sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Senai 70 anos de educação, tecnologia e inovação

A educação profissional e tecnológica no Brasil tem um marco histórico: o surgimento do Senai em janeiro de 1942. Ao longo de sete décadas, a organização vem oferecendo ensino focado nos interesses e na realidade da indústria nacional.

Essa história começa no governo Vargas. Turbulências políticas decorrentes da Segunda Guerra Mundial, comprometimento no ritmo das importações, carência de pessoal qualificado. Esse era o cenário quando se iniciava o processo de industrialização do país.

Para promover o crescimento nacional, seria necessário suprir as lacunas da carente especialização profissional. A solução foi dada pelo idealismo de industriais brasileiros, propondo administrar, dirigir e manter pelo próprio setor produtivo uma organização voltada para a educação profissional.

Dessa maneira, o empresariado assumiu não apenas os encargos, como queria o governo, mas também a responsabilidade pela concepção e direção de um organismo próprio, subordinado à CNI (criada em 1938) e às federações de indústrias estaduais.

Já na ocasião, estava claro que sem educação profissional não haveria desenvolvimento industrial para o país e, desde a sua origem, a organização recém-criada estava ligado à vanguarda dos setores produtivos.

No entanto, desde sua criação, muita coisa mudou. Hoje a atuação do Senai não se restringe à sua função formativa. Da escola de capacitação de profissionais especializados a organização passou a ser um pólo nacional de geração e difusão de conhecimento e poderoso agente de desenvolvimento industrial e social.

O conceito de formação profissional evoluiu para o de educação para o trabalho – uma visão que privilegia o desenvolvimento pleno da capacidade produtiva do indivíduo. Como uma organização cujo principal produto é o conhecimento, o Senai se encontra radicalmente comprometido com o fortalecimento da indústria e o desenvolvimento pleno e sustentável do país por meio da educação, da tecnologia e da inovação.

Até o final de 2011, são 55 milhões de profissionais preparados para o trabalho e para a vida. Exemplos: o torneiro mecânico e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o eletricista e astronauta Marcos Pontes e o mecânico de automóveis e tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. É o Senai forjando líderes e cidadãos que fazem a diferença na vida do Brasil.


Pontes, Piquet e Lula se formaram no Senai, respectivamente, em eletricidade, mecânica de automóveis e tornearia


Novos focos de atuação
Sempre de acordo com as demandas da indústria, o Senai abriu novas frentes de apoio à competitividade das empresas em 28 áreas industriais. No portfólio a prestação de serviços técnicos e tecnológicos, como consultoria e assistência ao setor produtivo, com redes de laboratórios, pesquisa aplicada e informação tecnológica, com destaque para a inovação.

Com assessoria técnica e tecnológica, o Senai busca soluções para problema de qualidade de produtos ou gargalos na produtividade da empresa ou instituição. A organização promove diagnóstico e recomendações e detecta e corrigi falhas no campo da gestão, da produção e da execução de serviços.

A rede de laboratórios do Senai oferece serviços de calibração, dosagem, ensaio e/ou teste de desempenho para qualificação de produtos e processos, preferencialmente fundamentada em normas técnicas ou procedimentos sistematizados.

O trabalho executado com a pesquisa aplicada tem o objetivo de desenvolver ou aprimorar produtos, processos ou sistemas, utilizando uma ampla rede de laboratórios, centros de informação e de especialistas, com foco na pesquisa de novos conhecimentos ou na compreensão dos já existentes.

Todo esse leque de opções que o Senai oferece a indústria, os estudantes e a sociedade em geral encontram em mais de 800 unidades fixas e móveis. Elas atuam de acordo com as necessidades locais e contribuem para o fortalecimento da indústria e o desenvolvimento pleno e sustentável do Brasil.

Grandes conquistas
  • 55 milhões de alunos capacitados de 1942 a 2011;
  • 2.4 milhões de matrículas anuais;
  • 3 mil cursos nas modalidades de aprendizagem, qualificação, aperfeiçoamento, técnica, graduação, pós-graduação
  • 471 unidades fixas e 326 móveis;
  • 28 áreas industriais;
  • 325 kits didáticos de educação profissional;
  • 29 países em parcerias internacionais.




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