quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tecnologia industrial: rede de institutos do Senai ganha unidade de materiais em dezembro, em Criciúma


O Sul de Santa Catarina vai sediar o Instituto Senai de Tecnologia em Materiais, que será inaugurado em dezembro, em Criciúma. O anúncio ocorreu na recente reunião da Diretoria e Conselhos do Sistema Fiesc. O empreendimento representará um upgrade à atual estrutura do Senai na cidade, com investimentos da ordem de R$ 10 milhões.

O instituto centralizará sua atuação em três plataformas tecnológicas: cerâmicas tradicionais e avançadas, polímeros e materiais ferrosos e não ferrosos. O objetivo é desenvolver matérias-primas que agreguem valor aos produtos. Na apresentação, o diretor do Senai de Criciúma, Sílvio Bittencourt da Silva, explicou que o Sul de Santa Catarina responde por 70% da produção nacional de embalagens flexíveis. Além disso, 50% das empresas e 70% dos empregos da região são do segmento de cerâmica. O setor metalmecânico, por sua vez, congrega 25% das indústrias catarinenses.

A criação do Instituto de Materiais promoverá a elevação de três para 15 mestres e doutores e na ampliação e modernização da estrutura física e laboratorial. A unidade ganhará novo bloco administrativo, com 900 metros quadrados, e equipamentos para avaliação e determinação da composição química de materiais cerâmicos, análise sobre envelhecimento acelerado de polímeros, determinação da resistência ao impacto, estudos e nano e micro compósitos, entre outros. 

Também será instalado um novo laboratório educacional em metalmecânica. A proposta é que os laboratórios do novo instituto estejam acreditados pelo Inmetro para realizar 350 diferentes tipos de ensaios, além de outros tantos realizados como forma de autocontrole das indústrias, mas que não exigem a acreditação oficial.

O Instituto de Materiais integrará uma rede de mais de 60 unidades de tecnologia (dos quais oito em Santa Catarina) e outros 23 de inovação (dois em Santa Catarina), que o Sistema Indústria implantará no Brasil em parceria com o BNDES. A proposta é que os institutos tenham atuação complementar e em rede.


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