sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Efeito muscular: Designers criam processo de fabricação a partir do uso de poliestireno em moldes de tecido


Os designers Attua Aparício e Iscar Wanless, graduados pela Royal College of Art, criaram uma nova técnica de fabricação de móveis. O processo, intitulado de NSEPS (Not so expanded polyestyrene), utiliza esferas de poliestireno aquecidas e colocadas em moldes de tecido. O aquecimento a vapor faz com que as esferas derretam, expandam e se fundam, distorcendo os móveis e criando formas musculares. A dupla, que faz parte do escritório de design e pesquisa Silo, explica que o processo é simples.



Eles costuram os moldes de tecido no qual o material será injetado e o aquecem rapidamente. O poliestireno expande e empurra o molde, revelando sua natureza e tomando uma forma de aspecto volumoso e muscular. Ao concluir esta etapa, os designers removem o molde de tecido para expor o padrão e a estrutura da resina. As peças possuem aspecto pixelado, graças aos granulados coloridos que criam padrões expressivos e cheios de personalidade.

A vantagem desta técnica é que ela proporciona o desenvolvimento de diferentes formas, que não seriam possíveis com moldes de metal. Além de permitir a exploração de movimentos, emaranhados e sobreposições, o poliestireno se comporta de maneira diferente a cada vez, fazendo com que cada peça seja única. O projeto surgiu da curiosidade de Aparício e Wanless em descobrir as funções do material.

Ele funciona como isolante térmico, é usado na fabricação de objetos de plástico e é conhecido comercialmente como isopor. Segundo os designers, a intenção era testar alternativas para o termoplástico que não fossem embalagens ou objetos descartáveis e aproveitar suas características mais interessantes, como a flexibilidade, a durabilidade e a vantagem de poder se adequar ao mobiliário
Fonte Portal Senai design – Fotos Dezeen

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