terça-feira, 23 de agosto de 2011

WorldSkills 2011: Brasil fecha equipe que vai competir em Londres


A delegação brasileira deverá estar completa para a 41ª edição do WorldSkills, maior competição de talento aplicado ao trabalho do mundo, que neste ano será realizada de 5 a 8 de outubro, em Londres, na Inglaterra. Os 28 jovens brasileiros, de 25 ocupações de nível técnico, carimbaram o passaporte após quatro dias de provas seletivas realizadas na semana passada (15 a 18/8), em três escolas do Senai de São Paulo. Quem não alcançasse os índices técnicos, perderia a chance de disputar a competição.


Equipe do Brasil que conquistou o 2º lugar no WorldSkills do Canadá, em 2009 - Foto Marcus B Pinto 
“Todas as ocupações estão dentro da nossa previsão de notas e de índice técnico. Ainda não tenho os resultados finais, porque estamos fechando alguns mapas, mas todos eles tiveram desempenho satisfatório, inclusive alguns que tinham dificuldades de performance se superaram”, adiantou o gerente de Olimpíadas do Senai Nacional, José Luís Leitão. “Estou acreditando que vamos ter uma delegação de 25 ocupações”, destacou ao final do último dia de provas.


País-membro do WorldSkills desde 1982, o Brasil teve excelentes colocações no ranking das duas últimas edições. Em 2007, em Shizuoka, no Japão, ficou em segundo lugar. Dois anos depois, em Calgary, no Canadá, em terceiro. Leitão, que é o chefe da delegação brasileira, espera que o Brasil permaneça em Londres entre os melhores do mundo. “Estamos trabalhando para ficar entre os cinco primeiros. Queremos chegar a uma faixa de 520 pontos, numa escala que vai de 0 a 600. Isso representará entre um quinto e um terceiro lugar.”

De acordo com ele, toda a parte operacional e de logística está sendo cumprida conforme o cronograma. O Brasil precisa enviar para Londres armários, componentes e ferramentas que serão usados pelos 28 jovens profissionais nas provas do WorldSkills. “Acredito que no dia 19 de setembro estará tudo no pavilhão das competições.”

No que depender do entusiasmo dos competidores, o Brasil vai trazer várias medalhas de ouro. “Estou preparado para Londres, acredito que o Brasil vai conseguir a medalha de ouro na minha ocupação”, disse Natã Miccael Barbosa, 19 anos. De Joinville, Santa Catarina, Natã disputará a competição internacional na ocupação web design. Ele treina há três anos para vencer na Olimpíada do Conhecimento, maior torneio das Américas, promovida pelo Senai, e para chegar afiado a Londres. “A seletiva foi muito proveitosa. Consegui terminar todos os requisitos da prova no tempo necessário”, afirmou.

Para Marcos Paulo Santos, 21 anos, a seletiva valeu como mais uma etapa de treinamento na ocupação eletricidade industrial. “Estava tranquilo, mesmo o projeto sendo bem complexo, porque tive um bom treinamento. Vou continuar treinando com o mesmo ímpeto e vontade para Londres. A meta é conquistar a medalha de ouro.” O mesmo sonho tem Avner Santos, 21 anos, profissional da área de instalação e manutenção de redes PC, de Maceió. Mas a preocupação maior dele é com o pós-WorldSkills, com a carreira profissional.

“A prova (da seletiva) foi difícil e cansativa, assim como a preparação. Mas me sinto pronto”, contou. “Quando voltar, pretendo fazer faculdade, na área de instalação de redes, e conseguir um emprego.” Avner revelou ainda que se inspira na mãe, que depois de muito tempo trabalhando na área, hoje está terminando a faculdade de pedagogia. “A história de luta dela sempre foi muito difícil, trabalha desde cedo e sempre deu muito duro para sustentar a mim e a minha irmã. Então me espelho nela para consegui fazer a faculdade”, disse.

O planejamento da carreira, mesmo em idades tão precoces, é denominador comum na vida desses jovens profissionais. Natã e Marcos Paulo também já traçaram os objetivos para quando voltarem da Inglaterra. “Tenho muitos planos, entre eles iniciar a faculdade. Pelo menos quero fazer uma certificação na minha área até janeiro”, afirmou Natã.

"Depois do WorldSkills, vou terminar o curso em eletrotécnica e começar a faculdade em engenharia elétrica. Terminando a engenharia, pretendo fazer pós em automação industrial e conseguir um emprego numa grande empresa”, contou Marcos Paulo. O futuro é incerto, mas em comum os meninos e meninas do Senai e do Senac, que também participa da equipe brasileira no WorldSkills, têm o preparo técnico, vontade, disciplina e sonhos. Muitos sonhos.

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