sexta-feira, 2 de março de 2012

Educação integral: Senai e Sesi-AM apresentam programa aos setores da construção civil e metalmecânico

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem como obrigar as empresas a cumprir a cota de contratação de aprendizes, mas é função do órgão, também, sensibilizar o empregador sobre a importância de se investir no jovem que passa pela formação básica e profissionalizante e pela prática dentro de sua empresa.

Assim, a auditora fiscal Karina Andrade, do MTE, começou a explicar a Lei Nº 10.097/2000 no workshop sobre o programa Ebep, que articula a educação básica ministrada pelo Sesi com a educação profissional oferecida pelo Senai. O recente encontro ocorreu no Senai de Cachoeirinha, em Manaus, para representantes dos setores da construção civil e metalmecânico. “O Ebep permite que jovens entre 14 e 24 anos consigam a tão sonhada experiência profissional e se tornem mão de obra qualificada e com o perfil adequado à demanda dessa empresa”, explicou Karina.

Cleber Pinheiro: “sou fruto deste brilhante projeto do Menor Aprendiz, iniciando minha
carreira profissional aos 14 anos ao ser contratado pela Vale. Conquistei meu primeiro
emprego através do Senai. Sou um exemplo de que  este projeto dá todas
as ferramentas necessárias para o crescimento do trabalhador e da indústria”.

De acordo com a Lei 10.097/2000, que alterou dispositivos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados não só a contratar um número de aprendizes equivalente a 5% (mínimo) ou 15% (máximo) do seu efetivo, mas também matricular esses menores em cursos do Senai ou de outra organização do Sistema S.

O Ebep segue o escopo do Programa Menor Aprendiz. Os cursos têm duração de 19 meses ou duas fases de 800 horas cada. Inicialmente, o aluno faz, pela manhã, o ensino médio, no Sesi. À tarde, o jovem freqüenta o curso profissionalizante, com aulas teóricas e práticas no dentro de salas e laboratórios do Senai.

Outras 800 horas são cumpridas nas empresas que recebem este profissional como aprendizes. O aluno do Ebep é um trabalhador diferenciado dos demais, pois se trata de um menor que está sob responsabilidade de um monitor que deve acompanhar a última fase do aprendizado no ambiente de trabalho condizente às técnicas e habilidades desenvolvidas no SENAI.

“Esta ação, que é desenvolvida em todo o país, possibilita que a empresa se torne mais competitiva contando com uma força de trabalho alinhada às suas atividades”, explica a gerente de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Sesi, Cassandra Augusta.

A meta do Ebep para este ano no Amazonas é matricular 248 novos alunos, com a abertura de cursos no segmento de metalmecânica. Para o coordenador de manutenção industrial da empresa Entec Longhi e Cia, Cleber Pinheiro, a proposta é grandiosa, tanto para a empresa, que contribui com a formação os futuros funcionários de seu quadro, quanto com o próprio adolescente, que passa a ter um amplo conhecimento educacional básico e profissional.

Cleber Pinheiro: “sou fruto deste brilhante projeto do Menor Aprendiz, iniciando minha carreira profissional aos 14 anos ao ser contratado pela Vale. Conquistei meu primeiro emprego através do Senai. Sou um exemplo de que este projeto dá todas as ferramentas necessárias para o crescimento do trabalhador e da indústria”.

Todo o processo de contratação e escolha do jovem que irá participar do Ebep é realizado pela empresa, porém o Senai pode auxiliar com o encaminhamento de currículo de candidatos para a formação. Para mais informações fale com Cassandra Augusta, do Sesi, pelo 3238-9706, ou com Socorro Butel, do Senai, pelo 3182-9972.



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