sexta-feira, 20 de maio de 2011

Torneio mundial de formação profissional: Senai prepara equipe para o WorldSkills de Londres

Na plenitude dos seus 20 anos, Paolo Haji de Carvalho Bueno quer fazer história e sonha alto. Ele é um dos 28 representantes do Senai que estão treinamento em tempo integral para confirmar suas vagas na equipe do Brasil que disputará o próximo WorldSkills, principal torneio internacional de Educação profissional e tecnológica do mundo. Paolo quer confirmar a superioridade dos brasileiros na ocupação Tecnologia da Informação (TI) – medalhas de ouro no WorldSkills 2007, no Japão, e de 2009, no Canadá. O desafio é vencer jovens de países considerados de ponta no segmento, como Singapura, Coreia do Sul, Austrália e Taiwan, num total de 25 competidores. Todos com ate 22 anos de idade.

Treinamento em TI: Robert Knowles (esquerda) e Paolo Hagi (sentado) contaram com as experiências de Anderson Tavares, ouro no Japão, e Tiago Silva, ouro no Canadá - Foto Senai-AL
Treinamento em TI: Robert Knowles (esquerda) e Paolo Haji (sentado) contaram com as experiências de Anderson Tavares, ouro no Japão, e Tiago Silva, ouro no Canadá - Foto Senai-AL

Mas para carimbar seu passaporte, o aluno da Escola Suíço-Brasileira, do Senai de São Paulo, terá de confirmar o domínio de habilidades técnicas e comportamentais em testes simulados que ocorrerão na próxima semana (23 a 27/5), no Senai do Gama, no Distrito Federal. Ele e os outros 27 alunos de Educação profissional do Senai, pré-selecionados em todo o país, tentarão alcançar o índice para a prova internacional – acima de 519 pontos num total de 600. Uma nova bateria seletiva será promovida em agosto, no Senai de São Paulo.

“Essas seletivas são importantes porque são verdadeiras triagens do desempenho técnico de cada um deles. Nelas, são confirmadas quais ocupações terão representação em Londres, com o alcance da nota mínima internacional exigida para cada uma delas”, explica o gerente de Olimpíadas e Concursos do Senai Nacional, José Luís Gonçalves Leitão.

O WorldSkills ocorre a cada dois anos ímpares, desde 1950 – a primeira edição foi em Madri, na Espanha. O torneio reúne cerca de 1.000 jovens competidores de 54 países de todos os continentes, em 45 ocupações industriais, comerciais e de serviços. O mérito do evento vai além do pódio, destaca o professor Leitão. Segundo ele, é uma vitrine na qual empresas e instituições de ensino profissionalizante apresentam jovens talentos e novas tecnologias, com intensa troca de conhecimentos técnicos.

“Ao envolver-se em um evento dessa natureza, é possível o acesso a novas tecnologias, que acabam sendo incorporadas aos currículos técnicos do Senai e às suas formas de aplicação prática no dia a dia. E, aí, certamente, a indústria está ganhando porque estamos trazendo e transferindo inovação via formação profissional”, assinala José Leitão.

Com participações no WorldSkills desde 1983, o Brasil vem obtendo excelentes colocações a cada edição, superando inclusive países tecnológica e industrialmente mais avançados, como Estados Unidos, França e Canadá, além dos os asiáticos. A equipe formada por alunos do Senai conquistou o segundo lugar na classificação geral no Japão e o terceiro no Canadá, com destaques para as ocupações de Mecânica de Refrigeração, Tecnologia da Informação, Desenho Mecânico em CAD e Eletrônica.

Leitão acredita que o Brasil manterá em 2011 o bom desempenho dos dois últimos certames. “Esperamos ficar entre os cinco primeiros colocados do mundo. Mas isso depende muito de como os outros países se prepararão. Estamos trabalhando para que cheguemos a uma faixa de 520 pontos no total, numa escala que vai de zero a 600. Isso representa entre um quinto e um terceiro lugar.”

Analista de sistemas do Núcleo de Tecnologia Multimídia do Senai de Alagoas, Robert Luis Knowles é o expert internacional do Senai na área de tecnologia da informação junto ao WorldSkills. Agora, ele apostas suas fichas em Paolo Bueno, que vem recebendo toda a atenção do especialista do Senai de Alagoas.

Para Knowles, participar do WorldSkills agrega valor ao currículo do competidor. “Eles voltam e logo são absorvidos pelo próprio Senai, como instrutores, ou pelo mercado de trabalho.” O brasiliense Willian Ramon de Sousa, de 19 anos, sabe disso. Se atingir o índice mínimo internacional nas seletivas do Gama e de São Paulo, vai representar o Brasil na ocupação de Mecânica de Refrigeração. De olho no futuro, William pretende abrir uma empresa. “Quero fazer meu nome em Brasília e, quem sabe, no Centro-Oeste.”
Saiba mais no site do Senai no WorldSkills 2011

Um comentário:

  1. É muito bom ver o Robert Knowles a frente dessa desafiadora tarefa de preparar os nossos meninos para o Torneio Internacional a ser realizado em Londres. Sua experiência somada a vontade de vencer dos nossos garotos trarão ao Senai vitórias e conquistas.

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