segunda-feira, 26 de março de 2012

Design e inovação: Senai capta tecnologia italiana e repassa a indústrias do mobiliário

O Senai do Paraná e o Sindicato da Indústria do Mobiliário e Marcenaria do estado (Simov) acabam de lançar um programa para as indústrias do setor do mobiliário, que será desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico Settore Legno-Arredo (Cosmob), um dos principais centros de tecnologia e design industrial moveleiro da Itália.

O programa conta com o apoio do Senai Nacional, que formalizou o convênio com o Cosmob, e terá a participação do Senai do Espírito Santo, da Bahia, de Rondônia e de Mato Grosso do Sul.

Foto de Eduardo Câmara em ensaio
sobre o estilo brasileiro
, no blog Brastilo 

O programa Networking para Qualidade, Tecnologia, Inovação e Competitividade do setor Mobiliário em Madeira terá dois anos de duração, com a implantação do software Everdee, que mede o ciclo de vida do produto. O software será instalado no Senai Cietep, em Curitiba, e passará por um período de adaptação aos padrões de fabricação dos produtos brasileiros.

Serão instalados, também, dois laboratórios, um na unidade do Senai CIC, em Curitiba, e outro no Espírito Santo, para ensaios da qualidade e determinação de emissão de formaldeídos (gases derivados de colas e outros componentes) em móveis, o que permitirá a adequação dos produtos às normas internacionais, visando ampliar a exportação.

“Acreditamos que em um ano o Paraná e o Espírito Santo poderão começar a atender as primeiras empresas em fase de teste”, informa Júlio Zorzal, gestor nacional do programa.

Na avaliação do presidente do Simov, Luiz Fernando Tedeschi, o modelo proposto é bom para as empresas paranaenses e deve ter sua gestão compartilhada com elas. “O programa só tem sentido com a participação das empresas. As indústrias vão precisar passar por esse processo para garantir a sobrevivência e aumentar a competitividade. Por isso a importância da participação efetiva do sindicato já na implantação”.

Para o diretor-geral do Cosmob, Alessio Gnaccarini, a indústria moveleira precisa investir pesado em design industrial para poder fazer frente à forte concorrência asiática amparada na qualidade dos produtos. Segundo ele, países como a Itália e o Brasil devem trabalhar em iniciativas comuns. “O Brasil é um polo moveleiro com grande potencial e sofre com problemas similares à Itália. A única saída para aumentar a competitividade é investir juntos em inovação e tecnologia para melhorar a performance dos produtos.”

De acordo com o gerente de novas tecnologias do Senai-PR, Reinaldo Tockus, o programa é mais um aliado para a aceitação dos produtos brasileiros no mercado externo. “O mercado externo impõe regras de qualidade e durabilidade para a entrada destes produtos. Com essa iniciativa, a indústria paranaense de móveis poderá dar um salto no comércio exterior.”

Segundo Tockus, o ganho para o setor moveleiro é significativo e trará resultados em curto prazo para as empresas. “Precisamos mobilizar as indústrias quanto aos benefícios desse programa. O setor “paranaense irá sair na frente com essa iniciativa.”


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