quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Energia eólica: Senai e alemães ampliarão formação de pessoal para expansão do setor

Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Esses serão os estados que desenvolverão programa de formação de profissionais na área de energia eólica. Até 2014, serão capacitadas 500 pessoas, entre técnicos de planejamento e análise de instalação de parques eólicos, profissionais para construção, operação e manutenção desses parques e instrutores do Senai.

A meta é do projeto que acaba de ser fecha pelo Senai e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ, na sigla em alemão). O acordo foi assinado pelo diretor-geral do Senai Nacional, Rafael Lucchesi, e o diretor da GIZ para o Brasil, Ulrich Krammenschneider. As duas organizações investirão US$ 2 milhões. Estão previstas ainda visitas técnicas de profissionais do Senai a parques eólicos da Alemanha e de outros países europeus referências na oferta de energia gerada pelos ventos.


De acordo com o analista do Senai Nacional, o Marcello Coelho, a falta de profissionais qualificados é um grande obstáculo para o crescimento do setor. Estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a energia eólica representará 7% da energia gerada no Brasil em 2020. “Investidores e governos dos estados com grande potencial de geração de energia eólica têm procurado o Senai para intensificar a formação de profissionais para o segmento. Agora vamos atender à demanda.”

Até 2014 o Brasil deve gerar 7,2 gigawatts de energia eólica, o que representa 1% da energia gerada no país por fontes renováveis. Para isso, está prevista a construção de mais de 200 parques eólicos em dez estados. Conforme o supervisor técnico da área eólica do CTGás&ER do Senai do Rio Grande Norte e da Petrobras, Daniel Faro, o setor vai demandar para os próximos três anos cerca de 40 mil profissionais, tanto para instalação quanto para operação e manutenção de parques eólicos.

“Serão necessários desde auxiliares de construção civil, mestres de obras até engenheiros”, destaca Faro. Segundo ele, os salários devem variar em torno de R$ 700, para profissionais de base, a R$ 12 mil, para engenheiros. Marcello Coelho explica que boa parte dos profissionais do setor é formada em cursos genéricos, como o de construção civil. Por isso, assinala, o Senai quer ampliar a oferta de cursos e serviços específicos para o setor. “Esse projeto com a GIZ será um pontapé inicial para os estados onde o Senai não desenvolve ações em energia eólica e intensificará resultados naqueles em que já oferece cursos e serviços.” O Senai dispõe de cursos e serviços específicos no Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul.

No projeto em parceria com a GIZ, serão capacitados 72 instrutores do Senai e 360 profissionais para o setor. De acordo com o Senai, o profissional para trabalhar na instalação e montagem de parques eólicos deve planejar, acompanhar e executar a instalação dos aerogeradores, avaliar riscos, interpretar manuais e procedimentos, reparar sistemas e componentes dos equipamentos, controlar estoques de peças, elaborar relatórios de manutenção, entre outras atividades.

Os da fabricação de equipamentos e de operação e manutenção de parques eólicos devem desenvolver projetos de componentes, de materiais, de processos de confecção e de montagem de aerogeradores. Também têm a tarefa de fabricar e montar peças e controlar a conformidade dos processos e dos componentes desses equipamentos.

O Senai vai capacitar mais 45 profissionais para oferta de serviços de consultoria em análise de áreas para instalação de parques eólicos, elaboração de planos de negócios, acesso a banco de dados em energia eólica e consultoria para a instalação de laboratórios. Nos cursos e visitas técnicas, esses especialistas vão aprofundar conhecimentos em identificação e seleção de locais para exploração eólica, análise preliminar do potencial eólico, elaboração de projetos básicos de infraestrutura civil e elétrica e de processo de licenciamento ambiental, entre outros.

Há mais de 40 anos, o Senai é parceiro da GIZ. Desde 2009, as duas organizações realizam ações conjuntas na área de energia, considerada prioritária para o Senai. Naquele ano, assinaram convênio para um projeto que, até 2013, capacitará 80 técnicos do Senai para prestar serviços a empresas na área de eficiência energética. “A cooperação com a Alemanha é fundamental para garantir a competitividade da indústria brasileira”, disse Rafael Lucchesi, na assinatura do acordo. Segundo Ulrich Krammenschneider, o projeto se insere na estratégia de cooperação da Alemanha com Brasil.

7 comentários:

  1. ENG. FABIO REMY M.SC18 de fevereiro de 2012 03:20

    Sou Engenheiro Civil, atualmente trabalho no SENAI PARAÍBA, gostaria de saber, caso possivel, como atuar neste programa, pois sou especialista em gestão ambiental industrial e tenho grande interesse em energia limpa..

    Att. Eng Fábio Remy M.sc
    fabioremy@gmail.com

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  2. Prezado Fábio, vou entrar em contato com os responsáveis pelo programa. Assim que obtiver resposta ao seu pleito, aviso por seu e-mail.

    Abraços,

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  3. Prezado Fábio, segundo o gestor nacional da parceria, Júlio Zorzal, você deve consultar a Unidade de Tecnologia do Senai da Paraíba.

    Abraço,

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  4. boa tarde!
    Sou do Rio Grande do Sul,gostaria de saber se este curso de tecnico em manutenção de parques eólicos,estará disponivél aqui no meu estado?E, apartir de quando?Ah,qual é o nivél escolar necessário para este curso?
    obrigado
    Tiago Rafael Walber.
    email:tiagorw@yahoo.com.br

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  5. Prezado Tiago, para saber mais sobre que você deseja entre em contato com o Senai-RS, pelo:

    SISTEMA FIERGS - (51) 3347 8787 - AV ASSIS BRASIL, 8787 PORTO ALEGRE/RS, ou via

    http://www.senairs.org.br/conheca_senai.asp?idArea=4&idSubMenu=5

    Sucesso!

    Roberto Almeida

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  6. Gilberto Rodrigues Ferreira11 de março de 2014 14:13

    Sou residente em Fortaleza e tenho interesse em qualificar-me em Fabricação de equipamentos, operação e manutenção de Parques eólicos.
    Solicito informação qual seria o curso mais indicado e qual local há disponibilidade. e-mail:grfgilberto400@gmail.com

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  7. Prezado Gilberto, recomendo que você fale diretamente com o Senai aí do seu estado, via

    http://www2.sfiec.org.br/portalv3/sites/senai/?st=fale-conosco

    Sucesso,

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