terça-feira, 8 de novembro de 2011

Contra a exploração sexual: Projeto modifica a vida de jovens de São Luís

A semana de socialização da primeira turma do programa ViraVida em São Luís do Maranhão começou a modificar a vida dos 49 jovens inscritos. Foram dinâmicas de grupo, momentos de descontração e oportunidades para que os alunos, que têm entre 16 e 21 anos, conhecessem melhor o projeto e pudessem perceber os benefícios que o aprendizado de uma profissão pode proporcionar.

Desenvolvido por iniciativa do Conselho Nacional do Sesi, o ViraVida promove a autoestima e a escolaridade de adolescentes e jovens em situação de risco social e resgatados da exploração sexual. A proposta está baseada em cursos profissionalizantes, ministrados pelo Senai e por organizações do Sistema S, construídos a partir do alinhamento entre a demanda de cada mercado com o perfil e as expectativas do público-alvo. Os cursos contemplam formação profissional, educação básica e noções de autogestão, além de atendimento psicossocial voltado ao resgate de valores e fortalecimento de vínculos familiares.

Para a coordenadora do programa no Maranhão, Rosângela Alves, é preciso lutar contra o preconceito e a falta de oportunidades para esses jovens. “Esse é um modelo único no país, um novo olhar. São 17 estados trabalhando com cursos de formação profissional." A estratégia do ViraVida está alicerçada nos planos: interferir nas condições subjetivas que constituem os modos de ser, pensar e agir dos adolescentes e em suas condições objetivas de vida, incluindo situação familiar, de acesso à escola e à saúde e outros direitos sociais básicos.

Raimundo (nome fictício) tem 19 anos e conta sonhar ser um grande empresário. “Espero que o ViraVira me ajude a conseguir um bom trabalho, quero aprender mais e mais no curso para estar empregado mais tarde”, explica. Como ele, outros 48 alunos alimentam sonhos semelhantes de uma vida com reconhecimento profissional. Nessa direção, o ViraVida “faz de tudo para que estes jovens compreendam a oportunidade de socialização e de inserção no mercado de trabalho que lhes está sendo oferecida”, afirma Rosângela.

Para participar dos cursos em tempo integral, com aulas de educação profissional e educação continuada, o jovem deve ser encaminhado por uma das instituições parceiras do programa como ONGs, conselhos tutelares ou similares, que representem a sociedade civil organizada. Durante o período do curso, que chega a um ano, cada aluno é acompanhado por uma equipe multidisciplinar integrada por professores, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e outros; e recebe uma bolsa de estudos mensal, uniforme completo, material escolar, transporte e alimentação.

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