sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Artefatos de couro: Senai forma profissionais para a indústria do Paraná


O Senai de Curitiba acaba de certificar (20/10) 15 alunos que concluíram o curso de qualificação em máquina de costura industrial, realizado em parceria com o Sindicato das Indústrias de Artefatos de Couro (Sindicouro). Uma segunda turma, com mais 15 alunos, iniciará os estudos na próxima segunda (24/10).

“Já recebemos uma série de pedidos de empresários interessados em se associar ao sindicato para poder participar do curso. Acredito que essa iniciativa ajudará a desenvolver cada vez mais nosso setor”, destacou o presidente do sindicato, Waldomiro Wanderley Luersen. Para o empresário, a parceria com o Senai deve aumentar. “O Senai tem know how de treinamento técnico qualificado. Queremos ampliar a parceria transformando a escola em um laboratório para nosso setor, não só de costura, mas também de corte e modelagem."

O gerente do Senai de Curitiba, Jorge Luiz Jacon, também ressaltou a parceria. “O Senai precisa estar junto das empresas para saber quais são as demandas. Com o Sindicouro, estamos desenvolvendo cursos de acordo com as necessidades do setor”. Os novos certificados são funcionários das empresas CTN Indústria e Comércio de Manufaturas, Guimaro Artefatos de Couro, Danka Bolsas, CM3 e Tasche Bolsas.

Neury Macionki, diretor da CTN, está satisfeito com a parceria. “Tivemos quatro funcionárias no curso. Percebemos uma mudança na autoestima e um interesse maior pelo trabalho, pois agora elas se sentem valorizadas e possuem uma perspectiva de crescimento na empresa”.

Segundo o representante da Guimaro, Hamilton Rodrigues, os profissionais que participaram do curso saíram melhores do que quando iniciaram o programa. “Nosso objetivo com o curso era desenvolver um conhecimento básico. Vocês venceram os obstáculos e agora possuem um diferencial para o mercado de trabalho”.

Os formandos receberam bolsa e estojo produzidos por eles durante as aulas. “Estou muito feliz. Nunca imaginei que um dia iria costurar e, acima de tudo, quebrar a barreira do preconceito”, disse André Luiz Gonçalves Estevo, o único homem da turma. “Quero ser costureira e estou pronta para uma máquina de costura”, afirmou Jéssica Miranda Vanzuita, destacando que “no começo foi difícil, pois não tínhamos prática, mas todo mundo foi guerreiro”.

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