quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Senai leva experiência em educação profissional para a República Dominicana

O Senai ajudará a República Dominicana a construir um centro de educação profissional, que qualificará trabalhadores nas áreas de construção civil, eletricidade, refrigeração, marcenaria e hidráulica. Até o fim de 2013, o Senai oferecerá assessoria para a preparação de professores e para a infraestrutura da escola naquele país.

A ação atende ao pedido da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Instituto de Formación Técnico Profesional (Infotep) dominicano. A ideia do acordo, assinado em 9 de fevereiro, surgiu após a ida de uma missão do governo e de empresários brasileiros à capital, Santo Domingo, em 2010, quando foram identificadas novas oportunidades de cooperação comercial bilateral.

Cidade mais antiga das Américas, a capital dominicana tem cerca de 2,5 milhões de habitantes e vai abrigar um centro de formação profissional nos moldes do Senai (Foto divulgação)



Além disso, o acordo permite a formação de profissionais qualificados para operar máquinas e tecnologias brasileiras em outros países. “É mais uma forma de apoiar as empresas brasileiras que atuam no exterior”, explica Frederico Lamego, gerente-executivo de Relações Internacionais do Sistema Indústria.

A cada ano, cerca de mil pessoas serão capacitadas em cursos de qualificação e técnicos que foram selecionados de acordo com os segmentos industriais brasileiros presentes no país caribenho, que tem 10 milhões de habitantes.

O projeto deve começar a operar nos próximos meses. “Numa primeira fase, haverá a capacitação de docentes do Infotep no Brasil e em Santo Domingo e, depois, iniciam-se as obras de engenharia do local que vai abrigar o futuro Núcleo de Educação Profissional. Por fim, será feita a importação de equipamentos brasileiros para a escola”, informa Lamego.

Depois de cumpridas essas etapas, a operacionalização do centro de educação profissional ficará por conta da Infotep. O Senai busca, por meio desse tipo de cooperação, estreitar laços com instituições congêneres e governos e ampliar oportunidades de negócios da indústria brasileira em outros países. Somente em 2011, foram firmadas oito parcerias semelhantes, das quais cinco envolveram países da América Latina, como Guatemala, Paraguai e Jamaica.



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