sexta-feira, 11 de março de 2011

Senai vai estimular indústria a contratar menor aprendiz

"As empresas que contratarem um jovem aprendiz do Senai estarão contribuindo para a formação de novos profissionais e ajudando a reduzir os impactos da carência de profissionais." A afirmação é do diretor de Educação e Tecnologia do Senai de Santa Catarina, Antônio José Carradore. Segundo ele, a organização pretende desenvolver ações de estímulo às indústrias para a contratação de aprendizes. "A capacitação profissional nessa modalidade se completa com a presença do aluno nas empresas, é a forma mais adequada de oferecer uma qualificação plena a esses estudantes, que estão se iniciando no mercado de trabalho."


Os cursos de aprendizagem na área industrial atendem pessoas com idades a partir de 14 anos até 24 anos. Do 16º aniversário, eles já podem trabalhar em empresas em meio período, continuando sua formação no outro. De acordo com Carradore, o Senai está empenhado na melhoria contínua de seu processo educacional. "Nas 35 unidades no estado, temos 399 laboratórios didáticos e 468 salas de aula, o que demonstra a preocupação com uma educação que une teoria à prática." A organização mantém o modelo pedagógico de Educação por Competência, fundamentado na articulação de conhecimentos, habilidades e atitudes.

A aplicação dos pilares do Programa de Educação em Movimento, criado para o desenvolvimento da qualidade no ensino, servirá como plataforma para o crescimento sustentado da formação profissional. O programa promove a implementação de projetos de cursos, recursos didáticos, educação continuada de professores, processos didático-pedagógico, sistema de avaliação e documentos norteadores. Entre os recursos didáticos, por exemplo, está previsto a criação de materiais para acesso por tablets.

O principal foco dos tablets está no acesso à internet. Navegação na web, e-mail e leitura e edição de documentos são algumas das principais atividades que podem ser feitas com eles. Além disso, é possível assistir a vídeos, ver fotos e ouvir músicas.

Em 2010, o Senai catarinense ultrapassou o numero de oito mil estudantes na modalidade, número 20% superior ao do ano anterior e 85% maior do que o de 2008. No encontro, os coordenadores da organização estabeleceram a meta de oferecer anualmente uma média de, no mínimo, 700 horas-aula por aluno e reduzir a evasão a níveis inferiores a 10%. Isso porque, embora os cursos sejam gratuitos, o índice de abandono chega a 18%, considerado elevado.

No estado, o Senai desenvolve um novo modelo de aprendizagem, que já conta com a adesão de 28 indústrias e sistematiza as atividades realizadas nas empresas. "Neste modelo, a atividade laboral complementa de maneira mais objetiva o aprendizado no curso", explica Carradore. A sistematização da atividade prática é exatamente o diferencial em relação ao modelo previsto em lei, que exige apenas a realização do curso em um período e o trabalho profissional no outro. Ao articular a atividade profissional com aprendizado, com a supervisão de professores e profissionais das empresas, os cursos também aumentam a carga horária, de 800 para 1,6 mil horas anuais.

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