quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Educação profissional: Senai-RO investe em oficinas móveis para levar cursos ao interior do estado

O Senai de Rondônia está acrescentando mais unidades ao seu Programa de Ações Móveis Gira Senai. São minicontainers (foto) com ferramentas e equipamentos para a realização de cursos em várias modalidades. Serão formados profissionais para atender à crescente demanda nos segmentos automotiva, eletroeletrônica, alimentos, refrigeração, têxtil, metalmecânica, informática, gráfica e editorial, madeira/moveleiro e construção civil. O Gira Senai beneficia diversos municípios do estado.

Foto Sistema Fiero

Os minicontainers, também conhecidos como Conjuntos Didáticos, funcionam como oficinas móveis que podem ser transportados e instaladas em qualquer local, evitando o deslocamento do aluno até uma unidade fixa da organização. Segundo o gerente do Gira Senai, Walter Pinheiro Rodrigues, todos podem ser parceiros do programa: prefeituras, empresas e organizações governamentais ou não. “Basta que exista um espaço adequado e a vontade de elevar a qualidade de vida da comunidade ao seu redor.”

Para o presidente do Sistema Fiero, Denis Baú, o Gira Senai é um programa revolucionário que intervém nas causas da pobreza. “O desemprego e a ausência de treinamento profissional e de apoio técnico para microempreendimentos são fatores que condenam grupos e comunidades à margem do sistema produtivo.” Baú destaca que, “por meio de cursos rápidos e eficazes, capacitamos profissionais para atuarem isoladamente ou em conjunto, organizados em cooperativas ou microempresas”.

O diretor regional do Senai-RO, Silvio Liberato, assegura que “graças a sua portabilidade e baixo custo, o Gira Senai pode ser levado aos mais distantes pontos do estado”. Os resultados são apontados por Liberato: “aonde o programa chega, logo surgem eletricistas, pedreiros, encanadores, mecânicos de moto e bicicleta, marceneiros, e outros profissionais aptos a oferecer produtos e serviços compatíveis com as necessidades e demandas do mercado local.”


Tecnologia industrial: rede de institutos do Senai ganha unidade de materiais em dezembro, em Criciúma


O Sul de Santa Catarina vai sediar o Instituto Senai de Tecnologia em Materiais, que será inaugurado em dezembro, em Criciúma. O anúncio ocorreu na recente reunião da Diretoria e Conselhos do Sistema Fiesc. O empreendimento representará um upgrade à atual estrutura do Senai na cidade, com investimentos da ordem de R$ 10 milhões.

O instituto centralizará sua atuação em três plataformas tecnológicas: cerâmicas tradicionais e avançadas, polímeros e materiais ferrosos e não ferrosos. O objetivo é desenvolver matérias-primas que agreguem valor aos produtos. Na apresentação, o diretor do Senai de Criciúma, Sílvio Bittencourt da Silva, explicou que o Sul de Santa Catarina responde por 70% da produção nacional de embalagens flexíveis. Além disso, 50% das empresas e 70% dos empregos da região são do segmento de cerâmica. O setor metalmecânico, por sua vez, congrega 25% das indústrias catarinenses.

A criação do Instituto de Materiais promoverá a elevação de três para 15 mestres e doutores e na ampliação e modernização da estrutura física e laboratorial. A unidade ganhará novo bloco administrativo, com 900 metros quadrados, e equipamentos para avaliação e determinação da composição química de materiais cerâmicos, análise sobre envelhecimento acelerado de polímeros, determinação da resistência ao impacto, estudos e nano e micro compósitos, entre outros. 

Também será instalado um novo laboratório educacional em metalmecânica. A proposta é que os laboratórios do novo instituto estejam acreditados pelo Inmetro para realizar 350 diferentes tipos de ensaios, além de outros tantos realizados como forma de autocontrole das indústrias, mas que não exigem a acreditação oficial.

O Instituto de Materiais integrará uma rede de mais de 60 unidades de tecnologia (dos quais oito em Santa Catarina) e outros 23 de inovação (dois em Santa Catarina), que o Sistema Indústria implantará no Brasil em parceria com o BNDES. A proposta é que os institutos tenham atuação complementar e em rede.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Educação 3.0: São Paulo vai sediar congresso internacional sobre tecnologia na escola


“A tecnologia na Educação é um caminho sem volta”. É assim que Marcos Melo, organizador do evento, resume o espírito da 20ª Educar Educador, que ocorrerá de 22 e 25 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, capital. Tendo como tema central Educação 3.0. A Escola do Futuro chegou?, seis eventos pedagógicos reunirão palestras, talk shows e mesas de debates, além de uma feira internacional com centenas de empresas educacionais. “A nossa maior preocupação é conscientizar todos os profissionais de Educação, da rede pública e privada, para que eles possam instruir os alunos da melhor maneira possível, caso contrário, os alunos vão acabar ensinando os professores”, afirma Melo.

Clique aqui para saber mais sobre a 20ª Educar Educador
Marcos Meier, psicólogo e matemático, vai falar sobre Quanto Menos Fizermos Pela Educação Brasileira, Mais Distante Estaremos do Futuro. Para ele, a tecnologia será uma grande aliada dos professores na hora de adiantar o conteúdo para dar ao aluno exemplos práticos de como aplicar seu conhecimento. “Ao invés de o professor gastar quatro anos ensinando continhas, ele ensina em algumas aulas o uso da calculadora e começa a fazer contas mais práticas, como as compras de geladeira e cálculos de juros simples.”

O encontro vai reunir mais 150 palestrantes, em torno de assuntos como Educação financeira nas escolas, uso de jogos para ensinar e internet como instrumento de aprendizagem. O filósofo Leonardo Boff vai abordar a Sustentabilidade na Reinvenção da Educação na Visão de Um Apaixonado Pelo Criador e Pela Criatura; e o publicitário Washington Olivetto falará do poder transformador de uma grande ideia e da influência que Monteiro Lobato teve em sua vida. O senador Cristovam Buarque vai questionar a infraestrutura intelectual brasileira e como corresponder às exigências dos tempos atuais.

Os trabalhos serão desenvolvidos nos seguintes encontros:
  • 20º Educador - Congresso Internacional de Educação
  • 10º Avaliar - Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação
  • 9º Educador Management - Seminário Internacional de Gestão em Educação
  • 8º Infância & Cia - Congresso Internacional de Educação Infantil e Séries Iniciais
  • 3º Educatec - Fórum Virtual Educa de Tecnologia e Inovação em Educação
  • 2º Profitec - Congresso Internacional sobre Educação Profissional e Tecnológica

A feira de exposições de empresas e projetos educacionais é gratuita e aberta ao público. Mas para assistir as palestras, é preciso se inscrever e fazer o pagamento pelo site. Os pacotes variam de R$ 300, para assistir duas palestras, até R$ 650, para acompanhar toda a programação do evento.

Fonte Porvir


Educação a distância: Senai-BA abre cursos profissionalizantes no Japão


O Senai da Bahia vai oferecer ainda neste semestre, cursos a distância para brasileiros que vivem no Japão. Parceria que acaba de ser fechada em Tóquio, com o grupo educacional Kurazemi, administrador da Escola Alegria de Saber (EAS), irá viabilizar a realização dos cursos técnicos Manutenção de Computadores e Redes de Computadores.

De acordo com o gerente das áreas de Tecnologia da Informação e Desenvolvimento de Software do Senai-BA, Adhvan Novais, “a realidade de brasileiros que vivem no Japão é diferente do que se imagina, pois boa parte trabalha como operário, não domina a língua e não tem acesso a cursos de qualificação e reciclagem.”

Outra proposta do curso é dar oportunidade para que estes brasileiros possam voltar ao Brasil melhor capacitados para atuar na indústria nacional. “Muitos deles têm interesse em retornar e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”, afirma Novais.

As primeiras duas turmas terão até 20 alunos cada, que vão estudar durante 18 meses. Como 20% do conteúdo é ministrado de forma presencial, o Senai-BA vai enviar professores ao Japão. A maior parte das disciplinas, porém, será realizada por meio virtual. Os alunos terão apoio em dois polos no Japão, localizados nas cidades de Hamamatsu e Ohta.

Serão oferecidos 12 cursos fixos, além de outros customizados, desenvolvidos para atender às necessidades específicas de cada cliente, para empresas que possuem demandas especiais de treinamento e qualificação.

Mais informações: www.fieb.org.br/senai/ead; sacsenai@fieb.org.br, ou pelo 71 3534-8090, das 8h às 20h, exceto sábados, domingos e feriados.


Pronatec na Copa do Mundo: Senai-AM vai ampliar formação de profissionais para o setor da construção civil


O Senai do Amazonas pretende ampliar neste ano a formação de profissionais para a indústria em suas quatro escolas da capital e nas agências de treinamento dos municípios de Novo Airão, Parintins, Coari e Itacoatiara. A meta é saltar de 36.753 matrículas, contabilizadas em 2012, para 43.988.

O setor da construção civil será um dos mais beneficiados. Segundo o gerente da Escola Senai Demóstenes Travessa, Rodson Barros, a construção civil está em expansão, com perspectiva de crescer mais de 2% neste ano, porém possui deficiência de trabalhadores capacitados que possam impulsionar novos empreendimentos imobiliários e comerciais.

Parte do aquecimento do setor é motivada pelo compromisso do estado em adequar a cidade para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014.

“Temos prazos para atender as principais obras de infraestrutura da Copa do Mundo, assim como políticas em que se buscam esforços para ocuparmos as vagas com mão de obra local”. Para suprimir tais necessidades, ainda segundo Rodson, “o Senai possui programação de aproximadamente 20 cursos nos diversos segmentos do setor da construção civil que inclui a qualificação de pedreiro, pintor, eletricista, hidráulico, assentador cerâmico, cadista e outros”.

A organização planejou mais de 4 mil vagas em cursos deste segmento, sendo que 1,7 mil serão gratuitas, viabilizadas pela parceria com Pronatec.

“O Pronatec é um programa que promove o acesso à capacitação profissional para a população com menos recursos financeiros. O Senai é uma das instituições que executa o programa, formando trabalhadores qualificados, sem custo para os participantes. Os alunos também recebem transporte de ida e volta à escola e lanche no horário de intervalo do curso”, explica Rodson.

Vale ressaltar que o Senai-AM vai ministrar mais de 40 cursos para alunos do Pronatec em vários segmentos: serão 9.616 vagas gratuitas, 9.466 para a modalidade de qualificação profissional e 150 para o ensino técnicos.

Poderão participar jovens e adultos de escolas públicas estaduais, das Forças Armadas e beneficiários do Bolsa Família e do Seguro Desemprego. A primeira medida para a inscrição nos cursos do Senai oferecidos pelo Pronatec é realizar a pré-matrícula nas instituições onde o interessado está vinculado.

O aluno estadual deve procurar a secretaria de sua escola, beneficiários e dependentes dos programas do governo o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de sua casa e no Sine, e para jovens das Forças Armadas, buscar informações sobre a programação de cursos do programa Soldado Cidadão com seus superiores.

Mais informações: 92 3614-5900/5901/5910 ou pelo site do Pronatec


Educação: o problema universal da escola

Por Johan Konings*

Acabo de ler nos jornais uma pesquisa feita entre os professores do ensino fundamental e médio num dos países europeus classificado entre os que têm o melhor ensino do mundo. Pois bem, constata-se carência catastrófica de cultura geral e de conhecimentos prontos. Não conhecem seu conterrâneo que é presidente da União Europeia, não conhecem os candidatos para as eleições nacionais, nem os programas dos partidos. 

Não conhecem a história de seu país, nem suas lutas nacionais e sociais. Parecem semelhantes àquele presidente de um grande país norte-americano que chamou Buenos Aires de capital do Brasil... Pois é, não é só no Brasil... Mas que isso não seja um consolo para os brasileiros, e sim uma razão de tristeza redobrada! Pois essa mentalidade é importada também aqui.

A cultura geral desses agentes da Educação não ultrapassa o nível do balcão do bar ou do jornalismo mais chão, digamos, do noticiário das oito da noite na televisão.

Mais que este fenômeno, bastante conhecido, interessa-nos a causa disso.

Uma é a substituição da memória interna da pessoa pela memória externa: os meios de comunicação, a internet... Para o que não sabem, podem remeter à internet. Isso é até certo ponto inevitável, pois hoje tem-se acesso a tantas informações que seria impossível registrá-las na cabeça. Ainda assim, seria bom registrar pelo menos aquelas que são fundamentais e relevantes para operar com elas nas situações do dia a dia e nos desafios da vida como tal.

Outra razão que se aponta é o tipo de ensino que prevalece: ensino a partir da realidade. Está certo... mas a realidade de interesse dos alunos não é a realidade toda. É muito limitada. Se o professor não tiver muita criatividade e conhecimento geral, não conseguirá abrir o mundo de seus alunos, nem o seu. 

Tem-se um construtivismo superficial, alienado e alienante, não aquele que Piaget sonhou, e muito menos aquele que Paulo Freire elaborou para conscientizar o povo.

Há também o fato de que, apesar do propalado ensino a partir da observação, essa ‘observação’ já vem empacotada na forma de material didático pré-fabricado, o qual, à diferença dos antigos manuais escolares, dificilmente incute nos alunos uma visão abrangente e sistematizada do respectivo campo do saber. Muito menos, do conjunto do saber. O material didático já traz o espírito do consumo, até quando fala da ecologia. Reforçando o que se vendo no comércio.

E ainda: a depreciação da profissão do ensinante (pelo menos no ensino fundamental e até no médio). Depreciação salarial (lá menos que no Brasil), mas sobretudo depreciação social. Qual a moça que apresenta seu namorado como professor do Ensino Fundamental? Dirá, no mínimo, que está pretendo entrar no mestrado...

Com isso se relaciona a questão do ambiente social, tanto dos professores como dos alunos. Se, sobretudo na escola pública, os alunos vêm de ambientes carentes (na Europa, por exemplo, os imigrantes; aqui, a população das periferias desestruturadas), grande é a chance que os próprios professores participem da precariedade da situação em que trabalham.

Está na hora de fazer, novamente e de modo novo, aquilo que se fez no tempo da Renascença: criar uma tradição de saberes que permita às pessoas situar-se no seu mundo e, até, entrever um horizonte que deixe transparecer aquilo que o transcende.

Para tanto é preciso trabalhar nas duas extremidades da corrente: na formação dos formadores e na reforma da escola. Pois professores bem-formados precisam encontrar um ambiente de atuação em que sua formação possa render, produzir mais que a conhecida frustração. E, por outro lado, devem ter um formação e riqueza pessoa que seja capaz de transmitir algo superior.

*Konings nasceu na Bélgica em 1941, onde se tornou Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina, ligado ao Colégio para a América Latina (Fidei Donum). Veio ao Brasil, como sacerdote diocesano, em 1972. Foi professor de exegese bíblica na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (1972-82) e na do Rio de Janeiro (1984). Em 1985, entrou na Companhia de Jesus (jesuítas) e, desde 1986, atua como professor de exegese bíblica na Faje - Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte, onde recebeu o título de Professor Emérito em 2011. Participou da fundação da Escola Superior Dom Helder Câmara.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pronatec: programa abre 90 mil vagas a presos e pessoas que já cumpriram pena*


Pessoas que cumprem pena de privação de liberdade e as que já deixaram a prisão terão acesso, a partir de agora, a cursos gratuitos de capacitação profissional por meio do Pronatec. Acordo assinado nesta quinta (7/2/2013) entre os ministérios da Justiça e da Educação prevê a oferta de 90 mil vagas até 2014 em cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional.

Em 2013 serão ofertadas 35 mil vagas com a possibilidade de chegar a 42 mil. Inicialmente, a prioridade será para quem está no regime semiaberto. Esses alunos serão integrados a turmas formadas também por quem não cumpre pena de restrição de liberdade. Há no país 75 mil pessoas no regime semiaberto. A iniciativa será estendida a quem cumpre pena nos regimes fechado e a quem está em prisões provisórias, além dos que já cumpriram as penas previstas. A cada 12 horas de estudo, será abatido um dia da pena.

Os cursos serão ministrados pelas escolas técnicas e pelos institutos federais, secretarias estaduais parceiras do Pronatec e entidades do Sistema S, como o Senai. Todos os estados terão cursos disponíveis e será levado em conta o perfil de atividade econômica local. A estimativa é que a inciativa custará R$ 180 milhões.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, terá ênfase o ensino técnico profissionalizante. “É o que abre mais perspectiva de ressocialização, se ele [o detento] tem uma profissão, uma qualificação, especialmente no regime semiaberto, quando o preso está se preparando para voltar para a sociedade, ele tem mais chance de encontrar um emprego e reconstruir sua vida.”

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destacou a importância da iniciativa para a ressocialização dos presos e humanização do sistema prisional brasileiro. “Queremos que mais presos estudem e tenham condições de trabalho e consigamos fazer com que efetivamente o sistema prisional brasileiro seja um sistema que recupere e reintegre detentos”.

Dados apresentados pelos ministros apontam que a população carcerária brasileira soma cerca de 500 mil pessoas. Desse total, 10% estão estudando na alfabetização e nos ensinos fundamental e médio. Os dados apontam que 63% não têm o ensino fundamental completo e apenas 7% concluíram o ensino médio.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Educação: por que a Finlândia está fascinando o mundo com seu sistema

Por Paulo Nogueira

As crianças finlandesas estão sempre no topo das competições internacionais. Veja aqui abaixo por quê.




Acaba de sair um levantamento sobre Educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.

Surpresa? Dificilmente.

Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.

Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.

A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.

Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da Educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.

Algumas coisas básicas no sistema finlandês:


1)Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.

2)Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.

3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.

4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.

5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.

6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)


Isto é uma amostra, apenas.

Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)

Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.

Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.

Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos.

Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense. Achei no YouTube uma cópia com legendas em espanhol. Está no pé deste texto.

Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na Educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.

Quanto antes.