terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Moda e negócio: Polos de confecção comemoram bons resultados no Rio-à-Porter

O balanço é positivo. Esse é o resultado da bolsa de negócios oficial da 20ª edição do Fashion Rio, o Rio-à-Porter (foto), sediada pela primeira vez na Casa Firjan da Indústria Criativa, em Botafogo, zona sul da capital fluminense. Comparado a última edição de inverno, o Rio-à-Porter teve um aumento médio de 10% nas vendas.

“Para nós foi muito marcante o Rio-à-Porter ter acontecido na Casa Firjan da Indústria Criativa. Nestes primeiros dez anos qualificamos as exportações de moda do estado em quase 300%. Este é um farol que aponta o que desejamos para os demais ramos criativos, que não só são uma vocação do Rio, mas também significa o emprego de quase um quarto dos trabalhadores do estado”, destaca o presidente em exercício do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt.

O Polo de Moda de São Gonçalo se destacou e registrou crescimento de 60% em seus negócios em comparação à última edição da bolsa. Foram 2 mil peças comercializadas que em breve serão vendidas no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais. As marcas L. Santti e Due receberam compradores italianos e franceses.

Quem também comemora um bom período é o Polo de Moda do Sul Fluminense, que 
contabilizou um volume de vendas que ultrapassa os R$ 50 mil. Com moda feminina e acessórios, a marca teve aumento de 25% nos pedidos e atraiu novos clientes, realizando negócios com estados como Espírito Santo, Alagoas e Santa Catarina. Destaque para a marca de acessórios Penduricalhos, de Valença, que no primeiro dia fechou pedido com a França.
As vendas foram positivas também para o Polo de Moda de Cabo Frio, que se destacou com seus expositores de acessórios. O segmento teve aumento de 25% nos seus negócios em comparação à última edição e atraiu a atenção de compradores da Itália e Estados Unidos, além dos negócios com o Estado de São Paulo e do Nordeste.

O tricô foi o carro-chefe de vendas nos Polos de Petrópolis e Moda Carioca. Entre os empresários da Região Serrana, o movimento durante o evento superou as expectativas e foram feitos, em média, três novos clientes a cada dia. A partir da participação no Rio-à-Porter, o polo espera duplicar as vendas, que levarão dois meses para chegar aos consumidores cariocas, mineiros e paulistas. Já a marca Tricot Store, de São Cristovão, na capital, comemora o fato de ter realizado a média de dez vendas por dia, crescendo 50% em relação à última edição de inverno.

Motivos para comemorar também não faltam ao Polo de Moda de Campos. A moda feminina apresentada pelas empresas participantes superou as expectativas de vendas e fechou negócios com Alagoas, Paraná e Minas Gerais. Entre os compradores internacionais, a França fechou acordos com a marca de bolsas Dona Onça, além de contatos feitos com o Reino Unido. 

O mercado internacional também esteve de olho nos produtos apresentados pelo Polo de Moda de Friburgo. A roupa intima da Região Serrana teve negócios realizados para Colômbia, Estados Unidos, Angola e Japão.

A participação dos polos de moda no Rio-à-Porter auxiliam na divulgação da capacidade produtiva e criativa da indústria de moda do estado. Com o apoio do Sistema Firjan e do Senai Moda e Design, os pequenos empresários podem mostrar seu trabalho para compradores nacionais e internacionais. Pela primeira vez o Rio-à-Porter foi realizado na Casa Firjan da Indústria Criativa, espaço que futuramente será destinado a todo o setor criativo da indústria fluminense.

“O Rio-à-Porter foi muito importante para consolidar a atuação que completa dez anos em 2012. O evento ter sido realizado na Casa Firjan da Indústria Criativa foi também positivo por inaugurar um momento em que nós estamos mais voltados a este setor”, afirma a gerente do Senai Moda e Design, Cristiane Alves.

O Estado do Rio de Janeiro possui 13 polos de moda, que reúnem cerca de 4 mil empresas de confecção. O setor gera 55 mil postos de trabalho e, considerando toda a cadeia produtiva, mais 90 mil empregos indiretos. Outros setores ligados a atividade como as indústrias têxteis, de calçados e de jóias, somam cerca de 600 empresas, que geram mais 10 mil empregos em todo o estado.
Foto: Divulgação

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