quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Educação profissional: Desenvolvimento econômico e social depende da capacidade dos países em qualificar seus profissionais


A afirmação é do australiano Tjerk Dusseldorp (foto), presidente do WorldSkills International, organização que reúne instituições voltadas à educação profissional em todo o mundo. “As competências humanas fazem a riqueza das nações”, destacou Dusseldorp, em entrevista durante o 41º WorldSkills Competition, o maior torneio de educação profissional e tecnológica do mundo, que acaba de ser promovida em Londres. 

Nesta edição, a equipe brasileira conquistou o segundo lugar, com seis medalhas de ouro, três de prata, duas de bronze e dez certificados de excelência, ficando à frente do Japão, da Suíça, de Singapura e outros países desenvolvidos e atrás apenas da Coreia do Sul.

Prova de que a formação profissional alavanca o crescimento, explicou ele, é que países com pequenas de pequenas áreas territoriais e com poucos recursos naturais, como a Suíça, a Coréia do Sul e o Japão, se transformaram em potências econômicas porque investiram na educação profissional. “Outros países com grandes territórios e recursos naturais abundantes não fizeram o mesmo e continuam sendo países em desenvolvimento.” Dusseldorp citou a atuação do Senai na formação de pessoal qualificado para a indústria brasileira como um exemplo a ser seguido por instituições de todo mundo.

“Ao facilitar o acesso dos jovens à formação profissional, o Senai ajuda o Brasil a crescer.” Na outra ponta, a falta de investimento em formação profissional, Dusseldorp cita da Espanha, que tem o mais elevado nível de desemprego de jovens da Europa. “Além da crise, os jovens espanhóis não encontram trabalho, porque a maioria só tem formação geral. Há falta de competências técnicas.”

Para o presidente do WorldSkills International, parte do baixo investimento em educação profissional no mundo se deve ao forte estímulo que os jovens recebem dos país para fazer curso superior. “Poucos procuram a aprendizagem técnica e, com isso, há muitos jovens sem trabalho.” Por isso, ele deixou um conselho aos jovens de todo o mundo: “façam um curso técnico, que desenvolva competências para o trabalho.”

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