sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Centro integrado: Minas ganha unidade Sebrae/Senac/Senai pioneira no Brasil
Três das mais tradicionais prestadoras de serviços ao setor produtivo o Sebrae, o Senac e o Senai se uniram e inauguraram nesta sexta (28/9/2012) o primeiro centro integrado do Brasil. A ideia é unir forças no atendimento a população. A primeira cidade a receber o novo formato será Dionísio, no Vale do Aço. O Centro Integrado Sebrae/Senac/Senai Peráclito Americano oferecerá cursos de qualificação e aperfeiçoamento a partir de 25 de novembro.

Para o presidente do Sistema Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano José de Araújo, essa unidade representa uma nova perspectiva de desenvolvimento para Dionísio e região. “Uma unidade integrada Sebrae-Senac-Senai amplia essa perspectiva de desenvolvimento, além de fazer história, integrando três importantes instituições de qualificação e ser um piloto que poderá transformar a realidade de outras comunidades”.

Segundo o superintendente de Operações do Senac, Walter Bastos, a intenção, a princípio, é usar o espaço para cursos gratuitos de formação inicial e continuada. “Iremos adequar nossas ofertas de cursos de acordo com as necessidades que formos identificando no município”, explica.

Por meio do Senai, a unidade vai oferecer cursos nas áreas de elétrica predial (com 25 vagas já disponíveis), construção civil e soldagem. A unidade conta com laboratórios, quatro salas de aula e biblioteca.



Casa-laboratório: rumo à autonomia energética residencial


Autonomia energética
(Imagem Nist)
Uma nova casa-laboratório foi especialmente construída para tentar demonstrar que já existem tecnologias capazes de viabilizar casas energeticamente autônomas.

Os engenheiros do Laboratório Nacional de Padronização e Tecnologia dos Estados Unidos (Nist) querem demonstrar que uma casa comum – sem a necessidade de aspectos ou designs futuristas – pode gerar toda a energia necessária para manter uma família de quatro pessoas.

A casa segue um padrão típico norte-americano, um sobrado com quatro quartos e três banheiros.

A construção já incorpora as tecnologias de economia de energia mais tradicionais, como aquecimento de água por painéis termossolares e painéis fotovoltaicos para a geração de eletricidade.

Lar Doce Lab
O primeiro ano da agenda do novo laboratório está completa, com uma série de testes de softwares de controle e sistemas elétricos e mecânicos, incluindo os necessários para simular a vida normal de uma família composta por um casal e dois filhos.

Essa automação facilitará as pesquisas e permitirá uma comparação direta entre as diversas tecnologias, sem qualquer avaliação subjetiva ou contratempo com os voluntários.

Casa energeticamente autônoma
A casa-laboratório também está sendo interligada à rede elétrica no sentido inverso, para que qualquer excedente de energia possa ser vendido à concessionária.

O objetivo é que a receita oriunda dessa venda seja mais do que suficiente para comprar a eletricidade necessária nos momentos em que a própria casa não consiga gerar o suficiente para atender às necessidades da família.

"Os resultados deste laboratório vão mostrar se o projeto e as tecnologias de uma casa energeticamente autônoma estão prontos para uma vizinhança próxima de você," disse Patrick Gallagher, diretor do Nist.

"Ele permitirá o desenvolvimento de novos padrões de projeto, testar tecnologias emergentes visando a eficiência energética e, esperamos, acelerar sua adoção," concluiu.




Ciência sem Fronteiras: aluno do Senai-BA ganha bolsa e vai estudar na Alemanha

No último domingo (23/9/2012), João Venâncio Abreu Santos Filho (foto), aluno do sétimo período do curso superior de tecnologia em Mecatrônica Industrial da Faculdade de Tecnologia Senai Cimatec, em Salvador, embarcou para a Alemanha, onde fará intercâmbio de graduação tipo sanduíche, por meio de bolsa concedida pelo programa Ciência Sem Fronteiras.



“Quando a oportunidade da bolsa surgiu, optei por estudar em um país conhecido como referência em automação e de grande influência na engenharia e tecnologia mundiais”, explica João Venâncio. “Sinto que vou crescer tanto academica quanto culturalmente, e retornarei ao país mais motivado e trarei meus aprendizados e experiências para a minha instituição de ensino, o Senai.”

O coordenador do Ciência Sem Fronteiras nas faculdades do Senai-BA, Tarso Nogueira, ressalta que “a importância desse programa está em promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência, tecnologia, inovação e competitividade brasileira”.

De acordo com o gestor do Senai Cimatec, Alex Bandeira Santos, a organização vem, nos últimos anos, investindo em ações que viabilizem o intercâmbio e a mobilidade internacional entre pesquisadores e estudantes.

O Ciência sem Fronteiras promove a expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é viabilizada pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC).

Fonte Sistema Fieb


Educação e tecnologia: Sistema Fiesc lança movimento em prol do crescimento profissional e industrial

Com foco na Educação como uma ferramenta de crescimento profissional o Sistema Fiesc lança nesta sexta (28/9/2012) o movimento A indústria pela Educação.

Veja a reportagem do Bom Dia SC.





Mundo Senai: Guga abre projeto em Santa Catarina

Com a presença do tenista Gustavo Kuerten, o Guga, foi aberta oficialmente nesta quarta (26/9/2012), em Joinville, a edição catarinense do evento Mundo Senai. Até esta sexta, as unidades da organização em Santa Catarina estarão abertas à comunidade. "Às vezes, a gente não se dá conta, mas as oportunidades estão próximas", afirmou Guga, ao defender que os jovens precisam aproveitar as chances que surgem em suas vidas. Ele lembrou dos cursos de tênis que fez quando se preparava para a carreira. "Eu sonhava ser, talvez, o número um do Brasil. Acabei sendo o número um do mundo", disse.

Guga (centro): exemplo para a comunidade (Foto Zenilde Petri)

Em todo o país, cerca de 400 unidades do Senai participam do evento e abrirão suas portas até amanhã (29/9/2012) para mostrar à população as oportunidades da Educação profissional e tecnológica e o universo da inovação e tecnologia industrial. Em palestras, minicursos, oficinas, exposições e conversas com professores, os visitantes receberão orientações para escolher uma profissão, buscar aperfeiçoamento profissional ou até mesmo mudar de atividade.

São oportunidades que podem fazer a diferença na vida das pessoas. O presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte, destaca, citando pesquisa do Sistema Indústria, que "os alunos que realizam o ensino médio e um curso técnico, como os do Senai, obtêm remuneração média 15% superior à dos que concluem apenas o ensino médio". Côrte salientou que a indústria brasileira precisa ampliar sua modernização, com a implantação de novas tecnologias, o que só será possível com a existência de profissionais qualificados para operar as novas máquinas. "Essa ampliação da competitividade da indústria só será alcançada com a Educação".

O presidente do Sistema Fiesc explicou também que Kuerten foi convidado a participar do evento pelo exemplo que transmite. "Guga não é apenas um campeão no esporte, é um cidadão engajado na comunidade e que valoriza a família. O Senai tem a preocupação de formar não apenas bons profissionais, mas também bons cidadãos", disse.

Para o Mundo Senai em Santa Catarina são esperadas 100 mil pessoas. Em todo o país, a estimativa é que 500 mil pessoas conheçam o Mundo Senai. Atualmente, as 809 unidades operacionais móveis e fixas da organização espalhadas pelo país contabilizam cerca de 2,5 milhões de matrículas em 3 mil cursos que preparam trabalhadores para 28 áreas industriais. Os cursos vão desde a aprendizagem, incluem o ensino técnico de nível médio e chegam à formação superior e à pós-graduação.

“Nossos jovens precisam ver a formação profissional como uma excelente oportunidade para o mercado de trabalho”, afirma o diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi. Segundo ele, na Alemanha 53% dos jovens estão em cursos de formação profissional. No Brasil, apenas 6,6% das pessoas com idade entre 15 e 19 anos buscam essa opção, apesar da grande procura das empresas por profissionais com formação técnica ou de média qualificação.

Pesquisa divulgada pelo Senai neste mês de setembro revela que a indústria precisará formar 7,2 milhões profissionais para atuarem no setor até 2015. O número diz respeito a técnicos e trabalhadores de média qualificação. Do total dessa necessidade, 1,1 milhão será para jovens que buscam o primeiro emprego.



Telecomunicações: agências reguladoras não acompanham expansão da tecnologia, diz diretor da Fiesp

Cavalcanti debate o futuro das nossas
telecomunicações (Fotos Everton Amaro)
De um lado, uma vertiginosa evolução do setor de telecomunicações do Brasil, com destaque para os mais de 250 milhões de chips de telefonia móvel licenciados no país.

Do outro, salta aos olhos a ineficiência dos instrumentos de regulação no Brasil, que atua com dinâmica desproporcional à velocidade das tecnologias de informação e comunicação. A avaliação é do diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) do Sistema Fiesp, Carlos Cavalcanti.

“Isso forma um ambiente regulatório permanentemente desatualizado, às vezes omisso em relação a questões cruciais, impondo obstáculos com relação ao desenvolvimento do setor [de telecomunicações] e do país”, alertou Cavalcanti, em seu discurso de abertura do IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp – Qual o futuro das nossas telecomunicações?”, evento que acontece nesta terça-feira (25/9/2012) na sede da organização.

Alvarez: qualidade do serviço inda
tem um longo caminho a percorrer
 
Ao comentar a reivindicação do Sistema Fiesp, o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, afirmou também no evento que os regulamentos podem, sim, ficar defasados. Ele pondera, no entanto, que faltou cuidado ao setor de telecomunicações na hora de mensurar o consumo.

“O regulamento surge e depois é que a vida mostra que precisa mudar ou adaptar. Mas percebendo o jeito que estava a curva do consumo, [o setor] tinha que fazer mais rede, discutir com o governo, discutir juntos no BNDES. Lamentavelmente, o setor foi imprevidente”, afirmou o secretário a jornalistas após abertura do seminário.

O tema do seminário ganha destaque uma vez que as atenções do setor estão voltadas para a votação do Marco Civil da Internet no Congresso, adiada para outubro.

De acordo com Cavalcanti, a animosidade do sistema regulatório e a excessiva burocracia explicam por que ainda não foi concluída a implementação de tecnologia de terceira geração (3G). Segundo ele, os instrumentos de regulação não atuaram devidamente para que “os investimentos das concessionárias fossem feitos em tempo adequado”.

“O Brasil foi obrigado a acompanhar os avanços tecnológicos da telefonia móvel 4G sem que o sistema 3G tivesse sido plenamente implantado”, comentou Cavalcanti, acrescentando que a qualidade do serviço ainda tem um caminho longo a percorrer.

“Sem falar na grande deficiência no atendimento ao consumidor. Não é à toa que em várias enquetes realizadas neste ano constataram a insatisfação de mais de 60% dos usuários, os quais consideram ruim ou péssima a qualidade de banda larga móvel.”

Qualidade do serviço
Na visão do titular do Deinfra, para que a prestação de serviços, sobretudo em telefonia móvel, seja eficiente e satisfaça o consumidor, o governo deve atuar como planejador, regulador e fiscalizador dos serviços públicos, enquanto os municípios têm papel importante na desburocratização. Já o setor privado deve participar intensamente dos investimentos e da prestação de serviços na medida em que o governo realiza concessões ou autorizações.

“O governo federal, que representa o poder concedente, precisa buscar o interesse social público em vez de assumir o papel de agentes do mercado em atividades que poderiam e deveriam ser realizadas por iniciativa privada”, ressaltou o diretor.

Cavalcanti classificou como “desproporcional e polêmica” a medida adotada em julho deste ano pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que suspendeu a vendas de serviços de operadoras de telefonia móvel por má qualidade.



Pronatec no Tocantins: Senai quer preparar mais de 3.300 profissionais no estado


A meta do Senai de Araguaína para este ano é atender 3.310 pessoas por meio dos cursos do Pronatec. Em outubro, os municípios de Angico, Ananás, Luzinópolis, Nazaré, Santa Terezinha, Riachinho e Xambioá também receberão novos cursos, que serão ministrados nos turnos matutino, vespertino e noturno.

Nesta quinta (27/9/2012), cerca de 600 pessoas participaram em Tocantinópolis da aula inaugural dos cursos de Pedreiro de Alvenaria, Auxiliar Administrativo e Costura Industrial do Vestuário, que o Senai do Tocantins em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Participam pessoas cadastradas no CadÚnico da Assistência Social.

Estão sendo atendidos cerca de 1.578 alunos em 16 municípios das regiões norte e extremo norte do Tocantins, beneficiando assim, segundo o gerente do Senai de Araguaína, Evandro Lima, um dos objetivos do Pronatec: levar ao interior programas de qualificação profissional. “Estamos cumprindo esse objetivo e somos recebidos de forma muito positiva nos municípios, onde tivemos apoio integral das prefeituras que, além de disponibilizarem os alunos, oferecem todo o espaço físico e logístico para o pleno desenvolvimento dos cursos”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gestão da inovação: Núcleo de Apoio se prepara apoiar indústrias do Paraná


O Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação (Nagi) do Paraná promoveu a última etapa do treinamento para formação de 34 profissionais que irão atuar como consultores nas empresas.

Criado para apoiar indústrias de diferentes portes e segmentos com foco na competitividade e sustentabilidade, o Nagi-PR é resultado de ampla parceria entre o Senai, que é o executor, e diversas organizações públicas e privadas. Indústrias de todo o estado podem se inscrever para receber as ações do programa.

Para estimular a adesão e garantir que o Núcleo possa ter grande repercussão no estado, o Senai promove palestras de sensibilização com empresários. Nos encontros, além de mostrar a importância da gestão da inovação como ferramenta para elevação da competitividade e sustentabilidade dos negócios, os especialistas detalham as ações do Nagi – que envolvem desde a identificação de oportunidades de inovação, capacitação e consultoria para a implantação de um plano de gestão da inovação.

Clique aqui para saber mais sobre o Nagi-PR e o processo de adesão.


Inovação e tecnologia: Paraná ganha lei que estabelece benefícios e cooperação entre forças do estado

O governador do Paraná, Beto Richa, sancionou nesta segunda (24/9/2012) a Lei Estadual de Inovação. O texto, que foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa, cria benefícios e estabelece mecanismos de cooperação entre os setores público, privado e academia para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico no Estado. O Paraná era o único estado das regiões Sul e Sudeste que ainda não tinha aprovado uma lei de inovação. “O estado precisava de uma lei moderna para garantir a competitividade e o desempenho que o atual momento econômico brasileiro exige”, comentou o governador.

 
“A indústria paranaense concorre não apenas com outros estados, mas com a forte e muitas vezes desleal produção industrial dos outros países. A inovação traz algumas vantagens nessa competição e isso irá impactar não apenas no setor produtivo, mas também em toda a sociedade com a geração de renda, novos postos de trabalho e melhores produtos ou serviços”, destaca Rodrigo Martins, vice-presidente do Sistema Fiep.

O texto da Lei de Inovação do Paraná foi construído com base em audiências públicas que envolveram os principais interessados neste mecanismo de incentivo a produção cientifica e tecnológica. “A Lei é uma das principais pautas do Conselho Temático de Política Industrial, Inovação e Design criado pela Fiep e que reúne empresas, sindicatos empresariais do setor produtivo, universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento. O objetivo deste conselho é, também, contribuir com a regulamentação da Lei a fim de garantir que os benefícios cheguem a todas as empresas que investem em P&D”, ressalta Martins.

A nova legislação prevê a participação do estado em fundos de investimentos de empresas paranaenses com perfil ou projetos de inovação tecnológica. Projetos aprovados pelo governo, por meio de empresas do Estado, como Tecpar, Iapar, fundação Araucária, entre outras, poderão ser beneficiados com subvenção econômica, financiamento ou participação societária do governo. Além disso, a nova lei permite a concessão de incentivos fiscais para o desenvolvimento de projetos inovadores. Para isso, haverá regulamentação específica. Outra medida prevista é que o Estado ceda servidores públicos, como mestres, doutores e pesquisadores, além de espaços apropriados para o incentivo à inovação nas empresas.

De acordo com a Lei, ao aplicar as medidas de incentivo o governo deverá dar prioridade a arranjos produtivos locais (APL) e às micros, pequenas e médias empresas de regiões menos desenvolvidas, que não possuem capacidade científica adequada.

Um dos capítulos do texto trata da construção de ambientes especializados e cooperativos de inovação, aproximando as empresas privadas das Instituições Científicas e Tecnológicas do Paraná (ICTPR). São órgãos da administração pública que têm por missão institucional executar, dentre outras, atividades de pesquisa básica ou aplicada. Essas instituições poderão, mediante remuneração, compartilhar laboratórios, equipamentos e materiais com empresas e outras organizações. Entre as instituições paranaenses classificadas como ICTPR estão o Tecpar e o Iapar.

“A Lei de Inovação do Paraná demorou para ser instituída, mas corrigiu grandes falhas da legislação federal e de outros estados. Agora é importante que o governo integre a proposta com as outras iniciativas do estado, como o programa Paraná Competitivo para dar velocidade aos projetos das empresas e da comunidade acadêmica. A inovação não é mais opção das empresas. Para serem competitivas, elas precisam investir em pesquisa e o apoio do governo é fundamental para isso”, assegura Martins.


Cursos do Pronatec: Senai tem 200 vagas em duas unidades do Distrito Federal


Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal têm até amanhã (27/9/2012) para se inscreverem em cursos gratuitos de Educação profissional do Senai, que serão ministrados em parceria com o Pronatec. Os cursos são de nível técnico, com duração média de 1,2 mil horas. A seleção dos interessados é feita pela Secretaria de Estado de Educação do DF, e as inscrições devem ser realizadas via www.ieducar.se.df.gov.br/pronatec

Os cursos vão formar nas áreas de eletrotécnica, eletromecânica, redes, multimídia e segurança do trabalho (foto), nas unidades do Gama e de Taguatinga.

Para se candidatar, o interessado deve estar matriculado em uma das séries/modalidades: 2ª ou 3ª séries do ensino médio; 2ª ou 3ª etapas do 3º Segmento da Educação de Jovens e Adultos; Bloco 2 das turmas de Correção da Distorção da Idade/Série do Ensino Médio.

Serão aceitas inscrições online, realizadas até às 23h59 do dia 27 de setembro. Além disso, o candidato só pode se inscrever uma única vez, com opção para dois cursos. Haverá um sorteio eletrônico para selecionar os candidatos, após isso, uma lista será divulgada no site www.se.df.gov.br.

Os cursos técnicos que serão desenvolvidos pelo Senai-DF capacitam profissionais para trabalhar na indústria, em áreas demandas pelas empresas da Capital Federal. Desta forma, o aluno sai da capacitação com grande possibilidade de inserção no mercado de trabalho.

São duas oportunidades na área de TI, por exemplo. Para se ter uma ideia, o DF comporta, atualmente, cerca de 700 empresas deste setor, e emprega mais de 30 mil profissionais. O curso Técnico em Redes habilita pessoas para atuar em atividades de concepção, especificação, projeto, implementação, avaliação, suporte e manutenção de recursos para redes locais e remotas. Além disso, o aluno é capacitado a promover o gerenciamento de segurança de tecnologias de processamento e transmissão de dados e informações, incluindo hardware e software, aspectos organizacionais e humanos, visando aplicações na produção de bens, serviços e conhecimentos.

O técnico formado em multimídia estará apto a desenvolver projetos de programação visual para sites (planejamento, criação, diagramação e gestão da produção), considerando o rigor estético e as informações técnicas e tecnológicas de produção de site para web.

Há também uma opção não tanto conhecida, mas de extrema importância para o mundo atual e com grande carência de profissionais qualificados nas empresas em geral. Trata-se do técnico em segurança do trabalho. Neste curso, o profissional aprende a planejar, elaborar e aplicar normas e instruções de segurança do trabalho, assim como realizar auditorias, implementar ações educativas, preventivas e corretivas que eliminem ou minimizem os riscos de acidente em locais de trabalho.

Outra opção é o curso Técnico em Eletrotécnica. Neste caso, os estudantes saem habilitados para planejar, desenvolver e implantar projetos e sistemas elétricos de baixa tensão e de automação industrial, atuando com equipes multiprofissionais em processos de produção, comercialização, transmissão, instalação e manutenção de bens e serviços do setor elétrico industrial.

Ainda há a oportunidade do estudante da rede pública se capacitar no curso Técnico em Eletromecânica. A qualificação é voltada para os interessados em planejar e executar projetos de manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos eletromecânicos do setor industrial, aplicando normas ambientais e de segurança no trabalho.

Clique aqui para saber mais sobre o Senai-DF.


Do O Globo: bancos vão financiar mais de 6 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras*

Bancos vão financiar 6.500 bolsas de estudo do Programa Ciência sem Fronteiras nos próximos quatro anos. O investimento totalizará US$ 180,8 milhões, sendo que a primeira parcela, de 10%, será desembolsada já nesta semana pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O acordo para a doação foi assinado na sexta (21/9/2012) pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a Febraban. Participarão do aporte financeiro 21 bancos.

O presidente da Febraban, Murilo Portugal, negou que a entidade tenha interesse em obter vantagem direta para o setor bancário e disse que a participação no projeto tem o objetivo de ajudar o Brasil na qualificação profissional.

—Por isso, nossas prioridades serão as que o governo definir, assim como as modalidades. É muito importante para o Brasil aumentar a qualificação profissional e a inovação nas áreas do Programa Ciência sem Fronteiras — observou Portugal admitindo, no entanto, que o programa pode ter impacto indireto para os bancos.

Já o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a obrigatoriedade do retorno ao país para os estudantes que participam do programa. Ele explicou que quem obtiver notas superiores a 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) solicitar a bolsa do Ciência sem Fronteiras já na hora em que ingressar na universidade:

— Esses alunos não serão obrigados a atuar nas áreas de qualificação, mas têm o compromisso de voltar ao Brasil. O que tem acontecido é que alguns desses alunos vão para as universidades, ficam nove meses fazendo estágio ali e depois mais três meses nas empresas, que tem tido muita satisfação porque esses são os melhores alunos do Brasil.

O repasse dos recursos que serão doados pelos bancos será feito gradualmente, sendo 22% em 2013, 30% em 2014 e 38% em 2015. A Febraban participará ainda do projeto ficando como membro permanente do Comitê de Acompanhamento e Assessoramento, responsável pela coordenação do programa. Participam do comitê representantes do governo federal e outras entidades do setor privado que contribuem para o projeto.

O programa oferece bolsas de estudo para cursos nas áreas de engenharia, tecnologia da informação, ciências exatas, ciências biomédicas, energias renováveis, tecnologia mineral e nuclear, biodiversidade, bioprospecção, ciências do mar, transição para a economia verde, nanotecnologia, biotecnologia, fármacos, tecnologia de prevenção de desastres naturais, tecnologia aeroespacial e produção agrícola sustentável.

O Ciência sem Fronteiras é desenvolvido em conjunto pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). O programa prevê o financiamento de um total de 101 mil bolsas para promover intercâmbio, em quatro anos, de alunos de graduação e pós-graduação. Dessas, 75 mil serão financiadas pelo governo federal e 26 mil com recursos privados.

Fonte O Globo 


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Curso de cervejeiro: Senai-PR abre vagas em centro de Curitiba


O Senai do Paraná abriu 13 vagas ao público externo – estudantes e profissionais de diversas áreas, como alimentos e biotecnologia – com interesse na produção de cervejas artesanais de alta qualidade, visando à produção de diferentes tipos de cervejas.

São 12 horas de estudos, entre teóricas e práticas, que começarão na próxima sexta (28/9/2012).

O candidato deverá ter mais que 18 anos e escolaridade mínima na oitava série do ensino fundamental. Clique aqui para saber mais.



Cursos do Pronatec: Bolsa-Formação supera meta de oferta de vagas ao longo do ano

(Foto Senai da Bahia)

A oferta da bolsa-formação pelo Pronatec chegou a 816 mil vagas este ano. Com isso, superou a meta prevista, de 690 mil. Desde janeiro, mais de 567 mil pessoas fizeram matrícula ou estão pré-matriculadas em cursos técnicos e de formação inicial e continuada por meio do programa.

A bolsa-formação consiste na oferta pública de vagas em cursos técnicos e de formação inicial e continuada na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e no Sistema S (Senai, Senat, Senar, Senac). Também contribuem para a oferta de cursos pelo Pronatec redes estaduais de ensino técnico do Acre, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Piauí.

“Em menos de um ano de vigência do Pronatec, houve uma expansão significativa no número de vagas ofertadas e de instituições envolvidas na execução do programa”, destacou Marco Antônio de Oliveira, secretário de Educação profissional e tecnológica do Ministério da Educação.

O acesso às vagas ocorre por meio de pré-inscrição, em até três cursos técnicos ou de formação inicial e continuada, no novo portal do Pronatec. Nele, estão disponíveis para consulta o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos e o Guia Pronatec de Cursos FIC, além de orientações sobre a inscrição no programa. Após o cadastramento, o sistema indica cursos disponíveis e que correspondam ao perfil do candidato, na região onde ele mora. 

De acordo com Oliveira, mesmo com as possibilidades oferecidas pelo novo portal, as formas tradicionais para seleção serão mantidas. “Com mais uma forma de acesso ao programa, esperamos atingir o maior número possível de interessados e evitar que parte das vagas se perca pela dificuldade de preenchimento das turmas no prazo previsto para matrícula”, afirmou.

As áreas com maior número de matrículas efetuadas são as de gestão e negócios (113.130), controle e processos industriais (68.492), ambiente, saúde e segurança (46.929). O público-alvo dos cursos técnicos é formado por estudantes matriculados no ensino médio. O dos cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, pelos trabalhadores em geral, beneficiários do seguro-desemprego e dos programas de transferência de renda do governo federal, entre outros grupos sociais.

O Pronatec foi criado pelo governo federal, em outubro de 2011, para democratizar o acesso ao ensino técnico e profissionalizante. A meta é oferecer 7,9 milhões de vagas até o fim de 2014. Para este ano, a meta é chegar a 1,6 milhão de vagas em todas as ações.



Ensino de qualidade: dados da Pnad não representam a realidade da Educação, diz especialista

Apesar dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada na última sexta (21/9/2012) pelo IBGE, apontarem pequenos avanços na área de Educação, a melhoria é muito lenta para o patamar de qualidade em que o Brasil se encontra.

A opinião é da diretora executiva do Movimento Todos pela Educação (MTE), Priscila Cruz, advogada que atua na defesa da Educação de qualidade há dez anos. Segundo ela, o critério usado pelo IBGE para definir analfabetismo não leva em conta o nível de proficiência dos alunos em leitura e escrita.

“Alfabetização é muito mais do que escolarização. O IBGE olha os jovens e adultos com mais de 15 anos, aqueles que têm quatro anos ou mais de escolaridade já é considerado alfabetizado. Mas como a gente tem uma qualidade de Educação muito ruim no Brasil, o que acontece é que tem muita criança de 11, 12 anos, jovem que está no ensino médio com 15, 17 anos, que ainda é analfabeto. Infelizmente isso ainda é uma realidade no nosso país”, explica Priscila.

Ela disse que uma das metas do MTE é que toda criança esteja plenamente alfabetizada aos 8 anos de idade, o que não ocorre atualmente. “A Prova ABC (uma parceria da Organização Não Governamental (ONG) Todos pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostrou que, das crianças de 8 anos no Brasil, só metade é plenamente alfabetizada. É um dado bem diferente daquele do IBGE. É diferente fazer a prova e testar ou perguntar quantos anos de estudo tem e ela ser considerada alfabetizada”.

Priscila admite que houve avanços. Porém, eles ocorrem muito devagar. “A gente vem melhorando só que num ritmo muito lento. Se a gente tivesse num patamar mais alto, melhorar lentamente não seria tão ruim. A gente está num patamar muito baixo e melhorando muito lentamente, vai demorar muito pra gente conseguir garantir o direito de todos os alunos a ter Educação de qualidade”.

A diretora da ONG aponta que, apesar de 98,2% da população de 6 a 14 anos, correspondente ao ensino fundamental, estarem na escola, se for levado em conta desde a educação infantil até o ensino médio, o Brasil tem 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola. A situação é pior entre os adolescentes de 15 a 17 anos, que deveriam estar no ensino médio. Nessa faixa etária, a taxa de escolarização caiu de 85,2% em 2009 para 83,7% em 2011.

“O ensino médio vive uma crise de identidade: esses alunos não veem sentido nesse ensino médio, acabam evadindo, saem antes do tempo de se formarem e a gente está perdendo esses jovens. São jovens que, na sociedade atual, século 21, sociedade do conhecimento, não concluíram nem o ensino médio, é ter aí um extermínio de jovens”, alerta Priscila.

A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação lembra que existem experiências de outros países e também dentro do Brasil que apontam caminhos a serem seguidos para melhorar o desempenho dos alunos.

“Acho que tem de investir em professor: eles são muito mais formados para serem teóricos da Educação. Tem que ter um maior número de escolas em tempo integral, tem que ter avaliações que realmente ajudem os gestores a formularem suas políticas e incorporar a avaliação como ferramenta para avançar”.


domingo, 23 de setembro de 2012

Aprender e ensinar: concurso tem mais de mil professores inscritos


O 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais já recebeu inscrições de 1.070 educadores de todo o Brasil. Podem participar professores da Educação básica, vinculados à rede pública, institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de Educação, como EJA e ONGs. Os seis vencedores ganharão uma viagem para a Tunísia, onde vão participar do Fórum Social Mundial 2013, de 23 a 28 de março.

O concurso é promovido pela Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil, para reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na Educação.

Para Claiton Mello, gerente de Educação e Tecnologia Inclusiva da Fundação Banco do Brasil (FBB), o concurso “representa a disseminação de conhecimentos, traz ao professor a oportunidade de discutir temas relevantes que não têm espaço, muitas vezes, na agenda escolar.”

Clique aqui para saber mais e se inscrever


sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Educação e saúde: Cozinha Brasil terá cursos para prevenção de doenças crônicas não transmissíveis

Diabetes, hipertensão, obesidade e colesterol alto são doenças crônicas não transmissíveis que vêm crescendo entre a população brasileira. São causadas, principalmente, por alimentação inadequada e sedentarismo. Para prevenir novos casos e ajudar no tratamento dessas enfermidades, o Sesi promoverá, a partir do próximo ano, cursos de Educação alimentar específicos para esses tipos de doença, por meio do programa Cozinha Brasil.


As aulas incluirão orientações de nutricionistas, cartilhas com informações e receitas. Os cursos, que serão abertos à comunidade em geral, estão sendo elaborados por um comitê formado por nutricionistas do Sesi de Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Amazonas.

A coordenadora do comitê, Cecília Lopes, explica que a integração entre as profissionais dos sete estados foi proposital: “são realidades e culturas diferentes que nos ajudarão a produzir um material rico, a partir das experiências de cada um”. Segundo ela, o novo produto – que ainda não foi batizado – é inspirado no programa Sabor na Medida Certa, desenvolvido pelo Sesi de São Paulo. A iniciativa oferece cursos com duração de 10 horas, em que são apresentadas receitas específicas, técnicas dietéticas e informações nutricionais, sempre com o foco na alimentação saudável.

Cecília Lopes conta que a ideia surgiu da demanda de algumas indústrias com altos índices de trabalhadores obesos e hipertensos. “Uma alimentação adequada traz inúmeros benefícios, tanto para um trabalhador da indústria, quanto para qualquer pessoa. Ela melhora a qualidade de vida, aumenta a produtividade e reduz o absenteísmo [faltas ao trabalho]”, destaca. De acordo com ela, entre os industriários, mais de 90% das doenças não infecciosas tem como causa a má alimentação.

Mas o problema é nacional. Dados de relatório divulgado este ano pelo Ministério da Saúde (MS) mostram o crescimento das doenças crônicas. Segundo a diretora do Departamento de Análise de Situação em Saúde do MS, Deborah Malta, o conjunto das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, é responsável por 72% dos óbitos no Brasil.

De acordo com o relatório da Vigitel 2011 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), o excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos no Brasil. A proporção de pessoas acima do peso no país avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

O levantamento também mostrou uma tendência ao crescimento do diabetes. Foram entrevistados mais de 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal. Desse total, 5,6% declarou ter a doença.

Cozinha Brasil
O programa beneficiou quase um milhão de pessoas, a maioria mulheres que recebem até um salário mínimo e moram nas cidades. Além disso, o Cozinha Brasil foi exportado para o Uruguai e Moçambique e está em fase de implementação em El Salvador, Honduras e Guatemala. 

Recentemente, técnicos da Guatemala estiveram no Paraná para conhecer, na prática, a metodologia do Cozinha Brasil. Eles sinalizaram que, naquele país, o programa será implantado como política pública inserido no Pacto Hambre Cero Guatemala, que seguiu o modelo do programa Fome Zero, do governo brasileiro.

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Design Brasil 2: Mostra destaca importância da cadeira no dia a dia do brasileiro
A Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, vai abrigar de 4 a 23 de outubro, a Mostra 1 pessoa 10 cadeiras. Promovida pelo Centro Tecnológico da Madeira e do Mobiliário do Senai de Minas Gerais e Sindimov-MG, a mostra é parte integrante das atividades da IV Bienal Brasileira de Design.

A exposição foi estruturada a partir de pesquisa sobre quantos assentos são utilizados por dia, em média, por um cidadão brasileiro, da hora em que sai de casa até a hora em que vai dormir. “A cadeira é um clássico do design e a mostra vai evidenciar a importância da relação do design com o mobiliário no cotidiano da sociedade”, explica o curador da mostra, Sérgio Lourenço.

“Durante toda a vida, fazemos uma espécie de ‘dança das cadeiras’, começamos em cadeiras de balanço para bebês, passamos para cadeiras mais altas, carteiras escolares, cadeiras de escritório e poltronas confortáveis, até voltarmos para as cadeiras de balanço.” (Introdução – Como criar uma cadeira – Gutenberg).

A proposta é fomentar a discussão a respeito do design e do mobiliário, enfatizando a importância do setor no convívio social, aliado a aspectos históricos e culturais. “A temática evidenciará a pluralidade e diversidade brasileira, alinhada às propostas da IV Bienal de provocar o interesse pelo design e ampliar o conhecimento do público”, avalia Lourenço.

A Mostra 1 Pessoa 10 Cadeiras expõe a necessidade de se criar móveis que agreguem valores de uso a peças de design. Essa preocupação da indústria moveleira aborda aspectos que vão além da vertente estética do design. “O design está entre as estratégias de competitividade das empresas, gerando valor agregado e oportunidades de exportação”, diz Lourenço. A mostra também evidencia a busca por móveis de qualidade, mas com funcionalidade e praticidade, com produtos que não sejam apenas ornamentais, com estética agradável. “É dentro deste contexto que o Sistema Fiemg busca incentivar e estreitar relações entre indústria e design” reforça.

Segundo o presidente do Sindimov-MG, Carlos Alberto Homem, a mostra 1 Pessoa 10 Cadeiras, além de proporcionar ao público a oportunidade de conhecer um pouco da história do setor, vai expor uma coletânea de assentos do cotidiano e o que de melhor se produz atualmente. “O público poderá também desenhar e sonhar com a mobília do futuro na sala interativa”, diz. O sindicato também vai lançar o Caderno do Mobiliário.

Durante a Mostra serão realizadas mesas redondas debatendo sobre os temas cultura do mobiliário, ergonomia e design no mobiliário, mobiliário essencial, horizontes do design e do mobiliário, acompanhadas de mostras temáticas e workshops.

Descritivo da Mostra:
  • Espaço 1 – Linha do Tempo – Assentos no Brasil e no Mundo – Assentos de diferentes épocas retratando períodos importantes da história.
  • Espaço 2 – 1 Pessoa, 10 Cadeiras – Assentos diversos de uso cotidiano, onde o público pode circular e interagir com as peças expostas.
  • Espaço 3 – Empresas – Mobiliário de empresas e indústrias brasileiras que investem em inovação.
  • Espaço 4 – Sala Interativa – Proposta de interação com o público e discussão sobre o futuro do mobiliário.
  • Espaço 5 – Auditório – Espaço para palestras e workshops.
  • Espaço 6 – Caderno de Mobiliário – Exposição do processo de pesquisa e o resultado do projeto desenvolvido em 2012 para a publicação Caderno de Mobiliário, promovido pelo Senai. O lançamento oficial da publicação será feito durante a Bienal. Para a pesquisa foram utilizadas técnicas de pesquisa etnográfica, aplicadas em visita a 100 casas, em 10 estados brasileiros. Um extenso e importante banco de fotografias estará exposto, retratando a realidade das casas no Brasil. Com base nessa pesquisa, foram desenvolvidos projetos de mobiliários para empresas nacionais (Itatiaia/MG e Colibri/PR) que também estarão expostos espaço.
  • Espaço 7 - Corque Design – Exposição da empresa portuguesa Corque, que produz mobiliário de cortiça.
  • Espaço 8 - Mobiliário Essencial – Peças de mobiliário sustentável.
  • Espaço 9 – Novos Designers – Peças de novos profissionais de design.
  • Espaço 10 – De Madeira a Cadeira – Apresentação do processo de produção desde a extração da madeira até a finalização do móvel.