quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Contra a exploração sexual de jovens: ViraVida forma jovens para o mercado de trabalho e abre novas vagas no Nordeste

Esta semana representa o início de uma nova vida para os jovens que participaram do projeto ViraVida em dois estados do Nordeste. No Rio Grande do Norte, se formaram três turmas de novos profissionais para o mercado de trabalho. Na Bahia, os primeiros alunos do ViraVida comemoram a conquista do diploma. Para muitos a missão foi cumprida, mas há ainda a oportunidade de mostrar todo o potencial adquirido no mercado de trabalho.

Em Natal uma nova leva de estudantes já passou pela aula inaugural do programa e deram mais um passo na formação cidadã, em busca de crescimento pessoal e profissional. Na terça (27/9), em Natal, os jovens começaram a ser preparados como operadores de supermercados e lanchonetes, profissional de hotelaria e assistente de obras. Desde o início do projeto, lançado em 2008 peloConselho Nacional do Sesi, foram formadas seis turmas em Natal nas áreas de assistente administrativo, desenho de moda, cabeleireiro profissional e cozinheiro básico.

Em Salvador, depois dos excelentes resultados de um ano de formação e capacitação, 38 jovens estão aptos a encarar novos desafios profissionais. O ViraVida foi lançado na cidade em abril de 2010, e hoje conta com 133 alunos em sala de aula.

A proposta socioeducativa tem a coordenada dos Regionais da organização. Participam equipes multidisciplinares integrada por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais. As capacitações dos alunos são feitas pelo Senai e outras organizações do Sistema S. Os cursos combinam formação profissional e educação básica, com abordagem de temas como cidadania, saúde, doenças sexualmente transmissíveis, cuidados com o corpo, orçamento familiar e direitos.

Em seus três anos de existência, o projeto formou 1.817 jovens entre 16 e 21 anos, de baixa renda e que têm sua história de vida marcada por experiências relacionadas a abuso e exploração sexual, trabalho doméstico, gravidez precoce e dependência química. Os beneficiados ainda contam com atendimento médico, odontológico e psicossocial, lazer e cultura. Hoje, o projeto está em 16 cidades de 13 estados, mas a meta é alcançar as 27 unidades da Federação. Do total de formandos, 555 estão inseridos no mercado de trabalho, enquanto o restante participa de processos de seleção e aperfeiçoamento profissional.

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