sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Capital Humano 1: Sesi e Senai são fundamentais para superar dívida com Educação, comenta ministro do Trabalho


Brizola Neto: Sesi e Senai são parceiros na execução

de politicas que oferecem Educação para população
Os programas de Educação básica e de qualificação profissional, oferecidos pelo Sesi e pelo Senai, respectivamente, são exemplos para todas as instituições do país, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, na abertura da edição 2012 do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade. 

O encontro reuniu gestores de recursos humanos da indústria e especialistas do setor para discutir como aproveitar melhor a formação Educacional e qualificação profissional.

“O Sesi e o Senai são parceiros fundamentais nesse desafio que o Estado tem de superar essa dívida secular com Educação. São parceiros justamente na execução de politicas que oferecerem educação para nossa população”, afirmou Brizola Neto a jornalistas após participar da abertura do evento.

O Fórum, que ocorreu na sede do Sistema Fiesp na terça (2/10/2012), é fruto do Projeto Capital Humano, elaborado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) do Sistema.

“O objetivo principal é aperfeiçoar as diversas ações da Fiesp implementadas a partir do Ciesp, Sesi e Senai, todos envolvidos na formação educacional e na capacitação profissional num esforço único e orquestrado”, afirmou Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Depar.


Aquecimento do emprego
Na saída do Fórum Capital Humano, o ministro do Trabalho e Emprego afirmou que a tendência é de um reaquecimento da economia e dos empregos. Brizola Neto, no entanto, preferiu não traçar estimativas.

“Mesmo menores, o Brasil tem conseguido produzir saldos positivos na geração de emprego mês a mês. O mês passado realmente saiu um pouco da curva de trajetória que nós esperávamos”, afirmou Brizola Neto, ao comentar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com levantamentos do órgão do Ministério do Trabalho, a economia brasileira gerou 100.938 vagas formais de emprego em agosto, resultado 46,99% inferior em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram criados 190.446 empregos na série sem ajuste sazonal.

“Agosto foi um pouco decepcionante. Agora, a tendência é de um reaquecimento da economia. Os indicadores mostram principalmente os setores que foram desonerados estão respondendo bem e a expectativa é de um aquecimento dos empregos”, assegurou o ministro.

Emprego na indústria
Se a geração de empregos formais totais no país mostra números positivos, a indústria, por outro lado, amarga queda na criação de postos de trabalho em meio a uma recuperação moderada da atividade econômica.

Segundo apuração do Sistema Fiesp, a indústria paulista fechou agosto com 8,5 mil vagas a menos em relação a julho e deve encerrar 2012 com ao menos 80 mil demissões.

De janeiro a agosto de 2012, indústria gerou 23,5 mil empregos, com uma variação praticamente estável, positiva em 0,9% com relação ao mesmo período de 2011. Esta é a variação percentual mais baixa, com exceção de 2009, ano da crise, quando o indicador registrou queda de 2,9% no acumulado daquele ano.



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