quinta-feira, 6 de outubro de 2011

7ª Olimpíada do Conhecimento: Senai do Brás prepara equipe para a etapa estadual da competição

Quem vê de fora o prédio do Senai do Brás, em São Paulo, capital, não imagina as modernas instalações, máquinas e ambientes educacionais lá existentes. Esta unidade, na qual os alunos têm um histórico de sucesso em Olimpíadas do Conhecimento, vem preparando 32 participantes de 24 modalidades para a etapa estadual da competição, que ocorrerá em novembro próximo. Das cinco modalidades da última etapa nacional em que a escola participou, em março de 2010, no Rio de Janeiro, o resultado foi excelente: cinco medalhas de ouro nas ocupações de Confeitaria, Ferramentaria, Manufatura Integrada, Mecânica de Precisão e Sistema de Transporte de Informação.

Segundo o diretor da unidade, João Roberto Campaner, a Olimpíada do Conhecimento – competição promovida a cada dois anos pares pelo Senai e empresas – traz vários ganhos ao processo educacional da organização. Ele percebe que o jovem do Senai, quando participa da competição, passa a desenvolver comprometimento e responsabilidades. “Os outros alunos têm aquele menino como modelo de seriedade, de empenho. Então fazemos com que ele seja referência.”

O coordenador de Atividades Técnicas do Senai do Brás, Marcel Porto, explicou que durante o treinamento há também reuniões com os pais dos alunos e acompanhamento psicológico: “Há três meses promovemos encontros dos competidores com psicólogos, a fim de desenvolver um trabalho comportamental e emocional”.  Em meio às salas de aula, alguns alunos treinam com afinco para a competição em ambientes separados. Pelos semblantes, é visível o alto grau de concentração. 

Eraldo Silva e Wellington Souza, alunos em Sistema de Transporte de Informação (STI), há um ano se dedicam com o objetivo de defender a medalha de ouro da ocupação, conquistada em 2010 pelo colega Othon Alonso. “Também quero a medalha de ouro, mas, independentemente do resultado na Olimpíada do Conhecimento, a minha expectativa é terminar o nível técnico e cursar engenharia para depois dar aulas no Senai”, relatou Eraldo.
Um dos 23 alunos do Senai em Londres, Guilherme Vieira compete por medalha na ocupação de design gráfico – Foto Ronaldo Batalini
Eraldo e Wellington treinam para repetir a medalha de ouro em STI conquistada em 2010 pela a escola do Brás – Fotos Everton Amaro

Caio Agostinho, 18 anos, não pensa diferente. Concluiu a aprendizagem industrial de eletricista de manutenção e, atualmente, faz o curso técnico de Mecatrônica. Estreando na Olimpíada do Conhecimento na ocupação de Eletricidade Industrial, treina desde junho de 2010 para o evento e tem a mesma expectativa que seus colegas. “Primeiramente, quero adquirir conhecimento prático na indústria para, depois, dar aulas no ramo da eletricidade e automação no Senai.”

Um dos 23 alunos do Senai em Londres, Guilherme Vieira compete por medalha na ocupação de design gráfico – Foto Ronaldo Batalini
Caio (esq.) busca a medalha em Eletricidade Industrial, enquanto Nascimento (de branco) orienta Max e Eduardo

Em Robótica Industrial, o docente Fábio Nascimento treina os alunos Max Mazakina, Eduardo Bonilho e Vinícius Vermieiro. De acordo com ele, a função dos competidores é melhorar cada vez mais a sinergia entre software e estrutura física. “É fundamental uma mecânica e um software precisos, pois na competição eles têm apenas uma hora para fazer a programação do robô. Então é necessário que este processo seja realizado o mais rápido possível, daí a necessidade de desenvolver um programa mais simples e eficiente para reduzir o tempo da atividade”, esclareceu Nascimento.
Reportagem de Edgar Marcel

2 comentários:

  1. LEMBRANDO que o crédito do texto é de Edgar Marcel. As fotos são de Everton Amaro, e não de Ronaldo Batalini.

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  2. Prezado Anônimo,
    Conforme a legenda da primeira foto da nota acima: "Eraldo e Wellington treinam para repetir a medalha de ouro em STI conquistada em 2010 pela a escola do Brás – Fotos Everton Amaro", você pode observar que o crédito das fotos está para Everton Amaro.

    Quanto ao texto, ele não recebeu crédito porque foi editado, mas vou acrescentar como reportagem de Edgar Marcel.

    Obrigado,

    Roberto Almeida

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