segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Inovação industrial: Senai e Sesi apoiam técnica e financeiramente 98 projetos inovadores


Graças ao edital que o Senai e o Senai lançam anualmente 98 projetos de empresas de todas as regiões do país estão recebendo apoio de especialistas e financiamento das duas organizações em 2011. Dos aprovados entre 399 propostas inscritas, 18 são do Rio Grande do Sul. Com o resultado, o estado mantém o maior índice de aproveitamento desde 2004, quando o primeiro edital foi lançado.

Os projetos são em parceria com 96 empresas do setor industrial que apresentaram propostas para o desenvolvimento de produtos, a melhoria de processos de produção ou para a criação de serviços que proporcionem qualidade de vida aos trabalhadores ou à comunidade onde a indústria está localizada.

Alagoas emplacou dois projetos no edital 2011. A proposta Utilização do consórcio capim elefante e resíduos orgânicos da suinocultura para o reaproveitamento energético na indústria de cerâmica vermelha, da Cerâmica Capelli, foi aprovado pelo Senai. O objetivo é a instalação de uma planta demonstrativa de biodigestão. A ideia é inovar o processo de geração de energia na indústria de cerâmica vermelha, substituindo a elétrica consumida no horário de pico pela renovável, neste caso o biogás, inclusive com benefício ambiental ao evitar que dejetos da suinocultura sejam lançados nos rios e riachos.

“A aprovação deste projeto é um marco para o Senai, pois evidencia o trabalho que vem sendo desenvolvido na busca de inserir a inovação nas nossas ações e apoiando as iniciativas empreendedoras de nossas indústrias”, destaca o assessor de Tecnologia do Senai/AL, Fabrício Colombo.

O projeto Capacitando as lideranças para enfrentar o problema: uma nova perspectiva de combate às drogas na indústria, da V2 Construções, foi aprovado pelo Sesi. O objetivo é a capacitação das lideranças da empresa para saberem agir com relação a esta questão. “O problema das drogas tem crescido de forma extremamente preocupante e o setor empresarial, juntamente com toda a sociedade, tem sofrido com esse avanço. A partir deste contexto, o projeto, que tem a parceria da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), traz formas inovadoras de enfrentar a problemática”, ressalta o assessor de Relações com o Mercado do Sesi de Alagoas, Rodolfo Lima.

Pelo edital, o prazo para que as empresas desenvolvam as propostas apresentadas é de até 20 meses e começa a contar em 3 de outubro. Ao todo, o edital destinará R$ 26 milhões às empresas contempladas. Desse valor, R$ 16 milhões são do Senai, R$ 7,5 milhões vêm do Sesi e R$ 2,5 milhões serão pagos por meio de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aos pesquisadores que participarão dos projetos.

Mas esses valores podem aumentar. “Os recursos para o desenvolvimento dos projetos selecionados poderão chegar a R$ 59 milhões com a contrapartida dos parceiros, que são universidades, instituições de apoio, cooperativas e regionais do Sesi e do Senai”, explica o analista de Desenvolvimento Industrial da Unidade de Inovação Tecnológica do Senai Nacional, Alysson Andrade Amorim. Segundo ele, "o número de propostas encaminhadas neste ano supera em 15% o de 2010, quando recebemos 336 propostas. Naquela edição 77 projetos foram aprovados. Neste ano teremos 21% de aumento de projetos beneficiados."

Nesta edição, explica Amorim, cada proposta selecionada receberá até R$ 300 mil pelo Senai e o mesmo valor pelo Sesi. Caso o projeto seja desenvolvido com apoio das duas organizações, o valor pode chegar a R$ 400 mil. “Os trabalhos de inovação tecnológica recebem o apoio do Senai e os voltados à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores têm recursos do Sesi. Os projetos considerados, ao mesmo tempo, tecnológicos e sociais serão atendidos pelas duas entidades, por isso o valor aumenta”, assegura Amorim. "O nosso objetivo é fomentar projetos de pesquisa aplicada para aumentar a competitividade das empresas, agregar valor aos produtos e conseguir processos mais eficientes, com diminuição do consumo de energia, reaproveitamento de resíduos, melhoria das tecnologias de automação, entre outros”, ressalta.

Os recursos investidos nos projetos serão usados para pagar as despesas geradas no desenvolvimento dos produtos, processos ou serviços propostos. Eles poderão ser aplicados na compra de equipamentos, contratação de terceiros, despesas com viagens e material de consumo, software, material de laboratório, entre outros bens.

O primeiro edital, realizado somente pelo Senai, foi lançado em 2004 para estimular a inovação e aumentar a competitividade da indústria. A partir de 2008, a iniciativa recebeu o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do CNPq, que oferece bolsas de desenvolvimento tecnológico para fortalecer as equipes de execução dos projetos. Em 2009, o edital ganhou o reforço do Sesi e passou a beneficiar também projetos de inovação social. Esses projetos têm o objetivo de melhorar a produtividade das empresas por meio da qualidade de vida do trabalhador. Nos sete anos do edital foram beneficiadas 209 empresas.
Clique aqui para conhecer todos os projetos aprovados neste ano.

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