sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Confecções em alta: Mercado mineiro tem carência de costureiras qualificadas

Com o mercado da moda aquecido e o aumento do consumo faltam costureiras (foto) para atender a tantos pedidos nas confecções. O ofício é antigo, mas a carência de profissionais qualificados para trabalhar nas novas máquinas e processos produtivos é grande.  Neste mês, as confecções seguem com vagas abertas. “No começo do ano a indústria produz as encomendas para entrega da coleção de inverno e começa a preparar o lançamento do preview de verão”, explica o presidente do Sindicato do Vestuário de Minas Gerais, Michel Aburachid. Nesta época o mercado de uniformes também está aquecido. “O segmento industriais e escolares representa hoje pelo menos 30% do setor,” calcula.

Aburachid informa ainda que a indústria têxtil e de confecção perdeu muitas costureiras para outros setores que ofereciam melhores remunerações e com as dispensas em determinados períodos do ano. “Estamos recuperando essa mão de obra oferecendo mais benefícios”, garante. Segundo ele, o setor deverá crescer 5% em 2012, com uma previsão modesta tendo em vista o quadro econômico de crise nos Estados Unidos e na Europa. A aposta é no mercado interno. “Noventa e cinco por cento dos nossos produtos estão ao alcance de todas as classes”, ressalta.

São cerca de oito mil confecções em todo o estado que empregam diretamente cerca de 180 mil pessoas. Para facilitar as contratações o Sindicato está cadastrando costureiras em um banco de dados acessível para a indústria. As oportunidades podem ser aproveitadas nas indústrias e até mesmo em casa. “Com a legalização do empregador individual muitas costureiras e bordadeiras estão optando por trabalhar em casa”, assegura Aburachid.

Para alinhavar procura e oferta de profissionais qualificados, o Senai-MG abriu vagas para o curso de costureira no Modatec, em Belo Horizonte e nas cidades-polo de confecções. O diretor do Modatec, Jorge Peixoto, acrescenta que o curso prepara um profissional capaz de atuar na costura e com visão de todas as etapas industriais.

Começa aprendendo como tirar medidas, depois a fazer a modelagem no papel e passar para o tecido, quando aprendem o plano de corte. O próximo passo é o laboratório de costura onde têm contato com máquinas domésticas e industriais. Ao final do curso sabem corte e costura.



“Buscamos preencher a demanda da indústria que precisa de profissionais que entendam o processo do começo ao fim. O conhecimento das máquinas e acessórios também agiliza a produção”, explica. Para garantir uma das vagas, Peixoto acredita na qualificação. “Conhecer os diversos departamentos, tecidos e equipamentos faz diferença na trajetória profissional."

Só em dezembro passado, o Modatec formou 60 costureiras em curso de qualificação profissional cuja duração é de três meses. Quem tem entre 16 e 24 anos pode optar pelo curso gratuito de aprendizagem em confecção e moda, com duração de um ano. O próximo processo seletivo será em maio de 2012. O programa é oferecido em diversas cidades “O Senai  está padronizando seus cursos para facilitar o treinamento e aumentar a competitividade da indústria mineira. Seja em Belo Horizonte ou no interior, a metodologia e o conteúdo do curso é o mesmo”, diz Peixoto.
Foto Divulgação

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