segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Cooperação internacional: Alemanha propõe ampliar parceria com o Brasil

Educação, transportes, energia e tecnologia da informação. Essas são as principais áreas de atuação do pacote de cooperação que o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, propôs ao Brasil nesta segunda (13/2), na sede do Sistema Indústria, em Brasília, no seminário Oportunidades e Desafios Brasil-Alemanha. A promoção foi da Confederação Nacional da Indústria, a sua congênere alemã BDI e o governo alemão. O “pacote abrangente” de cooperação entre os dois países deve incluir a oferta de tecnologia alemã em trens e ferrovias de alta velocidade, em energia renovável, especialmente eólica e solar, em tecnologia da informação e em educação.

Westerwelle: Brasil tornou-se uma potência
(Foto José Paulo Lacerda/Sistema Indústria)
Westerwelle declarou que, pela estabilidade da sua economia, pelo amplo mercado interno, por abrigar mais de 1.200 empresas alemãs, o que o torna o país com maior número de empresas germânicas fora daquele país, o Brasil está incluído como parceiro econômico estratégico da Alemanha.

Elogiou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita os gastos de estados e municípios, e o programa Ciência Sem Fronteiras, que oferece bolsas de estudo no exterior, enfatizando que o Brasil tornou-se uma potência. “É importante nos abrirmos mais um para o outro, interconectar melhor nossas economias, com benefícios econômicos e sociais mútuos”, sublinhou.

O ministro alemão das Relações Exteriores defendeu rapidez nas negociações do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul e do tratado para evitar dupla tributação entre Alemanha e Brasil. Enfatizou que o governo do seu país se opõe “energicamente” a práticas protecionistas e defende com vigor a livre concorrência.

A solução da crise na União Europeia, na sua visão, passa necessariamente por reformas estruturais e pela privatização, que podem trazer benefícios imediatos e não apenas no longo prazo. Disse que, como a Alemanha fez o “dever de casa”, adotando reformas estruturais, como ampliação do prazo das aposentadorias, escapou da crise atual e lidera a busca de soluções para eliminá-la.

O presidente do Conselho de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre, ao abriu o seminário Oportunidades e Desafios Brasil-Alemanha assinalou que o processo de internacionalização das empresas brasileiras abre possibilidades de cooperação com empresas alemãs em terceiros mercados, como África e América Latina.

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