quarta-feira, 24 de agosto de 2011

WorldSkills 2011: Santa Catarina terá três competidores no mundial de profissões


Os jogos Olímpicos de Londres só começarão em 2012, mas este ano outro torneio mundial será realizado em solo inglês e terá a participação de três catarinenses. A equipe brasileira (formada por 28 jovens alunos e ex-alunos do Senai e do Senac) que competirá no 41º WorldSkills, considerado a Olimpíada mundial da educação profissional e tecnológica, terá tês representantes do Senai de Joinville, em Santa Catarina. São eles Leandro Duarte Machado e Andre Luis Peripolli, na ocupação de Robótica Móvel; e Natã Miccael Barbosa, de Web Designe. A participação dos catarinenses entre os melhores do mundo foi confirmada esta semana, depois de alcançarem os índices mundiais em uma série de seletivas.

O 41º WorldSkills Competition reunirá cerca de mil jovens estudantes de 50 países, de 5 a 8 de outubro, em Londres. Eles disputam medalhas em 46 ocupações profissionais industriais, de bens e serviços. Para chegarem ao mundial, os estudantes passaram pelas etapas escolar, estadual e nacional da Olimpíada do Conhecimento, com provas que exigiram cada vez mais conhecimentos, habilidades e atitudes, além de superar diversas provas de índice. No treinamento, os estudantes tiveram o apoio de especialistas, entre eles competidores de edições anteriores do WorldSkills.

Na última edição do mundial, disputada em Calgary, no Canadá, o catarinense André Martins Ramos conquistou a medalha de bronze em Web Design. Com essa experiência, ele ajuda outros estudantes. Andrei Rogger Belegante, que conquistou a sexta colocação em Robótica Móvel no mundial juntamente com Klédson Alves, agora ajuda na preparação da dupla de Joinville.

A vontade de estar entre os melhores do mundo faz com que Leandro e André treinem juntos 12 horas por dia, todos os dias. Mas independente dos resultados na competição, a dupla já observa os benefícios da preparação. "Nos últimos anos, desenvolvemos nossa habilidade de tomar decisões e de lidar com o tempo, mas sempre melhorando a qualidade das tarefas realizadas", conta Leandro.

Para seu parceiro, há uma relação estreita entre o que é cobrado no WorldSkills (e na Olimpíada do Conhecimento) e o que é acontece na indústria. "Apesar de usar um robô didático, na indústria não é muito diferente, pois os fundamentos da estrutura do robô e de sua programação são os mesmos", explica André.

Em outubro, outros 120 estudantes catarinenses disputam a etapa estadual da 7ª Olimpíada do Conhecimento, com provas em 13 cidades. É o início de um novo ciclo que pode levá-los ao WorldSkills de 2013, em Leipezing, na Alemanha, com a passagem intermediária em São Paulo, em novembro de 2012, para etapa nacional da maior competição educacional das Américas, que é promovido pelo Senai, empresas e parceiros a cada dois anos pares.

A delegação brasileira deverá estar completa para a 41ª edição do WorldSkills. Os 28 jovens brasileiros, de 25 ocupações de nível técnico, carimbaram o passaporte após quatro dias de provas seletivas realizadas na semana passada (15 a 18/8), em três escolas do Senai de São Paulo. Quem não alcançasse os índices técnicos, perderia a chance de disputar a competição. “Todas as ocupações estão dentro da nossa previsão de notas e de índice técnico. Ainda não tenho os resultados finais, porque estamos fechando alguns mapas, mas todos eles tiveram desempenho satisfatório, inclusive alguns que tinham dificuldades de performance se superaram”, adiantou o gerente de Olimpíadas do Senai Nacional, José Luís Leitão. “Estou acreditando que vamos ter uma delegação de 25 ocupações”, destacou ao final do último dia de provas.


País-membro do WorldSkills desde 1982, o Brasil teve excelentes colocações no ranking das duas últimas edições. Em 2007, em Shizuoka, no Japão, ficou em segundo lugar. Dois anos depois, em Calgary, no Canadá, em terceiro. Leitão, que é o chefe da delegação brasileira, espera que o Brasil permaneça em Londres entre os melhores do mundo. “Estamos trabalhando para ficar entre os cinco primeiros. Queremos chegar a uma faixa de 520 pontos, numa escala que vai de 0 a 600. 

Isso representará entre um quinto e um terceiro lugar”, avalia Leitão. De acordo com ele, toda a parte operacional e de logística está sendo cumprida conforme o cronograma. O Brasil precisa enviar para Londres armários, componentes e ferramentas que serão usados pelos 28 jovens profissionais nas provas do WorldSkills. “Acredito que no dia 19 de setembro estará tudo no pavilhão das competições.”

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