quinta-feira, 22 de setembro de 2011

WorldSkills 2011: Gaúchos estão no principal torneio mundial de educação e tecnologia

Um grupo de gaúchos está de malas prontas para o WorldSkills 2011, maior torneio de educação profissional e tecnológica do mundo. A 41ª edição da competição reunirá de 5 a 8 de outubro, em Londres, cerca de mil estudantes de cursos de aprendizagem e técnicos profissionalizantes de 50 países dos cinco continentes. Nas provas, que simulam desafios do dia a dia do trabalho em 46 ocupações profissionais, eles terão de demonstrar conhecimento e habilidades técnicas e pessoais para executar as tarefas dentro de padrões de qualidade e do prazo estipulado.


A equipe brasileira terá 28 jovens estudantes, dos quais 23 são de cursos de aprendizagem e técnicos do Senai e cinco do Senac. Além de mecatrônica, que terá como representantes os gaúchos Christian Alessi e Maicon Carlos Pelissaro Pasin, o grupo disputará medalhas e diplomas de excelência em outras 24 ocupações profissionais, como design gráfico, tecnologia da informação, robótica móvel, eletricidade predial e industrial. Duas gaúchas do Senac-RS também estarão na disputa: Daniela de Mello (cabeleireiro) e a dupla Jéssica Peyer do Amaral e Renata Araújo Machado (técnica em enfermagem).

Edilson Ferreira, Nádia de Oliveira, Breno Gomes e Cíntia Almondes – Foto Senai-PI
Christian e Maicon: de olho no ouro de Londres - Foto José Paulo Lacerda/Agência CNI

Os brasileiros passaram por rigoroso processo de seleção, que começou com as etapas interescolares, regionais e nacional da 6ª Olimpíada do Conhecimento, torneio nacional de educação profissional e tecnológica realizado a cada dois anos pares pelo Senai e empresas parceiras. Os primeiros colocados da Olimpíada passaram por forte fase de treinamento e enfrentaram ainda duas provas simuladas.

Conforme o expert Ademir Bassanesi, do Centro Tecnológico de Mecatrônica Senai, de Caxias do Sul, que treina a sétima equipe para o torneio, a meta este ano é o ouro. “Já fomos para o WorldSkills ambicionando ficar entre os cinco melhores, e fomos querendo medalha. Desta vez, vamos atrás do ouro”. Os dois rapazes de 21 anos também miram o ouro. “Queremos algo inédito para a mecatrônica: o primeiro lugar”, disse Pasin, que treina cerca de oito horas por dia. Seu companheiro Alessi acredita que a grande dedicação deverá ser recompensada. “Vamos buscar o ouro.”

A equipe brasileira também conta com um time de intérprete. O Senai do Rio Grande do Sul empresta dois: Sérgio Renato Rodrigues Machado, em mecânica de refrigeração, e Márcio Bassoti, em eletricidade industrial, que terão a função de traduzir as provas para os alunos. A expertise dos instrutores do Rio Grande do Sul também conduziu especialistas ao WorldSkills para observar ocupações que o Brasil ainda não participa.

Igor Krakheche, competidor em mecatrônica em 2003, embarcará com a incumbência de acompanhar a ocupação de manufatura integrada e adequá-la à competição nacional, para que o Brasil tenha participante na próxima edição do principal torneio internacional. Com a mesma função, o expert Douglas Junior Correa de Moura vai observar a ocupação impressão offset.
A área da robótica móvel ficará a cargo de Felipe Trindade. Ele foi prata em 2007, em mecatrônica, no Japão, e conhece bem a disputa. Felipe Uhr estará encarregado de trazer para o Brasil as informações relativas à pintura automotiva.

O expert em eletrônica, João Olegário de Oliveira Souza, está treinando o aluno do Senai do Paraná, Gabriel D’Espindula, em Eletrônica Industrial. João está otimista. Com sua experiência de dois torneios internacionais na bagagem, acredita que o rapaz se sairá bem. Primeiro competidor brasileiro em joalheria, em 200 Adriano Cenci voltou com um quinto lugar. Na edição seguinte ele treinou o aluno Alexandre Concari, que retornou do Canadá com a medalha de prata.

Desta vez, Cenci participa como expert, preparando o aluno Rodrigo Ferreira da Silva, do Rio de Janeiro. “Ele está preparado para subir ao lugar mais alto do pódio”, disse. “Como instrutor do Senai espero absorver o máximo do conhecimento das pessoas envolvidas neste evento para poder repassar aos alunos, que posteriormente estarão no mercado de trabalho”, concluiu.

Bianual, o WorldSkills também é uma grande oportunidade de jovens profissionais de diversos países do mundo trocarem conhecimentos técnicos e tecnológicos e experiências sobre suas ocupações. Mais do que medalhas e certificados de excelência, os competidores são referência internacional em suas profissões. A participação no WorldSkills é, portanto, uma importante credencial para o mercado de trabalho.

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