segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Alfabetização de cegos: Senai-DF confecciona e doa material para biblioteca especializada em deficientes visuais

Atrair mais alunos com deficiência visual interessados em aprender a ler e a escrever foi o que levou o Senai do Distrito Federal a doar 14 celas Braille para o Projeto de Alfabetização de Pessoas com Perda Total e Parcial da Visão da  Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga. Essa unidade é a única da capital federal que possui acervo especializado voltado a pessoas cegas. O material doado foi confeccionado pela  área de marcenaria do Senai de Taguatinga.

A cela Braille é uma peça retangular de madeira em que, por meio da sensibilidade do tato, são aprendidas as técnicas do Sistema Braille. É o meio fundamental para iniciação da leitura e da escrita de pessoas cegas em todo o mundo. A técnica permite o desenvolvimento de uma ótima percepção, identificação e discriminação dos símbolos do alfabeto.

Segundo a interlocutora regional do Psai, Ana Luzia Duarte (em pé à direita na foto), as doações vão beneficiar novos alunos. “Devido à carência desse material tão importante para o aprendizado, decidimos compartilhar e doar. Queremos contribuir com educação e inclusão de pessoas com deficiência visual no universo da leitura, mas, para que isso seja possível, é preciso que exista iniciativas como a do Senai."

Uma das fundadoras e responsável pela área de relações públicas e sociais da Biblioteca Dorina Nowill, Noeme Rocha da Silva, que também é deficiente visual, explica a importância da doação para manutenção do projeto. “Estávamos precisando muito desse material. A demanda de alfabetização vem crescendo e a cela Braille permite, de uma forma didática, o estimulo inicial da sensibilidade do tato, recurso fundamental para nós que não enxergamos."

“Durante o processo de aprendizagem, o aluno participa de atividades com outros alunos que possuem as mesmas dificuldades, isso ajuda promover a interação social”, assegura a professora de Braille e responsável pela catalogação da biblioteca, Maria de Moraes. Além das 14 peças, o Senai doou um conjunto com jogos educativos: tabuleiro de xadrez, baralho e jogo da velha, todos adequados especialmente para o Braille. Os serviços de inclusão da Biblioteca Braille também coloca à disposição um centro de acessibilidade digital, com computadores conectados à internet e com softwares adequados para que os deficientes visuais navegarem na rede.
Reportagem de Gleice Oliveira/Foto Sistema Fibra

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