segunda-feira, 7 de março de 2011

Inclusão profissional em Alagoas

Andréia Pinto de Cerqueira é a própria lição de vida. Aos 35 anos, somente começou a andar após ter passado por 19 cirurgias. Destaque em uma grande rede de TV, ela contou a sua história para milhões de brasileiros. Depois do relato, as doações para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), onde se trata há 23 anos, aumentaram.

Mesmo com os problemas de saúde, Andréia trabalhou três anos como voluntária na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal). Feliz, Andréia não precisa provar nada a ninguém, mas corre para realizar um sonho. “A sociedade desclassifica as pessoas com deficiência, mas eu quero é trabalhar.”

Para tanto, ela dá outra lição de vida: é uma das 30 pessoas com deficiência, entre visual, auditiva, física e intelectual, que participam do primeiro curso de aprendizagem ministrado pelo Senai de Alagoas por meio do Programa Senai de Ações inclusivas (Psai). A novidade é que, após dois anos de capacitação, 25 deles serão contratados pelo próprio Senai-AL ou pelo Sesi-AL. Aqueles que não puderem ser contratados pelas organizações do Sistema Fiea deverão ser absorvidos pelo mercado.

Senai-AL

“Vocês (alunos) serão os maiores responsáveis para que consigamos cumprir a nossa missão: qualificá-los e inseri-los no mercado de trabalho. É preciso fazer as empresas reconhecerem o talento de vocês e essa é uma oportunidade de mostrá-lo”, afirmou Nívia Maria Carvalho de Andrade, assessora de Educação do Senai-AL e coordenadora do Psai.

O auditor fiscal do Trabalho José Gomes da Silva participou da aula inaugural do curso, no Senai do Poço, em Maceió. Segundo ele, a maioria das empresas alagoanas demonstra interesse em cumprir a cota de contratação de pessoas com deficiência, obrigatória para quem possui mais de cem empregados, mas enfrenta dificuldades na hora de encontrar pessoal com perfil qualificado para o mercado.

“Esta iniciativa abre as portas do mercado de trabalho e mostra à sociedade que a pessoa com deficiência não é um dependente do estado. É preciso também conscientizar as empresas que elas podem contratar estes profissionais não somente para cumprir cotas, mas por causa da competência delas”, frisou Gomes.

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