terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pela educação profissional: Senador Paim diz que críticas ao Sistema S são um equívoco.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Paulo Paim (PT/RS), disse ser “um equívoco” criticar sem fundamentos o Sistema S, que, segundo ele, desfruta de “um carinho muito grande” no Congresso. A afirmação foi feita em audiência pública, na segunda (29/8), proposta por Paim para discutir a redução da jornada de trabalho e a desoneração da folha de pessoal.

Paulo Paim - Divulgação

O diretor de Operações do Senai Nacional, Gustavo Leal, um dos participantes da audiência pública, disse que as organizações (Senai, Sesi, Sebrae, Sesc, Senac, Senar, Senat e outras) que compõem o Sistema S são fundamentais ao desenvolvimento do país, em especial em uma conjuntura de escassez de profissionais qualificados, como agora, e por isso têm de ser “preservadas e fortalecidas”.

Anunciou, na audiência pública, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Subcomissão Permanente de Defesa do Emprego, que a organização irá criar Centros Tecnológicos de Alta Performance (Ctaps). De acordo com Leal, cada um deles terá uma especialização, como automação ou biotecnologia, e irá operar em estreita articulação com as universidades, seguindo o modelo adotado na Alemanha.

“Atuando em rede, os Ctaps terão papel relevante na solução de gargalos tecnológicos”, acrescentou Leal. Confirmou que a meta do Senai, como um dos principais parceiros do Pronatec, é duplicar para 4 milhões, até 2014, o número de matrículas anuais, que atingiu 2,3 milhões ano passado.

Leal enfatizou que Senai e Sesi trabalham com absoluta transparência, cumprindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ao divulgar em seus sites indicadores de aplicação de recursos por área de atuação, atividades e categoria econômica. Lembrou que as duas organizações prestam contas anualmente ao Tribunal de Contas da União (TCU) e são auditadas pela Controladoria Geral da União (CGU).

O gerente-executivo da Unidade de Relações de Trabalho da CNI, Emerson Casali, que também participou da audiência pública, alertou que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, como estabelece Proposta de Emenda Constitucional (PEC) na pauta de votação da Câmara dos Deputados, agravará a perda de competitividade das empresas e a informalidade.

Participaram ainda da audiência pública os vice-presidentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), deputado Laércio de Oliveira (PP-SE), e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), José Ricardo Alves, o chefe da Assessoria Jurídica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Cristiano Zaranza, e o diretor do Departamento Sindical do Sistema Fiesp, Cassius Zomignani.

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