quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Congresso de Bioenergia: Hidrelétrica é a melhor opção para o Brasil, afirma especialista


O recurso hídrico é ainda a melhor alternativa para a geração de energia elétrica e o Brasil, privilegiado em volume de águas, deve aproveitar plenamente esse potencial. Foi o que assegurou o especialista Maurício Muller, diretor de Operações do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), em palestra do VI Congresso Internacional de Bioenergia, nesta terça (16/8), no Senai Cietep, em Curitiba. Promovido pelo Sistema Fiep, por meio do Senai do Paraná, e a Remade, sob a coordenação técnica da UFPR, o Congresso reúne empresários, técnicos, pesquisadores e profissionais de diversas áreas para debater temas importantes em todo o mundo, como biodiesel,energia renovável, resíduos vegetais, carbono e legislação ambiental.

Participaram da abertura, o diretor regional do Senai-PR, João Barreto Lopes; do vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira; o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal; do coordenador do Congresso, Clovis Rech; do deputado estadual e coordenador da comissão de ecologia e meio ambiente da Assembléia Legislativa, Luiz Eduardo Cheida, e da representante da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Leny Zaniolo. 

Na palestra Energias renováveis: desafios e oportunidades, Muller lembrou que nenhum país desenvolvido deixou de aproveitar seus recursos hídricos para gerar energia limpa, até mesmo os de território pequeno, como o Japão. “É uma alternativa altamente viável, porque gera grandes quantidades de energia, a fonte de geração pode ser armazenada e existem tecnologia e estrutura de distribuição."

Segundo ele, o desafio da energia, renovável ou não, é a questão do armazenamento e distribuição. Das energias renováveis, a eólica se torna alternativa cada vez mais madura, inclusive com equipamentos a preços mais acessíveis. “Mas há a questão do ruído e do impacto sobre a fauna e o ambiente da área de abrangência do parque eólico. Portanto, para o Brasil, é uma alternativa complementar, que vem aumentando sua parcela ao longo dos anos”, disse Muller.

A energia solar esbarra na questão do armazenamento e distribuição. Além disso, no Brasil, não são todas as regiões onde a incidência solar é suficiente para gerar energia durante todo o ano. Já a biomassa, oriunda da cana de açúcar ou da madeira, é uma boa opção para as indústrias, que podem gerar sua própria energia e colocar excedentes no mercado. “O desafio da energia da biomassa é a sazonalidade. As indústrias precisam armazenar para ter a garantia de disponibilidade do bagaço da cana e da madeira durante todo o ano”, explicou.

Ao abrir o evento, João Lopes, falou sobre a iniciativa conjunta da organização e a Prefeitura de Paranaguá para a construção da primeira Usina de Biodiesel a base de óleo de fritura usado e a primeira no Brasil com aplicação prática na comunidade. “O impacto para o município é muito positivo, pois retira material poluente do ambiente e gera biodiesel para movimentar veículos oficiais. O empreendimento é uma viva demonstração da participação do setor industrial, que mantém o Senai, na busca de energias alternativas e projetos de impacto socioambiental."

O secretário Leal, lembrou que o Paraná possui fundo de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação, que pode financiar projetos incluídos no eixo definido como prioritário pelo governo do estado. “A questão da bioenergia está incluída neste eixo e projetos nesta área podem receber o apoio do fundo”. Muller, do Lactec, fez a primeira palestra do evento, que ocorre nesta semana (16 a 19/8) e conta com a participação de empresários, técnicos e profissionais de diversos estados.

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