis; Modelista; Montador de móveis; Operador de Equip. de guindar; Aplicador de Revest. cerâmico; Confeiteiro; Encanador instalador predial; Confeccionador de Lingerie e moda praia; Açougueiro; Prod. de Frutas e Hort. Proc. pelo uso de calor; Ajustador mecânico; Operador de computador; Eletricista de automóveis; Montador e reparador de computadores; Agente de inspeção de Qualidade; Bombeiro Civil; Caldeireiro; Mecânico de transmissão manual automotiva; Assist. de Planej. e controle de produção; Instalador e reparador de redes de computadores; Operador de tele atendimento; Almoxarife; Mecânico de Máquinas Industriais; Mecânico de Sist. de freios, susp. e dir. de veículos leves; Eletricista de automóveis; Mecânico de automóveis leves; Agente de observação de segurança; Eletricista Inst. predial de baixa tensão; Operador de Petróleo e Gás; Instalador de refrigeração/climatização doméstica; Auxiliar de fiscalização ambiental.

Pronatec: programa oferece 860 mil vagas para beneficiários do Bolsa Família

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), oferece este ano 863 mil vagas para beneficiários do Bolsa Família. No ano passado, o programa teve 266,7 mil inscritos.

São 448 cursos diferentes em 2.034 cidades de todo o país. Entre eles, auxiliar administrativo, eletricista, manicure e pedicuro, pedreiro, operador de computador, montagem e manutenção de computadores, almoxarife, instalador predial de baixa tensão e auxiliar de pessoal. Para participar dos cursos, o candidato deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo.


As prefeituras podem aderir ao programa a qualquer momento. Segundo o diretor de Inclusão Produtiva do MDS, Luiz Müller, o trabalho dos municípios é fundamental para que as pessoas extremamente pobres tenham acesso aos cursos. “Em cada município, a assistência social tem um papel muito importante no processo de mobilização para acessar as vagas.”

Além da mobilização, a assistência social é responsável pela articulação entre o Sistema S (Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sest e Senar, entre outros), escolas técnicas e empresários para definir os postos de trabalho disponíveis no município. “Cada município tem sua particularidade. Há oportunidades especificas de emprego em cada um”, destaca Müller. “Com o Brasil Sem Miséria, passamos a olhar localmente [a demanda de mão de obra] e conseguimos detectar possibilidades de inclusão produtiva das pessoas nesses mercados específicos.”

De acordo com Müller, a cada trimestre o governo fará um processo de repactuação, com objetivo de identificar novos mapas de oportunidades e especificidades locais. Isso pode resultar na abertura de mais vagas.


terça-feira, 26 de março de 2013

Pesquisa e inovação: sistema eletrônico agiliza exames de patentes no país

Pedido de patente de empresa japonesa apresentado às 10h25 desta segunda (25/3/2013) foi o primeiro feito via e-Patente, ferramenta do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que acaba de ser aberto na Internet. A Aisan Kogyo Kabushiki Kaisha tem uma série de pedidos de patentes registradas no escritório americano relacionadas a aparelhos de tratamento de vapor como forma de combustível.

A plataforma online de pedidos de patentes foi aberta no último dia 20, como parte de pacote de medidas para reduzir pela metade o prazo de concessão dos certificados. O e-Patentes foi inspirado no sistema adotado pelo Escritório Europeu de Patentes.

Vencedor do XI Prêmio Excelência em Governo Eletrônico (e-Gov) 2012, o e-Patentes tem, entre outras vantagens em relação aos processos em papel, a identificação imediata de possíveis erros no preenchimento das solicitações, além de permitir que os pedidos sejam realizados em qualquer lugar via Internet.

O método é rápido, prático e totalmente seguro, com conexões que utilizam os mais altos padrões de criptografia de dados, garantindo total inviolabilidade das informações enviadas. Ao final do procedimento, o sistema emite comprovante com código QR, por meio do qual é possível acompanhar o pedido no sistema. As informações sobre pedidos de patente também são veiculadas na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

O presidente do INPI, Jorge Ávila, ressaltou que o depósito online traz vantagens em relação ao depósito em papel. “Quando você faz o preenchimento dos formulários eletrônicos, o formulário critica o que está sendo preenchido e os erros que a máquina consegue identificar são evitados já na hora do preenchimento. Além disso, como o formulário é transmitido por via eletrônica, não tem manuseio, não tem que digitalizar. Então, não tem extravio, não tem perda de informação na digitalização.”

A meta do INPI, enfatizou Ávila, é chegar ao fim de 2014 com capacidade de processamento de 50 mil patentes por ano, englobando o arquivamento administrativo, o indeferimento técnico e a concessão. “Se a gente atingir essa marca, vamos entregar ao usuário que depositar pedidos de patente em 2014 o resultado do pedido dele em um tempo tão curto como o oferecido em qualquer escritório eficiente do mundo. Isso significa quatro anos a partir do depósito ou entre 12 meses e 18 meses a partir do pedido de exame, o que é uma marca bastante boa”.

O INPI oferece também, para os clientes que tiverem o órgão como primeiro escritório de depósito, o serviço de avaliação preliminar da patenteabilidade. “O exame preliminar dá informação para ele até 12 meses, a partir do depósito, de maneira que tenha possibilidade de aperfeiçoar o seu pedido e de fazer negócio com aquele pedido de patente, mesmo antes de essa patente ser decidida”.

No ano passado, as decisões sobre patentes envolveram 32.574 processos, devido a um estoque elevado de pedidos de patentes de anos anteriores para ser arquivado. Para 2013, o volume de processamentos é estimado em 22 mil.



Financiamento do ensino: MP que destina royalties à Educação não vai proporcionar recursos suficientes ao setor, diz estudo


Levantamento feito pelo professor de matemática financeira da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Gil Vicente Reis Figueiredo, mostra que a Medida Provisória 592/12, que destina a receita dos royalties do petróleo e recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação, será responsável pelo investimento no setor de 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

O percentual está longe de atingir a meta desejada pelo governo para que se cumpra o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o investimento de 10% do PIB no período de dez anos. Atualmente, o governo investe 5,7% do PIB. A medida deveria proporcionar ao setor o complemento de 4,3%.

Figueiredo, que é diretor da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes – Federação), explica que os valores apresentados no estudo são baseados no preço relativamente constante do barril de petróleo nos próximos anos, assim com o câmbio e o PIB brasileiro. Os número tratam-se de uma estimativa.

A pesquisa foi apresentada nesta terça-feira (19) na comissão mista que analisa a MP 592/12. Na última audiência, no dia 14 de março, o secretário de Petróleo, Gás e Recursos Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, diz que ainda não foram feitos cálculos oficiais de quanto será destinado à educação.

A MP destina 100% da receita dos royalties dos novos contratos da área de concessão firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida, e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação. De acordo com o levantamento, imaginando que todas as atuais áreas fora do pré-sal venham a ser leiloadas novamente, “teríamos um volume de royalties e participações especiais da ordem de 0,6% do PIB”, diz em artigo. “Em 2020, dos royalties, 20% vão para a União; e das participações especiais, 46%. Na melhor das hipóteses, a destinação de recursos para a educação, por essa via, alcançará em 2020 o patamar de 0,2% do PIB”.

Somado a essa parcela, o pesquisador estima a capitalização dos recursos destinados ao Fundo Social do Pré-Sal entre 2013 e 2020. Ao final do período, o Fundo Social somaria cerca de 16% do PIB. O rendimento seria 2% em dez anos, um retorno anual de 0,03% do PIB. A metade, 0,015%, que iria para a educação.

Segundo Figueiredo, caso a integralidade do Fundo Social seja destinada ao setor seria possível chegar a 2020, com “algo próximo a 8,5% do PIB para a educação”.  Ele conclui no artigo publicado que mesmo nesse caso, “ainda teriam que ser encontradas fontes suplementares”.




segunda-feira, 25 de março de 2013

Izabel Noronha: Professores faltam ou faltam professores?

A cada início de ano os meios de comunicação publicam reportagens e análises que identificam os principais problemas da rede pública estadual de São Paulo. Um dos pontos destacados é a falta, nas salas de aula, de professores de muitas disciplinas, como Física, Química, Biologia, mas também Sociologia, Filosofia e outras. Isto afeta diretamente o direito dos estudantes a uma Educação de qualidade.

Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp,
vice-presidenta da Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação e 
membro do Conselho
Nacional de Educação
Múltiplos fatores interferem na qualidade do ensino, entre eles a profissionalização e as condições de trabalho dos professores; as condições de ensino-aprendizagem dos estudantes, a gestão escolar; a organização curricular, a formação inicial e continuada dos profissionais da Educação; a infraestrutura e equipamentos das unidades escolares etc. A qualidade da Educação pública também está relacionada a fatores como as políticas sociais implementadas pelo poder público, distribuição de renda, desigualdade social, ampliação das redes de ensino e atendimento ao direito à Educação, entre outros.

É função primordial da escola formar cidadãos, por meio não apenas da transmissão sistemática do saber historicamente acumulado, patrimônio universal da humanidade, mas também da produção coletiva de novos conhecimentos. Neste sentido, a escola precisa estar articulada a um projeto educacional de conteúdo humanista, comprometido com a escolarização de todos com qualidade.

Inegavelmente, o professor é o elemento central do processo ensino-aprendizagem. Para além da estrutura e da infraestrutura, sem dúvida elementos importantes, devemos reconhecer que o ofício do professor é único e insubstituível, e como tal deve ser valorizado. É necessário, sobretudo, recuperar a escola como processo de humanização, no sentido do atendimento das necessidades do ser humano que nela trabalha e estuda. Sem isto, a escola pública não alcançará o êxito esperado pela sociedade.

O professor da rede estadual de ensino de São Paulo vem sendo submetido a condições que não favorecem o seu trabalho. A gestão escolar encontra-se extremamente centralizada, quer no que diz respeito à formulação das políticas educacionais – na qual os profissionais da Educação não ouvidos – seja na formulação e execução do projeto político-pedagógico de cada unidade escolar.

Os artigos 13 e 14 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional asseguram aos professores “participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino”, a “participação dos profissionais da Educação na elaboração do projeto pedagógico da escola”, bem como a “participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.” Nem sempre, porém, isto ocorre de fato. Os professores são vistos apenas como executores das políticas definidas pelas autoridades e gestores educacionais e os conselhos de escola, na maior parte das vezes, cumprem um papel protocolar e homologatório.

A valorização dos professores se assenta no tripé “salário, carreira/jornada e formação, inicial e continuada”. Hoje a carreira do magistério paulista não corresponde às necessidades da escola pública. Ela não atrai os melhores profissionais e muitos professores deixam as escolas estaduais para se dedicarem a outras atividades, dentro ou fora de sua área de formação. Os salários são muito baixos. É sintomático que esteja decaindo, ano após ano, o número de estudantes matriculados e formados em licenciaturas.

A formação inicial, nas faculdades públicas e privadas, encontra-se divorciada da realidade das escolas, enquanto que o sistema de ensino não oferece formação continuada no local de trabalho. Muito menos cria condições para que isto, ao não aplicar a chamada “jornada do piso”, dedicando no mínimo 33% da carga horária semanal do professor para atividades realizadas fora da sala de aula.

Ao mesmo tempo, porém, aplica aos professores sucessivas avaliações, inclusive para manter grande parte do contingente (hoje quase 50 mil profissionais) em situação de contratação temporária, sem direitos básicos. O Estado pretende selecionar professores, quando há falta destes profissionais. Um contra senso que leva o governo a convocar todos os professores disponíveis, mesmo aqueles que não realizaram a prova ou não obtiveram a nota exigida.

Este quadro, aliado à escalada de casos de violência dentro e no entorno das escolas, vem provocando o adoecimento dos professores, perceptível no cotidiano das escolas e confirmado por pesquisas realizadas pela Apeoesp, em parceria com a Unifesp e Grupo Géia; pela CNTE, em convênio com Universidade de Brasília; pela Fundacentro e outras instituições públicas e privadas.

Os números demonstram que a carreira docente já não atrai os jovens estudantes na proporção das necessidades do nosso país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), em 2007 havia 2.500.554 profissionais atuando em sala de aula, mas em 2009 este número baixou para 1.977.978 professores.

O Censo do Ensino Superior, também realizado pelo Inep/MEC, registra que de 2005 a 2009 o número de estudantes universitários formados em cursos de formação de docentes para a Educação Básica caiu de 103 mil para 52 mil. O mesmo se repete no caso dos cursos de licenciatura, tendo havido queda no interesse pela carreira: naquele período o número de formados em licenciaturas caiu de 77 mil para 64 mil.

O Brasil precisa urgentemente rever esta situação. A rede estadual de ensino de São Paulo, a maior do país, deve dar o exemplo.

Fonte Viomundo


Do O Globo: tamanho P, M ou G? Fim da confusão à vista

Senai levanta medidas de 10 mil brasileiros, e roupas poderão ter padrões regionais e nacional já em 2014

Scanner humano colhe medidas do corpo de voluntários
para ajudar a indústria a fazer produtos mais
adequados ao consumidor (Foto Leo Martins/Agência O Globo)

Ao perguntar a um brasileiro que tamanho ele veste, a resposta, invariavelmente, é depende. Isso porque a falta de padrão da indústria nacional faz com que uma mesma pessoa possa ir do tamanho P ao G, do 38 ao 42, segundo a marca. É um problema que pode estar com os dias contados.

Um estudo antropométrico inédito no Brasil é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil — Senai-Cetiq do Rio de Janeiro, com a ajuda de um aparelho chamado scanner humano, já utilizado pelas indústrias americanas e europeias. Já foram mapeadas as medidas de 6,5 mil brasileiros de todas as regiões do país. O estudo deve ser concluído até julho do ano que vem, e os dados vão gerar tabelas de medida padrão regionais e nacionais.

Um investimento de R$ 5 milhões, em recursos próprios do Senai-Cetiq, que criará referências para a indústria aprimorar a precisão das numerações de suas confecções.

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Design e moda: evento no Paraná vai antecipar tendências da primavera/verão 2014

Um dos principais encontros de moda do país, o 8º Paraná Business Collection (PBC) terá como principal atração tendências da primavera/verão 2014. De 4 a 7 de junho, em Curitiba, o evento terá a direção artística de Carlos Pazetto, que, há mais 17 anos no mercado de moda e luxo, tem em seu portfólio clientes como Cartier, Marc Jacobs, Chanel, Louis Vuitton, além de eventos como Minas Trend Preview, Ami Hot Spot, Claro Rio Summer e outros.

Outra novidade estará no comando da área de Business do PBC, que passa a ser pilotada pela empresa EBE Eventos, especializada nas áreas corporativa e de negócios.

O PBC contará com aproximadamente 80 expositores na área de business, sendo 10 marcas âncoras, e 12 desfiles na passarela, sendo três por dia de evento. A realização é do Sistema Fiep, em parceria com o Sebrae e o Conselho Setorial do Vestuário (Foto Mauro Frasson)



O Brasil que inova



Logística reversa: estudo propõe modelo para resíduos eletroeletrônicos

Em 2010, o presidente Lula sancionou a Lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Regulamentada pelo Decreto nº 7.404, a legislação determina os parâmetros para o estabelecimento de um sistema de gestão integrado e o gerenciamento ambientalmente adequado de resíduos sólidos.

Para viabilizar a implementação da PNRS, o governo criou comitês e grupos de trabalho interministeriais responsáveis por realizar análises técnicas e propor diretrizes e responsabilidades dos diversos atores envolvidos na cadeia produtiva – Poder Público, setor privado e terceiro setor. “Essa política estabelece uma responsabilidade compartilhada, em que desde o fabricante até o consumidor todos devem se articular para promover a destinação de resíduos de forma ambientalmente adequada”, explica Bruno Moreira, diretor-executivo da Inventta+drive.

Um dos grupos criados no âmbito da PNRS é o Grupo de Trabalho Temático (GTT) – Eletroeletrônicos, que tem entre suas atribuições apresentar um modelo para a implantação da logística reversa da cadeia de resíduos de eletroeletrônicos de consumo, tais como: refrigeradores, equipamentos de TV, telefones celulares e eletrodomésticos, dentre outros. A logística reversa baseia-se exatamente no fluxo contrário que um produto deve fazer alcançado o fim da sua vida útil.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Pesquisa e Inovação: Embrapii vai promover "casamento" entre instituições de pesquisa e empresas privadas, diz Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta quinta (14/3/2013) que a Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) será a responsável por promover o “casamento” entre instituições públicas de pesquisa e inovação e empresas privadas. A criação da empresa foi anunciada hoje juntamente com o Plano Inova, que pretende tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade.

“Vamos estabelecer uma parceria, praticamente um casamento. A Emprapii é um dos locais desse casamento. Terá um papel fundamental, um local de articulação das nossas relações, e isso fará muita diferença para todos nós”, disse Dilma a uma plateia de empresários durante reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no Palácio do Planalto (Foto Antonio Cruz/ABr)

A presidenta ressaltou que os recursos serão investidos após análise do comitê gestor da Embrapii, formado pela Casa Civil, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ministério da Fazenda e pela Secretaria de Micro e Pequena Empresa (SMPE). “Nenhuma agência do governo tem autorização, a partir de agora, para tratar como se fora seu o recurso da inovação. Esse recurso é algo a ser decidido de forma compartilhada. Essa questão é absolutamente essencial quando se trata desse plano. É nisso que consiste o grande salto que nós tivemos.”

Ao todo, R$ 32,9 bilhões serão aplicados em 2013 e 2014 e beneficiarão empresas de todos os portes dos setores industrial, agrícola e de serviços. Para a presidenta, a inovação é essencial para o país. “Inovar para o Brasil é uma questão de estar à altura do seu potencial.”

O presidente do Sistema Indústria, Robson de Andrade, disse que o desafio das medidas anunciadas pelo governo federal é alavancar o desenvolvimento tecnológico do país. “O pacote é positivo. O Brasil precisa desenvolver tecnologia e inovar para que a nossa indústria possa ser mais competitiva não só no mercado interno, mas principalmente no exterior.”

Segundo Andrade, a iniciativa muda a lógica atual de universidades buscarem parceria com empresas. “Agora, a empresa tem a capacidade de ter o recurso e buscar o centro tecnológico ou a universidade para trabalharem juntos”, analisou.

As linhas de financiamento serão executadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que serão lançados editais em várias áreas, como petróleo e gás, etanol e saúde, chamando projetos da iniciativa privada.

“É essa combinação que vai gerar uma demanda de empréstimos na linha de inovação que vai permitir dobrar a escala do que a gente já está fazendo hoje”, disse Coutinho. Segundo ele, atualmente, o BNDES investe R$ 5 bilhões para programas de pesquisa e inovação.



Responsabilidade social: lideranças industriais debatem práticas de gestão sustentável

“Hoje não existe mais condições de uma empresa não ser responsável em todos esses níveis.” A afirmação é do presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, feita na abertura do encontro Plataforma Liderança Sustentável, para mais de 160 lideranças industriais do Paraná, na terça-feira (12/3/2013), em Curitiba. Campagnolo também destacou questões sociais e ambientais, além da parceria entre a Plataforma e o Sistema Fiep, por meio do Sesi, para reunir as empresas que estão aplicando, ou já aplicaram, o conceito de sustentabilidade em seus negócios.

O tema de destaque discutido no encontro girou em tornou da inserção do conceito de sustentabilidade nos negócios das empresas. O evento ainda contou com palestras de executivos de grandes organizações, como Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak, e Marise Barroso, presidente da Masisa, além do idealizador do encontro, Ricardo Voltolini, presidente da empresa Ideia Sustentável: Estratégia e Inteligência em Sustentabilidade. O Sesi/PR foi parceiro do encontro, que ocorreu na sede do Sistema Fiep, no Jardim Botânico.

“O objetivo deste evento é fazer com que as empresas tenham um momento de reflexão a respeito de sua forma de gestão e de como conduzir seu planejamento estratégico, fazendo com que o capital social tenha destaque na organização”, observou o superintendente do Sesi/PR, José Antonio Fares.

Ricardo Voltolini ressaltou o papel do líder enquanto agente fundamental da mudança. “Quando existe a presença de um líder apaixonado pelo tema, essa evolução para a sustentabilidade se processa mais rápido”.

A importância de envolver as lideranças para promover a sustentabilidade nos negócios vem de uma constatação de Voltolini, a partir de uma pesquisa realizada em 2008, com 50 grandes executivos no Brasil. O estudo demonstrou que a postura da liderança era a variável mais importante no conjunto de variáveis comuns às empresas que tinham avançado mais em relação à sustentabilidade. De acordo com os conceitos da Plataforma, os líderes em sintonia com a sustentabilidade são aqueles que respeitam valores como a diversidade, o meio ambiente, a transparência e a ética nas organizações.

“A sustentabilidade conduz automaticamente à inovação. E quando você faz diferente, você então faz com que a sua marca seja vista também de maneira diferente”, observou Marise Barroso.

Para Paulo Nigro, a sustentabilidade é uma transformação contínua, mas que vale a pena em todos os aspectos. “Uma coisa é muito importante destacar: invistam nesse processo e o resultado virá”.

Inovação tecnológica: Governo cria Embrapii para fomentar cooperação entre empresas nacionais

O governo federal anuncia nesta quinta (14/3/2013) a criação da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que visa a fomentar o processo de cooperação entre empresas nacionais, principalmente pequenas e médias, e instituições tecnológicas ou instituições privadas sem fins lucrativos voltadas a pesquisa e desenvolvimento (P&D).

A Embrapii será uma organização social (OS) e tem investimentos previstos de R$ 1 bilhão para este e o próximo ano. Os recursos vêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos parceiros envolvidos. A iniciativa do governo será implementada por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ministério da Educação (MEC).

O centro baiano será uma das três primeiras unidades da rede Embrapii  (Foto Divulgação)

“[A Embrapii] Nada mais é do que uma estrutura ágil que vai fazer o casamento entre as demandas das empresas. Um agente para estabelecer a química, um catalisador que vai estabelecer uma química entre a demanda empresarial e a infraestrutura tecnológica. Foca na demanda industrial e também um estímulo às instituições de P&D existentes no país”, disse o ministro do MCTI, Marco Antonio Raupp, durante reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

A nova organização é inspirada nos moldes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), considerada uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento e destaque do país no setor do agronegócio. O projeto piloto da Embrapii envolve o Instituto Nacional de Tecnologia, do Rio de Janeiro, na área de biotecnologia, o Instituto de Pesquisa Tecnológica, de São Paulo, em energia e saúde, e o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), do Senai da Bahia.





terça-feira, 12 de março de 2013

Meio ambiente: pesquisa prova que jovens brasileiros estão dispostos a lutar por causas ambientais

A preocupação com os danos causados pelo homem ao planeta aumentou consideravelmente nos últimos tempos e a juventude se diz mais consciente quanto a seus atos. Para confirmar a veracidade desta informação, o Nube realizou pesquisa com a seguinte questão: Qual seu envolvimento com meio ambiente?

52% dos participantes da pesquisa disseram ter o hábito constante de reciclar o lixo (Foto Fora do Eixo/Flickr)
O estudo foi realizado entre 11 e 22 de fevereiro de 2013 e contou com a participação de mais de 1.200 pessoas, entre 15 e 26 anos. Dentre as quatro opções de resposta, com 52,85% dos votos, a alternativa “Tenho hábito de reciclar lixo diariamente” foi a grande vencedora.

Para a analista de treinamento do Nube, Rafaela Gonçalves, a alta porcentagem reflete uma adaptação/mudança na forma de lidar com o meio ambiente. “Para a nova geração é muito claro o fato de a sustentabilidade depender de pequenas ações, como realizar descartes em locais corretos, utilizar as lixeiras de coleta seletiva, reaproveitar materiais, economizar água”, comenta.

Em segundo lugar, com 21,42%, se sobressaiu o “consumo de marcas ecologicamente corretas”, demonstrando a necessidade das grandes corporações investirem em produtos sustentáveis. “É uma nova tendência, um ciclo onde se envolve a responsabilidade ambiental da empresa produtora e a consciência do consumidor na hora de comprar”, explica Rafaela.

Com 17,51%, ou 224 votos, a “postagem de mensagens nas redes sociais” foi a terceira colocada. Mas, é preciso ter em mente o fato de somente comentar sobre o assunto não ser suficiente. “Estar engajado nessas causas já é um primeiro passo, mas mudar hábitos simples pode surtir muito mais efeito”, destaca a analista.

Por fim, ficaram os movimentos sociais, com 8,21%. Para Rafaela, eles são fortes alavancadores de discussão e representam uma forma de unir um grupo para uma mesma causa. “Muitas pessoas não têm ideia de como podem fazer a diferença, quando o assunto é preservação do meio ambiente”, explica. Portanto, participar de eventos do tipo auxilia a encontrar formas de solucionar ou minimizar os impactos ambientais.

O resultado mostra uma maior atenção dos jovens com as causas ambientais, mas demonstra como ainda existe uma longa jornada em direção a um mundo melhor.



Tecnologia RFID: Cimatec desenvolve sistema de identificação por rádio frequência

Centro difusor de tecnologia do Senai da Bahia, o Cimatec vem desenvolvendo a RFID, processo de identificação automática por ondas de rádio frequência, capaz de registrar e restaurar dados remotamente. Esta tecnologia utiliza etiquetas para identificação automática de produtos, equipamentos ou pessoas. As etiquetas são conectadas a uma antena acoplada a um microchip, pelo qual é possível ler e registrar remotamente todas as informações necessárias à identificação do produto e sua logística.

Veja como funciona:



Ao passar o produto pelo leitor, ele é automaticamente identificado por ondas de radio frequência quando os dados colhidos são enviados e processados instantaneamente por um sistema integrado em rede. A tecnologia RFID é capaz de identificar diversos produtos simultaneamente de maneira rápida e eficaz economizando tempo e reduzindo custos.

O Cimatec produz sistemas e soluções de alta tecnologia, incluindo o RFID, com diversas aplicações para facilitar o dia a dia das pessoas: Monitoramento de velocidade de veículos; Controle de acesso de veículos em edifícios; Controle de acesso de fluxo de pessoas em edifícios, Controle de acesso a locais restritos; Monitoramento de grupos em cursos e eventos; Inventário de bens e equipamentos de forma rápida e prática.

Áreas de atuação
  • Processos de Fabricação (usinagem, conformação mecânica, soldagem)
  • Transformação de Plásticos (materiais e ensaios)
  • Metrologia; Gestão da Produção
  • Logística e Qualidade
  • Desenvolvimento de Produto (design, engenharia de produto, prototipagem)
  • Automotiva
  • Automação industrial (mecatrônica, eletrônica e potência)
  • Manutenção Industrial (preditiva, caldeiraria, manutenção mecânica)
  • Certificação Profissional
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