quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pegada Ecológica: Estudo mede os impactos causados pelo Homem no meio ambiente em Curitiba

O Senai do Paraná apresentou o resultado do primeiro estudo feito no estado usando a metodologia Pegada Ecológica, que mede o impacto das atividades de uma cidade, ou de empresa e até mesmo de uma pessoa sobre o meio ambiente. O trabalho mediu a Pegada Ecológica de Curitiba e foi realizado pelo Senai e pelo Sesi-PR, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, com a orientação da Global Footprint Network, organização não-governamental norte-americana que criou e detém a metodologia e mede a Pegada Ecológica de mais de 150 países.


“O Senai atua na área de meio ambiente há muitos anos e a iniciativa de trazer essa metodologia faz parte da estratégia da entidade de dar apoio às indústrias e à sociedade nas suas iniciativas voltadas à sustentabilidade”, explicou o diretor de Operações da organização, Marco Secco, no encontro em que foram apresentados os resultados do estudo de Curitiba, na Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).

“O estudo é um piloto. O foco é ajudar a indústria a identificarem sua pegada ecológica e, por meio de mecanismos de desenvolvimento limpo, implantar medidas que reduzam o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente, como a mudança de matriz energética, o que contribuirá para a redução do efeito estufa”, ressaltou Secco. Agora, a metodologia da Pegada Ecológica tornou-se um serviço ofertado pelo Senai Empresas.
 
Segundo Elcio Herbst, do Senai-PR, que coordenou o projeto de Curitiba, o estudo é uma ferramenta de orientação de ações na área ambiental e, também, para educar e conscientizar a população sobre a consequência do estilo de vida para o planeta e às gerações futuras. No caso de Curitiba, o estudo mostrou que consumo de alimentos, em especial de carnes, compra e consumo de bens e os transportes – individual e público –, são os fatores que mais pesam impactam sobre o meio ambiente. Essas atividades exigem pastagens, terras cultiváveis, florestas para produção de madeira e combustíveis, terrenos para construção e infraestrutura, áreas para seqüestro de emissões de dióxido de carbono.

A medida usada pela metodologia é a hectares globais (gha). O estudo mostrou que a pegada ecológica média per capita de Curitiba é de 3,4 gha. “É uma pegada considerada baixa, em relação a cidades do mesmo porte”, disse Herbst. Ele lembrou que a capital do Paraná já possui ações que reduzem sua pegada, como a existência de uma rede inovadora de transporte público, que ajuda a reduzir o transporte individual, e a manutenção de áreas verdes.
A Pegada Ecológica média per capita de Curitiba é 40% superior à média brasileira.  Segundo Elcio Herbst, a diferença entre Curitiba e a média brasileira pode ser atribuída a uma série de fatores, principalmente o elevado nível de bem-estar e demanda econômica das famílias.

O resultado de Curitiba é bem próximo ao de Campo Grande (3,14 gha) e bem inferior à pegada ecológica de outras cidades do mundo, como Sonoma, nos Estados Unidos, com 9,02 gha; Victoria, na Austrália, com 8,01 gha; e Ontário, no Canadá, cuja pegada é de 8,4 gha. A pegada média da União Européia é de 4,7 gha.

2 comentários:

  1. entretanto a pegada ecológica deve ser feita em relação ao plantea como um todo..uma vez que não basta só uma cidade está num nível menor ...é um engano verificar somente a sua uma vez que estamos num mundo onde o consumo e o desperdício anda a passos galopantes.

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  2. na média, o Brasil a média é 2.2 gha/pessoa...um nível mais alto está ligado ao desperdício, à pouca preocupação com o consumo consciente, ao uso racional da água...esperando que outros façam nosso dever de casa.

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