segunda-feira, 27 de junho de 2011

Emprego e renda: Profissões sem nível superior ainda enfrentam preconceito, mas têm maiores ganhos salariais

O Brasil tem longa "tradição nefasta de desvalorizar as profissões manuais", analisa José Pastore, especialista em recursos humanos e Educação profissional da Universidade de São Paulo. Ele acredita, entretanto, que esse quadro venha a mudar com a valorização que as profissões técnicas estão tendo em virtude da grande demanda. O técnico em planejamento e pesquisa do Ipea, Paulo Meyer Nascimento, destaca que "no Brasil existe um viés muito grande para formar administradores, advogados e educadores, o que não é necessariamente ruim, o problema é formar pouco pessoal de caráter mais técnico-científico, como engenheiros, profissionais mais ligados a setores de pesquisa e desenvolvimento tecnológico".

Brasil tem 588 matrículas em cursos técnicos para cada 100 mil habitantes – Foto Edson Junckes
Brasil tem 588 matrículas em cursos técnicos para cada 100 mil habitantes – Foto Edson Junckes

Isso significa que nas carreiras de ensino superior cuja carência ainda é grande o crescimento na remuneração foi bem superior à média. São "engenheiros, tecnólogos e profissões mais relacionadas ao setor produtivo mesmo e a tecnologia", afirma Nascimento. O diretor regional do Senai de Santa Catarina, Sérgio Roberto Arruda, observa que o Brasil deve criar 8 milhões de postos de trabalho até 2015, número equivalente ao de pessoas desempregadas. "O desafio será ter essas pessoas com a capacitação requerida pelo mundo do trabalho."
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