quarta-feira, 16 de março de 2011

Redução do investimento resulta em menor crescimento do país, analisa economista

Ivonei Fazzioni
O Brasil deve ter crescimento de 4,5% do PIB em 2011, índice inferior ao de outros países emergentes, como China, Coreia do Sul e Chile. Para o economista Antônio Lanzana (foto), da Fundação Dom Cabral, esse crescimento menor é consequência da baixa capacidade de investimentos do país. "Enquanto a taxa de investimento brasileira é de 19%, em outros países é bem mais elevada: a China investe 40%, a Coreia do Sul, 33% e o Chile, 25%." Lanzana participou nesta terça (15/3) do Ciclo de Debates sobre Planejamento Estratégico do Senai de Santa Catarina, que reúne os diretores das unidades operacionais da organização no estado, no Centro de Eventos do Sistema Fiesc, em Florianópolis.

Para Lanzana, a disparidade da capacidade de investimentos resulta do desequilíbrio fiscal. "O governo brasileiro gasta muito com o custeio e pouco com investimentos. Esse problema é histórico. É do governo atual, como foi dos governos Lula, FHC, Itamar, Collor, Sarney...".

Segundo o economista, o governo Dilma tem o desafio de "recolocar a economia brasileira nos trilhos". Ele afirma que os dois últimos anos do governo Lula foram de excesso de gastos públicos, que subiram de 22,5% do PIB em 2008 para 24,8%, em 2010. Outra argumentação de Lanzana é de que o superávit primário corretamente medido caiu de 4% em 2008 para 1%, em 2010. As consequências, avalia, foram o superaquecimento e aceleração da inflação.

O economista observa que há uma tendência de a geração de emprego não acompanhar a produção. Há também uma tendência para a elevação de salários reais, resultado do aumento de produtividade, organização sindical e redução do ritmo de crescimento da população economicamente ativa.

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