terça-feira, 27 de novembro de 2012

De O Globo: estudo coloca o Brasil em penúltimo lugar em ranking de desempenho escolar*


O Brasil ficou na penúltima colocação de um ranking de Educação que comparou as “habilidades cognitivas e de desempenho escolar” de 40 países. De acordo com o estudo “The Learning Curve” (A curva de aprendizagem), encomendado pela empresa Pearson, que fabrica sistemas de aprendizado, Finlândia e Coreia do Sul estão no topo desse universo.

A pesquisa levou em consideração o resultado de testes de matemática, leitura e ciências para alunos dos últimos anos do ensino fundamental 1 e 2, assim como dados educacionais de cada país sobre alfabetização e taxas de conclusão de escolas e universidades.

Realizado pela Economist Intelligence Unit (EIU), o estudo completo, que forma um banco de dados sobre o desempenho educacional de 50 países, está no site thelearningcurve.pearson.com. Índices, vídeos, artigos, mapas, informações socioeconômicas e infográficos para download etc. também estarão disponíveis na plataforma, com acesso gratuito e ilimitado.

O objetivo da pesquisa é auxiliar a comunidade escolar a identificar os principais fatores que impulsionam melhorias educacionais e que podem servir de modelo para outras regiões.
— O estudo permite uma análise extremamente sofisticada do que de fato funciona em Educação. Mostra que não tem nenhuma mágica, requer atenção e ações de longa duração, coerência e foco para melhorar o desempenho — afirma Michael Barber, chefe de Educação da Pearson.

O diretor superintendente de Educação Básica da Pearson no Brasil, Mekler Nunes, afirma que a busca por mudanças na Educação brasileira já existe e é sólida:
— Os educadores buscam cada vez mais fazer a diferença e está claro para a Pearson que apoiá-los é a chave para esse processo.

Já para Laércio Dona, diretor para Ensino Superior e Idiomas da companhia, “contribuir com novos subsídios como essa pesquisa global faz parte do compromisso da Pearson em promover o desenvolvimento das pessoas e do país por meio da Educação”.

Entre as conclusões apontadas pela pesquisa está a de que “Bons professores são essenciais e precisam ser respeitados.”

“Não há nada que substitua bons professores. O impacto vai além de resultados educacionais positivos, podem estar ligados a fatores sociais, como baixo nível de gravidez durante a adolescência e uma maior tendência a poupar dinheiro para aposentadoria. Ter bons professores é mais do que pagar bons salários, os países com melhores desempenhos atraem grandes talentos, dão treinamentos durante suas carreiras e permitem maior liberdade”, diz o estudo.

Veja abaixo o ranking do índice global de habilidades cognitivas e de desempenho escolar:
1. Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8. Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá
11. Irlanda
12. Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19. Eslováquia
20. Rússia
21. Suécia
22. República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária
31. Grécia
32. Romênia
33. Chile
34. Turquia
35. Argentina
36. Colômbia
37. Tailândia
38. México
39. Brasil
40. Indonésia

*Fonte O Globo


Pronatec: programa registra 1,1 milhão de matrículas no Senai


A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda (26/11/2012) que o Pronatec atingiu a marca de 1,1 milhão de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem e de qualificação do Senai em todo o país.

No programa semanal Café com a Presidenta, ela avaliou que o Brasil precisa de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento e a criação de oportunidades de trabalho. “Mas, para ter uma indústria forte, o país precisa de mão de obra qualificada e de técnicos bem formados”, disse, ao destacar áreas como automação industrial, petróleo e gás, mineração, mecatrônica, manutenção de aeronaves, eletrônica, indústria naval e computação.



Dilma lembrou que a meta do governo é criar, por meio do Pronatec, 8 milhões de vagas em cursos técnicos e de qualificação profissional até 2014. Atualmente, 2,2 milhões de jovens estão matriculados no programa.

De acordo com a presidenta, o governo planeja expandir as ações do Senai, destinando R$ 1,5 bilhão à construção de escolas, modernização e ampliação das 251 unidades já existentes. “Um país que aposta na educação profissional e que tem uma indústria forte e competitiva consegue crescer, se desenvolver, gerar mais oportunidades, mais renda e emprego de qualidade. Com isso, podemos melhorar a vida de todos.”

25 mil desempregados em cursos de qualificação
Em setembro passado, o Pronatec contabilizou cursos de qualificação profissional para 25,2 mil trabalhadores desempregados, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O governo estima que, até o final de 2012, 120 mil pessoas sem emprego deverão ser beneficiadas.

Os desempregados são atendidos pelo Pronatec na modalidade Bolsa Formação Seguro-Desemprego, que conta também com 50 mil pré-matriculados. Ainda fazem parte do Pronatec, o Bolsa Formação Estudante e o Bolsa Formação Trabalhador, dos quais participam pessoas empregadas.

O estado em que houve maior quantidade de desempregados interessados foi o Rio de Janeiro, com 7,5 mil matriculados, seguido por São Paulo, 7 mil; e Mato Grosso, 6,4 mil.

O objetivo do Bolsa Formação Seguro-Desemprego é associar o recebimento do benefício à demanda por mão de obra, por meio da qualificação profissional. Para ter acesso ao seguro-desemprego, pode haver a exigência de comprovante de matrícula e de frequência do trabalhador em curso de formação ou de qualificação com carga mínima de 160 horas.

Os trabalhadores que recorrerem ao seguro-desemprego pela terceira vez poderão ser encaminhados  diretamente pelo MTE a cursos de formação, de acordo com a escolaridade e o perfil profissional.

“O Pronatec Seguro-Desemprego vem realizando um forte trabalho de melhoria da qualificação profissional dos beneficiários, melhorando substancialmente suas chances de retornar ao mercado de trabalho em um menor espaço de tempo”, explica o diretor do Departamento de Empregos e Salário do MTE, Rodolfo Torelly.

O dirigente estima que o programa encerre 2012 com mais 120 mil segurados em sala de aula. “Para 2013, este número deverá alcançar um patamar recorde, dando cumprimento fiel ao que determina a legislação do programa”, afirmou.



Cidadania e meio ambiente: Petrobras prorroga inscrições para seleção de projetos ambientais e sociais


As inscrições para as Seleções Públicas do Programa Petrobras Ambiental e do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania foram prorrogadas. Os interessados têm até 21h (horário de Brasília) de 13 de dezembro para se inscrever pela internet.

Em seguida, as inscrições devem ser validadas com a postagem dos projetos pelos Correios até 14 de dezembro. Em dois anos, a Companhia destinará R$ 102 milhões para patrocínio a projetos ambientais, e R$ 145 milhões para projetos sociais em todo o país, o maior investimento de todas as edições. Os interessados podem se inscrever no site oficial dos programas.


Desde o lançamento das seleções públicas, em 18 de outubro, já foram capacitadas mais de 4 mil pessoas nas oficinas presenciais e realizados mais de 2,5 mil atendimentos on-line. Quem tiver dúvidas sobre o processo seletivo pode acessar o atendimento on-line disponibilizado no site.

Como forma de democratizar o acesso aos recursos e garantir a transparência do processo de patrocínio, a Petrobras realiza seleções públicas de projetos a cada dois anos. No processo seletivo de projetos ambientais, poderão candidatar-se exclusivamente organizações sem finalidades econômicas com atuação no terceiro setor. Na seleção de projetos sociais, além destas, organizações governamentais também poderão enviar propostas. Em ambos os processos, os projetos deverão ser executados em 24 meses.

Criado em 2003, o Programa Petrobras Ambiental patrocina atualmente cerca de 100 projetos, tendo alcançado dezenas de bacias e ecossistemas em seis biomas brasileiros: Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e ambiente marinho e costeiro.

Suas ações já envolveram diretamente mais de 4 milhões de pessoas, além de mais de 1.500 parcerias, 1.910 publicações, 8.895 cursos e palestras e o estudo de mais de 8 mil espécies nativas. O Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania, criado em 2007, mantém cerca de 375 projetos patrocinados em todo o país. Suas ações já envolveram diretamente 17,6 milhões de pessoas.



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mercado de trabalho: salários da indústria criativa são quase três vezes maiores do que a média nacional

Os profissionais da Indústria Criativa do Brasil, que atuam em áreas que têm a criatividade como parte principal do processo produtivo, como artes, música, publicidade, design, moda, engenharia e computação, apresentam remuneração média quase três vezes maior do que a média nacional.

Sir Charles Spencer "CharlieChaplin
(Foto Internet)
Enquanto o rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro é de R$ 1.733, o dos profissionais criativos chega a R$ 4.693. Os dados estão na terceira edição do estudo Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, produzido pelo Sistema Firjan.

Lançado com pioneirismo em 2008, o estudo traz um levantamento completo, com dados de 2011, sobre os 14 segmentos que integram a Indústria Criativa nos 26 estados e no Distrito Federal, revelando as 10 maiores profissões criativas em âmbito nacional, as 10 melhores remunerações, salário médio dos trabalhadores criativos por estado, quantidade de empregados por segmento, além da participação do PIB Criativo no país, com um comparativo internacional.

O mercado formal de trabalho do núcleo criativo é composto por 810 mil profissionais (1,7% do total de trabalhadores brasileiros). Há 243 mil empresas no núcleo da Indústria Criativa do Brasil, com um PIB equivalente a R$ 110 bilhões, 2,7% do total produzido no país. Isso revela que o Brasil está entre os maiores produtores de criatividade do mundo, na frente de países como Itália (PIB Criativo de R$ 102 bilhões) e Espanha (R$ 70 bilhões).

As 10 maiores profissões criativas do país
Arquitetos e engenheiros estão no topo da lista como os profissionais mais numerosos da Indústria Criativa, com 229.877 empregados formais. Em seguida, com 50.440 trabalhadores, aparece o programador de sistemas de informação.

Entre as dez profissões criativas mais numerosas do Brasil, quatro integram o segmento de publicidade: analista de negócios (3°, com 45.324 funcionários); Analista de pesquisa e mercado (4°, com 25.141); gerente de marketing (5º, 20.382) e agente publicitário (8°, com 14.032).

Completam o Top 10 os profissionais de designer gráfico (6°, com 17.806 funcionários); biólogo (7°, 15.182); gerente de pesquisa e desenvolvimento (9º, 13.414) e designer de calçados sob medida (10°, 13.068), que atuam no segmento Moda.

Os dez maiores salários
Compostas por profissionais com elevado grau de formação, as atividades criativas, em sua maioria, contribuem para a geração de produtos de alto valor agregado, o que justifica os salários acima da média nacional. Geólogos e Geofísicos têm a maior remuneração entre as profissões criativas do país, com remuneração média de R$ 11.385, quase sete vezes superior ao patamar nacional (R$ 1.733).

Na segunda e na terceira colocações estão, respectivamente, Diretor de programas de televisão (R$ 10.753) e Ator (R$ 10.348). Depois, surgem, entre o quarto e o décimo lugares, em ordem de colocação: biotecnologista (R$ 8.701); diretor de redação (R$ 7.774); editor de revista (R$ 7.594); arquitetos e engenheiros (7.524); engenheiros eletroeletrônicos e computação (R$ 7.431); autor roteirista (R$ 7.347) e pesquisadores em geral (R$ 7.102).

Dos 14 segmentos criativos analisados pelo estudo, a média salarial é acima da média nacional em 11 casos. Apenas as áreas de filme & vídeo (R$ 1.661); moda (R$ 1.193) e expressões culturais (R$ 939) apresentam remunerações menores.

Pesquisa & desenvolvimento está no topo da lista como o segmento de maior salário médio, R$ 8.885, seguido por arquitetura & engenharia (R$ 7.518); Software, computação & telecom (R$ 4.536); publicidade (R$ 4.462); biotecnologia (R$ 4.258); mercado editorial (R$ 3.324); artes cênicas (R$ 2.767); design (R$ 2.363); artes (R$ 2.195); televisão & rádio (R$ 2.015) e música (R$ 1.944).

Os segmentos de pesquisa & desenvolvimento e biotecnologia integram pela primeira vez o estudo, como uma forma de alinhar a pesquisa brasileira aos estudos internacionais sobre o tema.

Rio de Janeiro: melhor remuneração para o profissional criativo
O salário médio dos trabalhadores criativos no Rio de Janeiro é de R$ 7.275, mais de quatro vezes superior à média nacional, o que consolida o estado como o que tem a melhor remuneração da Indústria Criativa do país.

Em 8 dos 14 segmentos analisados, os profissionais fluminenses ganham mais: pesquisa & desenvolvimento (R$ 12.036); arquitetura & engenharia (R$ 10.809); artes cênicas (R$ 7.015); software, computação e telecom (R$ 5.820), televisão & rádio (R$ 4.709), filme & vídeo (R$ 3.671), design (R$ 3.023) e artes (R$ 2.954).

Entre as dez profissões mais bem remuneradas do Rio, destacam-se o diretor de programas de televisão (R$ 24.495), autores roteiristas (R$ 16.019) e atores (R$ 15.923), além de geólogos e geofísicos (R$ 14.471). Outras duas profissões de destaque estão ligadas ao Mercado Editorial: diretor de redação (R$ 11.497) e editor de revista (R$ 10.003), refletindo a valorização dos profissionais de mídia no estado.

Na segunda posição entre as unidades federativas brasileiras com melhor remuneração entre as profissões criativas está o Distrito Federal, onde o salário médio de mercado editorial é o mais elevado do país: R$ 5.832. Em arquitetura & engenharia, vocação tradicional do estado, a remuneração média é de R$ 9.084, só perdendo para o estado do Rio.

Em terceiro lugar entre os estados com maior salário criativo, São Paulo se destaca em publicidade, cuja remuneração média é a maior do país: R$ 5.266 contra R$ 4.462 da média brasileira. As áreas de pesquisa & desenvolvimento (R$ 8.912) e arquitetura & engenharia (R$ 7.313) também têm salário muito valorizado no estado, ocupando o primeiro e o segundo lugares, respectivamente, como os segmentos com melhores salários.

A profissão criativa mais bem remunerada em São Paulo é diretor de redação, com salário médio de R$ 14.508. Também chamam atenção os salários de diretor teatral (R$ 8.998) e Diretor de programas de televisão (R$ 8.383).

No Amazonas, região de maior biodiversidade do planeta, a área de biotecnologia é a mais bem paga do país, com salário de R$ 9.009, mais que o dobro da média nacional para o segmento (R$ 4.258). No estado, a área de música também tem o maior salário do Brasil R$: 4.241 frente a R$ 1.944 da média nacional, com destaque para músicos intérpretes.

Conecta 2012: novo modelo e tecnologias são as saídas para transformar a Educação

Mergulhar no mundo das tecnologias educacionais e debater e refletir sobre um novo modelo de Educação. Essa foi proposta do Sistema Firjan para aproximadamente cinco mil educadores, que estiveram no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, nos dois dias da segunda edição do Conecta 2012.





Foram 14 palestras, divididas em quatro eixos temáticos – tendências, infraestrutura, formação e conteúdo – e 12 oficinas, que reuniram educadores para conhecer e discutir novas possibilidades educacionais ligadas à tecnologia.

Com projetos e práticas educacionais existentes do Sesi e no Senai do Rio de Janeiro – como simuladores virtuais, realidade aumentada, games, rede educacional colaborativa –, a exposição fez uma viagem no tempo e retratou as salas de aula do século 19 até os tempos atuais, que despertam para o uso de novas tecnologias e o papel do professor neste novo contexto.

Na abertura do evento, o Sistema Firjan, em parceria com a empresa NMC (New Media Consortium), lançou o recorte brasileiro do Horizon Report, um dos principais estudos mundiais sobre o uso de tecnologias de Educação.

Com base no estudo “Perspectivas Tecnológicas para o Ensino Fundamental e Médio Brasileiro de 2012 a 2017”, jornalistas e educadores debateram os números apresentados.


Clique aqui para ler mais sobre o Conecta 2012


Cursos de tecnologia: faculdades do Senai-PR ainda têm vagas em 8 programas


Estão abertas até a próxima semana – clique aqui para ver as datas e os cursos – as inscrições para o vestibular das Faculdades Tecnológicas do Senai no Paraná.

Em Curitiba: cursos de Design de Moda e Controle de Obras, no Senai do Jardim Botânico; e Fabricação Mecânica, no Senai da Cidade Industrial de Curitiba. Em Telêmaco Borba: cursos de Automação Industrial e Papel e Celulose; em Toledo, curso de Alimentos; em Cascavel, cursos de Gestão da Produção Industrial e Manutenção Industrial.

Os cursos superiores de tecnologia (Tecnólogos) se caracterizam por serem focados em determinada área e são, normalmente, realizados em um tempo menor que os outros, como bacharelados e licenciaturas. Para o setor industrial a duração de cada curso é de três anos.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Financiamento da Educação: qualificação do profissional brasileiro


Por Frei Betto*

Tomara que o Congresso aprove a aplicação de 10% do PIB na Educação. É pouco, mas bem melhor que os atuais 4,5%. Ainda não se descobriu outra via para desenvolver uma nação, aumentar o seu IDH e reduzir exclusão, miséria e violência, fora do investimento significativo em Educação de qualidade.

O contingente de pessoas que trabalham em nosso país chega a 92,5 milhões, praticamente metade da população. Desses, 45,5% não têm carteira assinada ou trabalham por conta própria. E somente 771.409 têm mestrado ou doutorado. Os dados são do IBGE (PNAD 2011).

Apenas 12,5% dos que trabalham têm curso superior completo. Quase metade da mão de obra ocupada concluiu o ensino médio: 46,8%. O que significa que 53,2% de nossos trabalhadores não têm sequer nível médio.

Nossas universidades abrigam, hoje, 6,6 milhões de estudantes (de um contingente de 27,3 milhões de jovens entre 18 e 25 anos!). Dos quais 73,2% em faculdades particulares. E há apenas 1,2 milhão de estudantes em cursos técnicos.

Na Alemanha, quarta economia do mundo, a maioria dos alunos do ensino médio (60%) se encontra em cursos técnicos. A Educação é profissionalizante, facilitada pela parceria entre escolas e empresas, onde os aprendizes fazem estágios. Isso se reflete na economia do país. Em agosto, o desemprego entre jovens alemães com menos de 25 anos atingia o índice de 8,1%. Nos demais países da zona do euro, 22,8%.

A renda familiar está associada ao nível de ensino. No Brasil, quem possui diploma universitário chega a ganhar 167% mais do quem concluiu apenas o ensino médio. Quem possui mestrado ou doutorado ganha, em média, 426% mais, comparado a quem tem apenas ensino médio.

Não têm qualquer escolaridade ou frequentaram menos de 1 ano a escola 19,2 milhões de brasileiros. Em 2011, nossa média de escolaridade era de 7,3 anos. Para os que estão empregados, 8,4 anos de estudos.

Nos EUA, em 1960, haviam cursado o ensino médio 60% dos trabalhadores. Hoje, o índice chega a 90%. Porém, há um dado alentador: o grupo brasileiro com 11 anos de escolaridade cresceu em 22 milhões de pessoas de 2001 a 2011.

Não sabem ler nem escrever 12,9 milhões de brasileiros com mais de 7 anos de idade. E 20,4% da população acima de 15 anos são de analfabetos funcionais – assinam o nome, mas são incapazes de redigir uma carta ou interpretar um texto. Na população entre 15 e 64 anos, em cada 3 brasileiros apenas 1 consegue interpretar um texto e fazer operações aritméticas elementares.

Em 2011, 22,6% das crianças de 4 a 5 anos estavam fora da escola. E, abaixo dessas idades, 1,3 milhão não encontravam vagas em creches.

É animador constatar que 98,2% dos brasileiros entre 6 e 14 anos estudam. Mas um dado é alarmante: dos 27,3 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 25 anos, 5,3 se encontram fora da escola e sem trabalho.

Dos jovens entre 15 e 17 anos, 40% não frequentam a escola (FGV 2009). Na parcela mais pobre, com renda per capita até R$ 77,75/mês, quase a metade se encontra fora da escola e do trabalho. De que vive essa gente? Por que fora da escola?

É nesse contingente dos “nem nem” (nem estudo, nem trabalho) que são maiores os índices de criminalidade. Muitos abandonam a escola por desinteresse, devido à falta de pedagogia; por falta de recursos financeiros; por ingressarem no narcotráfico ou se tornarem dependentes químicos; e também por gravidez precoce. O número de moças (3,5 milhões) do grupo “nem nem” é quase o dobro do número de rapazes (1,8 milhão).  E 50% dessas moças já são mães.

Morei cinco anos na favela de Santa Maria, em Vitória. Constatei que as adolescentes deixam de ser molestadas a partir do momento em que engravidam. Moça solteira sem filho fica vulnerável ao assédio permanente, às vezes violento. Muitas engravidam por falta de educação sexual e orientação no uso de contraceptivos.

Na economia globalizada é imprescindível falar inglês. Apenas 0,5% da população brasileira domina o idioma de Shakespeare. A maioria, sem fluência.

O Brasil enfrenta hoje – em plenas obras do PAC, da Copa e das Olimpíadas – o déficit de 150 mil engenheiros.  Apenas 10% dos universitários cursam carreiras vinculadas às engenharias. Temos somente 6 engenheiros para cada 1.000 pessoas economicamente ativas. Nos EUA e no Japão a proporção é de 25/1.000.

Falta no Brasil interação entre academia e empresa, teoria e prática. Nossos universitários não têm suficiente conhecimento técnico. Em nosso país, o professor é valorizado pelo número de pesquisas e publicações, e não pela experiência de trabalho. O mestre se apresenta como detentor do conhecimento e não como facilitador do aprendizado.

O preconceito a Paulo Freire fortalece o anacronismo de nossas universidades. E nossas empresas, que aspiram por mão de obra qualificada, ainda não despertaram para o seu papel de indutoras da educação.

Frei Betto é escritor, autor de “Alfabetto – autobiografia escolar” (Ática), entre outros livros.



Cidadania: Brasil quer aproveitar Copa e Olimpíadas para combater o trabalho infantil


A 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, marcada para outubro de 2013, em Brasília, foi tema nesta quarta (21/11/2012) da reunião do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Rider, em Genebra, Suíça. Patriota disse que o governo brasileiro quer associar o combate ao trabalho infantil às campanhas de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.



Patriota e Rider conversaram sobre a inclusão da OIT nas discussões do G20 (grupo que reúne as principais economias mundiais) e as parcerias entre os países da região denominada Sul-Sul, que se refere às medidas que devem ser executadas pelos países de economia emergente em resposta aos desafios comuns.

Pelos dados do relatório Combater o Trabalho Infantil: do Compromisso à Ação, divulgado em junho pela organização, há 215 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhando no mundo, sendo que 5 milhões são submetidas a trabalhos forçados, inclusive em condições de exploração para fins sexuais e de servidão.

O relatório indica ainda que, entre as crianças e os adolescentes explorados, 115 milhões atuam em atividades perigosas, como operações de guerra. No Brasil, há aproximadamente 3,4 milhões de jovens, de 10 a 17 anos, no mercado de trabalho, segundo o Censo de 2010.

Rider, de 56 anos, foi eleito este ano como novo diretor-geral da OIT. A vitória do inglês foi comemorada pelas entidades sindicais brasileiras. Ele construiu sua história profissional e política atuando na área sindical.



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dilma: Ciência sem Fronteiras já concedeu 18 mil bolsas de estudo


A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda (19/11/2012) que o programa Ciência sem Fronteiras concedeu 18 mil bolsas de estudo até novembro. Segundo ela, mais 3 mil nomes de alunos estão na lista de aprovados, na última chamada, para estudar em universidades de sete países no próximo ano.


“Eles vão aprender o que há de mais avançado em ciência e tecnologia no planeta. E, quando voltarem ao Brasil, vão ajudar a melhorar nossas universidades e a criar novas tecnologias para agregar valor e dar mais competitividade às nossas empresas, aos nossos produtos e aos nossos serviços”, avaliou.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma destacou também que, a partir de desta terça (20/11/2012), serão abertas 18 mil vagas para cursos que começam em setembro de 2013. Para ela, a meta do governo de levar 101 mil estudantes brasileiros ao exterior até 2014 será alcançada.

“O Brasil tem que enfrentar simultaneamente dois grandes desafios: o de combater a miséria e elevar o nosso país à condição de classe média e o de sermos capazes de criar tecnologia avançada e inovar, elevando o nosso país aos mais desenvolvidos do mundo. Esses jovens vão ajudar o Brasil a dar um salto em ciência, tecnologia e inovação, e a transformar nosso país em uma potência também na economia do conhecimento.”


Olimpíada do Conhecimento: Senai-SP garante 25 medalhas de ouro na maior competição das Américas

Após quatro dias e 96 horas de provas durante a 7ª Olimpíada do Conhecimento, realizada de 14 a 18 de novembro de 2012, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, capital, o Senai-SP conquistou o primeiro lugar no quadro de medalhas com 25 medalhas de ouro, 8 de prata e 5 de bronze, além de 8 diplomas de excelência. Na média – total de pontos divididos pelo número de alunos competidores –, São Paulo teve 526,92 pontos por aluno. A média é o primeiro critério para a classificação por equipes.

A bandeira do Estado de São Paulo subiu 36 vezes no pódio da 7ª Olimpíada do Conhecimento (Foto Everton Amaro)

Promovida pelo Senai e empresas parceiras a cada dois anos pares, a maior competição de Educação profissional e tecnológica das Américas reuniu em sua sétima edição 640 estudantes de cursos de aprendizagem e de nível técnicos da organização em todo o país, além de competidores do Senac, que competiram em 50 ocupações industriais e 4 do setor de serviços.

Entre os participantes, 36 concorreram em modalidades para pessoas com deficiência: 9 em costura para surdos; 10 em panificação para pessoas com síndrome de Down; 7 em mecânica de automóveis para cadeirantes; e 10 em tecnologia da informação para deficientes visuais. Cerca de 250 mil pessoas visitaram a OC 2012.

Na segunda colocação, Minas Gerais obteve a segunda melhor média de pontos: com 52 competidores conquistaram a média de 521,88 pontos, resultado de 15 medalhas de ouro, 15 de prata, 8 de bronze e 10 diplomas de excelência.

Na terceira colocação pela média aparece o Paraná, que viu os 30 competidores alcançarem a média de 507,57 pontos. Os paranaenses voltam para casa com 4 ouros, 2 pratas, 3 bronzes e 13 diplomas de excelência na bagagem. Em seguida ficaram Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Clique aqui para ver a lista completa de premiados

Pelo menos 3 mil pessoas, entre alunos, familiares, amigos e diretores do Senai compareceram ao Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri – mesmo local da abertura do evento.

A premiação incluiu ainda os vencedores das competições paralelas à Olimpíada do Conhecimento – a WorldSkills Americas e o Campeonato Mundial de Confeitaria. A conquista deste pódio abre portas para a participação no WorldSkills Competitions 2013, torneio internacional com estudantes de mais de 50 países, que será realizado no ano que vem, na Alemanha.

WorldSkills Americas 2012
O Brasil conquistou o primeiro lugar na WorldSkills Americas 2012. Os 34 competidores brasileiros conquistaram 26 medalhas de ouro, 4 de prata e 4 de bronze.  O torneio reuniu 216 competidores de 20 países, que disputaram 34 ocupações.


Gestão e tecnologia: Senai premia projetos e produtos em concurso de inovação


Dois projetos paulistas ficaram com o primeiro lugar na edição 2012 do Inova Senai, programa em que alunos, docentes, técnicos e consultores da organização em todo o país inscrevem processos e projetos inovadores em gestão e tecnologia que tenham alinhamento com interesses e necessidades da indústria.

Grupo da Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, vencedor pelo voto popular (Foto Everton Amaro)

O grupo da Escola Professor Dr. Euryclides de Jesus Zerbini , de Campinas, vencedor na categoria voto popular. Foto: Everton Amaro

Os projetos paulistas vencedores são: Petit Gateau de Café com Leite, de alunos e docentes da Escola Professor Dr. Euryclides de Jesus Zerbin, de Campinas, mais bem colocado na Votação Popular; e Entalhe Automatizado para Instalação de Fechaduras em Portas de Madeira, de alunos e docentes da Escola Gaspar Ricardo Júnior, de Sorocaba, primeiro lugar na categoria Produto Inovador.

Na categoria Serviço Inovador, única a distribuir prêmio em dinheiro, venceu o projeto Certificação ambiental de edifícios, do Senai do Espírito Santo, que receberá R$ 300 mil em incentivos para a implantação. Nas outras duas categorias, Produto Inovador e Processo Inovador, esta vencida pelo Simulador Didático de Soldagem Industrial TIG e MIG/MAG, de Alagoas, cada integrante das equipes que ficaram nos três primeiros lugares ganharam equipamentos eletrônicos – notebooks (1º lugar), tablets (2º lugar) e smartphone (3º lugar).

Ao todo, 50 projetos de 15 departamentos regionais do Senai concorreram. Os competidores foram premiados ainda com medalhas e troféus em cerimônia no sábado (17/11/2012), no hotel Holiday Inn, anexo ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde se realiza a 7ª Olimpíada do Conhecimento.

Classificação final das categorias:

Processo Inovador:
1 Simulador Didático de Soldagem Industrial TIG e MIG/MAG – AL
2 Resíduo de Pó de Rocha para Coagulação no Tratamento de Efluentes industriais – PR
3 Estudo de Aplicação do Biogás gerado em Curtumes, no Ambiente Urbano – RS

Produto Inovador:
1 Entalhe Automatizado para Instalação de Fechaduras em Portas de Madeira – SP
2 Elaboração de Queijo tipo Petit Suisse a partir de Proteínas do Soro de Leite – SC
3 Espectrofotômetro Portátil com LED RGB para Análises Químicas e Biológicas – SC

Serviço Inovador:
1 Certificação Ambiental de Edifícios – ES
2 Plataforma WEB 2.0 para Projetos de Crowdsourcing – PR
3 Estudo Quantitativo da Poluição Atmosférica em Curtumes – RS




Inclusão educacional: aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos


De 2003 para 2011, o número de alunos com deficiência ou doenças crônicas, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação cresceu 164%. Segundo o Ministério da Educação, em 2003, 28% dos alunos que precisavam da educação especial estudavam em classes comuns e o restante, em classes especiais. Em 2007, o percentual desses alunos incluídos nas classes regulares passou para 54% e, no ano passado, para 74%, com 752 mil estudantes inscritos.

Rio de Janeiro: Giovana de Oliveira Corrêa, 6 anos, que tem Síndrome Kabuki, desordem congênita rara que causa déficit intelectual e problemas físicos. A mãe, Evanilda Aprígio de Oliveira, ficava com ela na escola, mas conseguiu um emprego e agora paga a uma sobrinha para cuidar da menina (Foto Tânia Rêgo/ABr)

O número de escolas de Educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da Educação especial cresceu 615%. Para pedagogos e especialistas, o aumento reflete a maior inclusão de grande parte desse grupo no ambiente escolar. Antes, esses estudantes viviam confinados em casa ou em escolas especiais. A chegada desses alunos na rede pública também revela as carências e preconceitos de quem lida com esse público.

A pedagoga Glória Fonseca Pinto trabalha com crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficientes há mais de dez anos no Rio de Janeiro. Segundo ela, para incluir esse grupo na escola não basta apenas a matrícula. “O sistema precisa se preparar melhor para acolher essas crianças com mais qualidade. As escolas precisam entender que precisam se adaptar a essas crianças e não o contrário. Existem muitos exemplos [bem-sucedidos] de crianças com comprometimentos que conseguem se formar e ganhar muita independência”.

Ela lamentou o fato de diversas escolas ainda recusarem esses estudantes. “A criança especial pode e deve frequentar uma escola regular, mas infelizmente não é toda a escola que a aceita por não ter currículo, [não dispor de] rampa e de material humano. Mas não existe receita de bolo e as escolas precisam se predispor a aceitar essas crianças”.

No Rio de Janeiro, em um ano, esse grupo de estudantes aumentou 15% na rede estadual, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com 3 mil alunos da Educação especial no universo de 1 milhão de inscritos na rede estadual.

Para a professora Márcia Madureira, da equipe da Coordenação de Inclusão Educacional da Seeduc, o incremento na entrada dessas crianças e adolescente reflete um movimento de inclusão por parte da rede de ensino, mas traz enormes desafios. “O aumento do fluxo é um bom sinal e são muitos os desafios, mas estamos tentando ampliar os serviços para atender a essa demanda, como transformar todas as escolas acessíveis para cadeirantes”.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 3.564 alunos com deficiência ou doenças crônicas foram inscritos na rede estadual de ensino no primeiro semestre de 2012. São aproximadamente 200 Salas de Recursos que oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com necessidades especiais e cerca de 150 profissionais atuam nestas salas.

Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, as escolas do país não estão estruturadas para receber as crianças e adolescentes com deficiência. “Com cerca de 40 alunos, é óbvio que a professora não terá estrutura para atender essa criança com deficiência. Uma escola capaz de receber uma criança com deficiências deveria ter uma fisioterapeuta motora, uma fisioterapeuta respiratória, uma fonoaudióloga, uma psicomotricista, uma terapeuta ocupacional, além de um psicólogo para poder dar apoio ao corpo docente e às crianças”.

Magdalena ressaltou que a exclusão dessas crianças e adolescentes do ambiente escolar prejudica seu desenvolvimento, pois ficam isoladas do convívio social. “A escola é o único lugar onde a gente começa a vida tendo que dar conta de ter que conviver com os amigos, aguentar a pressão dos professores e dos amigos. Isso dá para a criança uma independência e uma maturidade emocional que a gente enquanto mãe não consegue dar”. A pedagoga lembrou que a convivência das outras crianças com esse grupo também é frutífera, pois fortalece o respeito às diferenças.



Olimpíada Conhecimento: competições para pessoas com deficiência dão ouro para alunos de quatro estados

A estreia das competições para pessoas com deficiência na 7ª Olimpíada do Conhecimento, realizada nesta última semana (14 a 18/11/2012) pelo Senai, em São Paulo, premiou alunos do Rio de Janeiro, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo, nas categorias costura (deficientes auditivos), panificação (síndrome de Down), mecânica de automóveis (cadeirantes) e tecnologia da informação (deficientes visuais). Ao todo, 36 estudantes com deficiência competiram.

Mecânica de automóveis: 1: Marcelo Figueiredo/MG; 2: Germano Ferreira/CE; 3: Josemar Sales/SP (Foto Divulgação)

Totalmente cego desde a adolescência, Wesley Gamaliel, 24 anos, emocionou o público do Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri, onde foi realizada a cerimônia de premiação e de encerramento, ao receber a medalha de ouro e o troféu de campeão na categoria tecnologia da informação. “Estou muito feliz e queria agradecer a todos os que me ajudaram, principalmente ao meu guia, Humberto Losing, e a minha mãe”, disse Wesley, que desenvolveu soluções para deficientes visuais usarem softwares de escritório.

“Tô feliz demais da conta, sô”, resumiu Marcelo Figueiredo, 31 anos, campeão da mecânica de automóveis, no melhor estilo mineiro. Natural de Belo Horizonte, ele já fez três cursos no Senai e vinha se preparando para a Olimpíada desde abril deste ano. “Eu esperava no máximo o bronze. Nunca imaginava o ouro”, disse Marcelo, eufórico, entre os colegas de delegação.

Quatro competidores com deficiência figuraram na lista dos melhores por estado. Significa que em nenhuma outra ocupação, para estudantes com ou sem deficiência, alguém da sua delegação tirou notas maiores. Foram eles Luís Eduardo Calçado (Senai-RJ) e Ilayane de Jesus Silva (Senai-GO), campeão e vice na categoria costura; Talita Bezerra (Senai-PB) e Marina Nascimento (Senai-MA), prata e bronze em panificação, respectivamente.

Primeiros colocados das categorias para pessoas com deficiência:

Costura (deficientes auditivos)
1: Luís Eduardo Marçal Calçado – RJ
2: Ilayane de Jesus Silva – GO
3: Joseíldo Silva – AL

Panificação (síndrome de Down)
1: Rossini Vieira Júnior – AL
2: Talita Bezerra – PB
3: Marina Nascimento – MA

Tecnologia da Informação (deficientes visuais)
1: Wesley Gamaliel – SP
2: Fabrícia Omena – AL
3: Ricardo Teixeira – MG

Mecânica de automóveis (cadeirantes)
1: Marcelo Figueiredo – MG
2: Germano Ferreira – CE
3: Josemar Sales – SP