quinta-feira, 2 de junho de 2011

Educação em domicílio: Mato Grosso do Sul investe na aquisição de quatro novas unidades móveis de ensino

Os avanços das indústrias do vestuário e têxtil, papel e celulose, panificação e metalmecânica em Mato Grosso do Sul nos últimos anos e a previsão de continuidade desse crescimento contribuíram por aumentar expressivamente a demanda por profissionais qualificados por parte das empresas. Diante dessa demanda, Sistema Fiems está investindo neste ano  R$ 2.362 milhões na aquisição de quatro novas unidades móveis para levar, a partir de agosto, programas profissionalizantes do Senai as indústrias.

Essas unidades móveis de costura industrial, colheita florestal, panificação e mecânica de máquinas agrícolas se junta às de comandos elétricos, mecânica diesel, instrumentação e controle de processos, automação industrial CLP (Controladores Lógicos Programáveis) e automação. Cada uma pode atender até 16 alunos por turma.

O diretor regional do Senai-SC, Jaime Verruck, ressalta que a organização será pioneira no caso da carreta de mecânica de máquinas agrícolas. “Essa unidade está sendo montada pelo Senai em parceria com a Agco do Brasil, empresa detentora das marcas Allis, Challenger, Fendt, Massey Ferguson e Valtra, que doou a carreta”.





“Temos falta de pessoal em todo o país porque hoje as padarias não vendem só o pão, mas uma série de produtos. Vamos atender Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá", assegura Raul Barbosa, presidente do Sindepan-MS. O setor é formado por 446 empresas e 2.332 trabalhadores – Foto Senai-MS

Para os representantes das indústrias do vestuário e têxtil, papel e celulose, panificação e metalmecânica, a iniciativa do Sistema Fiems chega no momento oportuno com a expansão da atividade em Mato Grosso do Sul. O empresário José Francisco Veloso Ribeiro, presidente do Sindivest-MS, destaca que o segmento conta com 630 indústrias e 8.666 trabalhadores, mas com previsão de aumentar esse quadro nos próximos meses nas regiões de Campo Grande, Três Lagoas e Dourados.

Segundo Veloso, “a unidade móvel consegue atender de forma mais dinâmica as regiões que não teriam estrutura física montada de célula de confecção para treinamento." As carretas darão agilidade nas qualificações pontuais, ou seja, determinada empresa em região fora do eixo de treinamento vai ter a possibilidade de treinar de forma mais rápido.

Irineu Milanesi, presidente do Simemae-MS, sindicato das áreas de metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico, assegura que o setor agrícola é muito forte e existe a demanda por mecânico de máquinas agrícolas especializados. “A carreta vem em boa hora, pois a demanda está muito grande." O segmento conta com 2.099 indústrias e 17.849 trabalhadores.

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