segunda-feira, 5 de março de 2012

Competitividade da indústria: Educação e infraestrutura preocupam empresários catarinenses

Educação e infraestrutura foram os temas dominantes da primeira reunião do Fórum Estratégico da Indústria Catarinense, nesta sexta-feira (2/3). O Fórum é composto por empresários das principais cadeias produtivas do estado e convidados de notória relevância para discutir os temas mais importantes para o setor.

Participaram do encontro, sob a liderança do presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte, empresários como Carlos Rodolfo Schneider (Ciser), Carlos Vitor Ohf (Cassava), Cesar Bastos Gomes (Portobello), Décio da Silva (Weg), Fernando Marcondes de Mattos (Costão do Santinho), Germano Purnhagen (Hergen), José Fernando Xavier Faraco (Dígitro), Mario Aguiar (Vectra), Michel Miguel (Revelux), Ney Silva (Laboratório Catarinense), Osvaldo Moreira Douat (Douat Têxtil), Rui Altenburg (Altenburg) e Vicente Donini (Marisol), além do ex-governador Jorge Konder Bornhausen e do presidente do BRDE, Renato Vianna.

"Ficou muito clara a necessidade de focarmos a educação como um pilar básico, uma premissa que antecede qualquer política de desenvolvimento. Vamos dar sequência a essa orientação que recebemos dos industriais. Quanto mais próximos estivermos da indústria, dos seus sindicatos, mais teremos condições de refletir o que a indústria pensa sobre o desenvolvimento de Santa Catarina", disse Côrte.

A partir da exposição realizada sobre os esforços do Sistema Fiesc previstos até 2014 na formação profissional e na escolarização básica, os empresários chamaram atenção para as deficiências do sistema público de educação. Donini destacou que a qualidade da educação básica impacta diretamente no ensino técnico. Schneider afirmou que o problema não está no volume de recursos destinados à educação, "mas na qualidade do gasto".

Para ele, o poder público investe demais nas universidades, quando deveria priorizar a educação básica. Silva concordou e disse que o crédito educativo é a melhor forma de apoiar a formação superior de quem não tem condições de bancar os cursos.

Também esteve em pauta o projeto Sul Competitivo, que está sendo realizado pelas três federações industriais da região e vai mapear, de forma integrada, as principais obras estratégicas para a infraestrutura dos três estados. A próxima reunião do Fórum será em 28 de setembro.



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