sexta-feira, 13 de maio de 2011

Indústria Criativa: Palacete em Botafogo vira centro de cultura e educação profissional para o setor

Fechado nos últimos seis anos sem utilização, o belo palacete da família Guinle Paula Machado, na Rua São Clemente, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, capital, ganha um destino nobre. Por iniciativa do Sistema Firjan, abrigará um centro de cultura e de formação profissional para a Indústria Criativa – cinema, teatro, computação/software, moda, design e televisão.

Foto Antonio Batalha

Comprado da tradicional família pelo Sistema por R$ 11 milhões, o palacete em estilo renascentista francês com 1.500 metros quadrados de área construída em terreno de 8 mil metros quadrados. Vai sediar teatro, ambiente para exposições e salas de aulas. A expectativa é que a reforma dure 18 meses. Será a segunda unidade do Sesi/Senai na zona sul carioca, a primeira fica em Laranjeiras. Com esta, serão 60 unidades em todas as regiões do estado, além de um escritório em Brasília.
 
O contrato de compra conta com “de acordo” dos 11 herdeiros, pondo fim ao temor dos cariocas quanto ao destino do prédio tão importante para o bairro e a cidade. As construções geminadas, anexas ao palacete e com endereço pela Rua Dona Mariana, também entraram no negócio.
A casa, construída em 1908 a pedido de Cândido Gaffrée, foi doada a Celina, filha do também industrial e sócio Eduardo Guinle. Na época, a empresa Gaffrée & Guinle florescia como grande potência econômica em vários ramos de atividades, como a de bancos, portos e da construção civil.

O palacete abrigou durante décadas o casal Celina e Lineu de Paula Machado, empresário e fundador do Jockey Club Brasileiro. Celina não deixava de abrir a residência para crianças brincarem no gramado dos jardins de projeto francês que continuarão preservados.

Agora, além de continuar servindo de área de lazer para as crianças do bairro, o espaço ganha brilho para a criatividade do carioca. O próprio Sistema Firjan, em pesquisa recente sobre a Indústria Criativa, apontou o setor como um dos maiores empregadores, com quase um quarto dos trabalhadores (23,1%) do estado. Detalhe: com salários 60% maiores que a média estadual.

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