quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Petróleo e gás: Sem profissional qualificado setor retarda crescimento

A falta de pessoal qualificado é um dos obstáculos ao desenvolvimento da indústria brasileira do setor de petróleo e gás. O alerta foi feito pelos participantes do painel que discutiu as oportunidades de investimentos na área de energia no 29º Encontro Empresarial Brasil Alemanha (Eeba), encerrado nesta terça (20/9), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, capital.

“O problema é sério”, diagnosticou o diretor-presidente da Odebrecht Óleo & Gás, Roberto Paraíso Ramos, durante o painel. A formação de trabalhadores especializados, segundo ele, é uma tarefa de longo prazo que não acompanha o ritmo de evolução das metas de aumento da produção das empresas de petróleo e gás. Por isso, a Odebrecht decidiu contratar trabalhadores de outros países.

Foto Divulgação Petrobras


Na Associação Brasileira da Infraestrutura e da Indústria de Base (Abdib), a estratégia é investir na formação profissional. Além de apoiar o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp), a associação mantém dois outros.

Um deles busca o treinamento e a reciclagem dos executivos que precisam estar atualizados e dominar as novas tecnologias. O outro é o compromisso firmado com o Ministério do Trabalho para formar 100 mil trabalhadores para atender às construtoras. “A formação da mão de obra é um dos grandes desafios do Brasil”, afirmou o vice-presidente da Abdib, Raph Lima Terra.

No painel, o diretor financeiro e de relações com os investidores da Petrobras, Almir Barbassa, apresentou o plano de negócios da empresa para os próximos cinco anos: US$ 224,7 bilhões no período. Desse total, 57% serão aplicados em exploração de novas reservas, especialmente em águas profundas.

A execução desse plano exigirá a expansão da cadeia de fornecedores da Petrobras, o que representa um grande atrativo para os investidores alemães. “Vamos produzir tecnologia no Brasil. O mercado está maduro e há uma forte demanda”, destacou o diretor de Inovação da empresa Endress+Houser, de sistemas de automação, Matthias Altendorf.

A Endress+Houser montará uma fábrica no Brasil, anunciou Altendorf, para que seus equipamentos tenham conteúdo nacional, ou seja, o número de peças e componentes produzidos no país, exigido nas compras feitas pela Petrobras.

O 29º Eeba, que reuniu mais de 1.500 empresários, foi realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a sua congênere alemã, a BDI, com o apoio da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. A organização ficou a cargo do Sistema Firjan.

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