sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Economia criativa: especialistas internacionais estarão em Porto Alegre para debater inovação contemporâmea

As grandes inovações contemporâneas não surgiram da necessidade dos consumidores, mas da capacidade de sermos criativos com recursos que estão disponíveis. É o que defende Steven Johnson, professor da New York University, crítico cultural com coluna no New York Times e no The Wall Street Journal, e autor do livro De onde vem as boas ideias? Johnson, com sua experiência em neurobiologia, explica de modo simples, como a criatividade pode melhorar radicalmente o desempenho pessoal e organizacional, e como as novas formas de conexão influenciam os negócios e a economia.
 
Ele é uma das grandes atrações do 5º Congresso Internacional de Inovação, promovido pelo Sistema Fiergs, cujo tema é Economia Criativa: Ideias e Ideais Gerando Riquezas. O evento, que ocorrerá em 30 e 31 de outubro, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre, tem como pauta assuntos como consumo colaborativo, Educação e tecnologia na construção do futuro, economia verde e indústria do entretenimento, com especialistas de todo o mundo.

A diretora do Collaborative Lab, Lauren Anderson, também estará no congresso falando sobre como o consumo colaborativo está influenciando a indústria e Gerd Leonhard, considerado um pensador líder e um dos principais futuristas de mídia do mundo, terá como foco a indústria do entretenimento. Lauren acredita que o consumo colaborativo fará mudanças tão significativas quanto a revolução industrial e Leonhard pensa que as plataformas tecnológicas serão cada vez mais complementares. Com o tema Educação e tecnologia na construção do futuro, a Khan Academy − uma escola totalmente virtual será apresentada pelo responsável por implementar e difundir seus métodos, Sundar Kabbarayan. O fundador da Physon Eletronics, empresa que produziu a primeira unidade flash USB com a tecnologia system on chip do mundo, K. S. Pua, também vai contar sua história. A empresa, da Malásia, valia mais de US$ 1 bilhão antes de completar 10 anos.

O congresso ainda receberá o americano Marc Weiss, que destacará a economia verde e as estratégias para o desenvolvimento econômico sustentável, e a diretora da Digital Media Zone (DMZ), Valerie Fox, que contará sua experiência de criar soluções digitais inovadoras para a indústria estarão no congresso. Do Brasil, Ana Carla Reis, sócia-diretora da Garimpo de Soluções, o presidente da Porto Digital, Francisco Saboya, o educador Rubem Alves e o empresário Ricardo Felizzola darão seus depoimentos.

Apoio à pesquisa: FBN oferece bolsas de R$ 6 mil a R$ 30 mil anuais a pesquisadores de diferentes níveis


Fundação Biblioteca Nacional (FBN) receberá até 29 de setembro inscrições para o edital do Programa Nacional do Apoio à Pesquisa (PNAP), que oferece 25 bolsas-auxílio de pesquisa em sete categorias, representando um investimento total de R$ 516 mil.

Criada há 8 anos, a bolsa incentiva trabalhos acadêmicos que se utilizem do acervo da FBN como principal fonte de pesquisa. Podem se escrever pesquisadores de qualquer nível do ensino superior – de graduandos a doutorados.

O programa engloba as áreas de biblioteconomia e ciências da informação, ciências sociais, comunicação, Educação, história e letras.

Os valores variam de acordo com o nível de formação de cada pesquisador – graduandos em iniciação científica serão financiados com R$ 6 mil; mestrandos receberão R$ 20.400; incentivos de R$ 22.800 serão destinados a pesquisadores mestres; e doutorandos e doutores serão contemplados, respectivamente, com R$ 26.400 e R$ 30 mil. Esses valores correspondem ao total de cada uma das bolsas, que duram um ano.

Além disso, duas vagas serão destinadas a pesquisadores estrangeiros que estejam fazendo mestrado e doutorado. Nesses casos, as bolsas têm duração de seis meses e valores totais de R$ 20.400 e R$ 26.400, respectivamente.

Serão avaliadas a consistência, base teórica, metodologia e planejamento dos projetos de pesquisa inscritos, que deverão ter relação, em qualquer enfoque disciplinar, com o estudo da formação da cultura letrada no Brasil. Clique aqui para saber mais.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pesquisa e inovação: Finep quer ampliar em 40% financiamento em projetos

Com a retomada do crescimento da economia na última década e o consequente aumento da demanda por projetos de inovação tecnológica, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está com a perspectiva de contratar neste ano 40% a mais em financiamentos em relação ao ano passado.

Segundo o diretor de Inovação da Finep, João De Negri, em 2011, foram contratados cerca de R$ 3 bilhões em crédito para projetos de inovação e mais R$ 2 bilhões em recursos não reembolsáveis para universidades e centros de pesquisa.

A Finep financia exclusivamente inovação tecnológica e a demanda nessa área tem sido crescente. “A Finep tem hoje uma carteira de demanda por novos projetos da ordem de R$ 12,4 bilhões. São empresas brasileiras de diferentes portes e tamanhos, com diferentes estratégias do ponto de vista do processo de inovação”, disse De Negri.

O diretor da Finep explicou que os projetos têm elevado risco tecnológico e longo prazo de maturação, o que demonstra uma economia em crescimento. “Ou seja, as empresas mirando no longo prazo, com uma estratégia de investimento em novos produtos e novos serviços, que elas estão dispostas a ofertar no médio e longo prazo”.

Além do financiamento de produtos e processos inovadores, a Finep dispõe de outra ferramenta, o venture capital, ou capital de risco, voltado para o investimento em empresas emergentes.

De Negri ressaltou a importância de se reconhecer a estreita relação que a inovação tem com a ciência. “Não existe inovação sem ciência. [...] As empresas que estão demandando hoje [financiamento para projetos] estão em sintonia com a academia e os institutos que produzem conhecimento voltado para a geração de emprego e renda”.

O apoio da Finep é destinado também a universidades e institutos de pesquisa que desenvolvem atividades que vão desde a pesquisa básica ao lote pioneiro, que é o primeiro lote do produto inovador. Outro público-alvo são as empresas que têm programas de pesquisa de longo prazo e também as empresas nascidas a partir das universidades.

Apesar de o país mostrar que tem potencial para o desenvolvimento tecnológico, De Negri considera que o Brasil ainda não se acha na fronteira da inovação tecnológica. “No Brasil, há uma estrutura de produção de ciência e de empresas que nos coloca em uma posição intermediária, do ponto de vista do desenvolvimento científico e tecnológico no mundo”.

Segundo o diretor, não há limite para o financiamento à inovação pela Finep. “Não tem limite de funding (recursos)”. O governo autorizou a agência a trabalhar sem limite. “Quem quiser inovar pode vir à Finep que nós temos dinheiro para aplicar em inovação, em ciência”.
Reportagem de Alana Gandra/Agência Brasil

Do O Globo: empresas valorizam habilidades que vão além das capacidades técnicas*

Beatriz Mantovanini tem 23 anos, mas ao contar suas experiências, parece ter muito mais. Formada em Administração em Ribeirão Preto, no interior paulista, seu primeiro trabalho foi aos 17 anos, quando deu aula de dança para deficientes auditivos.
 
Um ano depois, já na faculdade, entrou para uma organização estudantil e fez intercâmbio na Polônia, onde conviveu com gente do mundo inteiro. Aos 21 anos, encarou a aventura do Projeto Rondon: morou durante um mês em Brejinho do Nazaré, no interior de Tocantins.

Tudo isso foi decisivo para que conseguisse uma vaga como trainee na Shell, em janeiro. Essas experiências talvez não sejam iguais ao estágio numa multinacional, mas contam tantos pontos quanto. O mercado de trabalho valoriza, cada vez mais, experiências além do campo técnico. A vice-presidente de RH da Shell para América Latina, Milena Martins, explica que esta é uma forma de avaliar quem está no início da carreira.

Cursos gratuitos: Senai-MT abre vagas para estudantes e pessoal de baixa-renda

A população de baixa-renda e os estudantes do ensino médio da rede de ensino de Mato Grosso têm mais uma oportunidade de qualificar-se para o mercado de trabalho em cursos do Senai. Até sexta (31/8/2012), a organização está de plantão para matricular interessados em se capacitar pelo Pronatec. São 910 vagas gratuitas disponíveis em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Curvelândia e Mirassol D'Oeste.
Os cursos são das áreas de construção civil, administração, hospedagem, hidráulica, informática, vendas e outras. Clique aqui para saber mais.
 
 

Inovação e tecnologia: indústrias sugerem plataformas para Instituto de Inovação em laser

Representantes de mais de uma dezena de indústrias catarinenses e de outros estados apresentaram, nesta segunda (27/8/2012), as demandas atuais e futuras que têm em relação às tecnologias a laser. O encontro foi mais um passo na construção do projeto do Instituto Senai de Inovação (ISI) que os Sistemas Fiesc e Indústria vão instalar na Grande Florianópolis. A proposta é, a partir de sua inauguração, em 2014, transformará Santa Catarina no polo brasileiro de tecnologia para o setor.

"Hoje, 95% da tecnologia a laser utilizada no Brasil é importada, o que significa que temos um grande espaço de crescimento", afirma Carlos Alberto Schuch Bork, especialista em desenvolvimento industrial do Senai Nacional. Ele explica que alguns setores, como os de equipamentos para a exploração do pré-sal, indústria hospitalar, indústria de defesa, automotiva e aeronáutica, têm elevado potencial de atendimento, embora saliente que todos os segmentos econômicos apresentem demandas relacionadas às novas tecnologias.

Potenciais usuárias dos serviços do ISI, as empresas apresentaram no encontro mais de uma centena de aplicações, que agora passam a ser analisadas pela perspectiva de suas potencialidades e viabilidade e podem compor as plataformas tecnológicas do ISI. O próximo passo do projeto ocorre nesta quinta e sexta (30 e 31/8/2012) com a presença de profissionais do Instituto Fraunhofer, da Alemanha. Na pauta a elaboração do plano de negócios do instituto.

O Senai vai instalar 23 institutos de inovação em todo o país nos próximos anos, atendendo também as áreas de produção, materiais e componentes, engenharia de superfícies e fotônica, microeletrônica, tecnologia da comunicação e da informação, tecnologias construtivas, energia e defesa. Florianópolis receberá ainda o ISI de Segurança Integrada. A instalação dos ISIs também conta com o apoio do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla inglesa), dos Estados Unidos.

Além dos ISIs, o Senai vai lançar mais 60 institutos de tecnologia - oito dos quais em Santa Catarina. "Os ISIs são voltados a áreas transversais da economia, têm foco em pesquisa aplicada e são referência em âmbito nacional. Já os ISTs são orientados para setores industriais específicos, são referência estadual ou regional e atuarão com consultorias e serviços laboratoriais e na replicação das tecnologias desenvolvidas nos institutos de inovação", explica Carlos Alberto Bork.

Robert Banfield, da Mahle, indústria de filtros e componentes para motores automotivos, observa que existe uma grande expectativa no setor para a "redução de consumo de combustível e emissão de poluentes”. Segundo ele, “O desafio do setor é obter melhor desempenho dos componentes do motor – redução de atrito e durabilidade".

Atuando há mais de 30 anos no desenvolvimento de tecnologias a laser, o professor Rudimar Riva, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) da Aeronáutica observa que a atividade ficou estagnada a partir dos anos de 1980 e 1990. "Houve um descompasso entre o desenvolvimento que era feito na academia e as necessidades industriais", afirma. Ele se diz otimista com a iniciativa do ISI, pois "o Senai tem essa grande tradição e a facilidade de interação com a indústria".
Por Ivonei Fazzioni/Sistema Fiesc

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Qualificação de recrutas: Senai-RJ vai qualifica jovens das 3 armas para entrar no mercado depois do serviço militar


(Foto Antonio Batalha)
No Rio de Janeiro, cerca de 3 mil recrutas deixam o serviço militar a cada ano, sem outra qualificação para ingressarem no mercado de trabalho. Essa lacuna na formação desses jovens será preenchida pelo Senai-RJ, que vai ministrar cursos gratuitos a esse público. Uma parceria acaba de ser firmada (24/8/2012) pelo ministro da Defesa, Celso Amorim (foto), e o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, que vai beneficiar recrutas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica com qualificação profissional. A proposta é oferecer cursos nos próprios quartéis.

Outro resultado do programa é preencher demandas exigidas pelo crescimento econômico que ocorre no Rio de Janeiro, suprindo necessidades de empresas.
As áreas são: construção civil, eletricidade, refrigeração, panificação, informática e outras.

Os termos da parceria serão alinhavados e detalhados até o fim do ano, visando à realização dos cursos no início de 2013.

O ministro Amorim afirmou que as relações do ministério com o Rio tendem a se estreitar. “Nossa missão é proteger país de ameaças externas, mas as Forças Armadas são chamadas também para outras iniciativas como em grandes eventos, como foi a Rio+20, que fazem do Rio a Cidade Maravilhosa e a projetam como maravilhosa no exterior.”


Celulose e papel: Klabin vai priorizar trabalhadores e fornecedores locais em sua nova fábrica

A instalação da nova unidade de produção de celulose da Klabin, no município de Ortigueira, no Paraná, deu mais um passo para sua concretização nesta segunda (27/8/2012). Uma reunião da direção da empresa com o primeiro escalão do governo estadual e executivos do Sistema Indústria reforçou a disposição do poder público e do setor produtivo de dar suporte para a instalação deste que será o maior investimento privado da história do estado no valor de R$ 6,8 bilhões.

As obras da nova fábrica da Klabin terão início em novembro, e devem empregar, nesta fase, cerca de 8 mil trabalhadores. A previsão é que a unidade comece a operar em 2014, com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano. Serão três tipos de produto: celulose de fibra curta, de fibra longa e do tipo Fluff, esta última usada na fabricação de absorventes e fraldas.

Segundo o diretor-geral da Klabin, Fabio Schvartsman, a instalação da nova unidade da empresa irá fomentar o desenvolvimento econômico e social de Ortigueira, que detém o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná. “A Klabin já ajudou Telêmaco Borba a se tornar uma cidade com bom IDH, agora é hora de ajudar Ortigueira”, afirmou, referindo-se à outra unidade da empresa no Paraná.

A empresa pretende usar o máximo de profissionais locais na produção. A formação e capacitação dos trabalhadores será por meio do Pronatec com as parcerias do governo estadual e do Senai, além de outras organizações do Sistema S.

Petróleo e gás: setor precisa de profissionais e fornecedor qualificados

A capacitação de pessoal especializado e a articulação de uma rede de instituições de apoio à qualificação e ao desenvolvimento dos fornecedores são decisivas para o Brasil construir uma indústria de petróleo e gás de nível internacional. Essa é uma das conclusões do estudo apresentado pelo Sistema Indústria e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onipro) no recente seminário Conteúdo Local e Políticas para Competitividade na Cadeia de Petróleo e Gás, realizado no BNDES, no Rio de Janeiro.

O trabalho, intitulado A Indústria e o Brasil – Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás, é uma contribuição para o aperfeiçoamento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto do ano passado, explicou o gerente-executivo de Política Industrial do Sistema, Pedro Alem. O estudo destaca que o país precisa adotar políticas que estimulem a inovação, desenvolvam as empresas de engenharia básica e promovam a atração de investimentos.

Entre as propostas da indústria estão a desoneração de produtos destinados à prospecção, exploração e refino de petróleo que incorporem tecnologias desenvolvidas no país, e a criação de institutos tecnológicos voltados para a pesquisa e desenvolvimento do setor.

A agenda também propõe a realização de um estudo sobre a estrutura industrial e os padrões de concorrência na cadeia internacional de fornecedores que permita estabelecer prioridades, metas e responsabilidades de uma política de atração de investimentos diretos estrangeiros. A indústria sugere ainda a capacitação de mão de obra especializada e a articulação de uma rede de instituições de apoio à qualificação e ao desenvolvimento dos fornecedores da cadeia de petróleo e gás.

Segundo Ricardo Cunha da Costa, vice-coordenador do Plano Brasil Maior para a indústria de petróleo e gás, as medidas anunciadas pelo governo em agosto de 2011 começam a dar resultados. O Plano, explicou ele, busca o aumento da produtividade e da participação no mercado dos fornecedores da cadeia de petróleo e gás e incentiva a inovação e a internacionalização das empresas brasileiras.
 
 

Do Twitter

Educação integral neste início do século 21 deve compreender inovaçao no método pedagógico com cultura digital

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Salários em alta: técnicos têm remuneração média inicial acima de R$ 2 mil

O certificado de conclusão de nível técnico garante salários mais altos do que os pagos aos profissionais de cursos superiores em muitos estados. Levantamento feito pelo Senai em 18 estados mostra que a remuneração média de admissão dos trabalhadores das 21 ocupações técnicas mais demandas pela indústria é de R$ 2.085,57, valor superior ao que recebem muitos profissionais com nível superior nessas unidades da federação.

E os salários compensam. Em Pernambuco, o salário médio pago aos técnicos em início de carreira é de R$ 2.545,00 – superior ao recebido pelos médicos que ingressam no mercado no estado. Em Goiás, a renda média inicial dos técnicos, de R$ 2.465,12, é superior à dos advogados que também estão começando. Em São Paulo, o valor médio pago aos técnicos, de R$ 2.838,78, supera o que recebem os analistas de sistema ou os desenhistas industriais. Os valores se referem ao salário bruto.

A pesquisa foi feita com 18 regionais do Senai e considerou ainda as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ambos do Ministério do Trabalho. Foram levantados nos estados o salário médio pago aos profissionais de nível técnico no momento da contratação e após dez anos no emprego. Para efeito de comparação, foi levantado o valor médio pago aos trabalhadores com nível superior a partir das informações do Caged e da Rais.

A grande procura por parte das empresas industriais está fazendo com que diversas ocupações fiquem bem atrativas. Além de entrarem no emprego ganhando o equivalente a R$ 2.085,57, em média, o que equivale a mais de três salários mínimos, o diploma de curso técnico garante um ganho salarial significativo à medida que adquirem experiência.

Os técnicos com dez anos de experiência recebem, em média, salários de R$ 5.690,07, ou seja, mais de nove salários mínimos.  Um cirurgião dentista que está no mercado de Alagoas há dez anos, por exemplo, ganha menos que um trabalhador de nível técnico que atua no mesmo estado. Segundo o levantamento do Senai, os técnicos recebem, em média, R$ 5.857,14 em Alagoas. Já os técnicos que trabalham em São Paulo, na média, ganham R$ 6.018,33, mais que os engenheiros mecatrônicos. Os arquitetos de Mato Grosso, por sua vez, recebem menos do que os técnicos, que têm, naquele estado, renda média de R$ 6.119,05.

Nos últimos 12 meses, o mercado de trabalho gerou 1,04 milhão de postos de trabalho para pessoas com nível técnico em todo o país. Há no país mais de 2,4 milhões de trabalhadores com curso técnico atuando em suas profissões, de acordo com o levantamento.

Na média nacional, os salários iniciais mais elevados são pagos aos técnicos em manutenção de aeronaves, em mineração e em mecatrônica. Eles recebem acima de R$ 2,3 mil, na média. Os técnicos em mineração, os projetistas e os técnicos em naval são os que ganham mais depois de dez anos de profissão. Na média, esses profissionais têm salários superiores a R$ 6,8 mil.

Em São Paulo, os técnicos mais demandados são os projetistas e técnicos em manutenção. Na média, os salários iniciais giram em torno de R$ 4,1 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente. No Rio de Janeiro, os salários iniciais mais altos são pagos aos técnicos em mineração e aos técnicos em mecatrônica – R$ R$ 8,6 mil e R$ 4 mil. Em Minas Gerais, os técnicos em mineração e os técnicos em petróleo e gás ganham, em média, R$ 4 mil, quando entram na carreira. No Amazonas os técnicos em ferramentaria e os técnicos em montagem industrial são os mais procurados. As indústrias pagam, em média, R$ 2,5 mil para os profissionais em início de carreira.

Como é no mundo
O levantamento Education at a glance feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que, enquanto metade dos estudantes dos países desenvolvidos opta por cursos de educação profissional de nível médio, no Brasil esse volume é inferior a 30%. Nos países desenvolvidos a procura pelos cursos técnicos que substituem o ensino médio é grande porque boa parte deles têm programas voltados para proporcionar aos jovens as competências adequadas às demandas do mercado de trabalho.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tecnologia e Educação: livros eletrônicos poderão ter benefícios fiscais


Os livros eletrônicos poderão ser equiparados aos livros tradicionais na legislação brasileira, inclusive no que se refere à isenção de impostos. É o que estabelece o Projeto de Lei do Senado (PLS), 114/2010, do senador licenciado Acir Gurgacz, que está na pauta da reunião de terça (28/8/2012) da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Segundo o projeto, passam a ser equiparados a livro periódicos impressos no sistema Braille, dedicados a pessoas com deficiência visual, e equipamentos cuja “função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, estes apenas para o acesso de deficientes visuais”.

O projeto modifica a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro. A definição de livro contida nessa lei, de acordo com o autor, não é compatível com os avanços tecnológicos que se registraram nos últimos anos, especialmente no que se refere aos leitores eletrônicos.

Como observa em seu voto favorável o relator do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), o projeto poderá levar à imunidade de impostos dos novos produtos, além da redução a zero das alíquotas do PIS-Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa medida, na opinião do relator, é compatível com o benefício tributário concedido por meio da Medida Provisória 534/2011 aos tablets produzidos no país.

- Se a tributação sobre tablets é mais branda, também deve ser a daqueles equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico – compara Arruda em seu voto favorável.

A pauta da comissão inclui ainda 12 outros itens, entre projetos de lei e requerimentos. Um deles é o PLS 706/2007, de autoria do então senador Arthur Virgílio, que estabelece porcentagens mínimas, nas universidades, para doutores, mestres e docentes com regimes de trabalho em tempo integral. Um dos requerimentos em pauta, de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP), pede a realização de audiência pública com a participação de atletas olímpicos que obtiveram medalhas nos Jogos de Londres.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Plano Nacional de Educação: governo defende 100% dos royalties do pré-sal para o setor

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou na terça (22/8/20120) que o governo defende a aplicação de todos os recursos provenientes dos royalties do petróleo e do pré-sal na Educação. O objetivo é ter uma receita que permita ao governo investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor.

Mercadante, presidenta Dilma, Iliescu e outras lideranças
estudantis (Foto Roberto Stuckert Filho/PR)

“O governo está disposto a colocar todos os royalties do petróleo e do pré-sal e pelo menos metade do fundo social do petróleo para Educação, exclusivamente para Educação, isso para os municípios, os estados e a União. Essa é a posição do governo, é isso que nós vamos defender no Congresso Nacional, é uma posição da presidenta”, disse o ministro, após reunir-se nesta quarta (23/8/2012) com a presidenta Dilma e o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu.

O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em caráter conclusivo no fim de junho em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, determinou que o governo deve investir 10% do PIB em Educação até 2022. Segundo Mercadante, os recursos dos royalties – valor cobrado das empresas que exploram petróleo – permitiriam alcançar a meta de investimento estipulada pelo PNE, que ainda depende de aprovação do Senado.

“É muito melhor colocar os royalties do petróleo na sala de aula do que desperdiçar na máquina pública. A função prioritária dos royalties é preparar a economia pós-petróleo, o petróleo é uma fonte de energia não-renovável e o melhor caminho para preparar o Brasil para o pós-petróleo é o investimento em Educação”, disse.
Fonte Blog do Planalto
 
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Novo ensino médio: currículo poderá ser inspirado no Enem

Após a divulgação dos resultados insuficientes das escolas de ensino médio na última edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Ministério da Educação (MEC) planeja uma modernização do currículo, propondo a integração das diversas disciplinas em grandes áreas. 

A inspiração deverá vir do próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que organiza as matrizes curriculares em quatro grandes grupos: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza. Essa é a divisão que segue a prova, diferentemente do modelo tradicional por disciplinas como química, português, matemática e biologia.

O debate não é novo: no ano passado, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares do ensino médio que propõem uma flexibilização do formato atual. O diagnóstico é que o currículo do ensino médio é muito inchado – em média são 13 disciplinas – o que, na avaliação do secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari, prejudica a aprendizagem. “O Enem é uma referência importante, mas não é o currículo, ele avalia o currículo. Mas ele traz novidades que têm sido bem assimiladas pelas escolas”, diz o secretário.

De acordo com Callegari, a ideia é propor uma complementação às diretrizes aprovadas pelo CNE, organizando as diferentes disciplinas em grandes áreas. “O que tem que ficar claro é que não estamos propondo a eliminação de disciplinas, mas a integração articulada dos componentes curriculares do ensino médio nas quatro áreas do conhecimento em vez do fracionamento que ocorre hoje”.

Na próxima semana, o ministro Aloizio Mercadante se reúne com os secretários de Educação com o objetivo de discutir os caminhos para articular a mudança. Uma providência já foi tomada para induzir essa modernização dos currículos. Segundo Callegari, a próxima compra de livros didáticos para o ensino médio dará prioridade a obras que estejam organizadas nesse formato. O edital já está sendo preparado. O MEC tem um programa que distribui os livros para todas as escolas e a próxima remessa será para o ano letivo de 2015 – as obras são renovadas a cada três anos.

Para o secretário de Educação do Espírito Santo, Klinger Barbosa Alves, uma das explicações para os maus resultados da etapa em diferentes indicadores, além do Ideb, está na própria estrutura organizacional do ensino médio que se baseia na preparação para o vestibular e tem pouca atratividade para o projeto de vida do adolescente.

“A visão de que o ensino médio serve para formar pessoas para ingressar na universidade não se aplica à realidade de muitos. Os jovens têm necessidades econômicas e sociais diferentes. Existe uma pressão para que parte dos jovens ingresse no mercado de trabalho e aí o curso superior entra como uma segunda possibilidade” explica Alves, que é vice-presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed).

O secretário do Espírito Santo, um dos estados em que a nota do Ideb caiu de 2009 para 2011, defende um modelo de ensino médio que dialogue com as diferentes necessidades dos estudantes e inclua também a preparação para o mundo do trabalho, já que para muitos o ingresso na universidade pode não estar na lista de prioridades.

Para que a escola possa abranger essa formação diversificada - que inclua a aprendizagem dos componentes curriculares, a articulação com o mundo do trabalho e a formação cidadã –, Callegari defende que é indispensável a ampliação do número de horas que o estudante permanece na escola, caminhando para o modelo de tempo integral.

“Temos consciência de que os conteúdos e as habilidades que os estudantes precisam desenvolver não cabem mais em um formato estreito de três ou quatro horas de aula por dia. É assim [com ensino em tempo integral] que os países com um bom nível de qualidade do ensino fazem”, diz.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mercado de trabalho: Petrobras é empresa dos sonhos dos jovens pela sexta vez

A Petrobras foi eleita a “empresa dos sonhos dos jovens”, segundo pesquisa realizada entre fevereiro e maio deste ano pela Cia de Talentos, consultoria em Recursos Humanos com atuação em toda a América Latina, em parceria com a empresa de pesquisa Nextview People. A Companhia encabeçou a lista pela primeira vez em 2005. Este ano, foi destaque entre os jovens por oferecer salários e benefícios diferenciados, além de proporcionar desenvolvimento profissional.

“Qual é a empresa dos seus sonhos e que motivos o levaram a escolhê-la?” foi a pergunta feita a mais de 46 mil jovens, entre 17 e 26 anos, universitários e recém-formados de todo o Brasil.

O gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Diego Hernandes, representou a Companhia na cerimônia de premiação que foi realizada na última segunda (20/8/2012), no Teatro Alfa, em São Paulo. “Acredito que a Petrobras tem dois grandes atributos que atraem os jovens: os desafios, por ser uma empresa de sucesso e oferecer um leque de oportunidades, e um conjunto de políticas de recursos humanos que valorizam seus trabalhadores.”

Veja o ranking das 10 empresas dos sonhos dos jovens:
1. Petrobras; 2. Google; 3. Vale; 4. Itaú; 5. Nestlé; 6. Unilever; 7. Odebrecht; 8. Natura; 9. Ambev; 10. Rede Globo.

A Educação que funciona: sem tecnologia, escola do ES é a primeira do estado no Ideb

Sem o auxílio de equipamentos tecnológicos, e com criatividade de sobra, a escola pública municipal Ana Araújo, do no município de Alfredo Chaves, no Espírito Santo, foi a que apresentou a nota mais alta entre as instituições do estado, segundo a avaliação feita pelo Ministério da Educação (Mec), por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011.

A nota da escola ficou acima da média nacional, com 7,1 pontos até a 4ª série e 5,2 pontos até a 8ª série.

De acordo com a instituição, 100% dos alunos até 8 anos de idade sabem ler, escrever e interpretar. O resultado satisfatório vem de ideias simples, como a "Maleta Viajante".

"No caso da maleta, os alunos são sorteados e todos os dias alguém leva a maleta para casa, junto com um livro de história e o caderno de registros. Eles fazem esse registro e apresentam na aula no dia seguinte", explicou a professora Cibele Destefani.

Nessa escola, a matemática não é um bicho-papão. Segundo os educadores, a média das notas é acima de 8,0 pontos.

"A minha aula não é forçada, dou aula em um clima de amizade. Primeiro escuto as dúvidas dos alunos para depois desenvolver a aula em cima disso", explicou a professora Priscila Costa, frisando que o clima das aulas ficou melhor depois que a barreira aluno/professor foi quebrada.

"A gente consegue, em uma escola de 500 alunos, conseguir chamar todos pelo nome. Conhecemos nossos alunos, conhecemos as famílias, aqui todo mundo trabalha, de fato, muito junto", afirma a diretora Shirlei Nascimento frisando o bom relacionamento escolar.